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Agência Senado chega a 14 milhões de usuários e 28 milhões de visualizações em 2020

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Em tempos de crescimento descontrolado das chamadas fake news (notícias falsas), a informação correta e de credibilidade ganha cada vez mais relevância. Os números de audiência da Agência Senado refletem isso. No primeiro semestre de 2020, o órgão de comunicação que acompanha 100% das atividades legislativas e institucionais da Casa chegou à marca de 28,2 milhões de visualizações e 14,5 milhões de usuários.

O número de pessoas que acessaram o Portal de Notícias pelo serviço de WebPush também cresceu de forma significativa: 96% em relação ao segundo semestre de 2019, chegando a 236,3 mil internautas. O push é um sistema de notificação enviado às telas iniciais de qualquer tipo de dispositivo, como celular, desktop ou notebook.

O diretor da Agência Senado, Flávio Faria, acredita que o desempenho se deve ao fato de a comunicação pública de qualidade ser uma fonte segura de informações para a população brasileira e também servir de instrumento de valorização da democracia.

— Os números mostram a importância da comunicação pública, especialmente em momentos de incertezas como este. Temos observado uma avalanche de fake news, ora por desinformação, ora por nítida má-fé. Mas o que vale, no final, é a informação com procedência, com apuração cuidadosa, com lastro na realidade. É o que fazemos. É um sinal de que o jornalismo sério exerce uma função essencial para a valorização da cidadania e o fortalecimento da democracia. É resultado de um trabalho em equipe do qual dá muito orgulho participar — avalia. 

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Para a diretora da Secretaria de Comunicação Social do Senado, Érica Ceolin, os números representam um retorno importante para os profissionais que divulgam diariamente o que acontece no Senado para o cidadão. 

— É um reforço para nosso compromisso de informar com agilidade, transparência e credibilidade as votações de projetos e a atuação dos parlamentares. Principalmente neste momento de pandemia, os números revelam que as pessoas querem receber notícias confiáveis — afirma. 

Em relação ao número de visualizações da página, o crescimento é de 44% em relação ao segundo semestre de 2019 e de 98% na comparação com o primeiro semestre do ano passado. Já quantidade de usuários teve elevação de 54% comparada ao primeiro semestre de 2019 e de 84% frente aos primeiros seis meses do ano passado.  

As ferramentas de busca foram a principal origem dos acessos. Do total de usuários, 61% chegaram aos conteúdos do Portal de Notícias a partir das buscas, sobretudo no Google. Os acessos por dispositivo móveis passaram de 65% do total, no primeiro semestre de 2019, para 74% no primeiro semestre de 2020.

Copia e cola

Outro indicativo de crescimento da audiência é a quantidade de comandos de cópia (Ctrl+C) e cola (Ctrl+V) sobre o material produzido. A medição começou em 26 de agosto do ano passado. Desde então, foram 575 mil registros. Só de janeiro a 30 de junho deste ano, foram 374,8 mil, com crescimento expressivo de março em diante, com pico de 89,9 mil em abril. 

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O sistema conta um evento de cópia de um parágrafo por 30 minutos e automaticamente dispara a mensagem de direitos autorais. A reprodução do conteúdo da Agência Senado é livre, basta citar a fonte. 

Mais lidas

As reportagens relacionadas direta ou indiretamente à pandemia do novo coronavírus têm despertado o interesse do público. O texto sobre a aprovação do congelamento de salários do funcionalismo foi o mais lido nos primeiros seis meses do ano, alcançando 987 mil pageviews.

Além disso, quatro matérias relacionadas à criação e expansão do auxílio emergencial de R$ 600 pagos pelo governo a trabalhadores prejudicados pela crise figuram entre as dez mais lidas do período.

Imprensa

Além de fazer reportagens especiais sobre grandes temas em discussão no Parlamento brasileiro, a Agência Senado realiza a cobertura universal das atividades institucionais e legislativas da Casa, o que inclui as reuniões das 19 comissões permanentes em funcionamento e suas subcomissões; as comissões mistas com participação de senadores e deputados; as comissões parlamentares de inquérito (CPIs) e as sessões plenárias do Senado e do Congresso.

O material de texto e de fotografia produzido é utilizado diariamente por outros veículos de imprensa do Brasil e até do exterior. Recentemente, por exemplo, o site brasileiro do jornal espanhol El País publicou com destaque um especial sobre racismo produzido pela Agência

Outra matéria especial destacada recentemente na imprensa nacional foi sobre a chegada do vírus da febre amarela ao Brasil na reinado de Dom Pedro II. Documentos históricos do Arquivo do Senado mostram que, naquela época também, apesar da gravidade da situação, também houve negacionismo e críticas a quarentenas. 

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Fotografia

Desde que as medidas de isolamento social foram implementadas no Distrito Federal, a Agência Senado tem operado em esquema de teletrabalho. Apenas algumas atividades essenciais, como fotografia, permanecem com serviço presencial.

Além de registrar jornalisticamente os momentos relevantes do Parlamento brasileiro, o setor de fotografia da Agência é responsável por tratar, editar, catalogar e manter o acervo fotográfico e jornalístico, atuando para a preservação da memória nacional. 

Em 2019, por exemplo, o Serviço de Fotografia produziu 548 mil fotos, mais que o dobro do ano anterior. Desta quantidade, 129 mil foram catalogadas no acervo histórico da Secom e 51 mil foram inseridas no banco de imagens Flickr do Senado na internet.

Assim como os textos, as imagens são utilizadas pela imprensa. As fotos do Congresso iluminado com as cores do arco-íris no Dia do Orgulho LGBTI, por exemplo, foram publicadas por veículos de todo o país. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Senadores cobram aplicação efetiva da Lei Maria da Penha na pandemia

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As medidas de isolamento e distanciamento social impostas pela covid-19 obrigam as famílias a ficarem mais tempo em casa e as mulheres mais expostas à violência doméstica. Essa situação se destaca no dia em que a Lei Maria da Penha (Lei 11.340, de 2006) completa 14 anos, em plena pandemia de coronavírus. O alerta foi dado por vários senadores nas redes sociais, nesta sexta-feira (7).

Jaques Wagner (PT-BA) destacou o aumento no número de casos de feminicídio no país em 22,2%, entre março e abril, de acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

“Do mesmo modo, as denúncias de violência contra a mulher aumentaram no confinamento. Essa triste realidade reforça a urgência de enfrentarmos este cenário inaceitável, agravado ainda mais pela pandemia. E isso passa pelo fortalecimento da Lei Maria da Penha, fazendo valer o direito de todas as meninas e mulheres viverem livres da violência!”, defendeu.

A Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006 pelo então presidente Lula, criou mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher. A lei é considerada pela Organização da Nações Unidas (ONU) uma das melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência contra as mulheres.  

Pela internet, a senadora Zenaide Maia (Pros-RN), presidente da Comissão Mista de Combate à Violência Contra a Mulher, rendeu homenagens à mulher que deu nome à lei. Maria da Penha ficou tetraplégica depois de duas tentativas de assassinato cometidas pelo então marido, em 1983, que além de atirar, tentou eletrocutá-la no banho.  

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“Símbolo da luta pelo fim da violência doméstica e que dá nome a uma das três melhores leis do mundo de proteção à mulher”, ressaltou Zenaide Maia.

O senador Otto Alencar (PSD-BA) observou que a lei é uma importante conquista da sociedade. “E nesse momento de pandemia, no qual temos que ficar em casa, devemos seguir atentos e vigilantes a todas as formas de violência contra mulheres”, alertou.

Atualização

Para Carlos Fávaro (PSD-MT), a legislação também precisa ser constantemente atualizada. “Em 2020 a pandemia evidenciou o cenário assolador da violência doméstica. Hoje completamos 14 anos da Lei Maria da Penha, instrumento importantíssimo, que ainda merece nossa atenção no Congresso para continuarmos aprimorando medidas protetivas e combatendo a violência contra a mulher”, declarou.

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) defende que o atendimento e a proteção às mulheres vítimas de violências continuem garantidos pelo poder público mesmo neste período.

“Como sabemos, nesta pandemia, o número de casos de violência doméstica aumentou no Brasil. Por isso, apresentei projeto para que os processos envolvendo esse tipo de crime não fossem paralisados durante a crise de saúde, como estavam ocorrendo. Estamos na luta pelo direito das mulheres”, afirmou.

O PL 1.796/2020, do senador Izalci, tramitou em conjunto com o PL 1.291/2020, texto que foi aprovado como substitutivo no dia 3 de junho.

Já Rose de Freitas (Podemos-ES) inclui a prevenção à violência contra a mulher no currículo escolar da educação básica, como tema transversal, e transforma a temática dos direitos humanos e cidadania em disciplina obrigatória. É o que está proposto no PL 1.909/2019 apresentado por ela.  

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“Apesar da legislação fortalecida, muito ainda precisa ser feito para acabar com os altos índices de violência que presenciamos diariamente nos noticiários. Entre as medidas necessárias, o fortalecimento da rede de atendimento às mulheres em situação de violência”, apontou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Outorga de aeroportos ajudará a financiar nova Embratur, prevê proposta

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Um projeto apresentado pelo senador Izalci Lucas (PSDB-DF) determina que 25% do valor arrecadado pelo Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) com as outorgas de aeroportos sirva como fonte de recursos para a nova Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).

Na justificativa do PL 3.737/2020, Izalci lembra que a MP 907/2019, que criou a nova Embratur, determinava que parte dos recursos para financiar a agência seria proveniente de verbas destinadas ao Sebrae. Mas na votação da medida pelo Congresso — que resultou na Lei 14.002, de 2020 —, a previsão caiu. De acordo com o senador, a nova proposta injetará uma quantia considerável de recursos.

“Somente com as outorgas dos últimos três anos, o FNAC recebeu mais de R$ 15 bilhões. Com 25% desses recursos, a Embratur poderá fazer uma promoção internacional eficiente de nossas inúmeras atrações turísticas, podendo competir com outros países, que são muito menores e têm turismo receptivo internacional muito maior que o nosso”, defende o senador.

 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Proposta permite alienação fiduciária eletrônica de veículos

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Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Tema: "Da Prova e das Ações de Impugnação". Dep. Hugo Leal (PSD - RJ)
Hugo Leal: “Taxas de intermediação cobradas oneram o valor do empréstimo, e o consumidor é quem paga a conta”

O Projeto de Lei 4082/20 faz com que a alienação fiduciária seja feita eletronicamente e não mais presencialmente em cada Departamento de Trânsito (Detran). Em alguns estados, os Detrans só transferem a propriedade de veículos com alienação fiduciária (caso em que o credor mantém a posse até o fim do financiamento) se o contrato de alienação for registrado em cartório.

Pela proposta, a propriedade fiduciária será feita eletronicamente pelo Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). Com a propriedade fiduciária o consumidor/devedor mantém a posse direta do veículo, mas não a propriedade, não tendo disponibilidade do bem em si.

Atualmente, o Código Civil (Lei 10.406/02) exige o registro na repartição competente para o licenciamento.

Segundo o deputado Hugo Leal (PSD-RJ), autor do texto, a ideia é simplificar e otimizar a forma de registro do contrato que institui a propriedade fiduciária de veículos junto ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). “O principal beneficiário é o consumidor que terá uma diminuição no empréstimo para aquisição de veículo, pois as taxas de intermediação cobradas oneram o valor do empréstimo, e o consumidor é quem paga a conta”, disse.

Para Leal, a sistemática hoje utilizada no registro da propriedade fiduciária é diferente nos diversos Detrans existentes no País. “Em alguns estados, o Detran terceiriza o serviço de registro. Os interessados são obrigados a recorrer a empresas e pagar elevadas taxas para o registro do contrato”, afirmou o deputado.

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Há um outro problema para Hugo Leal, o impedimento de instituições financeiras conseguirem fazer financiamento porque não tem relação contratual com as empresas terceirizadas pelos Detrans para fazer o registro do contrato que institui a propriedade fiduciária. Para o deputado, a proposta faz com que o sistema como um todo se torna “mais simples e muito mais barato”.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Rachel Librelon

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