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Covid-19: 4ª dose da vacina é eficaz abaixo dos 40 anos?

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Covid-19: 4ª dose da vacina é eficaz abaixo dos 40 anos?
LuAnn Hunt/Pixabay

Covid-19: 4ª dose da vacina é eficaz abaixo dos 40 anos?

O cenário de variantes com maior capacidade de evasão da imunidade e a queda da proteção conferida pelas vacinas com o passar dos meses levou uma série de países a adotarem uma quarta dose contra a Covid-19, hoje indicada pelo Ministério da Saúde a todos os maiores de 40 anos, além de profissionais da saúde e imunossuprimidos a partir de 18 anos. No entanto, embora considerada segura e bem tolerada, especialistas explicam que os benefícios na ampliação dessa oferta a todos os adultos ainda não são um consenso, por isso o cenário de faixas etárias diferentes como público-alvo do segundo reforço pelo mundo.

“A quarta dose é recomendada, nesse momento, especialmente aos grupos mais vulneráveis, que são os idosos e os imunossuprimidos. Esses indivíduos têm o sistema imunológico mais deficiente, respondem de forma mais fraca à vacina e, com o tempo, tem uma diminuição na proteção conferida pela terceira dose. O reforço nesses casos tem a função de evitar que essa população fique mais vulnerável, evitando óbitos, mas ainda não há dados que justifiquem uma quarta dose para a população geral”, afirma o médico infectologista Leonardo Weissmann, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

Embora, como mostrou O GLOBO, a intenção do governo seja ampliar o público a todos os adultos, o Comitê Técnico Assessor em Imunizações do Programa Nacional de Imunizações (CTAI – PNI), do Ministério da Saúde, optou pela não recomendação do segundo reforço a menores de 40 anos. Entretanto, cabe ao titular da pasta, Marcelo Queiroga, e ao governo federal a decisão final.

Esse benefício limitado aos grupos mais suscetíveis à doença acontece porque as vacinas aplicadas hoje foram projetadas a partir da cepa do vírus chamada de ancestral, descoberta ainda em 2019 na cidade Wuhan, na China. Porém, quando o patógeno sofre mutações relevantes a ponto de ser considerado uma nova variante, uma das consequências pode ser a capacidade de escapar de anticorpos gerados por infecção prévia ou vacinação, como é o caso com a Ômicron e suas sublinhagens.

Por isso, o esquema de três doses tornou-se imprescindível para garantir a proteção contra desfechos graves observada antes contra a Delta e suas antecessoras com apenas duas. De acordo com um estudo publicado na revista científica The Lancet Respiratory Medicine, duas aplicações do imunizante da Pfizer/BioNTech reduzem em apenas 41% as hospitalizações no contexto da Ômicron, eficácia que foi elevada a 85% com o reforço.

Assim, como a imunidade já é naturalmente mais baixa em idosos e imunossuprimidos, estudos começaram a ser conduzidos sobre os benefícios de uma quarta dose para esses grupos. Um trabalho publicado na revista científica New England Journal of Medicine, com base nos dados de mais de 1,2 milhão de pessoas com 60 anos ou mais em Israel, mostrou que a incidência de casos graves de Covid-19 entre os que receberam o segundo reforço foi 3,5 vezes menor.

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Além disso, essa proteção não apresentou queda durante as seis semanas do estudo. No entanto, em relação à infecção sintomática, a taxa foi somente duas vezes menor, e essa eficácia recuperada com a quarta dose caiu rapidamente no período observado. Os pesquisadores destacaram a importância da aplicação no grupo para prevenir desfechos como hospitalizações, mas ressaltaram que a dose extra não é capaz de reduzir o risco para contaminação.

A vantagem para evitar quadros mais severos também foi vista nos Estados Unidos. De acordo com dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças do país (CDC), o número de óbitos por Covid-19 entre pessoas com 50 anos ou mais que receberam a quarta dose é quatro vezes menor do que aquelas com três aplicações.

Porém, em outro estudo conduzido em Israel, com 1.050 profissionais de saúde jovens e saudáveis, a quarta dose não gerou diferenças significativas nos números de casos da doença entre os grupos. Ainda assim, tanto o trabalho israelense, como um britânico publicado na Lancet Infectious Diseases, registrou um aumento no número de anticorpos neutralizantes, com os pesquisadores afirmando que os benefícios podem ser “marginais”.

Todos os trabalhos ressaltam ainda que não houve efeitos adversos graves com a aplicação do segundo reforço e que, assim como as outras, a dose é segura e bem tolerada.

“As evidências mostram que a quarta dose não induz uma proteção adicional muito significativa além daquela conferida pela terceira dose, por isso esse tema é controverso. A minha opinião é que, considerando o contexto atual do Brasil, a quarta dose seria importante para reforçar a imunidade daqueles que já tomaram a terceira dose há cerca de seis meses ou mais. Por isso, acho que deve ser ampliada a todos os adultos, desde que tenhamos doses suficientes”, avalia a imunologista Letícia Sarturi, doutora em Biociências e Fisiopatologia.

A realidade leva a decisões divergentes pelo mundo. Enquanto nos Estados Unidos a quarta dose é indicada àqueles acima de 50 anos e imunossuprimidos, no Chile o segundo reforço é ofertado a todos com 12 anos ou mais. Em Israel, um dos primeiros lugares a instituir a medida, podem se vacinar idosos a partir de 60 anos e pessoas consideradas “em risco de exposição”. Já a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) é mais restrita, e orienta que o segundo reforço seja destinado apenas a pessoas acima de 80 anos.

No Brasil, como o Ministério da Saúde antecipou ao GLOBO, o governo planeja estender a quarta dose a toda a população adulta ainda em 2022. Mas a pasta ainda precisa publicar a decisão numa nota técnica para se tornar oficial. Na mesa, há a possibilidade de que a imunização se dê em clínicas particulares para as faixas etárias que ainda não foram contempladas. O governo federal permitiu no mês passado que empresas comprem vacinas contra a Covid-19 sem doação de doses ao Sistema Único de Saúde (SUS).

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“Observando o comportamento do vírus, estamos caminhando para termos, pelo menos, um (segundo) reforço na população acima de 18 anos”, afirmou o secretário-executivo da pasta, Daniel Pereira, em junho.

A intenção do ministério, portanto, deve ser conduzida em discordância com a visão dos técnicos do CTAI. Parte da fundamentação do documento, obtida pelo GLOBO, sustenta que a faixa etária dos 30 anos, por exemplo, não sofre de risco aumentado para a Covid-19 até o momento em relação a outros grupos da população:

“O grupo dos 30-39 anos não é um grupo que tenha um risco de agravamento significativo em relação ao restante da população, por exemplo. E, sendo assim, no momento não é fundamental essa ampliação, ainda mais por ainda não haver dados claros de um impacto significativo que um novo reforço traria para essa faixa etária em particular. É um cenário distinto do que temos em relação às faixas mais elevadas”, diz trecho da fundamentação.

Mesmo sem aval do órgão, locais como Distrito Federal, Vitória, Manaus, Teresina, Aracaju e Botucatu (SP) já ampliaram a segunda dose de reforço para menores de 40 anos. A medida é possível porque estados e municípios têm autonomia para definir os próprios calendários de vacinação, com base em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Novas vacinas para Ômicron chegarão tarde demais?

De dezembro de 2020 até agora, mais de 12 bilhões de doses de vacinas contra a Covid-19 já foram aplicadas, levando o mundo à menor média móvel de mortes por dia desde que a pandemia foi decretada, em março de dois anos atrás.

“Sabemos que as vacinas atuais têm uma menor eficácia contra a infecção pela variante ômicron. Porém, a sua proteção contra formas graves da doença continua alta entre aqueles que receberam a terceira dose”, avalia Weissmann, da SBI.

Porém, a maior resistência de novas variantes leva farmacêuticas e agências reguladoras a destinarem esforços para uma versão atualizada dos imunizantes, desenvolvida especificamente para a Ômicron.

No último dia 30, representantes da EMA junto a membros da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos EUA, da Coalizão Internacional de Autoridades Reguladoras de Medicamentos (ICMRA), da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de outras autoridades de saúde do mundo se reuniram e apoiaram a adaptação dos imunizantes atuais à Ômicron e suas subvariantes.

Recentemente, a Pfizer/BioNTech e a Moderna foram os primeiros laboratórios a divulgarem dados de eficácia de uma nova dose de reforço feita especificamente para a cepa. De acordo com os testes, houve um aumento de 8 a 19 vezes no número de anticorpos neutralizantes para a primeira versão da Ômicron, a BA.1.

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A FDA, no entanto, pede que os laboratórios adaptem os imunizantes para as sublinhagens que circulam agora e tornam-se predominantes no país e no mundo – a BA.4 e BA.5. Isso porque uma série de estudos publicados em revistas como Nature, Lancet e New England Journal of Medicine mostram que elas conseguem escapar com ainda mais facilidade dos imunizantes atuais, além dos anticorpos induzidos pela infecção com a BA.1.

A mudança, porém, levaria a um atraso na distribuição das novas vacinas. Enquanto a expectativa é de que elas começassem a ser aplicadas já em setembro, a tempo de se preparar para o inverno no Hemisfério Norte, as empresas responsáveis dizem que uma nova adaptação empurraria o calendário ao menos a partir de outubro.

Elas defendem que as formulações em andamento, pensadas para a BA.1, também promoveram um aumento dos anticorpos neutralizantes para a BA.4 e BA.5, embora em ambas o crescimento tenha sido cerca de três vezes menor.

No Brasil, assim como em outras etapas da campanha de vacinação, esse possível aval para novos imunizantes deve ser solicitado e analisado apenas meses depois da aprovação nos Estados Unidos, que ainda não tem data para acontecer. No entanto, a expectativa é de que o movimento não chegue por aqui antes de 2023.

Porém, no encontro internacional do último dia 30, os membros da ICMRA e a OMS destacaram que as vacinas atuais continuam a oferecer proteção contra doenças graves, hospitalizações e mortes, e incentivaram seu uso. Isso leva os especialistas a não encararem com preocupação a demora para que uma nova formulação chegue ao país.

Para Leticia, a prioridade é fortalecer as campanhas para vacinar aqueles que estão com esquema incompleto – ou seja, menos de três doses. Ela explica que os imunizantes atuais, embora em menor grau, seguem funcionando pois induzem uma resposta imunológica a nível celular correspondente a várias partes da proteína Spike do Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19, e lembra que “apesar de novas cepas ou variantes, ainda estamos falando do mesmo vírus”.

“Pode ser que num futuro próximo novas doses de reforço sejam de vacinas adaptadas às variantes. Isso pode ser bom, mas ainda não podemos afirmar que na vida real o efeito será significativamente melhor do que o das vacinas atuais. Então, apesar da atualização parecer necessária para garantir uma robustez na imunidade, essa atualização não é imprescindível e urgente agora”, pontua a imunologista.

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Fonte: IG SAÚDE

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Covid: Coreia do Norte declara que venceu doença 3 meses após 1° caso

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Kim Jong-un declara que Coreia do Norte venceu a Covid
Reprodução

Kim Jong-un declara que Coreia do Norte venceu a Covid

O governo da Coreia do Norte declarou “vitória” sobre a Covid-19 , cerca de três meses depois do primeiro caso da doença ter sido confirmado no país, ainda virtualmente isolado do exterior por conta da estratégia sanitária local para enfrentar a doença. 

E em uma declaração ainda pouco clara, a irmã do líder do país, Kim Jong-un, afirmou que ele ficou “gravemente doente” durante o pico de casos, mas sem confirmar se ele foi contaminado.

“Nosso Partido e o governo avaliaram a atual situação de quarentena e chegaram à conclusão de que a crise epidêmica maligna que se criou no país foi completamente resolvida com base nos dados de análise detalhada apresentados pelo departamento de pesquisa científica”, disse Kim Jong-un, durante uma conferência para analisar a situação da pandemia, de acordo com a KCNA. “A dolorosa guerra de quarentena chegou ao fim e hoje finalmente declaramos vitória.”

A Coreia do Norte estabeleceu, ainda em fevereiro de 2020, uma das mais duras estratégias do mundo para tentar conter a doença: fronteiras foram fechadas, diplomatas estrangeiros e suas famílias deixaram o país e foram aplicadas restrições sobre movimentações internas, aliadas a práticas como o uso de máscaras.

Como resultado, o país não registrou, ao menos oficialmente, casos de Covid-19 até maio, quando surgiram os primeiros relatos de uma “febre”, como as autoridades se referem à doença. Ao todo, foram registrados 4,8 milhões de casos e 74 mortes, um número relativamente baixo, ainda mais em um país onde o sistema de saúde é considerado precário e onde poucas pessoas foram vacinadas.

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“É mais uma vitória brilhante proteger de forma confiável o bem-estar nacional e popular do maior perigo de saúde pública global que mergulhou o mundo em uma situação catastrófica, e eliminar o desafio mais importante e ameaçador que enfrentamos em tão curto tempo”, disse Kim Jong-un, destacando que não há registro de casos desde o dia 29 de julho.

No discurso, ele destacou que as medidas de controle de fronteiras seguirão em vigor, apontando para o risco de novas variantes do coronavírus, da varíola dos macacos e de “várias doenças infecciosas causadas pelas mudanças climáticas”.

”Febre” de Kim Jong-un

Em outro discurso, a irmã de Kim Jong-il, Kim Yo-jong, apontada como segunda na linha de comando, acusou a Coreia do Sul de ter introduzido o vírus no país, mencionando “objetos estranhos”, uma referência aos itens mandados por grupos de oposição a Pyongyang através da fronteira, como pendrives, panfletos e dinheiro. Esse tipo de envio, normalmente feito com balões, está proibido desde 2020.

“Já consideramos vários planos de reação, mas nossas ações devem ser de uma forma retaliatória mortal”, declarou, segundo a KCNA. “Se o inimigo persistir em tais ações perigosas, como fomentar o caminho do vírus para nossa república, vamos responder não apenas exterminando o vírus, mas também eliminando as autoridades sul-coreanas.”

No meio da fala, ela afirmou que Kim Jong-un chegou a ficar “gravemente doente” durante o pico de casos, no que seria uma rara menção à saúde do líder norte-coreano, normalmente mantida em sigilo.

“O Marechal [Kim Jong-un], que estava gravemente doente com alta febre diária nesta guerra da quarentena, mas não podia deitar-se nem por um momento por causa do pensamento nas pessoas que deveriam ser responsabilizadas”, declarou Kim Yo-jong.

Não ficou exatamente claro se ele foi contaminado pela Covid-19, ou se foi apenas um dos recorrentes exageros em falas oficiais em uma tentativa de aproximá-lo do povo, no momento em que o país enfrenta um difícil período na economia, agravado por secas, inundações e pelo isolamento comercial.

A menção à febre estava presente apenas no artigo em coreano sobre o discurso, e não apareceu na versão em inglês divulgada pela KCNA.

* Com informações da agências internacionais

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Fonte: IG SAÚDE

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EUA: jovem infectado por ameba ‘comedora de cérebro’ abre os olhos

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Ameba
DPDx, George Healy, Ph.D, USCDCP

Ameba “comedora de cérebro”

Um adolescente de 13 anos infectado por pelo protozoário Naegleria fowleri, conhecido como ameba “comedora de cérebro” , deu sinais de reação. Caleb Ziegelbauer começou a abrir os olhos e mover as mãos, de acordo com sua família. Ele está internado desde o dia 6 de julho em um hospital na cidade americana de Port Charlotte, na Flórida.

“Não apenas Caleb moveu as mãos e os pés, mas agora seus olhos estão se abrindo”, disse Katie Chiet, uma das organizadoras de uma vaquinha virtual criada para arrecadar dinheiro e custear o tratamento do adolescente. A campanha já levantou US$ 60 mil.

“Ele não responde totalmente aos estímulos… AINDA. Mas continuamos esperançosos de que as montanhas do amanhã serão conquistadas!”, acrescenta o texto.

Ziegelbauer concluiu neste domingo todo o protocolo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, da sigla em inglês) dos Estados Unidos. De acordo com a família do adolescente, ele foi operado nesta segunda-feira para inserir uma traqueostomia e um tubo de alimentação.

“Agora esperamos (não tanto) pacientemente pelo seu despertar”, finalizou Katie, no comunicado.

No período de internação, Ziegelbauer foi sedado, entubado e colocado em estado induzido de hipotermia pelos médicos. Exames mostraram que ele sofreu danos cerebrais, de acordo com a revista Newsweek.

Ziegelbauer contraiu a ameba depois de visitar uma praia em Port Charlotte. A Naegleria fowleri é comumente encontrada em água doce quente, como lagos, rios e lagoas. Ela entra no corpo pelo nariz e vai até o cérebro, onde destrói o tecido cerebral. A infecção não pode ser transmitida de uma pessoa para outra.

No estágio inicial da infecção, os sintomas podem incluir forte dor de cabeça, febre, náuseas e vômitos, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. À medida que a infecção piora, os sintomas – que aparecem de um a nove dias após a exposição à ameba – podem evoluir para rigidez do pescoço, convulsões ou alucinações.

Desde 1962, pelo menos outras 154 pessoas foram diagnosticadas com meningoencefalite amebiana primária nos EUA, em decorrência do Naegleria fowleri, de acordo com levantamento publicado pela Fox News.

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28 substâncias naturais com potencial no tratamento da Covid-19

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Substâncias naturais podem auxiliar o tratamento da Covid-19
Michelle Roberts – BBC News

Substâncias naturais podem auxiliar o tratamento da Covid-19

Em uma revisão recente publicada na revista científica Phytotherapy Research, pesquisadores chineses identificaram ativos naturais com potencial terapêutico contra o novo coronavírus. Esses produtos podem atuar contra a Covid-19  em diversas frentes, como para inibir a invasão e replicação do vírus, regular o equilíbrio imunológico ou reduzir fatores inflamatórios e suprimir a hiperimunidade.

Os compostos foram identificados pela revisão de estudos sobre o assunto cadastrados em bancos de dados como SCI, PubMed, Chinese National Knowledge Infrastructure (CNKI ), Clinical Trials Gov e o registro chinês de ensaios clínicos (ChiCTR), entre janeiro de 2020 e abril de 2022.

O Sars-CoV-2 se liga a receptores, como o ACE2, para invadir as células. Lá dentro, ele raqueia essa célula e passa a se replicar, até que uma hora essa célula é destruída devido ao excesso de vírus. Soltos no organismo, esses novos vírus invadem mais tecidos humanos e órgãos e continuam esse processo. Imediatamente, o corpo inicia um processo para destruir os vírus e as células infectadas.

Como resultado de tudo isso, a Covid-19 causa inflamação generalizada (a chamada tempestade de citocinas) e distúrbios sistêmicos, incluindo desconforto respiratório, hepatite e insuficiência renal.

Os resultados da revisão mostraram que compostos naturais com ação antioxidante como flavonóides, polifenóis, politerpenos, lactonas e esteróis podem potencializar o efeito de vacinas contra a Covid-19, por exemplo, ou agir como tratamento. Substâncias como a curcumina, encontrada no açafrão-da-terra; a rutina, presente na casca de frutas cítricas; a epigalocatequina galato (ECGC), abundante no chá verde; a nicotinamina, um membro da família da vitamina B3; o ácido clorogênico, encontrado no café; e outras como o honokiol, o kaempferol, a quercetina, a glicirrizina e a baicalina podem bloquear a entrada do SARS-CoV-2 nas células.

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Já a miricetina, encontrada em chás de frutas como maçã e morango; a berberina, a indirrubina, a curcumina; o Beta-Sitosterol, principal fitosterol encontrado em frutas e vegetais; o ácido betulínico e a cordicepina inibem atividades envolvidas na replicação do RNA viral. A forsythosia, o dente-de-leão, e a parthenolida previnem a inflamação sistêmica e a disfunção orgânica associada à Covid-19.

Outras substâncias com potencial terapêutico contra a doença incluem: o ácido pseudopolar B (PAB), o éster fenetílico do ácido cafeico (CPEA); o resveratrol, encontrado no vinho; o ácido betulínico, a cordicepina e a glicirrizina.

No entanto, mais pesquisas são necessárias para avaliar o potencial clínico, assim como a segurança, e eficácia desses compostos naturais contra o novo coronavírus.

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Fonte: IG SAÚDE

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ALMT – Campanha Fake News II

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