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Até quando será preciso usar máscara contra a Covid-19? Infectologista responde

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Centro de Manaus, pessoas usam máscara na rua
Mário Oliveira/SECOM

Caso máscara seja utilizada de maneira correta, há 2 a 3 vezes mais chances de proteção


O Brasil está há cinco meses convivendo com a pandemia do novo coronavírus. Logo, a  máscara não é mais uma novidade do cotidiano das pessoas. Ela se tornou, junto do distanciamento social, medida obrigatória para que o convívio com outras pessoas seja seguro.


Em alguns outros países no mundo, o uso de máscara quando alguém está doente já era comum antes do surgimento da Covid-19 .

É o caso do Japão, cujos cidadão aprenderam, desde o período da gripe espanhola (1918 – 1920), que o acessório é necessário para cuidar de si mesmo e de pessoas ao redor.

No Brasil, esse costume vingou só agora, já que é a primeira vez que o País é atingido por uma epidemia tão forte. Por se tratar de um costume novo, uma das grandes perguntas que ficam na cabeça dos brasileiro é: até quando vou precisar usar a máscara?

A consultora em controle de infecção do Hospital Sino-Brasileiro e responsável pelo serviço de infectologia da Rede D’Or, Raquel Muarrek, as máscaras vieram para ficar. “O uso da máscara tem que ser rotina para quem tem sintomas respiratórios. Talvez a gente consiga parar de usar quando não tiver mais sintoma, mas não tem como dizer com precisão”, explica.

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Quem pensa que o uso do acessório será menor depois que uma vacina for aprovada e começar a ser distribuída também está enganado. “A vacina vem para diminuir uma doença grave, mas não vem para diminuir a infecção. Quem diminui a infecção é o tratamento, algo que ainda não temos” diz.

“A gente ainda vai ter muitos casos, só não serão tão graves caso a gente consiga a vacina”, acrescenta Raquel.

Para que seja possível começar a pensar em um Brasil livre da obrigatoriedade do uso da máscara, é necessário que haja uma barreira imunológica — ou seja, que o máximo de pessoas possíveis tenham imunidade, fenômeno que é chamado de imunidade de rebanho. Isso só será possível quando grande parte da população tiver anticorpos contra o novo coronavírus (Sars-Cov-2).

A médica reforça a importância de pessoas que não apresentam sintomas gripais usarem a máscara neste momento. Segundo ela, pessoas assintomáticas ou que contraem o novo coronavírus de maneira fraca não tiveram o vírus no organismo por tanto tempo a ponto de criarem anticorpos.

Por esse motivo, o organismo cria uma “imunidade cruzada” ou “imunidade por lembrança”. “Só que a gente não sabe até quanto tempo essa imunidade cruzada ou de lembrança dura”, afirma Raquel.

Portanto, até que seja seguro e grande parte das pessoas já tenham formado essa barreira imunológica, é preciso que todas as pessoas façam o uso correto da máscara.

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Qual é a máscara ideal e como usá-la corretamente?

Raquel orienta que as máscaras eficazes para proteger contra o novo coronavírus são as de algodão, tricoline e TNT. Todas essas têm a dupla camada e um forro interno, necessários para conter as gotículas respiratórias , transmissoras da Covid-19.

As máscaras que possuem as camadas corretas podem conter até 95% das partículas, enquanto uma que não possui contém apenas de 50% a 70%.

Raquel destaca ainda que, mais que o design, é importante que a máscara seja segura. “A máscara tem que ser ideal para o seu rosto, não pode ser só bonita”, reforça. Além disso, é importante que o acessório seja usado corretamente, posicionada na metade do nariz e abaixo do queixo.

“Se estiver caindo não serve, porque você vai precisar ajustar com a mão. Ao colocar a mão, a máscara se torna inadequada”, diz. “É preciso manipular a máscara pelo elástico.”

Após a utilização, é importante que as máscaras sejam lavadas com água e sabão. Raquel aconselha que sejam adicionadas na mistura duas a três gotas de hipoclorito de sódio (água sanitária) em um litro. “É só deixar a máscara submersa por 15 minutos e colocar para secar”, ensina a médica.

Quais as chances de me contaminar com a máscara?

Pessoas que não usam a máscara têm duas a três vezes mais chances de pegar a Covid-19. Essa estimativa salta para três a quatro vezes mais chances se o indivíduo estiver sem máscara em um ambiente fechado com alto nível de transmissão.

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Pessoas que usam a máscara de vez em quando ou fazem uso inadequado (deixam a máscara no queixo, não cobrem nariz e boca ou colocam a mão a todo instante) têm duas vezes mais chances de contaminação.

“Um caso leva de dois a três casos. Pense nesses casos se multiplicando, depois triplicando, quadruplicando, e assim por diante. É o que acontece quando alguém não usa a máscara”, explica.

Em quanto tempo devo trocar de máscara?

A infectologista alerta que o ideal é usar a mesma máscara por duas horas. É possível utilizar por quatro horas caso a pessoa não estiver em ambiente muito aglomerado, não ande ou não fale. “O ideal é que a pessoa tenha duas a três máscaras para passar o dia”, orienta.

Se for preciso retirar a máscara para fazer refeições, por exemplo, é importante que essa máscara seja descartada. “Não se deve guardar no bolso ou deixar na mesa. Reserve um pote para máscaras sujas e outra para máscaras limpas”, sugere Raquel.

Fonte: IG SAÚDE

Saúde

Anvisa mantém regra restritiva para receita de cloroquina

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Fala de Bolsonaro sobre conseguir medicamento com receita simples é imprecisa
Reprodução/Redes Sociais

Fala de Bolsonaro sobre conseguir medicamento com receita simples é imprecisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclareceu nesta sexta-feira (14) que a regra restritiva que define que são necessárias receitas em duas vias, com retenção de uma, para compra de medicamentos como cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina se mantém. A ação aconteceu no dia seguinte a uma transmissão ao vivo do presidente Jair Bolsonaro, em que ele afirmava que para adquirir esses produtos era necessária apenas uma “receita médica simples” .

Ao vivo em suas redes sociais o presidente anunciou “Chegou na minha tela aqui, o presidente da Anvisa, o almirante Barra (Antonio Barra Torres), acabou de confirmar a informação sobre a hidroxicloroquina e a ivermectina, você já pode comprar com uma receita simples, caso seu médico recomende, obviamente”.

A determinação pela Anvisa de que remédios à base de cloroquina e hidroxicloroquina teriam venda controlada, exigindo uma receita especial em duas vias, foi definida ainda no início da pandemia de Covid-19 no Brasil, em março. Em nota de assessoria de imprensa o órgão informou que “a iniciativa (de controlar o composto) teve por objetivo garantir o fornecimento desses medicamentos para tratamentos descritos em bula, como lúpus e malária”.

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Após técnicos da agência avaliaram que seria prejudicial manter os medicamentos sob controle, uma nova resolução da diretoria colegiada foi publicada (RDC) e a cloroquina , hidroxicloroquina e nitazoxanida entraram para categoria especial criada apenas para o período da pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) .

A nova RDC ainda exige duas vias das receitas, uma ficando retida para controle das farmácias. O pedido deve conter dados do médico e do paciente, além de indicações do medicamento e data de emissão, com data de validade de 30 dias. O modelo se assemelha ao de antibióticos, por exemplo.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Instituto Butantan pode aprovar vacina antes do fim de testes

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Vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech
Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

Vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech

O diretor do Instituto Butantan , Dimas Covas, disse nesta sexta-feira (14) que a Coronavac , vacina produzida em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech , pode ser aprovada antes do fim da fase de testes com os nove mil voluntários brasileiros. Isso porque, segundo Covas, o monitoramento desses pacientes vai continuar até setembro do ano que vem.

“A eficácia não tem relação com esse prazo. Esse prazo é de acompanhamento. O estudo só será, de fato, encerrado após esses doze meses. Já a eficácia poderá aparecer comprovada a partir de outubro deste ano”, disse o diretor à TV Globo.

A Coronavac está em fase três de testes, a última etapa que todo uminizante deve passar antes de poder ser distribuído e aplicado na população em larga escala. Nesse último período de testes, o objetivo dos pesquisadores é checar a eficácia e a segurança da vacina em um cenário que simula uma condição normal para a proliferação de determinado vírus.

“Os resultados da fase 1 e 2 foram muito animadores, mostrando um perfil de segurança elevado e também uma alta capacidade de indução de anticorpos nas pessoas que receberam. Tudo isso delimita uma vacina segura e eficiente e daí a nossa avaliação de que na sequência nós poderemos ter os resultados deste estudo clínico muito rapidamente”, completou Covas.

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Um estudo publicado nesta semana pela Sinovac Biotech mostrou que a Coronavac é eficaz e segura. O trabalho analisou o comportamento de 600 voluntários vacinados na China durante a fase 2 dos testes clínicos.

De acordo com o coordenador dos ensaios clínicos da vacina Coronavac e diretor médico de Pesquisa Clínica do Instituto Butantan, Ricardo Palacios, o produto é muito promissor e eficaz.

“Os estudos feitos até agora, na China, demonstraram que mais de 90% dos voluntários que receberam as vacinas tiveram anticorpos capazes de neutralizar o coronavírus, isso é um diferencial”, afirmou.

Segundo Palácios, os testes mostraram que entre duas e quatro semanas a pessoa está imunizada. “Duas semanas após a segunda dose as pessoas têm níveis de anticorpos capazes de neutralizar o vírus da Covid-19”, disse o especialista.

Fonte: IG SAÚDE

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“Vacina da Covid-19 só deve ir ao mercado após 1 ano de testes” diz imunologista

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CoronaVac está na última fase de testes
Reprodução/Redes Sociais

CoronaVac está na última fase de testes

A CoronaVac é uma das maiores esperanças da população para combater a transmissão do novo coronavírus (Sars-Cov-2) . Desenvolvida pelo Instituto Butantan com participação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ela deve começar a ser aplicada a partir de março de 2021, após todas as etapas de testes e aprovação.

Em uma transmissão ao vivo nas redes sociais na noite desta quinta-feira (13), o imunologista, pesquisador e professor da UFMG, Ricardo Gazzinelli declarou que, em sua opinião, o ideal é que a vacina fosse para o mercado apenas após um ano de testes. “Essas (vacinas) que estão sendo feitas rapidamente, a chance de ter uma que dá 90% de proteção, é quase como ganhar na loteria”, disse.

Para Gazzinelli, uma produção mais cautelosa e mais tempo de testagem da nova vacina resultaria em doses com eficácia mais prolongada. “Eu esperaria. Caso elas tenham alguma eficácia, é na faixa de 60%. Se atingir 70%, olhe lá. Provavelmente, você terá limite de doses e eficácia baixa, ou seja, será uma vacina que provavelmente não vai controlar a transmissão. Mas ela pode proteger grupos de risco”, opinou.

Uma vacina que dá imunidade durante três, quatro ou cinco meses, até que ponto nós podemos chamar isso de uma vacina?” questiona o pesquisador.

 Segundo ele o teste clínico da CoronaVac deve durar um ano. “Na minha posição de imunologista, não deveríamos aprovar uma vacina antes de 12 meses”, concluiu Gazzinelli.

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Mauro Teixeira, coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) em dengue e interações hospedeiro-microorganismos e membro da Academia Brasileira de Ciências e da Comissão Científica da Anvisa (CCVISA), concorda que é necessária cautela durante o processo.

Teixeira também participou da live UFMG Talks e na oportunidade ponderou sobre a velocidade em que as vacinas têm sido produzidas. “Eu acho que a gente tem tentado fazer rápido, as pesquisas têm sido muito intensas, as agências regulatórias estão tentando funcionar de forma rápida, mas não depressa. Rapidez não pode significar ausência de segurança”, disse.



De acordo com a UFMG, 6 projetos candidatos a vacina contra o novo coronavírus já estão em fase três de testes, a última antes da comercialização. A CoronaVac é uma delas e já conta com 852 voluntários da área da saúde que participarão do estudo, em Minas Gerais.

Fonte: IG SAÚDE

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