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Cientistas alertam para distúrbios cerebrais em casos de Covid-19

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BBC News Brasil

dois homens fazem testagem da covid-19

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Pesquisadores tentam entender se Covid-19 pode causar danos cerebrais

Complicações neurológicas graves  — que incluem inflamação, psicose e delírio — foram descobertas em 43 casos de pacientes com Covid-19 por pesquisadores da University College London (UCL).

Indivíduos sofreram com problemas variados, como distúrbios cerebrais, derrames, danos centrais ao nervo e outros efeitos graves no cérebro, segundo a pesquisa.

O estudo publicado na revista científica Brain também revela um aumento nos casos de uma condição conhecida como encefalomielite aguda disseminada (Adem, na sigla em inglês). Esse aumento coincidiu com a primeira onda de casos de Covid-19 no Reino Unido, em março deste ano.

O número de casos aumentou de uma média de um por mês para um por semana. A Adem pode ser provocada por uma infecção viral como o novo coronavírus .

“Se vamos ter uma epidemia de grande escala de danos cerebrais ligados à pandemia (de Covid-19) — talvez parecida com o surto de encefalite letárgica dos anos 1920 e 1930 depois da pandemia da gripe espanhola de 1918 — ainda não sabemos dizer”, diz Michael Zandi, do Instituto de Neurologia da UCL.

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Cientistas não encontraram traços de Covid-19 no líquor, o fluido corporal presente no cérebro. Isso sugere que o vírus não ataca diretamente o cérebro. Eles especulam que o dano cerebral seria causado pela resposta do sistema imunológico ao novo coronavírus.

“Dado que o coronavírus só está aí desde poucos meses, não temos ainda noção sobre os danos de longo prazo que ele pode causar”, diz o médico Ross Peterson, da UCL, que também participou da pesquisa.

“Os médicos precisam estar cientes dos possíveis efeitos neurológicos, já que o diagnóstico precoce pode melhorar o resultado para os pacientes.”

Cientistas ainda tentam entender o impacto que a Covid-19 pode ter no cérebro.

Outro estudo recente identificou danos cerebrais em 125 pacientes que estiveram em estado grave por conta do novo coronavírus. Quase metade deles havia sofrido derrame devido a algum coágulo que se formou. Outros apresentaram inflamação cerebral, psicose e sintomas de demência.

Um dos autores do estudo, o professor Tom Solomon, da Universidade de Liverpool, disse à BBC que está claro que existe uma relação entre o vírus e os danos cerebrais.

“Parte é devido à falta de oxigênio no cérebro . Mas parece haver muitos outros fatores, como problemas de coagulação e uma resposta híper-inflamatória do sistema imunológico.”

No Canadá, o neurocientista Adrian Owen lançou um estudo global para tentar determinar como o vírus afeta a cognição.

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“Nós já sabemos que os sobreviventes de UTIs estão vulneráveis para danos cognitivos”, disse.

“Então com o número de pessoas recuperadas de Covid-19 crescendo, está ficando cada vez mais nítido que mandar as pessoas da UTI para casa não é o final da história para essas pessoas. É só o começo das suas recuperações.”

Michael Zandi, da UCL, diz que também havia ligações entre danos neurológicos e doenças como a Sars e a Mers. Mas no caso da Covid-19 isso está acontecendo em uma escala muito maior.

O mais parecido com a situação atual, segundo Zandi, foi o surto de uma doença misteriosa logo após a pandemia de gripe espanhola, em 1918.

A doença conhecida como encefalite letárgica apareceu no mundo naquela época e afetou mais de um milhão de pessoas. Há poucas pistas sobre as causas da doença e sobre a possibilidade de a influenza ser o gatilho para ela.

A doença causava problemas motores semelhantes ao Mal de Parkinson e uma espécie de coma.

O correspondente médico da BBC, Fergus Walsh, diz que é importante não se traçar comparações exageradas entre a Covid-19 e a gripe espanhola de 1918. Mas no caso desses sintomas de problemas neurológicos, será necessário estudar mais os impactos de longo prazo da doença no nosso cérebro.

Fonte: IG SAÚDE

Saúde

Laboratório russo não procurou Anvisa para realização de testes de vacina

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vacina Rússia
Ministério da Saúde da Rússia

Vacina foi testada em humanos em menos de dois meses antes de receber aprovação


O Instituto Gamaleia de Moscou, responsável pela Sputnik V, nova vacina anunciada pela Rússia , não procurou a a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para realização de testes ou de registro no Brasil.


O país anunciou que teve aprovação do Ministério da Saúde para regularizar a vacina, que foi testada apenas ao longo de dois meses em humanos. Segundo a Rússia, existem países latino-americanos fechando propostas para começar a produzir a vacina em novembro.

Uma dessas localidades é o estado do Paraná, que anunciou ter feito acordo com o país para produzir a Sputnik V. O governador João Doria (PSDB), de São Paulo, já afirmou que o estado não deve participar da parceria, caso seja mostrado interesse pelo laboratório russo.

“A análise da Anvisa começa a partir da solicitação do laboratório farmacêutico.​ Desta forma, não é possível para a Agência fazer qualquer avaliação ou pronunciamento em relação a segurança e eficácia deste produto antes que tenha acesso a dados oficiais apresentados pelo laboratório”, afirmou a Anvisa em nota.

Os estágios apontados pela Anvisa para pesquisa de medicamentos ou de vacinas para a imunização ou tratamento de qualquer doença se deve pelas seguintes etapas:

Veja Mais:  Laboratório russo não procurou Brasil para realização de testes de vacina

Desenvolvimento exploratório,
Pesquisa pré-clínica,
Pesquisa clínica, que é a aplicação em humanos
Registro.

A Anvisa afirma que, caso o laboratório queira testar no País, deve fazer solicitação ao órgão, que deve liberar ou barrar a avaliação em prazo de 72 horas.

Fonte: IG SAÚDE

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São Paulo não vai participar de pesquisa de vacina russa, afirma Doria

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o governador joão doria
Governo de SP

Doria afirma que Instituto Butantan está “totalmente focado” em vacina chinesa


O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que o estado não participará das pesquisas da nova vacina russa, nomeada Sputnik V, que ganhou hoje certificação pelo Ministério da Saúde do país . O motivo, segundo ele, seria o “total empenho” na CoronaVac, da chinesa Sinovac Biotech.


O governo do estado de São Paulo disse que não deve participar da pesquisa ou da produção de uma vacina produzida pela Rússia , a primeira a ter um certificado de registro, anunciado nesta terça-feira (11).

“O Instituto Butantan foi procurado pelo governo russo para participar da produção de uma vacina contra o coronavírus desenvolvida no país. Contudo, o instituto já está totalmente empenhado na pesquisa da CoronaVac , da farmacêutica Sinovac Biotech”, afirmou em nota o governador

“Por isso, não faria sentido participar de uma outra pesquisa com o mesmo objetivo e dividir seus esforços”, acrescentou.

A CoronaVac está na fase de teste clínico (ou seja, aplicação em humanos) em voluntários. Nove mil profissionais de saúde receberão as doses.

Vacina russa

Nesta terça-feira (11), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que o Ministério da Saúde deu certificação à vacina Sputnik V, que foi desenvolvida pelo Instituto Galameia de Moscou.

Veja Mais:  Laboratório russo não procurou Brasil para realização de testes de vacina

Os testes clínicos foram realizados em menos de dois meses, o que levantou suspeitas sobre a real eficácia da vacina . O laboratório também não apresentou os resultados laboratoriais da vacina.

Segundo Putin, a população poderá começar a ser vacinada no próximo mês.

Apesar de não ter procurado a Anvisa , o estado do Paraná sinalizou que pode fechar acordo com o país para a produção da vacina Sputnik V no Brasil. A notícia foi dada por Jorge Callado, presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).

Fonte: IG SAÚDE

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Laboratório russo não procurou Brasil para realização de testes de vacina

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Ministério da Saúde da Rússia

Vacina foi testada em humanos em menos de dois meses antes de receber aprovação


O Instituto Gamaleia de Moscou, responsável pela Sputnik V, nova vacina anunciada pela Rússia , não procurou o Brasil para realização de testes ou de registro no Brasil. É o que afirma a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta terça-feira (11).


O país anunciou que teve aprovação do Ministério da Saúde para regularizar a vacina, que foi testada apenas ao longo de dois meses em humanos. Segundo a Rússia, existem países latino-americanos fechando propostas para começar a produzir a vacina em novembro.

Uma dessas localidades é o estado do Paraná, que anunciou ter feito acordo com o país para produzir a Sputnik V. O governador João Doria (PSDB), de São Paulo, já afirmou que o estado não deve participar da parceria, caso seja mostrado interesse pelo laboratório russo.

“A análise da Anvisa começa a partir da solicitação do laboratório farmacêutico.​ Desta forma, não é possível para a Agência fazer qualquer avaliação ou pronunciamento em relação a segurança e eficácia deste produto antes que tenha acesso a dados oficiais apresentados pelo laboratório”, afirmou a Anvisa em nota.

Veja Mais:  Alvo de desconfiança, entenda como foi criada a vacina russa

Os estágios apontados pela Anvisa para pesquisa de medicamentos ou de vacinas para a imunização ou tratamento de qualquer doença se deve pelas seguintes etapas:

Desenvolvimento exploratório,
Pesquisa pré-clínica,
Pesquisa clínica, que é a aplicação em humanos
Registro.

A Anvisa afirma que, caso o laboratório queira testar no País, deve fazer solicitação ao órgão, que deve liberar ou barrar a avaliação em prazo de 72 horas.

Fonte: IG SAÚDE

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