Saúde

Aneurisma: entenda a doença que acometeu a atriz Emilia Clarke

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Emília Clarke
Reprodução: commons – 18/07/2022

Emília Clarke

A atriz Emília Clarke, que interpretou Daenerys Targaryen em Game Of Thrones, disse em entrevista ao programa britânico Sunday Morning BBC que parte de seu cérebro não funciona mais devido a dois aneurismas que teve e precisou tratar entre 2011 e 2013. A artista, que tinha 22 anos quando teve o seu primeiro diagnóstico, avaliou que a série foi fundamental para dar um propósito de vida à ela.

“Foi apenas a dor mais excruciante, vômitos enormes, tentando recuperar a consciência. Fiquei dizendo minhas falas da série na cabeça. Se você está vomitando e tem dor de cabeça, isso não é bom para o seu cérebro. Estou na minoria muito pequena de pessoas que podem sobreviver a isso”, explica.

O aneurisma é a dilatação anormal de uma artéria, que dependendo do tamanho pode se romper causando uma hemorragia, ou, em muitos casos, pode permanecer sem estourar durante toda a vida. Eles podem ocorrer em qualquer artéria do corpo, como as do cérebro, coração, rim ou abdômen. Entretanto, as do tipo cerebral, como as de Emília, da aorta torácica e abdominal, apresentam maiores taxas de mortalidade.

Quando acontece no cérebro, o rompimento pode provocar um AVC, como aconteceu com a irmã mais nova de Juliette, ganhadora do BBB-21, Julienne, que faleceu aos 17 anos e, em casos mais graves, uma hemorragia cerebral.

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Estima-se que 2% da população mundial tenha algum tipo de aneurisma e em geral os episódios de ruptura e sangramento ocorrem a partir dos 50 anos, afetando mais as mulheres. Quando há o estouro, apenas 2/3 dos pacientes sobrevivem, e metade deles, tem sequelas que comprometem a qualidade de vida. Porém, é cada vez mais comum o diagnóstico em jovens com menos de 30 anos.

Fatores de risco Entre os principais fatores de risco para um aneurisma em jovens é a predisposição familiar — cerca de 15% dos portadores pertencem a uma família com incidência da enfermidade —, o excesso de álcool, o tabagismo, a pressão alta sem controle, além da diabetes e do aumento dos níveis de colesterol e triglicérides, também são fatores que agravem as chances de ter a doença.

Algo mais raro, mas que pode ser levado em consideração, são os aneurismas congênitos: pacientes que já nascem com tendência à fragilidade dos vasos e à formação de um aneurisma cerebral, entretanto a maioria deles ocorre por conta da pressão alta sem tratamento.

Os níveis de estresse elevados, depois da pandemia principalmente, também podem ser levados em observação. Isso porque o estresse em si não é um sinal de risco para aneurismas, porém, associado a alterações na pressão arterial, acaba se tornando um sinal fatal. O mesmo vale para um esforço físico intenso.

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Sintomas Os aneurismas são divididos em três grupos de acordo com o seu tamanho: pequenos, com até 10 milímetros; grandes entre 10 e 25 mm e os gigantes, acima de 25 mm. Um aneurisma cerebral pequeno costuma ser assintomático, com a dilatação podendo ficar por anos no cérebro da pessoa sem que ela saiba. Conforme cresce, ele pode comprimir uma estrutura cerebral e provocar sintomas que variam de acordo com a área do cérebro afetada.

As manifestações ocorrem, na maioria dos casos, quando já há o rompimento. A intensidade dos sintomas está diretamente relacionada ao tamanho e a extensão do sangramento. Os mais abundantes podem ser fatais.

Entretanto, o paciente costuma sentir uma forte dor de cabeça, relatada como a pior da vida, rigidez no pescoço, súbita presença de visão dupla ou borrada, dor acima ou atrás dos olhos, dificuldade para enxergar, tontura, dificuldade para andar. Além de fraqueza, convulsões, náuseas e vômitos.

Prevenção e tratamento Como a incidência de aneurisma em pacientes mais jovens é raro, não há segredos para a prevenção, além da redução no uso de bebidas alcoólicas, a suspensão do cigarro. Uma dieta rica e balanceada em frutas, verduras e legumes e a prática de atividades físicas que ajudem a diminuir o colesterol.

O aneurisma pode ser detectado em exames de imagens rotineiros como tomografias, ressonâncias magnéticas ou angiografia do crânio. É sempre importante ter o diagnóstico precoce para ter os melhores meios e caminhos para o tratamento e, claro, antes de um possível rompimento.

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No caso de ruptura, o paciente deve ser levado o mais rápido para o hospital para que seja realizado o fechamento dessa dilatação. O tratamento mais utilizado e recomendado é a cirurgia. Uma delas, chamada de embolização, é minimamente invasiva, e consiste em introduzir um cateter pela virilha do paciente. Este tubo vai ao encontro do aneurisma para fechá-lo. Feita sob efeito de anestesia local e geral.

Entretanto há casos em que a cirurgia convencional seja mais recomendada, na qual o neurocirurgião abre o crânio (craniotomia) e coloca um clipe no aneurisma, o que impede o recebimento de sangue.

É sempre importante consultar um médico para avaliar qual é o melhor tratamento. Geralmente o paciente fica internado por três dias no hospital e retorna às suas atividades regulares depois de uma semana. Isso, claro, nos aneurismas tratados de forma eletiva e programada, ou seja, aqueles que não tiveram suas dilatações rompidas e não há sangramento.

Fonte: IG SAÚDE

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Ministério da Saúde lança Campanha Nacional de Vacinação

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Confira, a seguir, informações como as faixas etárias para as diferentes categorias de vacinação
Tânia Rêgo/Agência Brasil – 26/01/2022

Confira, a seguir, informações como as faixas etárias para as diferentes categorias de vacinação

O Ministério da Saúde lançou hoje (7), em São Paulo, a Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite e de multivacinação. O objetivo é recuperar a cobertura vacinal de crianças e adolescentes que deixaram de tomar os imunizantes previstos no calendário nacional.

A partir de amanhã (8), cerca de 40 mil salas de vacinação em todo o país estarão abertas para aplicar doses de 18 tipos de imunizantes previstos no calendário nacional de vacinação para esse público. A campanha terminará em 9 de setembro.

A vacinação contra a poliomielite é destinada para crianças menores de 5 anos. A multivacinação é para crianças e adolescentes menores de 15 anos. Para crianças estarão disponíveis os seguintes imunizantes :

Hepatite A e B; Penta (DTP/Hib/Hep B), Pneumocócica 10 valente; VIP (Vacina Inativada Poliomielite); VRH (Vacina Rotavírus Humano); Meningocócica C (conjugada); VOP (Vacina Oral Poliomielite); Febre amarela; Tríplice viral (Sarampo, Rubéola, Caxumba); Tetraviral (Sarampo, Rubéola, Caxumba, Varicela); DTP (tríplice bacteriana); Varicela e HPV quadrivalente (Papilomavírus Humano).Para adolescentes: HPV; dT (dupla adulto); Febre amarela; Tríplice viral; Hepatite B, dTpa e Meningocócica ACWY (conjugada).

Segundo o ministério, a partir dos três anos de idade, as vacinas de covid-19 podem ser administradas de forma simultânea ou com qualquer intervalo com os demais imunizantes.

Ao participar do lançamento da campanha, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que o último caso de pólio no Brasil foi registrado em 1989.

Segundo ele, a cobertura vacinal da população está diminuiu em todo o mundo, principalmente durante o período da pandemia de covid-19. O ministro também conclamou as famílias a levarem as crianças para vacinar.

“Peço aos pais que levem seus filhos para as salas de vacinação. É inaceitável que, hoje, no século 21, 100 anos depois do esforço extraordinário de Oswaldo Cruz para introduzir esses conceitos sanitários no Brasil, nós tenhamos ainda crianças com doenças que podem ser evitáveis por vacina”, afirmou.

O ministério espera vacinar cerca de 14.3 milhões de pessoas contra a polio. Todos os imunizantes ofertados têm registro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Adolescente que acreditava ter Covid descobre tumor cerebral

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Jovem de 15 anos é diagnosticado com tumor no cérebro
Divulgação / Ronald McDonald House United Kingdom

Jovem de 15 anos é diagnosticado com tumor no cérebro

Um adolescente de 15 anos foi diagnosticado com um tumor no cérebro no Reino Unido após sentir dores de cabeça constantes que foram interpretadas inicialmente como sintomas da Covid longa. O quadro é classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a persistência dos sinais da Covid-19 por três meses ou mais após a infecção.

Kane Allcock recebeu um diagnóstico positivo para a contaminação pelo novo coronavírus no último ano novo, depois de sentir uma leve dor de cabeça. Mais de duas semanas depois, quando a infecção já havia passado, as dores persistiram. Em março, os pais do adolescente decidiram o levar ao hospital, conforme as dores se tornavam mais intensas e constantes, mas os resultados dos testes não indicaram nenhum problema.

“A conclusão foi que ele possivelmente ainda estava sofrendo os efeitos posteriores da Covid, então fomos para casa e fomos instruídos a voltar se algo piorasse. Na semana seguinte, ele parecia ir ladeira abaixo rapidamente. As dores de cabeça estavam ficando mais frequentes, e ele estava ficando tonto e com dores no pescoço”, conta a mãe de Kane, Nicki Allcock, ao site da Casa Ronald McDonald do Reino Unido, instituição que auxiliou os familiares do jovem durante o tratamento.

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“Liguei novamente para o clínico geral e fomos mandados de volta ao hospital, onde ele fez mais avaliações neurológicas. Como os resultados foram bons novamente, eles ainda estavam pensando que era Covid longa ou possivelmente enxaquecas desencadeadas pela puberdade”, continua Nicki.

Ela conta que as dores continuaram, e a família chegou a procurar um outro médico, que fez um exame geral e concluiu, novamente, que deveria ser resultado da síndrome pós-Covid. No dia seguinte, a situação piorou e eles voltaram ao hospital. Nicki diz que sabia ter algo de errado com o filho pois havia notado também um pequeno amassado na cabeça de Kane.

“Ele estava segurando sua cabeça e balançando em agonia. Ele não conseguia andar direito. Eles fizeram alguns exames de sangue e o colocaram em oxigênio e analgésicos intravenosos. A mensagem que eu estava recebendo era que ele ainda estava sofrendo de enxaqueca. Mas quando estávamos sendo registrados na ala de avaliação, falei com uma enfermeira que parecia nos levar mais a sério e disse a ela que notei um amassado na parte de trás da cabeça de Kane”, diz a mãe do adolescente.

Eles então passaram a noite no hospital. Na manhã seguinte, as dores estavam ainda piores e Kane teve uma convulsão. Os médicos socorreram o jovem e decidiram então que ele deveria ser submetido a um exame de ressonância magnética. Duas horas depois, vieram os resultados.

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“Steve (marido de Nicki) e eu fomos levados para uma sala e nos disseram que haviam descoberto um quadro de hidrocefalia aguda, que é um acúmulo de pressão no cérebro causado pelo excesso de líquido. Isso não foi o pior de tudo, no entanto. Eles também encontraram um grande tumor”, conta a mãe.

Kane foi então levado para uma cirurgia de emergência para tratar a hidrocefalia. Dois dias depois, ele voltou à sala de operações para remover o tumor. O procedimento, que levou quase oito horas, foi bem sucedido e indicou ainda outra boa notícia: o tumor era benigno. Quatro dias depois, ele teve alta e voltou para casa. O adolescente precisou ainda passar por uma outra operação devido à volta da hidrocefalia, mas teve alta e agora está bem, diz a mãe.

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Fonte: IG SAÚDE

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Covid-19: Brasil supera a marca de 680 mil mortes

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Brasil ainda enfrenta a Covid
André Biernath – @andre_biernath – Da BBC News Brasil em Londres

Brasil ainda enfrenta a Covid

O Brasil registrou, neste sábado, 210 novas mortes pela Covid-19, elevando para 680.012 o total de vidas perdidas no país para o novo coronavírus. Já a média móvel foi de 211 óbitos. O número registrado é 9% menor que cálculo de duas semanas atrás, o que demonstra tendência de estabilidade pelo vigésimo dia consecutivo.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

O país também registrou 24.577 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 34.009.075 infectados pelo coronavírus desde o começo da pandemia no país. A média móvel foi de 27.089 diagnósticos positivos. O número é 35% menor que o cálculo de 14 dias atrás, o que demonstra uma tendência de queda que continua desde o último dia 22, há 16 dias.

Os números de casos e mortes foram atualizados em 21 estados. Seis não registraram óbitos neste sábado.

A “média móvel de 7 dias” faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído” causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

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Vacinação

Com o avanço da vacinação, diversos estados vêm deixando de divulgar dados sobre a aplicação de vacinas nos finais de semana e feriados, tornando os dados imprecisos. Por esse motivo, o consórcio de veículos de imprensa passa a divulgar, nestes dias, apenas casos e mortes provocados pela Covid-19. Os números represados virão nos dias seguintes, geralmente, nas segundas e terças-feiras.

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Fonte: IG SAÚDE

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ALMT – Campanha Fake News II

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