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Covid-19: África do Sul supera 500 mil casos e já é 5º mais atingido no mundo

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África do Sul
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Apesar do alto número de casos, Cyril Ramaphosa elogiou baixa taxa de letalidade do país

País mais afetado pela pandemia da Covid-19 no continente africano, a África do Sul ultrapassou a soma de 500 mil casos confirmados da doença neste sábado (1º), assumindo assim a quinta posição no ranking dos mais afetados, atrás apenas de EUA, Brasil , Rússia e Índia.

Segundo informações da agência de notícias France Presse, os dados sobre o avanço do novo coronavírus no país foram dados pelo ministro da Saúde da África do Sul , Zweli Mkhize, que apontou ainda que mais de um terço dos casos foram registrados na província de Gauteng, onde ficam as cidades de Johannesburgo e Pretória.

Apesar do alto número de contágios, o país segue com baixa taxa de letalidade , com menos de nove mil mortes confirmadas, algo que foi exaltado pelo presidente Cyril Ramaphosa: “estamos apenas na 36ª posição em número de mortos em relação à população”.

Por outro lado, especialistas apontam que a subnotificação é um grande problema no continente e que o número de mortes por Covid-19 poderia ultrapassar a casa dos 50 mil até o final do ano na África do Sul caso medidas mais rígidas não voltem a ser implementadas.

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Fonte: IG SAÚDE

Saúde

Anvisa mantém regra restritiva para receita de cloroquina

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Fala de Bolsonaro sobre conseguir medicamento com receita simples é imprecisa
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Fala de Bolsonaro sobre conseguir medicamento com receita simples é imprecisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclareceu nesta sexta-feira (14) que a regra restritiva que define que são necessárias receitas em duas vias, com retenção de uma, para compra de medicamentos como cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina se mantém. A ação aconteceu no dia seguinte a uma transmissão ao vivo do presidente Jair Bolsonaro, em que ele afirmava que para adquirir esses produtos era necessária apenas uma “receita médica simples” .

Ao vivo em suas redes sociais o presidente anunciou “Chegou na minha tela aqui, o presidente da Anvisa, o almirante Barra (Antonio Barra Torres), acabou de confirmar a informação sobre a hidroxicloroquina e a ivermectina, você já pode comprar com uma receita simples, caso seu médico recomende, obviamente”.

A determinação pela Anvisa de que remédios à base de cloroquina e hidroxicloroquina teriam venda controlada, exigindo uma receita especial em duas vias, foi definida ainda no início da pandemia de Covid-19 no Brasil, em março. Em nota de assessoria de imprensa o órgão informou que “a iniciativa (de controlar o composto) teve por objetivo garantir o fornecimento desses medicamentos para tratamentos descritos em bula, como lúpus e malária”.

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Após técnicos da agência avaliaram que seria prejudicial manter os medicamentos sob controle, uma nova resolução da diretoria colegiada foi publicada (RDC) e a cloroquina , hidroxicloroquina e nitazoxanida entraram para categoria especial criada apenas para o período da pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) .

A nova RDC ainda exige duas vias das receitas, uma ficando retida para controle das farmácias. O pedido deve conter dados do médico e do paciente, além de indicações do medicamento e data de emissão, com data de validade de 30 dias. O modelo se assemelha ao de antibióticos, por exemplo.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Instituto Butantan pode aprovar vacina antes do fim de testes

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Vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech
Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

Vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech

O diretor do Instituto Butantan , Dimas Covas, disse nesta sexta-feira (14) que a Coronavac , vacina produzida em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech , pode ser aprovada antes do fim da fase de testes com os nove mil voluntários brasileiros. Isso porque, segundo Covas, o monitoramento desses pacientes vai continuar até setembro do ano que vem.

“A eficácia não tem relação com esse prazo. Esse prazo é de acompanhamento. O estudo só será, de fato, encerrado após esses doze meses. Já a eficácia poderá aparecer comprovada a partir de outubro deste ano”, disse o diretor à TV Globo.

A Coronavac está em fase três de testes, a última etapa que todo uminizante deve passar antes de poder ser distribuído e aplicado na população em larga escala. Nesse último período de testes, o objetivo dos pesquisadores é checar a eficácia e a segurança da vacina em um cenário que simula uma condição normal para a proliferação de determinado vírus.

“Os resultados da fase 1 e 2 foram muito animadores, mostrando um perfil de segurança elevado e também uma alta capacidade de indução de anticorpos nas pessoas que receberam. Tudo isso delimita uma vacina segura e eficiente e daí a nossa avaliação de que na sequência nós poderemos ter os resultados deste estudo clínico muito rapidamente”, completou Covas.

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Um estudo publicado nesta semana pela Sinovac Biotech mostrou que a Coronavac é eficaz e segura. O trabalho analisou o comportamento de 600 voluntários vacinados na China durante a fase 2 dos testes clínicos.

De acordo com o coordenador dos ensaios clínicos da vacina Coronavac e diretor médico de Pesquisa Clínica do Instituto Butantan, Ricardo Palacios, o produto é muito promissor e eficaz.

“Os estudos feitos até agora, na China, demonstraram que mais de 90% dos voluntários que receberam as vacinas tiveram anticorpos capazes de neutralizar o coronavírus, isso é um diferencial”, afirmou.

Segundo Palácios, os testes mostraram que entre duas e quatro semanas a pessoa está imunizada. “Duas semanas após a segunda dose as pessoas têm níveis de anticorpos capazes de neutralizar o vírus da Covid-19”, disse o especialista.

Fonte: IG SAÚDE

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“Vacina da Covid-19 só deve ir ao mercado após 1 ano de testes” diz imunologista

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CoronaVac está na última fase de testes
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CoronaVac está na última fase de testes

A CoronaVac é uma das maiores esperanças da população para combater a transmissão do novo coronavírus (Sars-Cov-2) . Desenvolvida pelo Instituto Butantan com participação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ela deve começar a ser aplicada a partir de março de 2021, após todas as etapas de testes e aprovação.

Em uma transmissão ao vivo nas redes sociais na noite desta quinta-feira (13), o imunologista, pesquisador e professor da UFMG, Ricardo Gazzinelli declarou que, em sua opinião, o ideal é que a vacina fosse para o mercado apenas após um ano de testes. “Essas (vacinas) que estão sendo feitas rapidamente, a chance de ter uma que dá 90% de proteção, é quase como ganhar na loteria”, disse.

Para Gazzinelli, uma produção mais cautelosa e mais tempo de testagem da nova vacina resultaria em doses com eficácia mais prolongada. “Eu esperaria. Caso elas tenham alguma eficácia, é na faixa de 60%. Se atingir 70%, olhe lá. Provavelmente, você terá limite de doses e eficácia baixa, ou seja, será uma vacina que provavelmente não vai controlar a transmissão. Mas ela pode proteger grupos de risco”, opinou.

Uma vacina que dá imunidade durante três, quatro ou cinco meses, até que ponto nós podemos chamar isso de uma vacina?” questiona o pesquisador.

 Segundo ele o teste clínico da CoronaVac deve durar um ano. “Na minha posição de imunologista, não deveríamos aprovar uma vacina antes de 12 meses”, concluiu Gazzinelli.

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Mauro Teixeira, coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) em dengue e interações hospedeiro-microorganismos e membro da Academia Brasileira de Ciências e da Comissão Científica da Anvisa (CCVISA), concorda que é necessária cautela durante o processo.

Teixeira também participou da live UFMG Talks e na oportunidade ponderou sobre a velocidade em que as vacinas têm sido produzidas. “Eu acho que a gente tem tentado fazer rápido, as pesquisas têm sido muito intensas, as agências regulatórias estão tentando funcionar de forma rápida, mas não depressa. Rapidez não pode significar ausência de segurança”, disse.



De acordo com a UFMG, 6 projetos candidatos a vacina contra o novo coronavírus já estão em fase três de testes, a última antes da comercialização. A CoronaVac é uma delas e já conta com 852 voluntários da área da saúde que participarão do estudo, em Minas Gerais.

Fonte: IG SAÚDE

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