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Economia

Aprenda a consultar o saldo do FGTS e já calcule quanto poderá sacar em 2020

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Trabalhadores da iniciativa privada poderão fazer saques anuais no Fundo de Garantia. Em 2020, os valores variam de acordo com o saldo

O brasileiro já está fazendo as contas e pensando o que poderá fazer com o dinheiro extra do saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Na semana passada, o governo liberou um saque parcial do  FGTS já a partir de setembro.

No primeiro momento, o cotista poderá fazer um saque emergencial de R$ 500, pelo menos aqueles que fazem aniversário entre setembro e março. Para o ano que vem, o beneficiário poderá aderir a uma nova modalidade de retirada do dinheiro com periodicidade anual, o saque-aniversário.

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O percentual varia de 5% a 50%, sendo que quem tem mais dinheiro poderá sacar uma fatia menor dos recursos aplicados, além de um valor adicional por faixa de saldo. Sendo assim, para saber quanto será possível sacar a partir de 2020, é necessário saber o saldo do FGTS.

Como consultar o saldo de sua conta do FGTS

A consulta do valor disponível em sua conta do Fundo de Garantia está disponível no site da Caixa Econômica Federal . Para isso, é preciso realizar um cadastro, em que é requerido o seu número do NIS/PIS (disponível no Cartão do Cidadão, na Carteira de Trabalho ou no extrato impresso do FGTS) e criar uma senha.

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Site da Caixa 

  • Informe o seu número do NIS/PIS e faça seu cadastro, clicando em “criar senha”;
  • Leia o regulamento e clique em aceito;
  • Preencha seus dados pessoais; e
  • Crie uma senha de até oito dígitos.
  • Após seguir esses passos, basta realizar o login para poder acessar suas informações.

Aplicativo

Com a mesma senha do site, é possível checar as informações no seu celular, no aplicativo do FGTS. O app está disponível para Android, iOS e Windows Store. O cadastro da senha também pode ser feito diretamente no celular, seguindo os mesmos passos do site. Confira o passo a passo para se cadastrar pelo app:

  • Na tela inicial, clique em “Primeiro Acesso”;
  • Leia o contrato e aperte em “aceitar”;
  • Informe o número do NIS/PIS e aperte “Continuar”;
  • Preencha o formulário e aperte “Próximo”; e
  • Crie a senha e clique em cadastrar.

SMS e email

Pelo celular, é possível receber a cada mês informações atualizadas sobre saldo disponível e depósitos feitos na conta por SMS. O serviço também está disponível por email. Neste caso, a escolha substituiria o extrato do Fundo em papel, que é enviado a cada dois meses.

O cadastro para esses serviços também deve ser feito no site da Caixa ou pelo aplicativo do FGTS. Caso opte pelo extrato impresso, as opções digitais também permitem atualização do endereço.

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Agora que você já sabe o seu saldo do FGTS use a calculadora para saber o valor que poderá ser sacada em 2020, de acordo com a data do seu aniversário


A medida do governo federal divulgada na semana passada cria duas regras. A primeira para aqueles que fazem aniversário entre setembro e março . Esses trabalhadores poderão realizar o saque de R$ 500 a partir do mês de seu aniversário, com dois meses de tolerância.

Os demais entram na regra geral, que passa a valer em abril de 2020 e segue uma tabela de retiradas e valores adicionais de acordo com o dinheiro disponível nas contas do  FGTS  .

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Economia

Presidente do Banco do Nordeste é exonerado um dia após tomar posse

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O presidente do Banco do Nordeste ( BNB ), Alexandre Cabral , que tomou posse em Fortaleza na última terça (2), será exonerado do cargo. A informação foi noticiada primeiramente pela jornalista Cristiana Lobo nesta quarta-feira (3).

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De acordo com a jornalista, um importante auxiliar do presidente teria dito que Cabral “está cheio de problemas”. O presidente é alvo de investigação do Tribunal de Contas da União ( TCU ) por suspeita de irregularidades enquanto foi presidente da Casa da Moeda em 2018, segundo o que informa o jornal “O Estado de S. Paulo” desta quarta.

O agora ex-presidente do BNB, Alexandre Cabral
Reprodução/ Casa do Moeda

O agora ex-presidente do BNB, Alexandre Cabral


Quem indicou Cabral foi o ministro da Economia, Paulo Guedes , para tentar evitar uma indicação do Partido Liberal ( PL ) de Valdemar da Costa Neto .

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De acordo com o ministro da Articulação Política, general Luiz Eduardo Ramos , o nome não foi indicação política. “A imprensa fala que é indicação do Centro Democrático – eu não mais falo em Centrão, que é muito pejorativo – e isso nos traz problemas, mas não foi”, afirmou.

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Economia

Com 70% de inadimplência, faculdades em SP evitam reduzir as mensalidades

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A pandemia do novo coronavírus (Sars-coV-2) provocou um crescimento de mais de 70% de inadimplência nas universidades privadas, segundo o Sindicato de Entidades Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp). Sem trabalho ou com rendimentos reduzidos, alguns estudantes atrasaram as mensalidades ou até já abandonaram os cursos.

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PUC-SP
Divulgação

PUC-SP é uma das faculdades impactadas pela inadimplência

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Na internet, alunos se organizam para cobrar melhores condições de pagamento dos débitos, melhorias no conteúdo programático e redução do valor das mensalidades argumentando que disciplinas presenciais foram convertidas para o regime EAD e que suas rendas foram afetadas pela pandemia de Covid-19.

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De frente a uma realidade inesperada, Maria Falcone, estudante e presidente do Centro Acadêmico da FEA, da PUC-SP, uniu forças a outras chapas, como a de direito e a de medicina, que compartilham das mesmas dificuldades , para criar a campanha “Reduz PUC”.

No Instagram , o perfil da campanha coleciona histórias de estudantes com problemas, seja para contactar a universidade, com dificuldades financeiras e até com reclamações sobre a qualidade do ensino, que supostamente teria caído.

“Meu pai e eu desempregados, minha mãe com o salário reduzido em 70%. Eles me mandaram um e-mail da rematrícula, que só será possível pagando os débitos. Agora me diz, como vou conseguir pagar isso?”, relatou um estudante, no perfil do “Reduz PUC”, que preferiu não se identificar.

De acordo com Maria Falcone, tentativas de diálogo com a universidade não faltaram. “Levantamos propostas e soluções para a Fundasp (mantenedora da PUC) e para a reitoria”, afirma.

“Passaram-se semanas e até agora não recebemos resposta. Ou seja, tem gente passando necessidade sem saber se no mês seguinte estará cursando o ensino superior que desejou a vida toda ou se vão ter que abrir mão disso porque estão sem dinheiro para comprar o mínimo, para se manter em casa”, acrescenta.

Faculdade de Belas Artes
Divulgação

Alunos da Faculdade Belas Artes aderiram ao protesto

Assim como os estudantes da PUC-SP, alunos de outras instituições aderiram ao protesto. Nas redes sociais é possível encontrar inúmeros perfis semelhantes ao “Reduz PUC”, como o “Reduz Belas Artes” e o “Reduz Mackenzie”.

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Pedro Aguiar, estudante de Publicidade e Propaganda da Belas Artes, disse que criou o movimento “Reduz BA” junto de amigos para unificar as reclamações dos alunos e repassá-las de forma mais coesa a universidade.

Diferente do ocorrido na universidade católica, porém, Pedro afirma que a iniciativa resultou em uma reunião com membros da coordenação da Belas Artes, onde os representantes argumentaram a proposta e relataram a existência de uma análise caso a caso.

“Eu fiz um pedido de redução , mas só o que me ofereceram foi um desconto de 50% na mensalidade de junho, porém, no próximo semestre eu teria que pagar os outros 50% parcelado em até seis vezes”, revelou.

Já no Instituto Presbiteriano Mackenzie , a realidade é similar. Beatriz Lima, estudante de direito e co-fundadora do “Reduz Mackenzie”, relatou: “São três meses sem ir à universidade, sem desfrutar do que o campus pode fornecer. Muitos cursos demandam necessidade de laboratórios e as pessoas não estão tendo essas aulas. Sabendo disso, não achamos justo a universidade cobrar o valor integral”.

Procurada pelo Portal iG , a assessoria do Mackenzie alegou que não haverá redução da mensalidade, pois a instituição está honrando com contratos de professores e colaboradores, além de manter a qualidade do ensino.

“Não existe a possibilidade genérica de haver redução nos pagamentos das mensalidades. Estamos sob regime de excepcionalidade e, embora assim, mantendo todo o conteúdo programado para o ensino” iniciou o comunicado.

faculdade Mackenzie
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Mackenzie afirma que não pretende diminuir as mensalidades

Entretanto, a instituição mostrou-se aberta para dialogar sobre os débitos dos discentes: “Estamos, sim, abertos à toda comprovada dificuldade dos alunos que nos procurarem. Para cada caso, iremos buscar uma solução negociada que atenda o aluno e/ou responsável realmente necessitado sem prejuízo à evolução do seu histórico acadêmico”, completou.

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Segundo Beatriz, do Mackenzie, assim como na Belas Artes, a universidade oferece apenas um parcelamento da mensalidade, o que para ela não parece viável.

“Acreditamos que isso vai causar um endividamento a longo prazo, pois vai chegar um momento que família estará pagando a mensalidade parcelada e a regular, ou seja, vai virar uma bola de neve”, afirma a estudante.

Uma recente pesquisa realizada pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp) aponta que 484 mil estudantes no País devem terminar 2020 fora das instituições privadas.

Para Maria Falcone, da PUC, isso já é uma realidade. “Uma quantidade considerável de alunos trancaram matérias e matrículas para poder aliviar o valor da mensalidade, muitos relataram ainda ter interesse em trancar. Outros que têm intenção de se rematricular, mas não podem por estarem inadimplentes”, comenta ela.

Uma luz no fim do túnel

Leci Brandão
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A cantora Leci Brandão começou sua carreira política em 2004


Foi publicado em março no Diário Oficial, um projeto de lei da deputada estadual Leci Brandão (PCdoB-SP), que prevê a redução da mensalidade em 33,3% nas universidades privadas, garantia de rematrícula mesmo em inadimplência e a impossibilidade de juros nos pagamentos de mensalidades.

O projeto é voltado para estudantes do ensino superior e de pós-graduação e é válido durante o Plano de Contingência do Estado de São Paulo para Infecção Humana pelo novo coronavírus (Sars-coV-2), ainda sem data de término.

“O PL foi protocolado pela deputada Leci Brandão, em parceria com a UEE-SP, e visa proteger os estudantes durante a pandemia e evitar a evasão universitária” observou Caio Yuji, presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP).

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Para se tornar lei, o projeto da deputada tem um longo caminho, tendo que passar por duas comissões, ser votado e, por fim, aprovado pelo Executivo.

Além de São Paulo

Fora da cena paulistana, no Rio de Janeiro, o Procon-RJ ingressou com uma ação civil pública contra a Universidade Estácio. Com mais de 300 reclamações feitas por alunos de medicina, a empresa foi uma das quatro faculdades notificadas pelo órgão, porém se recusou a apresentar a planilha de custos.

Com o resultado favorável ao público, a Justiça determinou que a universidade aplique uma redução de 15% sobre o valor das mensalidades referentes aos cursos presenciais a partir de abril de 2020.

Além da Estácio de Sá, as universidades Veiga de Almeida, Unigranrio e Cândido Mendes também foram notificadas pelo Procon-RJ. A autarquia aguarda a chegada de novos esclarecimentos destas empresas para trabalhar de forma a solucionar as demandas. Em São Paulo, o Procon ainda não têm registro de ações civis.

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Procuradas pela reportagem do Portal iG , até a publicação desta matéria as assessorias da PUC-SP e da Belas Artes não responderam.

Confira a nota do Mackenzie na íntegra:

“Não existe a possibilidade genérica de haver redução nos pagamentos das mensalidades. A Instituição está honrando com todos os contratos com seus professores, colaboradores e fornecedores. Estamos sob regime de excepcionalidade e, embora assim, mantendo todo o conteúdo programado para o ensino. Nosso comprometimento é garantir a qualidade e a quantidade do ensino (conteúdo programático e dias letivos determinados pelo MEC), incluindo ao longo do semestre seguinte aulas em períodos alternativos, de modo a cumprir a grade acordada com cada aluno quando contratou nossos serviços educacionais.

Estamos, sim, abertos à toda comprovada dificuldade dos alunos que nos procurarem. Para cada caso, iremos buscar uma solução negociada que atenda o aluno e/ou responsável realmente necessitado sem prejuízo à evolução do seu histórico acadêmico. Temos um Setor de Atendimento Financeiro ao Aluno que está sempre aberto a ouvir e apresentar soluções para cada específica situação financeira apresentada”, Instituto Mackenzie.

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Economia

‘Temos só 25% do que esperávamos de fraude no auxílio’, diz presidente da Caixa

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pedro gumaraes
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal, disse que fraudes foram menores do que esperado

Durante coletiva nesta quarta-feira (3), o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou que o número de fraudes no auxílio emergencial foi abaixo do esperado.

“Fraudes e potenciais fraudes de documentos são evitadas pela Caixa Econômica, minimizadas por toda essa questão dos aplicativos que colocamos, e é difícil acontecer. Nós temos 25% só do que esperávamos de fraude, então reduzimos a um volume de fraudes muito inferior ao que se esperava, exatamente por todos esses controles”, disse o presidente.

Ao mesmo tempo, Guimarães indicou que a responsabilidade por fraudes no pagamento do auxílio emergencial é da Dataprev, empresa estatal que faz as análises dos cadastramentos.

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“Não cabe à Caixa Econômica Federal essa análise. E não cabe explicitamente, porque nós não temos essa base de dados em termos de checagem dos outros benefícios. A lei é muito explícita e só a Dataprev tem a possibilidade de cruzamento para saber se as pessoas receberam mais de R$ 28 mil em 2018, se o grupo familiar recebeu mais de três salários mínimos, se a pessoa recebeu mais de meio salário mínimo. Então são bilhões de cruzamentos de dados realizados pela Dataprev e verificados pelo ministério da cidadania. O que nós fazemos além do pagamento de 60 milhões de pessoas todos os meses é a checagem de documentos”, afirmou.

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No mês de maio, dados sobre  fraudes no auxílio emergencial foram divulgadas. Mais de 160 mil empresários , donos de artigos de luxo, receberam indevidamente o auxílio emergencial. Além disso, quase 190 mil militares também obtiveram o auxílio indevidamente.

O ministério da defesa respondeu em nota que “Antes mesmo da decisão do Tribunal de Contas da União [de que os recebimentos indevidos deveriam ser devolvidos], conforme informado em nota à imprensa de 11 maio, [o ministério da defesa] já havia constatado, com o apoio do ministério da cidadania, a possibilidade de pagamento indevido do auxilio emergencial a pessoas de sua base de dados e já vinha adotando todas as medidas necessárias à apuração do ocorrido, a fim de permitir a restituição ao erário e as demais medidas decorrentes, conforme é sempre realizado em situações semelhantes, em função dos valores morais cultuados pelas Forças Armadas.”

Sobre como a apuração desses dados foi feita, o ministério da defesa não respondeu.

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