Saúde

CoronaVac: dúvidas sobre a vacinação de crianças a partir de 3 anos?

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Anvisa libera uso da Coronavac para crianças a partir de 3 anos - 13.07.2022
Reprodução: pexels – 03/05/2022

Anvisa libera uso da Coronavac para crianças a partir de 3 anos – 13.07.2022

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta quarta-feira a CoronaVac para crianças a partir de três anos de idade. Até então, o imunizante era usado apenas a partir dos seis anos. O início da vacinação dessa faixa etária ainda depende do Ministério da Saúde, mas a expectativa, é que ocorra em breve.

Esse passo é fundamental não só para reduzir a circulação do novo coronavírus e ajudar a chegarmos no fim da pandemia, mas também para proteger essa população. Embora as crianças sejam menos suscetíveis à infecção e a casos graves do que adultos, elas não são inócuas. A edição mais recente do boletim InfoGripe Fiocruz, divulgado nesta quarta-feira, revelou que a Covid-19 já é responsável pela maior parte dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em crianças de até quatro anos.

Confira abaixo o esclarecimento para as principais dúvidas sobre o tema:

A vacina é segura para crianças tão pequenas? Sim. Um estudo feito por pesquisadores do Instituto Millennium de Imunologia e Imunoterapia de Santiago, no Chile, concluíram que a CoronaVac é segura e eficaz em crianças a partir de 3 anos. Os cientistas sugerem também que o imunizante é capaz de proteger contra as variantes de preocupação — como a Delta e a Ômicron.

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Outro trabalho, realizado no Brasil, mostrou que a aplicação da CoronaVac em crianças de três a cinco anos gerou menos efeitos colaterais em relação à vacina da Pfizer, por exemplo. Não houve eventos adversos graves, hospitalizações e mortes registradas na pesquisa em todas as faixas etárias. Em entrevistas anteriores, pediatras e infectologistas disseram ao GLOBO que a CoronaVac seria uma vacina adequada às crianças em questão de segurança e resposta imune por utilizar uma plataforma muito tradicional (a de vírus inativado), usada há décadas em diversas vacinas aplicadas rotineiramente nesse público. A vacina funciona partir dos três anos?

Sim. Dados de vida real de mais de 516.250 crianças entre 3 e 5 anos, de um estudo conduzido no Chile durante o avanço da Ômicron, mostram que a vacina ofereceu uma proteção de cerca de 65% contra hospitalização e 38% contra infecção pela Covid-19 neste público. Outro estudo ao qual O GLOBO teve acesso, realizado no Brasil, revelou que a CoronaVac gerou de três a quatro vezes mais anticorpos neutralizantes nas crianças de 3 a 5 anos em relação aos adultos. Na comparação com o público de 6 a 17 anos, o número de células de defesa dobrou.

A Coronavac ja é aplicada nessa faixa etária em outros países?

O imunizante teve seu uso autorizado no Chile em crianças a partir de três anos, em novembro do ano passado. A CoronaVac também já é utilizada em crianças pequenas na China, Colômbia, Tailândia, Camboja, Equador e Hong Kong.

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A composição da vacina para crianças é igual a de adultos?

Sim, ao contrário da vacina da Pfizer, que prevê formulações diferentes para as faixas etárias, a CoronaVac utiliza doses iguais.

Qual é o período de intervalo entre as doses?

O intervalo entre a primeira e segunda dose é de 28 dias, o mesmo utilizado em crianças a partir de seis anos, adolescentes e adultos.

Há outros imunizantes em aprovação para essa faixa etária?

Ainda não, mas a Pfizer disse ao GLOBO que estava preparando a documentação para solicitar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para vacinar bebês a partir de 6 meses até crianças de 5 anos com a vacina contra Covid-19. A aplicação do imunizante nessa faixa etária foi autorizado recentemente nos Estados Unidos.

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Fonte: IG SAÚDE

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Cachorro é diagnosticado com varíola dos macacos na França

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Micrografia eletrônica de transmissão colorida de partículas do vírus da varíola dos macacos (amarelo) encontradas dentro de uma célula infectada (verde), cultivadas em laboratório
Reprodução/NIAD 13.08.2022

Micrografia eletrônica de transmissão colorida de partículas do vírus da varíola dos macacos (amarelo) encontradas dentro de uma célula infectada (verde), cultivadas em laboratório

Um cachorro foi infectado pela varíola dos macacos na França. Um estudo publicado na revista científica “The Lancet” apresentou o caso e informou que o animal provavelmente contraiu a doença de seus donos, que também testaram positivo para o vírus.

Os tutores do cachorro são um casal homossexual que não tem uma relação monogâmica, ou seja, tem um relacionamento aberto. O animal dormia com os donos e começou a ter as lesões cutâneas 12 dias após o casal. Os sintomas foram feridas no abdômen e uma ulceração anal fina.

Segundo os cientistas, o animal macho de quatro anos de idade foi realmente infectado pelo vírus dos donos. A análise deu 100% de compatibilidade com o vírus dos humanos.

Além do cachorro, apenas animais selvagens (roedores e primatas) foram vetores de transmissão do vírus monkeypox e, até então, o vírus não havia sido identificado em um animal doméstico.

Segundo a Lancet, os donos não deixaram que o cão tivesse contato com outros animais ou pessoas desde quando eles testaram positivo para a varíola.

O estudo concluiu que “a cinética do início dos sintomas em ambos os pacientes e, subsequentemente, em seu cão sugere a transmissão do vírus da varíola do macaco de humano para cão”.

“Nossas descobertas devem estimular o debate sobre a necessidade de isolar animais de estimação de indivíduos positivos para o vírus da varíola do macaco”, finalizam os cientistas.




Fonte: IG SAÚDE

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Anvisa desobriga uso de máscaras em voos e aeroportos

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Obrigatoriedade de máscaras é retirada pela Anvisa
Reprodução: Flickr – 17/08/2022

Obrigatoriedade de máscaras é retirada pela Anvisa

Em vigência desde 2020, a obrigatoriedade do uso de máscaras em aeroportos e aeronaves foi retirada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), nesta quarta-feira (17). O uso da medida não farmacológica, no entanto, segue sendo recomendado nesses ambientes.

A retirada da obrigatoriedade será aplicada assim que a resolução da Anvisa for publicada no Diário Oficial da União. A votação dos diretores da agência para a retirada da medida foi unânime.

“Diante do atual cenário, o uso de máscaras, adotado até então como medida de saúde coletiva, é convertido em medida de proteção individual”, diz o documento da Anvisa.

Segundo a agência, o cenário atual da  Covid-19 no país permite que algumas medidas sanitárias sejam atualizadas, como o uso obrigatório das máscaras. Contudo, o órgão de saúde enfatiza que o uso de máscaras e o distanciamento físico são medidas eficientes para a não transmissão da doença e continuarão a ser recomendadas.

Medidas ainda em vigor:

  • Desembarque por fileiras

  • Álcool em gel nos voos

  • Higienização dos aviões

  • Sistemas de filtros de ventilação

Segundo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), aais de 680 mil pessoas já morreram por Covid-19 no Brasil. Os casos confirmados já passam dos 35 milhões. No mundo, já ocorreram 6,4 milhões de óbitos e 590 milhões de casos.

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Fonte: IG SAÚDE

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Transmissão da varíola dos macacos pode ser assintomática – diz estudo

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Micrografia eletrônica de transmissão colorida de partículas do vírus da varíola dos macacos (amarelo) encontradas dentro de uma célula infectada (verde), cultivadas em laboratório
Reprodução/NIAD 13.08.2022

Micrografia eletrônica de transmissão colorida de partículas do vírus da varíola dos macacos (amarelo) encontradas dentro de uma célula infectada (verde), cultivadas em laboratório


Um relatório publicado na revista científica Journal of Emerging Infectious Diseases, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), relata o caso de um homem de 20 e poucos anos diagnosticado com a varíola dos macacos sem contato recente com outras pessoas que apresentaram sintomas ou tiveram confirmação para a doença, nem mesmo sexual.

Nesta semana, um outro estudo publicado no periódico Annals of Internal Medicine, que testou 200 pacientes num hospital na França, já havia encontrado que, de 13 pessoas infectadas, 11 não desenvolveram sinais da doença depois. As evidências intrigam especialistas, que investigam a possibilidade de o vírus monkeypox estar sendo transmitido de forma assintomática, isto é, por pessoas que não sabem que contraíram a doença por não manifestarem os sinais.

As informações vêm na contramão do perfil da maioria dos casos registrados no surto atual. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 91% dos eventos de disseminação do vírus são relacionados a encontros sexuais. O contato prolongado pele com pele já era de fato considerado a principal forma de contaminação. Porém, normalmente era associado à interação com as lesões provocadas pelo vírus, o que não é o caso do paciente relatado nos EUA.

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O homem não tinha histórico de relações sexuais nos últimos três meses, e contou ter presenciado locais fechados apenas durante viagens em aviões e trens. O mais próximo de contato de pele com outras pessoas foi 14 dias antes de os sintomas aparecerem, quando o paciente foi a um show.

“Ele disse que muitos participantes estavam usando blusas e shorts sem mangas. Ele usava calças e uma blusa de manga curta. (Porém), ele não notou nenhuma lesão de pele em ninguém presente, nem notou ninguém que parecia doente”, diz o relatório.

Além disso, outra característica fora do comum no caso é que o infectado não apresentou sintomas além das erupções cutâneas, nem mesmo febre ou inchaço dos linfonodos. As lesões foram relatadas no peitoral, nas costas, nas mãos e no lábio, mas não nas regiões genitais – área que tem sido associada à contaminação durante encontros sexuais, comprovando que o meio não foi o de transmissão.

“Este caso destaca a distinção das manifestações clínicas, pois indica possíveis rotas de transmissão durante o surto de varíola dos macacos em 2022. O caso destaca o potencial de propagação em aglomerações, o que pode ter implicações para o controle da epidemia”, escreveram os pesquisadores.

Isso porque as lesões na pele e o contato com elas eram considerados os principais sintomas e vias de contaminação da doença. Porém, no caso, o homem teria sido contaminado por alguém que não apresentou erupções ou que ao menos não esteve em contato com ele. Há a possibilidade de o vírus permanecer em superfícies, como lençóis e toalhas, porém os casos do surto atual não têm sido associados a esse modo de contaminação.

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Um outro estudo, publicado na revista científica British Medical Journal (BMJ), conduzido por cientistas do Reino Unido, já havia analisado 197 pacientes e chamado atenção para a possibilidade de transmissão entre pessoas sem sintomas. Uma das conclusões do trabalho foi de que apenas 25% dos infectados relataram ter tido contato com uma pessoa que teve a doença confirmada, “levantando a possibilidade de transmissão assintomática ou paucissintomática (que apresenta poucos sintomas)”.

“A compreensão dessas descobertas terá grandes implicações para o rastreamento de contatos, conselhos de saúde pública e medidas contínuas de controle e isolamento de infecções”, defenderam os autores.

Além disso, o estudo francês publicado nesta semana testou 200 pessoas e, das 13 que tiveram o resultado positivo, 11 foram casos de pacientes infectados pelo monkeypox sem manifestações clínicas. Esse é também um indicativo da possibilidade de haver casos da doença assintomáticos – e potencialmente transmissíveis. Porém, mais estudos são necessários para compreender melhor as especificidades da disseminação incomum do vírus pelo mundo.

Fonte: IG SAÚDE

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