Mato Grosso

CGE leva servidores a refletirem sobre o “afastamento de si mesmos”

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Em continuidade à série de workshops internos voltados à promoção do bem-estar, da motivação e de relacionamentos interpessoais saudáveis no ambiente de trabalho mediante reflexões com fundamentos filosóficos, a Controladoria Geral do Estado (CGE-MT), por meio do Programa Viver com Qualidade, promoveu no seu canal de Youtube a palestra virtual “Afastamento de si mesmo: A vida como mero jogo de imitações”.

Conduzido pelo professor de filosofia Douglas Remonatto, a explanação objetivou apresentar ao público os processos de afastamentos que podem ocorrer da pessoa em relação às coisas que habitam nela. Na conversa virtual, o tema reverberou pela ótica da filosofia clínica, ramo da filosofia acadêmica que se dedica à psicoterapia.

“A filosofia clínica tem uma origem muito antiga. Podemos falar de filosofia clínica desde Antífon de Atenas, que é um pré-socrático, 500 anos a.C. Antífon era um filósofo que recebia as pessoas em sua casa, imagine quantos séculos antes de (Sigmund) Freud. Podemos falar que Sócrates, com sua maiêutica, faz algo parecido, podemos falar que toda a filosofia tem sempre um braço na psicologia. A base da minha fala são as obras e a filosofia clínica de Lúcio Packter. Ele foi um filósofo brasileiro que, na década de 80, sistematizou um dos sistemas da filosofia clínica”, iniciou o professor.

O palestrante lançou como primeiro convite à reflexão a pergunta “se você pudesse ser outra pessoa?”, para em seguida lançar a observação de que todos aceitam ser outro. Esse processo, de acordo com as argumentações do professor, pode ter o início na educação escolar quando se começa a abrir mão de ser quem é para ser outro obedecendo à imposição social.

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Remonatto chamou a atenção para as raízes históricas da origem do afastamento de si. O professor destacou que a revolução industrial foi um ponto de ruptura de uma sociedade artesanal para uma sociedade automatizada. Com a industrialização, veio à migração em massa da população de áreas rurais para as urbanas. Esse movimento também afastou as pessoas de suas raízes e referências familiares.

Pensadores

Um dos primeiros a observar esse afastamento de si foi o pai da psicanálise Sigmund Freud. O professor Remonatto trouxe à luz da exposição autores como o psicanalista e filósofo Erich Fromm, membro da Escola de Frankfurt, autor do livro “Ter ou Ser” que se inclina sobre a questão da alienação e mercantilização da vida. Resumidamente, Froom se debruçou à análise sobre o “Ser” e “Ter”, que são dois modos de existência. “Ter” refere-se a coisas, já o “Ser” refere-se à experiência. Nessa conjuntura, ao referir-se às coisas, há a valorização de uma sociedade por obtenção de coisas, a sociedade do ter.

Já o pensador Guy Debord, com a sua obra “A sociedade do espetáculo”, revela uma sociedade de aparências. A sociedade moderna é uma sociedade na qual as relações sociais e as relações de produção e consumo de mercadorias exercem um poder sobre o indivíduo. A “sociedade do espetáculo” é uma crítica em relação à sociedade capitalista e às mídias.

“Um sintoma do afastamento em si é estar preocupado com a aparência, sendo assim cada vez mais longe de si”, destacou o professor.

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Sintomas

Nesse contexto, o palestrante mencionou os sintomas de afastamento de si. “Como sei que acabei me afastando da minha casa interior?”, indagou o palestrante.

Para essa resposta, enumerou alguns sintomas, tais como: nostalgia do passado como refúgio (se está muito atraente o passado, o presente não está sendo vivido); irritação constante (não há espaço para tranquilidade e conforto espiritual, mas uma ansiedade constante); substituição da identidade subjetiva pela sociedade (a vida é guiada por um processo igualmente burocrático); vazio da conquista e perda de controle; autoestima por crediário e excesso de relacionamentos sem profundidade.

O retorno a si é possível. O professor Remonatto encerrou a explanação com dicas de retorno a si, tais como: ficar atento aos companheiros, acontecimentos, amigos, famílias, coisas; guardar um tempo para si; ser verdadeiro nas pequenas coisas do dia a dia. “Não busque a felicidade fora, mas sim dentro de si. Caso contrário, nunca a encontrará”, acrescentou. 

Apesar de ter sido direcionado aos servidores da CGE e das Unidades Setoriais, o workshop on-line está disponível no canal de Youtube da Controladoria para quem tiver interesse no tema. O vídeo alcançou 480 visualizações até o momento.

Série de lives

A live foi a segunda de uma série de workshops mensais programados até novembro deste ano com temas de cunho filosófico, a fim de fomentar a reflexão sobre questões ligadas à qualidade de vida no trabalho dos servidores da CGE e das Unidades Setoriais. 

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O primeiro tema da série de workshops foi “Uma vida boa é uma vida ética“, cuja transmissão também está disponível no canal de Youtube da CGE.

Viver com Qualidade

Lançado em novembro de 2018 em parceria com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), o “Programa Viver com Qualidade” objetiva melhorar o ambiente de trabalho, a saúde e a qualidade de vida no trabalho dos servidores da CGE-MT.

Fonte: GOV MT

Mato Grosso

Plano estadual e pesquisa sobre perfil do turista são debatidos no Cedtur

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O Conselho Estadual de Desenvolvimento do Turismo (Cedtur) se reuniu online nesta terça-feira (24.11) para deliberar sobre assuntos importantes para o setor turístico de Mato Grosso. A importância da cartilha de orientação à certificação de produtos turísticos foi apresentada aos conselheiros. Por meio da Parceria para Ação pela Economia Verde (Page) a iniciativa visa certificar empreendimentos de turismo sustentável.

A cartilha Normatização e Certificação de Produtos Turísticos Sustentáveis é voltada para a iniciativa privada e Diretrizes de Incentivos para Políticas Públicas de Turismo Sustentável para os poderes executivos estadual e municipal. Atualmente, os hotéis Pousada Piuval e Sesc Pantanal são os únicos que têm a certificação de turismo sustentável no Estado.

A Plataforma Integrada de Turismo (PIT) também foi apresentada aos conselheiros como uma importante ferramenta de promoção da oferta turística de Mato Grosso e já está disponível para os visitantes.

“Salientamos que esta plataforma é um instrumento de divulgação que dá muita credibilidade para os atrativos turísticos, pois tem a chancela do Governo do Estado. Então, é fundamental que os municípios atualizem as informações”, afirmou César Miranda, secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso e presidente do Cedtur.

A atualização do Mapa do Turismo, do Ministério do Turismo (MTur), também foi apontada como relevante para os municípios mato-grossenses que têm interesse em divulgar seus atrativos turísticos. Atualmente, são 85 municípios que fazem parte do Mapa em 14 regiões do Estado.

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“Começaremos a atualização em janeiro de 2021 e é importante que os municípios deem atenção a isto, pois os eventos do MTur são feitos com base neste mapa e, também, a destinação de emendas parlamentares federais”, explicou Jefferson Moreno, secretário adjunto de Turismo de Mato Grosso.

Moreno apresentou ainda os investimentos previstos para o turismo no programa Mais MT, o maior programa de investimentos da história do Estado. Serão R$ 339,2 milhões destinados à construção de seis orlas turísticas, melhorias na infraestrutura, financiamento MT-Tur, Programa TBC e Programa Pantanal-Tur.

Na reunião, foram apresentadas as recomendações feitas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), entre elas a criação de um grupo de trabalho formado por conselheiros do Cedtur para tratar da revisão do Sistema Estadual do Turismo e a implantação do Plano Estadual do Turismo.

Ainda foi aprovada a realização de uma pesquisa de demanda turística nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande. Atualmente, já há uma parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) para pesquisa do perfil do turista nas regiões do Araguaia, Norte e Oeste. No próximo ano, também haverá o levantamento na região do Pantanal.

 

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

Orçamento de 2021 prevê investimentos de R$ 2,1 bilhões

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As diretrizes do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2021 foram apresentadas nesta terça-feira (24.11) para deputados estaduais e representantes da sociedade civil mato-grossense pelo secretário de Fazenda, Rogério Gallo. A primeira audiência pública para debater o tema foi realizada de forma on-line pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa (CCJR).

De acordo com o secretário Gallo, a LOA apresentada ao povo mato-grossense é histórica. “Pela primeira vez depois de alguns anos estamos apresentando uma LOA equilibrada que não gerou déficit, assim como não gerou em 2020, em função da execução que foi feita com muita responsabilidade. Vai ser um ano histórico, porque vai gerar investimentos, gerar valores, gerar serviços ao cidadão mato-grossense”, explica.

O secretário apontou que 2021 será um ano tranquilo, mas de muito trabalho, transformando o estado de Mato Grosso em um grande canteiro de obras e serviços de qualidade aos cidadãos das 141 cidades do Estado. Estão previstos no PLOA em torno de R$ 2,1 bilhões em investimento para todas as áreas de infraestrutura, com a implantação de pontes, estradas, a construção de três hospitais regionais, ampliação de penitenciárias. Na educação há previsão de investimentos na climatização de 300 escolas que ainda não dispõe de ar condicionado e reformas estruturais.

“A Lei Orçamentária é uma peça, como a de uma pessoa que projeta a sua vida para o ano seguinte. Ela estima quanto o Estado vai arrecadar, e quais são as despesas necessárias para devolver ao cidadão aquilo que foi arrecadado pelo Estado em todas as áreas”, afirma o secretário.

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O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), destacou o fato de o PLOA ser bem detalhado e enxuto, ao contrário do que foi feito em anos anteriores. Outro ponto avaliado positivamente pelo presidente da CCJR é o equilíbrio.

“A Assembleia Legislativa aprecia pela primeira vez um grande equilíbrio nas contas, nas despesas e na arrecadação do governo. Quer dizer você traz aí para dentro do Estado, não só equilíbrio, mas investimentos. A pessoa lá na ponta, em Vila Bela, Colniza, Vila Rica, em Curvelândia, ele quer também um investimento, a presença do governo a desconcentração dos serviços públicos, os hospitais regionais que vão ser construídos no Estado”, relata Dilmar Dal Bosco.

O deputado estadual Wilson Santos, que está em seu quarto mandato, diz que a Assembleia Legislativa está vivendo um momento único.

“É o momento em que o Estado começa a colher frutos da coragem de ter tomado medidas impopulares e aplicado remédios amargos. É isso que o cidadão que paga impostos quer, é isso que o empresário que gera empregos e paga impostos espera do governo, que o governo seja governado de forma austera rigorosa, e que os frutos deste rigor possam ser convertidos em ações que beneficiam a sociedade. É asfalto que avança. São os hospitais que estão sendo construídos e climatização de todas as escolas andando, é transparência. Isto é um momento histórico para Mato Grosso”, comemora Wilson Santos.

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Na próxima quinta-feira (26), às 09h também de forma online, será realizada a segunda audiência pública. Novamente será apresentada pelo secretário Rogério Gallo, acompanhado pelo secretário adjunto do Orçamento da Sefaz, Ricardo de Almeida Capistrano .

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

“Seduc não fechará 300 escolas em Mato Grosso, isso é fake news”, garante secretário

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) não fechará 300 escolas estaduais, como tem sido divulgado na mídia e nas redes sociais. O trabalho realizado no momento é de reorganização das salas ociosas em que não há alunos e com infraestrutura física precária.

“Posso afirmar e fazer compromisso de que não fecharemos 300 escolas, como querem fazer crer alguns com o discurso político de fake news”, enfatiza o secretário de Estado de Educação, Alan Porto.

O secretário explicou que as mudanças são no reordenamento de algumas unidades devido à má estrutura em que se encontram, além de outras estarem funcionando em prédios alugados. Há também casos em que as unidades serão cedidas para os municípios em melhores condições para ofertar a educação básica.

O objetivo da secretaria é oferecer uma melhor estruturas físicas aos estudantes e profissionais da educação e, consequentemente, criar um ambiente favorável em que seja possível a melhoria do Ideb.

Diálogo com interessados

Todas as informações foram repassadas nos últimos dias para assessores pedagógicos dos polos educacionais do Estado, diretores dos Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica (Cefapro), aos membros do Fórum Estadual de Educação (FEE), aos diretores do Sintep e aos deputados Henrique Lopes e Lúdio Cabral.

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, citou que o reordenamento é um dos meios mais eficientes de organizar a demanda escolar e, em contrapartida, conseguir oferecer escolas reformadas, com ar condicionados, estruturas de tecnologia e inovação, pintura e mobiliário.

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Há casos em que o remanejamento ocorrerá para a reforma ou construção de novas escolas, como a E.E. Salim Felício, no bairro Parque Cuiabá, em Cuiabá. Os estudantes serão transferidos temporariamente para a E.E. Alice Fontes e E.E Heliodoro Capistrano, até o término da construção da nova sede.

“A mudança é para podermos, em um curto espaço de tempo, oferecer um ambiente melhor para estudantes e profissionais. Nesse caso não há qualquer fechamento de unidade como querem fazer crer”, destacou.

Educação básica – anos iniciais

Entre algumas das escolas que serão reordenadas e reorganizadas, há unidades que ofertam o Ensino Fundamental e que terão apenas os anos iniciais sob gestão dos municípios. Na prática, os prédios que estiverem nesta situação serão cedidos para a administração das prefeituras, assim como toda a estrutura e profissionais necessários para auxiliar a nova gestão.

Este é o caso também das duas creches estaduais de Cuiabá, a Maria Eunice Duarte de Barros, localizada no Centro Político Administrativo e a Nasla Joaquim Aschar, que fica na avenida Historiador Rubens de Mendonça, passarão para a gestão municipal em 2021.

“O que nós estamos fazendo é um diálogo com municípios e com as duas creches, de forma muito transparente, em conjunto com o Ministério Público, para fazer esta transição para o município, que precisa atender o ensino infantil”, afirmou o secretário de Educação.

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É bom lembrar que na Constituição Federal, no seu artigo 211, e no Plano Nacional da Educação (PNE), tem previsão de que os municípios devem gerir, preferencialmente, a educação infantil, os anos iniciais do Ensino Fundamental. E o Estado, os anos finais do ensino fundamental e o Ensino Médio.

A partir de 2021 as matrículas das creches e das escolas de ensino básico já serão realizadas pelos municípios. “Os pais podem ficar tranquilos que a infraestrutura física, de equipamento, de mobiliário, vai estar toda à disposição do município para que não percam a qualidade oferecida hoje”, esclarece o secretário.

Fonte: GOV MT

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