Saúde

Covid-19: como fazer autoteste e diminuir o risco de falso negativo

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BBC News Brasil

Covid: como fazer autoteste e diminuir o risco de resultado falso negativo
André Biernath – Da BBC News Brasil em Londres

Covid: como fazer autoteste e diminuir o risco de resultado falso negativo

André Biernath – Da BBC News Brasil em Londres

Na hora de fazer um autoteste de antígeno para diagnosticar ou descartar uma suspeita de covid-19, o passo mais importante é ler atentamente o manual de instruções e seguir à risca as orientações do fabricante.

Em linhas gerais, estes kits são compostos por três itens principais:

  • O swab, aquela haste flexível que vai nas narinas e no fundo da boca;
  • O tubo, recipiente que traz uma solução líquida;
  • O dispositivo de teste, que recebe o líquido e dá o resultado.

A realização deste exame é indicada quando a pessoa apresenta sintomas sugestivos de covid, como tosse, coriza, dor de garganta e febre.

O ideal é fazer o teste a partir do terceiro dia após o início dos incômodos, quando a quantidade de vírus no organismo está suficientemente alta para ser detectada pelo dispositivo.

Antes disso, o autoteste até pode ser feito, mas um resultado negativo não pode ser levado a ferro e fogo — ainda mais se os sintomas persistirem ou piorarem.

A coleta

As etapas podem variar de acordo com cada fabricante, mas em linhas gerais a primeira orientação antes de iniciar o processo é lavar bem as mãos, para evitar uma contaminação cruzada e um resultado falso positivo.

O próximo passo é pegar o swab e esfregá-lo cerca de dez vezes nas paredes internas das duas narinas — algumas marcas também sugerem passar a haste flexível na boca, lá no fundo da língua.

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O médico Evaldo Stanislau de Araújo, diretor da Sociedade Paulista de Infectologia, relata que muitas pessoas ficam aflitas com esse tipo de coleta, por acharem que é necessário aprofundar demais o swab, até que ele toque na garganta.

“É preciso perder esse medo. No início da pandemia, todo teste de covid realmente exigia introduzir a haste lá atrás, na nasofaringe. Alguns até brincavam que o swab quase cutucava o cérebro”, lembra.

“Os testes atuais geralmente não demandam uma coleta tão profunda assim. É importante passar o swab na parede nasal. Não precisa ir até o fundo, mas também não pode ser só na pontinha do nariz”, acrescenta o médico, que também trabalha no Hospital das Clínicas de São Paulo.

Mulher colocando swab no nariz

Getty Images
O swab não precisa ser introduzido tão fundo, mas também não pode ficar só na pontinha das narinas

Em outras palavras, passar a haste no nariz não é lá muito agradável, mas não pode causar dor ou sangramentos.

A infectologista Valéria Paes, do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, sugere que o autoteste seja feito num lugar bem arejado e sem outros indivíduos ao redor.

“Muitas vezes, a passagem do swab causa uma certa irritação, e a pessoa tem acessos de tosse e espirro. Se ela estiver com covid mesmo, pode acabar transmitindo o vírus”, adverte.

A mistura

A próxima etapa envolve pegar o swab e esfregar a ponta dele na solução líquida que vem no tubo de ensaio de plástico.

Geralmente, os fabricantes pedem que o usuário faça de 10 a 15 movimentos circulares.

A meta aqui é misturar o material que foi coletado do nariz com o líquido.

Depois, basta fechar o tubo de ensaio com a tampa e pingar a quantidade de gotas estipuladas no dispositivo de teste.

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Este objeto, geralmente de plástico e com formato retangular, tem um orifício específico no qual as gotas da solução devem ser pingadas.

Mulher pingando conteúdo no frasco para fazer teste rápido de covid-19

Getty Images
Você deve pingar a quantidade de gotas estipuladas pelo fabricante no orifício do dispositivo de teste

O resultado

Na sequência, é necessário esperar entre 10 e 20 minutos para que o resultado apareça.

O que o dispositivo de teste faz é reagir à presença de proteínas (ou antígenos) específicos do coronavírus.

Caso estes antígenos realmente estejam presentes na amostra coletada, vão aparecer duas fitas horizontais no dispositivo.

Agora, se a pessoa não estiver com covid, apenas uma fita ficará visível.

É muito importante que todos saibam como interpretar estes resultados, assim como possíveis variações deles.

“A primeira coisa é que o primeiro dos risquinhos deve aparecer em 100% das reações. Se não estiver ali, pode descartar o teste porque ele está com algum defeito”, aponta Araújo.

“Em segundo lugar, o risquinho precisa ir de uma ponta a outra do mostruário. Caso ele esteja interrompido ou pareça incompleto, isso também indica que o exame não está funcionando como se espera”, complementa.

Outra dúvida comum: e se o segundo risquinho do teste estiver mais claro, quase transparente? Isso representa um resultado positivo para covid, afirmam os especialistas.

“Não importa a intensidade. Se o segundo traço aparecer, mesmo que seja muito leve, isso significa que há coronavírus ali”, responde Araújo.

“E vale lembrar que o resultado do teste pode demorar entre 10 a 20 minutos para aparecer”, destaca Paes.

Marque no relógio o momento em que você pingar as gotas no dispositivo, e espere o tempo estipulado para ter certeza do resultado — muitas vezes, a segunda fita só aparece nos minutos finais mesmo.

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Possíveis resultados dos autotestes para detecção de covid-19

Anvisa/Reprodução
Os possíveis resultados dos autotestes, e o que cada um deles significa

O que fazer depois do resultado

Se o teste deu negativo e você continua com sintomas, vale repetir o exame mais uma vez depois de dois ou três dias para ter mais certeza do diagnóstico.

Agora, caso o resultado seja mesmo positivo, há uma série de ações que podem ser tomadas.

A primeira envolve notificar o caso para o posto de saúde mais próximo da sua casa. Isso ajuda a manter os números da pandemia atualizados e abre a possibilidade de fazer um PCR, teste cujos resultados são ainda mais confiáveis.

É importante também manter-se em isolamento e com o mínimo de contato com outras pessoas. Assim, você evita transmitir o coronavírus adiante, eventualmente até para indivíduos que correm maior risco de desenvolver as formas graves da doença.

Nesta reportagem da BBC News Brasil, você descobre quantos dias de isolamento são indicados, de acordo com uma série de critérios:

Por fim, caso esteja com covid e precisando tomar a terceira ou a quarta dose da vacina, vale aguardar 30 dias desde o início dos sintomas para completar a imunização.

Nesta outra matéria, você entende os motivos por trás desta recomendação e como ampliar o máximo possível a proteção contra a covid:

– Texto originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-62148440


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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Entenda a importância dos estímulos para o desenvolvimento infantil

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Entenda a importância dos estímulos para o desenvolvimento infantil
Redação EdiCase

Entenda a importância dos estímulos para o desenvolvimento infantil

Quando se fala em estímulos, é comum pensarmos em ações especializadas para garantir o avanço de determinadas competências das crianças. Mas será que quando tratamos da educação de crianças de zero a três anos esta ideia se aplica? Creio que em parte, sim, porém, considero que estímulo seja algo comum e necessário para todas as interações estabelecidas com as crianças pequenas. 

Tipos de estímulos 

Pais e educadores devem considerar que o princípio básico da estimulação está na qualidade do toque, do olhar, do afeto, do contato físico, do tom de voz e da disponibilidade para estar com as crianças. Quando pensamos em estímulo, podemos nos referir às conquistas motoras, ao autocuidado, à comunicação, à interação e à disponibilidade para a aprendizagem. 

Benefícios do estímulo para o autocuidado

Partindo destas ideias, vou tratar aqui dos estímulos para o autocuidado , pois considero que uma criança que consiga, progressivamente, identificar e dar conta de solucionar os próprios incômodos, é uma criança que se torna capaz de locomover-se e comunicar-se com qualidade. 

A ideia central é garantir a progressiva autonomia e inclusão das crianças na realização de ações do dia a dia, pois isto contribui para que se tornem pessoas responsáveis e comprometidas consigo mesmas e com os outros. 

Necessidade de cuidados 

Considero importante dar um status diferenciado para os estímulos que podem ser considerados triviais, justamente por ser comum observarmos crianças grandes (maiores de três anos), que pouco se responsabilizam com os cuidados básicos de organização de espaços, mais dependentes de adultos do que deveriam ser nos momentos de alimentação, trocas de roupa e banho… Isso talvez porque seus cuidadores dedicaram pouco tempo para os estímulos do dia a dia, como se, cuidar de si e dos outros, fosse algo totalmente natural.  

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Por Ana Paula Yazbek

Formada em pedagogia pela Universidade de São Paulo, especialista em educação de crianças de zero a três anos, pelo Instituto Singularidades, mestre em educação pela Faculdade de Educação/USP. É diretora pedagógica e sócia do Espaço Ekoa, escola que atende crianças entre quatro meses e sete anos. 

Fonte: IG SAÚDE

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Saiba qual frequência o lençol deve trocado e lavado

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Prefira lençóis de algodão e linho aos sintéticos, porque esquentam menos
Thinkstock/Getty Images

Prefira lençóis de algodão e linho aos sintéticos, porque esquentam menos

Você já se perguntou com que frequência deveria trocar e lavar o lençol da sua cama? É uma indagação simples, mas pesquisas recentes mostram que muitas pessoas tem hábitos errados quanto o assunto e prolongam por muito tempo a ida da roupa de cama a máquina de lavar. Muito mais do que o período recomendado por especialistas e acabam ajudando na proliferação de germes e bactérias naquilo que deveria ser um dos lugares mais limpos da casa, a cama.

Uma pesquisa feita no Reino Unido, pela YouGov, por exemplo, mostra que a idade e o gênero têm grande relação com o descuido na hora de levar lençóis para a lavagem. Qualquer pessoa que considere passar a noite na casa de um jovem adulto deve tomar cuidado. O estudo, de 2016, ouviu cerca de 1000 pessoas, desses, 37% dos menores de 30 anos, esperam até quase dois meses para lavar seus lençóis.

O número é surpreendente quando descobrimos que quase 50% das pessoas com mais de 45 anos lava seus lençóis toda semana. Os jovens adultos acreditam que “higienizar regularmente” a roupa de cama é a cada duas semanas, e 58% desse público faz isso. 1 em cada 10 troca a roupa de cama semanalmente.

A pesquisa também apontou que o gênero também importa. Os homens em geral são mais descuidados nas atitudes em relação aos lençóis limpos do que as mulheres. 44% das mulheres limpam seus lençóis pelo menos uma vez por semana, em comparação com 32% dos homens.

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6% de homens e mulheres, no entanto, formam o “grupo central imundo” que higieniza os lençóis no mínimo a cada sete semanas.

Mas qual é o período certo para a retirada e higienização das roupas de cama? a companhia de saúde, Sleep Foundation, recomenda que a maioria das pessoas lave seus lençóis uma vez por semana. Entretanto, para aqueles que tem bichos de estimação dentro de casa e que dormem em cima da cama, o ideal seria lavar a cada 3 a 4 dias – pelo menos duas vezes durante a semana.

Isso porque, por mais que os bichanos estejam dentro de casa, eles ainda carregam bactérias e sujeiras que podem ser prejudiciais a nossa saúde. Sem contar que os nossos lençóis absorvem toda a nossa sujeira como suor, fluídos e óleos corporais e os temidos ácaros, criaturas microscópicas que se alimentam das células da pele. Um colchão usado típico pode ter de 100.000 a 10 milhões dessas bactérias.

Ainda segundo o estudo, nós perdemos cerca de 3,9 quilos de células de pele ao longo de 365 dias e grande parte disso inevitavelmente acaba nas camas, lugar onde passamos um terço de nossas vidas.

Outro estudo

Uma pesquisa um pouco mais antiga da mesma empresa, YouGov, de 2014, separou os britânicos em grupos dos mais limpos ao sem limpeza nenhuma. Apenas 3% do público inglês lava seus lençóis mais de uma vez por semana e são considerados os “maníacos por limpeza”, um terço deles, ou seja 33%, se enquadra na categoria “limpadores semanais” e o maior grupo é o “limpadores a cada duas semanas”, com 35%.

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Há um outro grupo, mais abaixo, considerado sem limpeza nenhuma que são pessoas que esperam até sete semanas para limpar o lençol da cama e cerca de 37% desse grupo, ou seja, mais de um terço, são jovens de 18 a 24 anos. Como medida de comparação, a porcentagem desse grupo cai para 14% entre pessoas com mais de 60 anos.

Os homens e as mulheres também têm uma pequena diferença no tempo em que sentem que os lençóis se tornam “nojentos”. Para o sexo masculino, a roupa de cama fica insustentável depois de seis semanas sem uma higienização. Já para as mulheres, o ideal é não deixar de levar para a máquina de lavar passar de 5 semanas.

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Fonte: IG SAÚDE

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4 dicas para diminuir o colesterol ruim

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4 dicas para diminuir o colesterol ruim
Vitoria Rondon

4 dicas para diminuir o colesterol ruim

No dia 8 de agosto é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Colesterol. A data tem como principal objetivo conscientizar as pessoas sobre os riscos da doença. Segundo informações do Ministério da Saúde, 4 em cada 10 brasileiros têm colesterol alto. Isso porque os novos hábitos de vida têm aumentado o consumo de alimentos gordurosos e processados.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre 2017 e 2018, revelou que 50,5% da alimentação dos brasileiros era processada. Dados como esses demonstram a importância de adotar novos hábitos de vida, como explica a médica cirurgiã Dra. Aline Lamaita.

“O grande problema dos altos níveis de colesterol no sangue está no fato de ser uma intercorrência silenciosa. O colesterol aumentado pode não causar sintoma nenhum, obstruindo as artérias aos poucos. Então, em alguns casos, a primeira manifestação da alta do colesterol é um evento como infarto ou derrame, quando já é tarde para prevenir”, alerta a especialista.

Para ajudar a controlar os níveis de colesterol, a médica nefrologista Caroline Reigada, a cirurgiã Aline Lamaita e a médica nutróloga Marcella Garcez elencam 4 dicas. Confira!

1. Faça exercícios físicos 

Praticar atividade física é uma das medidas mais eficazes para quem deseja reduzir o colesterol ruim (LDL). Para isso, fazer caminhada, correr, subir escadas ou praticar natação regularmente são excelentes opções. “Ser ativo por 30 minutos na maioria dos dias pode ajudar a reduzir o colesterol ruim e aumentar o colesterol bom”, explica a Dra. Caroline Reigada.

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2. Consuma alimentos ricos em fitoesteróis

Segundo a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, consumir diariamente alimentos ricos em fitoesteróis, como óleos vegetais, nozes, castanhas e chocolate amargo pode ajudar a reduzir o colesterol ruim do corpo. A prática também ajuda a evitar o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

“Aposte em alimentos ricos em ômega 3, como o salmão e nas sementes de linhaça e chia. O ômega 3 é responsável por prevenir doenças cardiovasculares, evitar a formação de coágulos, diminuir os níveis de colesterol total e de LDL colesterol e aumentar os níveis de HDL”, diz a especialista.

3. Aumente a ingestão de fibras 

Uma alimentação rica em fibras pode trazer inúmeros benefícios para o corpo, pois elas inibem a formação de gordura no fígado. A aveia é uma excelente opção de fibra. “Já que contém uma fibra solúvel chamada betaglucana, que retarda o esvaziamento gástrico, promovendo maior saciedade, melhora a circulação, controla a absorção de açúcares e inibe a absorção de gorduras […]”, diz a Dra. Marcella Garcez.

A médica ainda explica que as frutas cítricas também são excelentes aliadas no controle do colesterol, pois são ricas em fibras e substâncias antioxidantes “[As frutas] limitam a absorção do colesterol no intestino e ajudam a reduzir os níveis de LDL no organismo”, destaca a Dra. Marcella Garcez. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de cinco porções diárias de frutas e vegetais.

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4. Invista em gorduras boas

Assim como evitar a ingestão de gorduras ruins e alimentos processados pode ajudar a reduzir o colesterol ruim (LDL), consumir produtos que são fontes de gordura boa (HDL) é essencial para equilibrar o nível de colesterol no organismo. Apesar de não reduzir os níveis de LDL, esses alimentos aumentam o HDL. “O azeite, a castanha, o abacate e os peixes, por exemplo, são ricos em gorduras benéficas para o organismo “, indica a Dra. Aline Lamaita.

Fonte: IG SAÚDE

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ALMT – Campanha Fake News II

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