Economia

Auxílio Emergencial: funcionários públicos são acusados de desviar R$ 1,3 milhão

Publicado


source
null
Redação 1Bilhão Educação Financeira

undefined


O Ministério Público Federal ( MPF ) denunciou sete pessoas – entre elas, um funcionário da Caixa Econômica Federal de Goiás e um servidor do Tribunal Regional Eleitoral do Estado – por fraudar 1.570 saques do auxílio emergencial com CPFs falsos. O prejuízo estimado é de R$ 1,3 milhão aos cofres públicos.

Os crimes são:

  • formação de quadrilha; 
  • estelionato por 1.570 vezes;
  • inserção de dados falsos em sistemas de informação;
  • corrupção passiva e ativa e;
  •  violação de dever funcional por 6.296 vezes.

O processo corre sob sigilo, mas o MPF aponta os seguintes agravantes:

Você viu?

  • motivo torpe; 
  • abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo,ofício, ministério ou profissão; 
  • e em momento de calamidade, considerando pandemia da covid-19.


A procuradoria pede a manutenção das prisões preventivas dos denunciados, argumentando que há provas de materialidade e autoria suficientes.

Entre as evidências estão as conversas entre os acusados, com mensagens em que eles combinam como serão feitos os saques e a divisão dos valores.

O mandato requer que o grupo seja condenado a reparar pelos danos causados pelo crime com uma indenização de no mínimo R$ 1,2 milhão. Segundo o MPF, a quadrilha onerou os cofres públicos e causou dano moral coletivo.

Veja Mais:  Mega-Sena: veja os números sorteados neste sábado; prêmio é de R$ 21 milhões

“Como é de notório saber, filas e filas em lotéricas e agências da Caixa Econômica Federal foram ocasionadas por fraudes, saques indevidos, e a organização criminosa investigada atuou especificamente para obter lucros nessas falhas e situações de pandemia experimentadas pelo Brasil. O valor ilicitamente retirado da União totaliza o mesmo que 8.661 pessoas que teriam direito ao auxílio emergencial”, aponta a acusação.

Comentários Facebook

Economia

Como sua casa pode influenciar na produtividade do home office

Publicado


source

BBC News Brasil

Como sua casa influencia sua produtividade em home office
Mark Johanson – BBC Worklife

Como sua casa influencia sua produtividade em home office

Quando Chris Scott acorda em  sua nova casa em Bruny Island, na costa sudeste da Tasmânia (Austrália), ele costuma caminhar cinco minutos até o mar para surfar por uma hora.

Na sequência, o profissional de 38 anos vai até a garagem que converteu em home office para encarar um dia inteiro de trabalho como gerente de projeto sênior na Origin Energy.

Entre as videochamadas com sua equipe de 20 pessoas, ele passeia pela propriedade de 50 acres para arejar a cabeça — e pode até terminar o dia de trabalho mergulhando com a esposa em busca de abalones, um tipo de molusco, para o jantar.

É muito diferente da vida que ele tinha em Sydney ao longo da década que antecedeu a pandemia de covid-19, na qual precisava estar presencialmente no escritório de 9h às 5h.

“Estou muito mais focado no meu trabalho aqui, muito mais produtivo”, diz ele sobre a mudança para Bruny Island em outubro.

“Quando eu quero fazer uma pausa, eu sinto que estou realmente fazendo uma pausa em que posso desligar. Então, eu tenho muito mais clareza mental.”

Para quem está na situação de Scott, a mudança repentina para trabalhar de casa foi uma experiência muito positiva.

Mas para aqueles com condições de vida diferentes, tem sido um desafio muito maior.

Um estudo recente da Universidade de Stanford, nos EUA, por exemplo, mostrou que apenas 49% dos profissionais americanos fazem login remotamente de um espaço dedicado ao trabalho, enquanto os 51% restantes trabalham no quarto ou em uma área comum da casa.

O tamanho e a localização do espaço — assim como com quem você p compartilha — desempenham um papel significativo para determinar quão bem você é capaz de trabalhar de casa durante a pandemia.

E isso ajuda a explicar por que as percepções da experiência de trabalho remoto como uma opção desejável agora variam amplamente de acordo com a idade, sexo e classe socioeconômica — e pode ajudar a moldar nosso futuro de trabalho híbrido.

Espaço é um luxo

No esforço inicial para migrar para o trabalho remoto, nos voltamos para os problemas imediatos — como trabalhar sem uma mesa adequada , colocar um laptop na altura certa, inserir empresas inteiras no Zoom.

Esses problemas de curto prazo talvez estejam resolvidos, mas pensar em fatores mais amplos leva mais tempo; como, por exemplo, a qualidade do nosso ambiente de trabalho determina o quão bem nos sentimos e a chance de querermos continuar assim.

Tiffany Philippou, 32, que mora no norte de Londres, tem uma experiência de home office muito diferente da de Scott na Tasmânia.

Veja Mais:  Mega-Sena: veja os números sorteados neste sábado; prêmio é de R$ 21 milhões

A estrategista de comunicação e marcas tem se esforçado para atender ligações de clientes e gravar seu podcast, Is This Working, do pequeno apartamento de dois quartos que ela divide com uma colega que trabalha com publicidade.

O wi-fi só é forte o suficiente para fazer chamadas de vídeo na sala e em um dos quartos, então a dupla tem que fazer uma dança das cadeiras diária, trabalhando na mesa da cozinha ou nas escrivaninhas dobráveis ​​em seus quartos de paredes finas, à medida que se adaptam às agendas imprevisíveis uma da outra.

“Ter que se mover em um espaço pequeno e lidar com outras pessoas neste tipo de ambiente falso de escritório em sua casa é muito exaustivo”, diz ela.

“Seu cérebro só consegue lidar com um certo número de decisões todos os dias, e quanto mais você precisa, menos energia e capacidade ele tem para outras coisas.”

Philippou diz que observou uma crescente desconexão entre profissionais mais jovens e mais velhos.

“Acho que há essa lacuna, em que os gerentes e chefes que têm um bom escritório em casa não estão percebendo como isso é mentalmente desafiador para as pessoas mais jovens ou menos abastadas que precisam compartilhar espaço neste novo contexto de trabalho.”

A geração dos millennials é historicamente vista como a mais entusiasmada com o trabalho remoto. No entanto, pesquisas recentes sugerem que eles podem estar enfrentando atualmente mais dificuldade do que as gerações anteriores.

Um estudo global com 12 mil funcionários, gerentes, líderes de RH e executivos de nível C da empresa de tecnologia Oracle mostrou que 89% das pessoas com idade entre 22 e 25 anos e 83% das pessoas com idades entre 26 e 37 anos disseram que tiveram mais estresse e ansiedade neste ano do que antes, à medida que os problemas de trabalho se estenderam para a vida pessoal devido à falta de barreiras.

Isso se compara a apenas 62% das pessoas com de 55 a 74 anos.

Outro estudo com 2,3 mil funcionários americanos remotos do Gensler Research Institute mostrou que, apesar da preparação tecnológica para o trabalho móvel, a Geração Z e os profissionais millennials eram muito menos propensos do que os baby boomers a ter uma sensação de dever cumprido no fim do dia, ou até mesmo completar tarefas diárias.

Cerca de 50% dos profissionais da Geração Z e da geração Y acharam mais difícil evitar distrações (em comparação com 33% dos baby boomers), enquanto 37% tiveram dificuldade para manter um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal (em comparação com 25% dos baby boomers).

“É um problema real para os profissionais mais jovens que não têm sossego em casa porque os gestores apenas esperam que você vá em frente , mas se você não tem nenhum espaço, como pode trabalhar?” questiona Nicholas Bloom, professor de economia da Universidade de Stanford.

No ano passado, ele conduziu uma pesquisa com 2,5 mil profissionais americanos para ver com que frequência eles gostariam de trabalhar de casa depois que a pandemia acabar.

“Cerca de um quarto das pessoas realmente não quer trabalhar de casa na era pós-pandemia, e são em sua maioria jovens e solteiros em apartamentos pequenos”, explica.

“Outro um quarto quer trabalhar para sempre de casa; eles tendem a ser mais velhos, casados, com filhos e a morar em casas.”

O papel do som

Kati Peditto, psicóloga de design ambiental da Academia da Força Aérea dos Estados Unidos, afirma que, independentemente da idade, há uma série de fatores ambientais importantes — tanto comportamentais quanto físicos — que podem desempenhar um papel importante na performance e na satisfação com o trabalho.

“O som é importante porque realmente destaca muitas das desigualdades que vemos em termos de trabalho remoto e produtividade”, diz ela, observando que indivíduos não brancos e de classe socioeconômica mais baixa vivem desproporcionalmente em locais com níveis de ruído mais altos.

O som também entra em cena quando há crianças envolvidas. Ter filhos em casa pode levar ao que Peditto chama de “distração da responsabilidade”, que estudos mostram impactar muito mais as mulheres do que os homens que trabalham de casa.

“Indivíduos que têm o luxo de ter escritórios separados com portas que podem fechar, ou aqueles que podem pagar uma creche ou uma babá, vão se sair melhor em termos de produtividade”, diz ela.

Criar um espaço de trabalho separado foi a solução que funcionou para Jo van Riemsdijk, cofundadora da agência de recrutamento CX Talent, que mora em Hertfordshire, na Inglaterra, com o marido e dois filhos.

Quando a pandemia obrigou todos a trabalhar e estudar na mesma casa, com cômodos integrados, eles construíram um escritório de 3,9 metros quadrados no jardim com isolamento acústico e piso aquecido.

“Para mim, esses cinco passos até o escritório realmente ajudam a criar uma fronteira entre o trabalho e a casa”, explica a profissional de 48 anos.

“Minha produtividade e concentração são muito maiores do que na minha casa porque há muita luz natural, é acusticamente agradável e não há distrações, exceto, talvez, um passarinho voando.”

Invasão de espaço

Também pode haver uma vantagem psicológica em ter um espaço de trabalho dedicado, separado do seu espaço pessoal.

Veja Mais:  Mães empresárias: Histórias de mulheres que se dividem entre negócios e filhos

Antes da pandemia, o escritório funcionava como uma área neutra com uma estética uniforme em que todos tinham acesso aos mesmos recursos.

Mas agora o processo de ‘convidar’ colegas para entrar em sua casa por meio de videochamadas pode permitir que você analise seu próprio ambiente físico, o que pode ser difícil para quem não tem uma estante perfeitamente organizada para colocar atrás da webcam.

“Em vez de sermos julgados por nossa aparência física e profissionalismo — as roupas que vestimos, o quão bem cuidados estamos — de repente, vira ‘que equipamento você tem, qual é a definição da sua câmera, qual a clareza do seu microfone , como é a iluminação do seu escritório, e você sequer tem um escritório em casa'”, explica Peditto.

A videoconferência também quebra as barreiras de longa data entre a vida profissional e pessoal, tornando os trabalhadores vulneráveis ​​a comparações explícitas e implícitas de seus espaços de trabalho — algo que você pode sentir mais intensamente trabalhando do quarto do que de um escritório no jardim.

Bloom, de Stanford, destaca que antes da pandemia, quem trabalhava de casa optava por isso — e diz que questões em relação à privacidade, espaço, escolha e filhos são os quatro principais fatores que tornam única a atual experiência de trabalho remoto.

Com uma grande parcela da força de trabalho global forçada a trabalhar de casa, ele acredita que ainda há muito a aprender sobre as condições domésticas que fazem alguns prosperarem e outros fracassarem.

“Quando converso com as empresas sobre quem está voltando para o escritório, um dos grandes fatores é: ‘Qual ambiente doméstico é o mais problemático?'”, afirma.

“Antes da covid, a regra costumava ser que você teria que ter seu próprio espaço exclusivo durante o dia, então você não deveria trabalhar do quarto porque os empregadores sabiam que era um problema para a saúde mental. Agora, isso já era e estamos vendo as consequências.”

Bloom visualiza o modelo de trabalho pós-pandemia mais como um plano híbrido, em que aqueles que podem trabalhar de casa o farão cerca de dois dias por semana, nos mesmos dias que outros membros de sua equipe.

É basicamente uma concessão — um meio-termo feliz para agradar aqueles que gostaram da experiência de trabalho remoto e aqueles que estão contando os dias para verem sua baia novamente.

Comentários Facebook
Continue lendo

Economia

Bolsonaro destina R$ 3 bi para apoio do Centrão; veja como foi gasto

Publicado


source
Na época, Bolsonaro liberou os valores em troca de apoio às candidaturas de Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG)
O Antagonista

Na época, Bolsonaro liberou os valores em troca de apoio às candidaturas de Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG)

No final do ano passado, em meio às eleições para a Câmara e para o Senado , o presidente Jair Bolsonaro deu aval e liberou  R$ 3 bilhões em emendas parlamentares . Esses recursos foram usados para conseguir apoio aos candidatos governistas, e foram gastos em 101 ofícios, alguns deles com tratores e equipamentos agrícolas por preços até 259% mais caros que os valores fixados pelo governo.

A informação foi apurada pelo jornalista Breno Pires, do Estadão, que apresenta as notas gastas por deputados e senadores. O Ministério do Desenvolvimento Regional , comandado por  Rogério Marinho , é responsável por receber as comprovações de como o dinheiro seria gasto.

A distribuição dos valores não foi igualitária entre os parlamentares, o critério de escolha para receber foi apoiar o governo. Veja como foi gasto: 

O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), por exemplo, conseguiu R$ 277 milhões. Se fosse por meio da tradicional emenda parlamentar individual, que garante anualmente R$ 8 milhões a cada congressista, ele precisaria de 34 anos no Senado. Desse total, R$ 81 milhões foi destinado à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), a estatal que controla, ao lado de outros políticos.

Veja Mais:  Como sua casa pode influenciar na produtividade do home office

A atual ministra-chefe da Secretaria de Governo, Flávia Arruda (PL-DF), solicitou R$ 5 milhões também em favor da CODEVASF.

Outro caso curioso é o do deputado  Lúcio Mosquini (MDB-RO), que recebeu do governo um trator no valor de R$ 359 mil, sendo que o valor fixado pela União para o modelo é de R$ 100 mil. No total, o deputado conseguiu R$ 8 milhões em emendas.

Além dele, os deputados do Solidariedade Ottaci Nascimento (RR) e Bosco Saraiva (AM) também gastaram com máquinas agrícolas . Ao todo, direcionaram R$ 4 milhões em maquinário para Padre Bernardo, em Goiás, fora do reduto eleitoral deles. Se considerarmos o valor fixado pelo governo, a compra sairia por R$ 2,8 milhões.  

Você viu?

Vicentino Junior (PL-TO) solicitou R$ 600,2 mil para compra de: duas pás carregadeiras, uma escavadeira e um caminhão leve para tanque de leite. 

O Estadão revela também que Alcolumbre destinou R$ 10 milhões para obras fora do seu estado (Amapá). Dois tratores comprados pelo Senador com dinheiro público vão para o Paraná. A maquinário também foi comprado acima do valor fixado pelo governo (R$ 200 mil), saiu por R$ 500 mil. 

A promessa do governo de não praticar o “toma lá, dá cá”, e não lotear o primeiro escalão dos ministérios distribuindo cargos gradualmente vai sendo descumprida. O estilo adotado pelo presidente da República é o de distribuição direta de emendas. 

Veja Mais:  BRT no Grande ABC será construído com R$ 860 milhões da iniciativa privada




Comentários Facebook
Continue lendo

Economia

Mães empresárias: Histórias de mulheres que se dividem entre negócios e filhos

Publicado


source
Mães se dividem entre os negócios e a maternidade
Unsplash

Mães se dividem entre os negócios e a maternidade

No universo do empreendedorismo , está se tornando cada vez mais fácil encontrar mulheres bem-sucedidas ou em cargos de liderança. No entanto, há quem tenha medo de deixar empresas para investir no próprio negócio e acabar prejudicando a educação dos filhos.

Mas já pensou que pode ser diferente?

No especial de Dia das Mães , o iG reuniu histórias de quatro mães empreendedoras que tinham medo de encarar os negócios, mas passaram a encontrar mais tempo na agenda e aumentaram a dedicação aos filhos.

O empreendedorismo fez a empresária Laura López dedicar mais tempo ao filho
Arquivo pessoal

O empreendedorismo fez a empresária Laura López dedicar mais tempo ao filho

O trabalho tomava o tempo de ser mãe

Quando trabalhava como diretora de comércio em uma empresa de tecnologia, a empresária Laura López se viu no dilema entre focar nas reuniões de negócio e dividir seu tempo com o filho recém-nascido. Preocupada em dar qualidade de vida para o primogênito, ela optou em colocá-lo em uma creche aos 50 dias de vida, mas nunca deixou de estar ao lado dele.

“Quanto mais você trabalha, mais alto o seu cargo, maiores as suas responsabilidades, sua dedicação. Meu filho nasceu e durante os primeiros cinco anos de vida dele, eu praticamente não pude me dedicar a sua criação”, conta.

“Então imagina o quão mal eu me sentia? Estava sempre ocupada. Eu ficava péssima em relação ao meu trabalho e a maternidade”.

Ao sentir falta de passar mais tempo com o filho, Laura deixou o cargo na empresa que trabalhava e encontrou no empreendedorismo a alternativa de ter mais disponibilidade na agenda. Junto com a sócia, que também planejava uma gravidez, a empresária abriu um salão de beleza . Em pouco tempo, o negócio se tornou uma franquia com 60 estabelecimentos no Brasil e Bolívia.

“Quando chegamos na terceira unidade, o sucesso do projeto era tanto que as pessoas começaram a nos procurar para querer abertura de franquias e consultorias. Foi aí que pensamos em expandir ainda mais nosso negócio”.

Veja Mais:  Bolsonaro destina R$ 3 bi para apoio do Centrão; veja como foi gasto

Laura lembra da necessidade de organização para conseguir dividir o tempo de empreendedora e mãe. Atualmente, a empresária vive em reuniões de trabalho, mas sempre com uma companhia a mais: o filho.

“Se você deixar o empreendedor 24 horas por dia e sete dias por semana, nem percebe que está trabalhando. O negócio se torna parte da gente. Porém, empreendendo, eu consigo ter uma relação mais próxima do meu filho. Preparo as refeições, levo ao médico, vou com ele e acompanho todas as consultas, reuniões de pais… Sempre que tem alguma atividade relacionada a ele, é prioridade e a agenda se encaixa nisso”.

Estefânia
Arquivo pessoal

Estefânia afirma que quer manter os filhos cada vez mais próximos, mesmo que seja no trabalho

“Sou mais mãe do que nunca”

Empreendedora desde pequena, Estefânia Garutti lembra dos momentos que passou com mãe, também comerciante . Os ensinamentos da infância tornaram a empresária mais assertiva nos negócios e na vida pessoal.

“Eu costumo brincar que eu empreendo desde que eu nasci. Minha mãe é comerciante e acabei crescendo no chão do escritório e acompanhando as vendas dela. Desde pequena, trabalho com a minha mãe, fazendo bijuterias para ganhar dinheiro. Sempre gostei de aprender”.

Ao precisar se dedicar aos negócios com o marido, Estefânia precisou abdicar do tempo de mãe e contratar uma babá para cuidar dos filhos. Mas, a pandemia de Covid-19 mudou o cenário e aumentou a proximidade entre mãe e filhos.

“Meus filhos ficavam em casa com a babá diariamente, das 6h30 até às 19h30, 20h. Com a pandemia, a babá não podia mais pegar ônibus, não podia mais ir para casa e trabalhar e nós adaptamos o nosso escritório para receber os meus filhos, os filhos dos nossos colaboradores lá dentro”.

“Hoje falo que eu sou mais mãe que nunca. Eu tenho uma filha de dez anos e uma de sete anos. Hoje eu os tenho ali 24 horas sobre a nossa gestão e junto com o trabalho. Eu não quero mais que isso mude, eu quero que a nossa creche ali continue”, conta.

Para as mães que querem seguir o mesmo caminho, Estefânia orienta estudar as possibilidades e entender que o início será complicado.

Você viu?

“Você tem que ter muito conhecimento sobre o que você vai empreender e tem que ter muita disponibilidade, pelo menos até o seu negócio engrenar”, aconselha. “Até lá, ele vai exigir com que você deixe um pouco a sua vida familiar de lado”, pontua.

Família , para mim, é prioridade, mas o meu empreendimento e o tempo que eu fiquei longe dos meus filhos foram necessários para poder dar uma qualidade de vida melhor para eles”.

Paula aproveita a produção de brinquedos para trabalhar e brincar com os filhos
Arquivo pessoal

Paula aproveita a produção de brinquedos para trabalhar e brincar com os filhos

Mãe que trabalha divertindo os filhos

A empresária Paula Takahashi uniu a vontade de ficar com os filhos e o próprio negócio. A dificuldade de encontrar brinquedos de madeira para as crianças fez com que ela buscasse empreender na área infantil .

Mesmo precisando se dedicar ao trabalho, Paula percebeu o aumento do tempo para os filhos e até conciliou o empreendedorismo e as brincadeiras com primogênitos, que aproveitam para testar os brinquedos produzidos pela empresa.

“Eu consigo fazer notas ou comunicação com algum cliente no período da noite, quando eles estão dormindo, algo que outro trabalho talvez não seria possível. Eles acabam aproveitando muito também os brinquedos, eles são os testadores oficiais. São bem espertinhos, então é uma alegria, uma festa”, conta Paula.

Ela ainda aconselha a abertura do próprio negócio para mulheres que pretendem ser mães, ressaltando a possibilidade de fazer as atividades diárias no seu tempo, sem interferência de superiores.

“Depois da escola, ficavam com os avós em um período, porque não tinha essa possibilidade de fazer as coisas em casa. A partir do momento em que somos donas do nosso tempo, podemos fazer essas escolhas. Agora vou me dedicar aos filhos”.

Veja Mais:  Auxílio emergencial: saques voltam nesta segunda; veja o calendário da semana

“Estou aqui no computador, gerindo as coisas e eles estão brincando em volta. Paramos uns 10 minutinhos para fazer um lanche com eles. Se fosse em outro lugar, eu teria um horário fixo e essa proximidade com meus filhos poderia ficar prejudicada”, afirma a empresária.

O empreendedorismo ajudou Daniela no acompanhamento do crescimento da filha
Arquivo pessoal

O empreendedorismo ajudou Daniela no acompanhamento do crescimento da filha

Empreendedorismo infantil

A vida da empresária Daniela Repolês sempre esteve ligada ao empreendedorismo. Vendedora de produtos importados , ela e o marido perceberam que a venda de roupas infantis poderia ser negócio promissor: dito e feito.

Nos últimos anos, as vendas cresceram a ponto de requisitarem dedicação integral. 100% do tempo dela era dedicado ao trabalho, mas, após engravidar, Daniela teve que aprender a distribuir sua agenda para clientes e a filha.

“A gente viu que as peças tiveram um giro muito rápido, então achamos que poderia ser um mercado promissor, porque criança cresce muito rápido e sempre precisam de roupas novas”, diz.

“Quando fiquei grávida, pensei em ter um negócio próprio e ter mais tempo para criar minha filha. Foi aí que eu e meu marido decidimos que era a hora certa de empreender”.

Para conseguir conciliar o empreendedorismo e a primogênita, Daniela passou se organizar e aumentou o foco. Viver em meio a essa divisão faz a empresária acreditar ser uma super-heroína .

“Nós somos super-heroínas. Nós precisamos conciliar as rotinas de casa com as atividades da empresa. É necessário ter muito foco, determinação e planejamento para conseguir dar conta dos dois turnos. É muito gostoso cumprir o papel de empresária e a de mãe ao mesmo tempo”, reflete Daniela.

No entanto, a empresária lembra que empreender não é tão fácil quanto parece, mas pode ser um bom investimento que previsibilidade positiva de retorno financeiro e de tempo para a família.

“O empreendedorismo, realmente, não é fácil. Mas é uma oportunidade que a gente tem para poder conciliar essas atividades, a partir do momento que você tem planejamento e foco no que você faz, é possível administrar. Empreendendo, você tem uma flexibilidade maior no seu tempo e consegue se dedicar também à maternidade. Entretanto, eu sempre lembro que para empreender é necessário ter prazer em fazer acontecer e gostar do negócio. Trabalhar por prazer, é muito gratificante”, completa.

Comentários Facebook
Continue lendo

ALMT – Campanha Fake News II

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana