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Banco Central não prevê nova onda de covid-19 no país, afirma diretor

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Banco Central não prevê segunda onda de covid-19 no país, diz diretor
Raphael Ribeiro/BCB – 26.4.2019

Banco Central não prevê segunda onda de covid-19 no país, diz diretor

O Banco Central não espera a ocorrência de uma “segunda onda” da pandemia do novo coronavírus ( Sars-Cov-2 ) no país, disse hoje o diretor de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, em seminário virtual promovido pela Associação de Bancos no Estado do Rio de Janeiro ( Aberj ).

“Em nosso cenário básico não há uma segunda onda do vírus, que é a grande ameaça atual nos países desenvolvidos. Quando parecia que a pandemia já tinha acabado, veio a reabertura e as medidas de isolamento voltaram. Esse é o grande assunto hoje nos Estados Unidos e na Europa . O nosso cenário, aqui, é de que as coisas voltem sem uma nova onda.”

Para Kanczuk , apesar dessa perspectiva, a instituição analisa cenários alternativos, baseado no que vem ocorrendo em outros países. O diretor disse que se houver uma segunda onda, serão tomadas outras medidas com relação à economia, como uma nova expansão de crédito.

“Nosso papel é atuar. A gente tem certeza de que, dependendo do caminho, se acontecer uma segunda onda, vamos com tudo de novo. Estamos prontos para atuar mais uma vez e fazer medidas de expansão de crédito novo. Mas é um pouco mais reativo do que pró ativo. Esse é o nosso papel. É assim que a gente vê a nossa atuação”, disse ele.

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Retomada

Sobre a recuperação da economia, Kanczuk afirmou que existem várias indicações, podendo se dar no formato de V (swoosh), em que após uma queda profunda começa a recuperação no mesmo ritmo em que caiu. Há também a representação em U, quando a volta não é tão rápida e ainda em W, em que são duas quedas com duas retomadas.

O diretor destacou que, em crises econômicas, o sistema bancário precisa dar respostas e se refazer, como nos Estados Unidos , mas disse que aqui a situação pode ser diferente nesse sentido, porque o sistema bancário brasileiro é sólido e respondeu bem nas crises econômicas de 2008 e 2009.

“Nos Estados Unidos , o sistema bancário vai ter que se refazer, não vai ser algo rápido, lá tem todo um estudo de como crises financeiras mais se parecem com um U do que um V”, disse.

No caso do Brasil, o diretor acredita que a economia pode voltar em uma velocidade do U. Ele afastou a possibilidade de ser como um V, com a recuperação mais rápida, porque há setores que não conseguem retomar, devido ao isolamento social. Na falta de uma letra, aparece o símbolo usado pelos economistas, o swoosh . “Parece o símbolo da Nike, mas é um pouco diferente. É alguma coisa assim. Volta, não é um U, mas começa a perder um pouco de força, porque alguns setores não conseguem voltar.”

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Varejo e indústria

Neste período de pandemia, segundo Kanczuk , as compras pela internet e o movimento dos que receberam renda de programas do governo favoreceram setores do varejo e da indústria. Mas outros setores não conseguiram dar resposta rápida, como os de serviços prestados a famílias, de cabeleireiro e limpeza, por exemplo. “Esses não retornam com a mesma força e ficam meio em função da pandemia, de quando isso vai se encerrar”.

Para Kanczuk, dados como o da Pesquisa Mensal de Serviços ( PMS ), divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ), têm mostrado isso. “Não teve surpresa nenhuma. Foi mais ou menos o que todo mundo esperava”.

Autonomia

Em sua apresentação, o diretor disse que a autonomia do Banco Central atrai mais os investidores externos que conhecem pouco o Brasil . “A minha impressão é de que o brasileiro não vê diferença, mas um cara que conhece bem menos de Brasil, e quer saber onde vai colocar o dinheiro, olha o país e vê que tem banco central independente, que é uma coisa de instituição correta”, afirmou.

Ele disse ainda que a Aberj se apresenta como a antiga entidade de classe representante do sistema financeiro, fundada pelos banco, e que o principal objetivo é o aprimoramento técnico. “Responsabilidade que margeia sua personalidade socioeconômica, política e cultural.”

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Evento online e gratuito oferece cursos e palestras a jovens de escolas públicas

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Na imagem está escrito Summit Êxito de Empreendedorismo online 2020 de 24 a 29 de novembro
O Dia

Evento promove imersão no universo do empreendedorismo e nas perspectivas do mundo pós-pandemia


De 24 a 29 de novembro, acontece a segunda edição do Summit Êxito de Empreendedorismo , online e gratuito, em todas as plataformas digitais. O evento, conta com mais de 130 palestrantes, sendo o maior congresso de empreendedorismo do Brasil. Neste ano, o tema principal será “Empreendedorismo, Tecnologia e Inovação em uma sociedade disruptiva” .


Promovido pelo Instituto Êxito de Empreendedorismo, instituição sem fins lucrativos que oferece cursos onlines e gratuitos para jovens de escolas públicas, o evento contará com palestras, painéis e debates com o objetivo de ajudar os participantes em uma autoanálise pessoal e profissional . O Summit também irá analisar as questões do mundo durante a pandemia e o pós-pandemia.

Janguiê Diniz , presidente do Instituto, disse “o objetivo do evento é debater o empreendedorismo com pessoas que atuam em diversas áreas e são especialistas em diversos segmentos. Reunimos um time de palestrantes que realmente entendem e vivem na prática os dilemas, os desafios e as vantagens de ser um empreendedor”.

Janguiê fará a abertura do evento ao lado do presidente da XP Investimentos, Guilherme Benchimol . Além deles, também palestrarão Eduardo Volpato, presidente da Volpato, e João Appilinário, fundador e CEO da Polishop. Confira a lista completa de palestrantes e faça sua inscrição no site: www.summitexito.com.br .

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Economia

Esquerda pode se aproveitar da crise para incendiar o Brasil, diz Bolsonaro

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Brasil Econômico

bolsonaro diz que esquerda pode incendiar o brasil se aproveitando da crise
Reprodução/Twitter

Presidente disse que oposição pode se aproveitar da crise e cobrou soluções de críticos

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (29) que a projeção para janeiro de 2021 é que haja 20 milhões de brasileiros “quase sem renda”, devido aos impactos da pandemia do novo coronavírus. Bolsonaro defendeu as ações do governo e alertou para a importância de tentar se antecipar à crise social e econômica, pois, segundo ele, a esquerda pode “aproveitar-se disso [crise] e incendiar o Brasil. Temos que ter alternativas”, defendeu.

“Milhões de empregos e rendas foram destruídos com a política do “fica em casa, a economia a gente vê depois”. Chegou a fatura: a previsão é para que janeiro do ano que vem nós termos 20 milhões de pessoas entre pessoas informais, os invisíveis, o pessoal do Bolsa Família também que vive uma situação complicada, quase sem renda”, disse Bolsonaro em vídeo publicado pela deputada bolsonarista Carla Zambelli (PSL-SP), que é apontado como “grave alerta”.

O presidente se defendeu das críticas que o governo está sofrendo após anunciar que o Renda Cidadã , programa social elaborado para substituir o Bolsa Família , seria financiado com parte dos recursos que estavam reservados para o pagamento de precatórios e novas verbas do Fundeb .

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“Nós temos que ter uma alternativa para isso, porque senão os problemas sociais serão enormes, mas tudo que o governo pensa, ou gente ligada ao governo, ou líderes partidários pensam, isso aí transformam-se em críticas monstruosas contra nós”, lamentou.

O plano de usar esses recursos para financiar o programa, no entanto, não foi bem recebido. No mercado financeiro, até o termo “pedalada” foi usado, em alusão às manobras fiscais do governo de Dilma Rousseff (PT) . Já os especialistas em contas públicas criticaram bancar um programa social com recursos de pagamento de dívidas já reconhecidas.

“Se esperar chegar em 2021 para ver o que vai acontecer, podemos ter problemas sociais gravíssimos no Brasil. Eu estou falando problemas sociais que é uma forma educada para falar distúrbios sociais, que a esquerda pode aproveitara-se disso e incendiar o Brasil”, alertou Bolsonaro no vídeo publicado por Zambelli.

“Alguns falam, pega dos precatórios, vende as estatais… Vender estatal não é de uma hora para a outra assim não. É um processo enorme, e você tem que ter um critério para isso, você não pode queimar estatais, você tem que vender a estatal por uma finalidade”, disse o presidente.

“Para o pessoal do mercado [financeiro], não estou dando recado para vocês não. Se o Brasil for mal, todo mundo vai mal. Aquele ditado “estamos no mesmo barco” é o mais claro que existe no momento. O Brasil é um só. Se começar a dar problema, todos sofrem. Nós queremos obviamente estar de bem com todo mundo. Nos ajudem com sugestões, e não com críticas. Quando tiver que criticar alguém, não é o presidente: é quem destruiu o emprego de mais de 20 milhões de pessoas. Não queiram estar em meu lugar, agora eu vou fazer o possível para buscar a solução, e digo mais, eu vou com uma máxima militar: pior que uma decisão mal tomada é uma indecisão. Eu não vou ficar indeciso”, garantiu.

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Renda Cidadã: relator diz que não vai desistir de usar precatórios e Fundeb

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renda cidadã
Agência Senado

Márcio Bittar é o relator do Renda Cidadã

O senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) emergencial que vai criar o Renda Cidadã , disse que não vai desistir do uso de precatórios e Fundeb para financiar o programa . Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, ele disse que não se assusta “assim tão fácil” diante da recepção negativa ao modelo. 

Na segunda-feira (28), o programa Renda Cidadã , que substituirá o Bolsa Família , foi apresentado . Seu financiamento será feito a partir do adiamento de precatórios (valores devidos pela União) e do uso de parte do Fundeb, o fundo que financia a educação básica brasileira. 

Depois de receber críticas, Márcio Bittar disse ao Estado que a proposta vai ter medidas de corte de gastos, garantindo o cumprimento do teto. Além disso, ele classificou como fofoca os rumores de que desistiria da proposta.

Segundo o senador, essa foi a opção menos danosa que o governo encontrou de solucionar o problema da falta de renda enfrentado por milhões de brasileiros. “Eventuais sugestões serão consideradas. Mas para abrirmos espaço fiscal para atender o Renda Cidadã serão imprescindíveis os precatórios e o Fundeb”, disse Bittar.

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Em declaração a apoiadores na manhã desta terça-feira (29), o presidente Jair Bolsonaro comentou a questão dos precatórios. “Sabemos que não tem recurso, então está buscando alternativa. Alguns falam: pega dos precatórios, vende algumas estatais. Vender estatal não é de uma hora para a outra assim, não”, disse ele, complementando que, para auxiliar a população, é possível estudar a venda de estatais .

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