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Armazém para Todos é lançado pela Aprosoja MT

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Armazém para Todos é lançado pela Aprosoja MT

A disparidade em relação a produção e a capacidade de armazenagem é o grande gargalo do setor produtivo

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16 de Junho de 2021

Uma realidade: Mato Grosso é o maior produtor de grãos do país. Um problema: déficit de armazém. A demanda: aumentar o número de armazéns. Diante dessa realidade, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) lançou, nesta quarta-feira (16.06), a campanha Armazém para Todos com objetivo de incentivar a construção de silos para que o agricultor de pequeno e médio porte tenha onde guardar os grãos.

“O produtor precisa ser dono daquilo que produz. A armazenagem tem que ser para todos”, enfatizou o presidente da Aprosoja, Fernando Cadore, durante coletiva de imprensa com os jornalistas. “A disparidade em relação ao que produzimos (cerca de 70 milhões de grãos) e a capacidade de armazém (2.211 unidades) é o grande gargalo do setor produtivo. Não temos silos suficientes para comportar as safras de soja e milho”, esclareceu Cadore.

A campanha Armazém para Todos passa pela questão socioeconômica, uma vez que garante ao produtor maior rentabilidade, tranquilidade na colheita e garantia de alimento o ano todo para o cidadão. Além disso, reduz o fluxo nas rodovias, custos na produção, desgastes na logística e desperdício de alimentos. “É hora de quebrar paradigmas. Precisamos desburocratizar o acesso ao crédito para a armazenagem”, pontou Cadore.

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O produtor rural Zilto Donadello, e também coordenador da comissão de Sustentabilidade da Aprosoja, revelou que neste ano perdeu de sete a oito sacas de soja por hectare, justamente por não ter armazém. Ao fazer uma simulação com os dados da propriedade, por meio da plataforma eletrônica criada pela Aprosoja, ele conseguiu ter ideia da viabilidade econômica para construir silos.

“De acordo com o simulador, se eu construir um armazém de 1.000 toneladas deixaria de perder em média 6,5 sacas por hectare. Com isso, teria uma dinâmica de comercialização melhor. Hoje eu tenho um custo elevado na produção com frete, filas de descargas, descontos nos armazéns e trading”, explicou Donadello.

Evolução da produção

Mato Grosso avançou em produção, tecnologia e manejo do solo. Para se ter uma ideia, nos últimos 10 anos, o Estado evoluiu em mais de 43 milhões de toneladas da produção de soja e milho. Em contrapartida, a capacidade de armazenagem aumentou apenas 11,88 milhões, neste mesmo período.

Com a expectativa de avanço produtivo nos próximos anos, Mato Grosso precisaria ampliar a capacidade estática para 125 milhões de toneladas até 2030, ou seja, teria que apresentar uma taxa de crescimento anual da capacidade de armazenagem na ordem de 22,9%, frente aos 3,7% observados nos últimos anos. 

Fonte: APROSOJA

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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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Origem Premium: Raça Araguaia desenvolvida em Mato Grosso, ganha novos selecionadores pelo Brasil

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A Raça Araguaia, bovino de corte desenvolvido pelo Grupo Origem Premium, tem se consolidado por sua excelência e vem atraindo o interesse de pecuaristas de todo o Brasil.

Com os bovinos da Raça Araguaia ao fundo estão, o sócio-diretor da Origem Premium Alexander Estermann, o idealizador da Raça Araguaia, Raul Almeida Moraes Neto e os sócios, Eduardo Ferrareze e Guilherme Nogueira. (da esq. para a dir.) – Foto: Marco Ankosqui

O animal de Raça Araguaia é resultado da cruza de bovinos Blond D’Aquitaine (47%), a Caracu (28%) e a Nelore (25%). A composição genética trouxe mais resistência, precocidade produtiva e reprodutiva, além da adaptação ao ambiente quente e seco do cerrado brasileiro. Criado inicialmente, em Torixoréu (MT), na região do Vale Araguaia, ganhou destaque em 2013, quando obteve a certificação aprovada pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), sendo também considerado o primeiro bovino composto de corte, não sendo constituído unicamente, por raças zebuínas, a ser controlado pela ABCZ .

Os produtores parceiros da Origem Premium aplicam boas práticas agropecuárias, com o objetivo de garantir a segurança alimentar com sustentabilidade. – Foto: Origem Premium

Contudo, existem outros fatores que justificam o prestígio da Raça Araguaia na pecuária de corte. A alta fertilidade, a precocidade das fêmeas que iniciam o ciclo reprodutivo entre os 14 e os 18 meses, a taxa de conversão alimentar entre 25% a 30% superior do que a média nacional, seu rápido desenvolvimento de carcaça e terminação, asseguram um ótimo retorno financeiro aos produtores.

Os animais são criados soltos nos pastos, adotando procedimentos de Pecuária Regenerativa e da TIP (Terminação Intensiva à Pasto). – Foto: Origem Premium

Além disso, o bom manejo pecuário associado à Raça Araguaia pode ser considerado um caminho para produção sustentável, por ocorrer em um ambiente que preserva e prestigia os conceitos de sustentabilidade. Devido ao desempenho superior da genética, seu ciclo produtivo é mais curto em relação à média nacional, estas características promovem uma menor pressão sobre os recursos naturais, como por exemplo, ao solo e a água, outra contribuição ambiental, em razão da precocidade dos animais da Raça Araguaia, é a mitigação das emissões dos gases de efeito estufa (GEE).

Além da qualidade, do sabor, da tecnologia e da praticidade, uma de nossas maiores marcas está na sustentabilidade do processo produtivo. – Foto: Origem Premium

Sua carne se enquadra aos padrões gourmet, por sua maciez, paladar característico e baixo teor de gordura, essas propriedades vêm de encontro à crescente demanda por alimentos saudáveis e também de produções sustentáveis. Na ponta da cadeia produtiva, se beneficia o consumidor que tem acesso a um produto de excelência, notado por sua suculência e sabor inigualável.

A Origem Premium oferece uma carne macia, com alto padrão de qualidade, sabor diferenciado e baixo teor de gordura.

Adaptação, rusticidade, precocidade, qualidade da carne, aptidão de reprodutores para serem utilizados em monta natural são alguns dos destaques da Raça Araguaia. Para a maior dispersão genética, novos núcleos de produção e seleção estão sendo formados, como é o caso do Sr. Julio Biondo Neto, que depois de trabalhar 23 anos como executivo de uma grande empresa de produtos de luxo, presta ainda, consultoria financeira à companhia, mas se prepara para a aposentadoria, e decidiu dedicar-se ao agronegócio apostando na Raça Araguaia, na região Sul de Minas Gerais.

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“Em 2018, eu e minha esposa Silvana, compramos a primeira propriedade para trabalharmos com a plantação de oliveiras, nos apaixonamos pela atividade e no ano passado adquirimos mais uma área para trabalhar com a pecuária de corte. Em conversa com um amigo de Araçatuba, fomos apresentados aos fundadores da Origem Premium, e conhecemos a Raça Araguaia, me apaixonei pela genética, pelo conceito Low Fat da carne (baixo teor de gordura), que vinha de encontro com o que estava procurando em termos de genética. Vamos trabalhar com uma equipe de primeira linha para manejar os embriões, e em contrapartida, vimos à importância dessa integração de sustentabilidade com a pecuária. Agradecemos a equipe da Origem Premium, comprometida em desenvolver um gado para atender a esse novo mercado produtivo, e especialmente, pela atenção e suporte prestados a nós. Temos a expectativa de manter um relacionamento duradouro e promissor nesta jornada”.

Ao centro, Sr. Julio Biondo Junior e o idealizador da Raça Araguaia, Sr. Raul Almeida Moraes Neto, em visita técnica à propriedade em Minas Gerais. – Foto: Arquivo pessoal

Para o Grupo Origem Premium, o sucesso da pecuária se deve a diversos fatores, mas, especialmente, ao zelo, carinho e respeito dedicados aos colaboradores, ao bem-estar animal e ao meio ambiente durante todo o processo de criação, ações que geram ao produtor da Raça Araguaia, rentabilidade comercial e satisfação por fornecer alimento de qualidade superior ao mercado consumidor. Macia & Saborosa; Saudável e Sustentável! Para saber mais sobre o nosso modelo de produção, entre em contato com a gente pelo e-mail: [email protected]

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Simpósio sobre Fitossanidade será realizado pela Aprosoja-MT

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Defesa Agrícola

Simpósio sobre Fitossanidade será realizado pela Aprosoja-MT

As palestras apresentarão as problemáticas que os produtores rurais enfrentam na cultura dos grãos no Estado

27/07/2021

Entre os dias 17 a 19 de agosto, será realizado o primeiro Simpósio Técnico Aprosoja com o tema: “Fitossanidade, desafios das culturas de soja e milho em Mato Grosso.” O evento acontecerá no intervalo do 15º Circuito Aprosoja.

Fitossanidade é o conceito usado para proteção de plantas contra o ataque de pragas e doenças que atingem a saúde e evolução da lavoura. Nos três dias de evento, haverá debates técnicos e trocas de informações com profissionais da área e especialistas de instituições de pesquisa.

“O principal intuito desse simpósio é aproximar o que o produtor passa no campo, com os trabalhos desenvolvidos nas instituições de pesquisa e universidade. O que sabemos é que com o tempo perdeu um pouco a relação do produtor com o pesquisador, por isso queremos resgatar esse contato e trazer o que o produtor está passando na lavoura e no que a pesquisa está trabalhando em cima”

Poderão participar do Simpósio Técnico Aprosoja, técnicos, consultores, engenheiros agrônomos e universitários. As vagas são limitadas e podem ser feitas clicando aqui.  Para associados a inscrição é gratuita. Para estudantes o valor é de R$ 100,00 e para pesquisadores e consultores o valor é de R$ 250,00.

Fonte: APROSOJA

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ALMT – Campanha Fake News II

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