Saúde

Covid-19: quanto tempo dura imunidade após infecção

Publicado

BBC News Brasil

Covid: quanto tempo dura imunidade após infecção
André Biernath – @andre_biernath – Da BBC News Brasil em Londres

Covid: quanto tempo dura imunidade após infecção

André Biernath – @andre_biernath – Da BBC News Brasil em Londres

Foi-se o tempo em que os cientistas pensavam que pegar covid era uma experiência que cada um de nós só teria uma vez na vida.

Com o espalhamento das novas variantes, especialmente as sublinhagens derivadas da ômicron, como a BA.2 e a BA.5, os casos de reinfecção se tornaram muito mais comuns — em alguns indivíduos, o segundo episódio da doença acontece num intervalo bem curto, de poucas semanas após o primeiro quadro.

E, embora a janela de imunidade possa variar entre poucas semanas a até alguns anos de pessoa para pessoa, as evidências científicas mais recentes permitem entender um pouco melhor como nossas células de defesa atuam, quanto tempo essa proteção costuma durar e quais são os fatores que facilitam o contato com o coronavírus seguidas vezes.

Contra-ataque coordenado

Mas, antes de mais nada, como funciona nosso sistema imunológico durante uma infecção viral?

Tudo começa quando um vírus invade o corpo e começa a usar nossas próprias células para criar novas cópias de si mesmo.

Uma hora ou outra, esse processo anormal chama a atenção das unidades de defesa, que iniciam um contra-ataque para conter a expansão do patógeno.

Esse trabalho envolve um verdadeiro batalhão de células, das quais é possível destacar duas entre as mais importantes: os linfócitos T e B.

Os linfócitos T têm a função de coordenar a resposta imune. Eles identificam as células infectadas e as matam.

Já os linfócitos B são os responsáveis por produzir os anticorpos específicos, uma espécie de “antídoto personalizado” que gruda e inativa os vírus.

“É como se o linfócito T disparasse um míssil que destrói a estrutura doente. Daí, os vírus que sobram são neutralizados pelos anticorpos dos linfócitos B”, resume Antonio Condino Neto, professor sênior de imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP).

Ilustração de um linfócito T em ação

Getty Images
Os linfócitos T (em laranja na ilustração) coordenam parte da resposta imune e destroem as células doentes (em azul)

Se todo esse trabalho for bem sucedido, eventualmente a infecção é controlada e os vírus são completamente eliminados do organismo.

Isso, por sua vez, gera um tipo de aprendizado ao sistema imunológico. Por um tempo, as células de defesa em circulação sabem como agir caso o vírus em questão resolva tentar uma nova invasão.

Um mecanismo de proteção parecido acontece durante a vacinação — com a vantagem de as unidades imunes serem “treinadas” sem que o corpo padeça pela ação de um patógeno de verdade.

Mas daí vem uma questão importante: por quanto tempo essa imunidade se mantém?

A resposta para essa pergunta varia consideravelmente de acordo com o vírus e as características de cada um.

“De um lado, há doenças como sarampo ou rubéola, que geralmente só temos no máximo uma vez na vida e acabou”, diz Condino Neto.

“Do outro, temos gripe, covid e resfriados, que podemos pegar por diversas vezes”, compara.

Mas o que diferencia um grupo do outro?

Veja Mais:  Maus hábitos alimentares e sedentarismo levam à obesidade

Um drible muito efetivo

Há diversos motivos que ajudam a entender por que em alguns casos a imunidade dura muitos anos (ou até para sempre) e, em outros, ela vai embora rapidinho.

Um dos principais fatores tem a ver com as próprias características do vírus e a interação que ele tem com nosso organismo.

Vamos começar com a parcela desses patógenos que é estável e permanece praticamente igual ao longo de décadas ou séculos.

Essa característica representa uma boa notícia para o sistema imune, que consegue reconhecer o agente infeccioso e resgata as instruções de como combatê-lo, graças à infecção prévia ou à vacinação.

Agora, imagine o cenário oposto, que acontece quando os vírus circulam com muita rapidez e são uma verdadeira metamorfose ambulante?

Esse é o caso do Sars-CoV-2, o coronavírus responsável pela pandemia atual: ele sofre mutações genéticas a todo o momento conforme é transmitido de pessoa para pessoa,

Se essas alterações trouxerem vantagens ao patógeno — como uma maior facilidade para infectar as células ou a capacidade de driblar a resposta imune, por exemplo — elas vão prosperar.

É assim que surgem as variantes de preocupação. Essas novas versões do vírus ganham terreno e estão por trás de reedições nas ondas de casos, hospitalizações e mortes.

Ao longo dos últimos dois anos e meio, vimos esse fenômeno acontecer ao menos cinco vezes, com a chegada das variantes alfa, beta, gama, delta e ômicron.

Mais recentemente, o aparecimento de subvariantes derivadas da ômicron, como a BA.2 e a BA.5, acelerou e aprofundou ainda mais esse processo.

Em suma, todas essas linhagens carregam mudanças nos genes que apareciam no vírus “original”, detectado pela primeira vez em janeiro de 2020 em Wuhan, na China.

Do ponto de vista das nossas defesas, esse fato representa uma péssima notícia. Isso porque a resposta imune obtida através de uma infecção prévia ou da vacinação se torna cada vez mais desatualizada.

Com o passar do tempo — e o surgimento de novas variantes com mutações genéticas mais diversas — o resultado do trabalho dos linfócitos B torna-se cada vez menos efetivo.

Isso porque os anticorpos que eles fabricam são montados especificamente para neutralizar o causador da primeira infecção — ou, de preferência, estão alinhados à formulação original da vacina, que carrega instruções para combater as versões mais antigas do vírus.

Ou seja: se uma variante que tenta invadir o corpo apresenta mudanças significativas na estrutura, os tais anticorpos não conseguem mais agir como se esperava.

Linfócito B e anticorpos

Getty Images
Os linfócitos B (em laranja e amarelo na ilustração) fabricam anticorpos específicos (em verde) para neutralizar diferentes ameaças

O que está acontecendo agora?

Esse processo de aprimoramento viral parece estar longe de terminar: desde o final de 2021 e o início de 2022, várias subvariantes da ômicron foram detectadas.

Linhagens como a BA.2 e a BA.5 apresentam uma capacidade ainda maior de infectar nossas células e de escapar da imunidade prévia.

E isso, por sua vez, torna os quadros de reinfecção cada vez mais frequentes e com janelas curtas em relação ao primeiro episódio de covid — afinal, há uma incompatibilidade entre o vírus que nosso sistema imune reconhece e as versões dele que estão circulando atualmente.

“O vírus dá um jeitinho de furar nossas defesas”, observa Condino Neto.

Veja Mais:  Anvisa aprova uso emergencial de remédio antiviral contra Covid-19

Uma pesquisa feita pelo Instituto de Sorologia da Dinamarca , que não foi publicada em nenhum jornal especializado, se tornou uma das primeiras a chamar a atenção para o fato que uma reinfecção com a variante BA.2 poderia acontecer pouco tempo depois de a pessoa ter sido afetada pela BA.1 (a ômicron “original”).

No artigo, os pesquisadores descrevem casos raros de pessoas que tiveram um segundo quadro de covid pela BA.2 cerca de 20 dias depois de testarem positivo pela primeira vez com a BA.1.

Que fique claro: pelo que se sabe até o momento, casos como esses, em que a covid se repete em poucos dias, são atípicos e a tendência é que a imunidade dure ao menos alguns meses.

Uma pesquisa feita nas universidades Yale e Temple , ambas nos Estados Unidos, e publicada em dezembro de 2021 no The Lancet estimou que, numa situação de endemia, a reinfecção pode ocorrer numa janela de tempo que varia de três meses a até cinco anos.

Vale destacar que o estudo foi feito antes do espalhamento da ômicron e suas subvariantes, que podem ter interferido nessa janela de imunidade.

“Além disso, em situações que a pessoa tem a mesma doença duas vezes em menos de 45 dias, precisamos avaliar se o vírus não ficou ‘escondido’ por um tempo e a infecção foi reativada depois”, diferencia o imunologista Luiz Vicente Rizzo, diretor-superintendente de pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

“Temos evidências de que o coronavírus é capaz de se esconder no sistema nervoso central e nos testículos por um período, locais em que a ação do sistema imune é limitada”, complementa.

Enquanto a ciência ainda tenta encaixar todas as peças desse quebra-cabeças, há um consenso maior de que o coronavírus está sempre se modificando de modo a passar despercebido pelo sistema imunológico.

Um estudo divulgado em junho de 2022 pelo Imperial College de Londres, no Reino Unido, revelou que pessoas infectadas com a ômicron têm uma resposta imune mais fraca e com pouca capacidade de evitar novos quadros de covid, mesmo entre aquelas que já tinham pegado covid no passado e estavam vacinadas com três doses.

Os especialistas chegaram a classificar as subvariantes que estão em circulação como “furtivas”, pela capacidade delas de agir às escondidas das células de defesa.

A investigação mostrou que essas novas versões virais não deixam uma “marca” nas células de defesa, de modo que elas se lembram muito bem como combater o vírus dali em diante.

SARS-CoV-2

Getty Images
As subvariantes da ômicron estão se tornando cada vez mais ‘furtivas’, alertam pesquisadores

“Ser infectado com a ômicron não representa um reforço potente na imunidade contra reinfecções no futuro”, explica a professora Rosemary Boyton, autora principal do trabalho em comunicado à imprensa.

Ótima notícia com prazo de validade?

Apesar de tantas mudanças nas relações entre o coronavírus e a nossa imunidade, ao menos uma coisa continua a funcionar relativamente bem na maioria das vezes: a proteção das vacinas contra complicações, hospitalizações e mortes relacionadas à covid.

Esse resguardo acontece por meio da ativação da memória do sistema imunológico e a ação de células como os linfócitos T.

Veja Mais:  Número de fumantes no Brasil caiu significativamente

Em termos práticos, o coronavírus até consegue entrar no organismo e driblar os anticorpos num primeiro estágio.

Mas logo entra em cena o batalhão de células imunes comandadas pelos linfócitos T, que controlam a situação e impedem que o vírus ganhe terreno e cause sintomas mais graves.

“O vírus até entra e causa incômodo, mas, graças à memória imune, ele logo toma ‘umas invertidas’ e cai fora”, conta Condino Neto.

É exatamente isso que testemunhamos ao longo dos últimos meses: ainda que a ômicron esteja por trás de recordes de casos de covid, as hospitalizações e as mortes não subiram na mesma proporção.

E mesmo naquelas pessoas que estão testando positivo pela segunda ou até pela terceira vez, a tendência é que o quadro seja bem mais leve, marcado por sintomas que costumam lembrar um resfriado comum, como coriza, tosse e dor de garganta.

“Por isso, é muito importante que as pessoas estejam com o esquema vacinal em dia. Quem está com as doses atrasadas deve ir correndo tomar as suas”, sugere Condino Neto.

Segundo o portal CoronavirusBra1 , apenas 51% da população brasileira tomou a terceira dose de vacina, que é considerada primordial para ampliar a proteção contra as formas mais graves da covid.

Jovem sendo vacinado

Getty Images
Quase metade da população brasileira ainda não tomou a terceira dose da vacina que protege contra as formas mais graves da covid

O pesquisador da USP reforça que o imunizante ajuda a “acordar” o sistema imune e “aumenta as chances de, se você pegar covid de novo, ter uma forma mais branda da doença”.

Rizzo acrescenta que, além de estar com a vacinação em dia, não podemos “baixar a guarda” com as outras medidas preventivas.

“O coronavírus não veio de outro planeta. É só a gente usar máscara e tomar alguns cuidados que ele não passa”, esclarece.

“Não temos que esperar o governo dizer que precisamos nos cuidar. Cada um deveria pensar em sua própria responsabilidade nessa história.”

O imunologista alerta que, dada a recente história de mutações e variantes, não está descartada a hipótese de que apareça uma versão agressiva do vírus, que consiga escapar completamente da proteção conferida pelos imunizantes disponíveis.

“Toda vez que alguém se infectar, entramos numa espécie de loteria. Será que dali vai sair um coronavírus cheio de mutações que escape das vacinas?”, questiona.

De acordo com o painel de informações do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass), a média móvel diária de novos casos de covid-19 no Brasil supera os 57 mil.

“Nosso comportamento atual só está incentivando que esse cenário vire realidade”, lamenta.

Boyton, do Imperial College, concorda com o ponto de vista do colega brasileiro. “A preocupação é que a ômicron pode potencialmente sofrer outras mutações e se tornar uma variante ainda mais patogênica, ou com capacidade de superar a proteção das vacinas.”

“Nesse cenário, pessoas que pegaram essa variante anteriormente estariam menos protegidas contra a ômicron, a depender do perfil imunológico delas”, conclui.

– O texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-62098817


Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal .

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube ? Inscreva-se no nosso canal!

Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook

Saúde

Entenda a importância dos estímulos para o desenvolvimento infantil

Publicado

Entenda a importância dos estímulos para o desenvolvimento infantil
Redação EdiCase

Entenda a importância dos estímulos para o desenvolvimento infantil

Quando se fala em estímulos, é comum pensarmos em ações especializadas para garantir o avanço de determinadas competências das crianças. Mas será que quando tratamos da educação de crianças de zero a três anos esta ideia se aplica? Creio que em parte, sim, porém, considero que estímulo seja algo comum e necessário para todas as interações estabelecidas com as crianças pequenas. 

Tipos de estímulos 

Pais e educadores devem considerar que o princípio básico da estimulação está na qualidade do toque, do olhar, do afeto, do contato físico, do tom de voz e da disponibilidade para estar com as crianças. Quando pensamos em estímulo, podemos nos referir às conquistas motoras, ao autocuidado, à comunicação, à interação e à disponibilidade para a aprendizagem. 

Benefícios do estímulo para o autocuidado

Partindo destas ideias, vou tratar aqui dos estímulos para o autocuidado , pois considero que uma criança que consiga, progressivamente, identificar e dar conta de solucionar os próprios incômodos, é uma criança que se torna capaz de locomover-se e comunicar-se com qualidade. 

A ideia central é garantir a progressiva autonomia e inclusão das crianças na realização de ações do dia a dia, pois isto contribui para que se tornem pessoas responsáveis e comprometidas consigo mesmas e com os outros. 

Necessidade de cuidados 

Considero importante dar um status diferenciado para os estímulos que podem ser considerados triviais, justamente por ser comum observarmos crianças grandes (maiores de três anos), que pouco se responsabilizam com os cuidados básicos de organização de espaços, mais dependentes de adultos do que deveriam ser nos momentos de alimentação, trocas de roupa e banho… Isso talvez porque seus cuidadores dedicaram pouco tempo para os estímulos do dia a dia, como se, cuidar de si e dos outros, fosse algo totalmente natural.  

Veja Mais:  Maus hábitos alimentares e sedentarismo levam à obesidade

Por Ana Paula Yazbek

Formada em pedagogia pela Universidade de São Paulo, especialista em educação de crianças de zero a três anos, pelo Instituto Singularidades, mestre em educação pela Faculdade de Educação/USP. É diretora pedagógica e sócia do Espaço Ekoa, escola que atende crianças entre quatro meses e sete anos. 

Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook
Continue lendo

Saúde

Saiba qual frequência o lençol deve trocado e lavado

Publicado

Prefira lençóis de algodão e linho aos sintéticos, porque esquentam menos
Thinkstock/Getty Images

Prefira lençóis de algodão e linho aos sintéticos, porque esquentam menos

Você já se perguntou com que frequência deveria trocar e lavar o lençol da sua cama? É uma indagação simples, mas pesquisas recentes mostram que muitas pessoas tem hábitos errados quanto o assunto e prolongam por muito tempo a ida da roupa de cama a máquina de lavar. Muito mais do que o período recomendado por especialistas e acabam ajudando na proliferação de germes e bactérias naquilo que deveria ser um dos lugares mais limpos da casa, a cama.

Uma pesquisa feita no Reino Unido, pela YouGov, por exemplo, mostra que a idade e o gênero têm grande relação com o descuido na hora de levar lençóis para a lavagem. Qualquer pessoa que considere passar a noite na casa de um jovem adulto deve tomar cuidado. O estudo, de 2016, ouviu cerca de 1000 pessoas, desses, 37% dos menores de 30 anos, esperam até quase dois meses para lavar seus lençóis.

O número é surpreendente quando descobrimos que quase 50% das pessoas com mais de 45 anos lava seus lençóis toda semana. Os jovens adultos acreditam que “higienizar regularmente” a roupa de cama é a cada duas semanas, e 58% desse público faz isso. 1 em cada 10 troca a roupa de cama semanalmente.

A pesquisa também apontou que o gênero também importa. Os homens em geral são mais descuidados nas atitudes em relação aos lençóis limpos do que as mulheres. 44% das mulheres limpam seus lençóis pelo menos uma vez por semana, em comparação com 32% dos homens.

Veja Mais:  Maus hábitos alimentares e sedentarismo levam à obesidade

6% de homens e mulheres, no entanto, formam o “grupo central imundo” que higieniza os lençóis no mínimo a cada sete semanas.

Mas qual é o período certo para a retirada e higienização das roupas de cama? a companhia de saúde, Sleep Foundation, recomenda que a maioria das pessoas lave seus lençóis uma vez por semana. Entretanto, para aqueles que tem bichos de estimação dentro de casa e que dormem em cima da cama, o ideal seria lavar a cada 3 a 4 dias – pelo menos duas vezes durante a semana.

Isso porque, por mais que os bichanos estejam dentro de casa, eles ainda carregam bactérias e sujeiras que podem ser prejudiciais a nossa saúde. Sem contar que os nossos lençóis absorvem toda a nossa sujeira como suor, fluídos e óleos corporais e os temidos ácaros, criaturas microscópicas que se alimentam das células da pele. Um colchão usado típico pode ter de 100.000 a 10 milhões dessas bactérias.

Ainda segundo o estudo, nós perdemos cerca de 3,9 quilos de células de pele ao longo de 365 dias e grande parte disso inevitavelmente acaba nas camas, lugar onde passamos um terço de nossas vidas.

Outro estudo

Uma pesquisa um pouco mais antiga da mesma empresa, YouGov, de 2014, separou os britânicos em grupos dos mais limpos ao sem limpeza nenhuma. Apenas 3% do público inglês lava seus lençóis mais de uma vez por semana e são considerados os “maníacos por limpeza”, um terço deles, ou seja 33%, se enquadra na categoria “limpadores semanais” e o maior grupo é o “limpadores a cada duas semanas”, com 35%.

Veja Mais:  Gêmeas siamesas separadas por cirurgia raríssima recebem alta de hospital no DF

Há um outro grupo, mais abaixo, considerado sem limpeza nenhuma que são pessoas que esperam até sete semanas para limpar o lençol da cama e cerca de 37% desse grupo, ou seja, mais de um terço, são jovens de 18 a 24 anos. Como medida de comparação, a porcentagem desse grupo cai para 14% entre pessoas com mais de 60 anos.

Os homens e as mulheres também têm uma pequena diferença no tempo em que sentem que os lençóis se tornam “nojentos”. Para o sexo masculino, a roupa de cama fica insustentável depois de seis semanas sem uma higienização. Já para as mulheres, o ideal é não deixar de levar para a máquina de lavar passar de 5 semanas.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo. Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook
Continue lendo

Saúde

4 dicas para diminuir o colesterol ruim

Publicado

4 dicas para diminuir o colesterol ruim
Vitoria Rondon

4 dicas para diminuir o colesterol ruim

No dia 8 de agosto é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Colesterol. A data tem como principal objetivo conscientizar as pessoas sobre os riscos da doença. Segundo informações do Ministério da Saúde, 4 em cada 10 brasileiros têm colesterol alto. Isso porque os novos hábitos de vida têm aumentado o consumo de alimentos gordurosos e processados.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre 2017 e 2018, revelou que 50,5% da alimentação dos brasileiros era processada. Dados como esses demonstram a importância de adotar novos hábitos de vida, como explica a médica cirurgiã Dra. Aline Lamaita.

“O grande problema dos altos níveis de colesterol no sangue está no fato de ser uma intercorrência silenciosa. O colesterol aumentado pode não causar sintoma nenhum, obstruindo as artérias aos poucos. Então, em alguns casos, a primeira manifestação da alta do colesterol é um evento como infarto ou derrame, quando já é tarde para prevenir”, alerta a especialista.

Para ajudar a controlar os níveis de colesterol, a médica nefrologista Caroline Reigada, a cirurgiã Aline Lamaita e a médica nutróloga Marcella Garcez elencam 4 dicas. Confira!

1. Faça exercícios físicos 

Praticar atividade física é uma das medidas mais eficazes para quem deseja reduzir o colesterol ruim (LDL). Para isso, fazer caminhada, correr, subir escadas ou praticar natação regularmente são excelentes opções. “Ser ativo por 30 minutos na maioria dos dias pode ajudar a reduzir o colesterol ruim e aumentar o colesterol bom”, explica a Dra. Caroline Reigada.

Veja Mais:  Maus hábitos alimentares e sedentarismo levam à obesidade

2. Consuma alimentos ricos em fitoesteróis

Segundo a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, consumir diariamente alimentos ricos em fitoesteróis, como óleos vegetais, nozes, castanhas e chocolate amargo pode ajudar a reduzir o colesterol ruim do corpo. A prática também ajuda a evitar o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

“Aposte em alimentos ricos em ômega 3, como o salmão e nas sementes de linhaça e chia. O ômega 3 é responsável por prevenir doenças cardiovasculares, evitar a formação de coágulos, diminuir os níveis de colesterol total e de LDL colesterol e aumentar os níveis de HDL”, diz a especialista.

3. Aumente a ingestão de fibras 

Uma alimentação rica em fibras pode trazer inúmeros benefícios para o corpo, pois elas inibem a formação de gordura no fígado. A aveia é uma excelente opção de fibra. “Já que contém uma fibra solúvel chamada betaglucana, que retarda o esvaziamento gástrico, promovendo maior saciedade, melhora a circulação, controla a absorção de açúcares e inibe a absorção de gorduras […]”, diz a Dra. Marcella Garcez.

A médica ainda explica que as frutas cítricas também são excelentes aliadas no controle do colesterol, pois são ricas em fibras e substâncias antioxidantes “[As frutas] limitam a absorção do colesterol no intestino e ajudam a reduzir os níveis de LDL no organismo”, destaca a Dra. Marcella Garcez. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de cinco porções diárias de frutas e vegetais.

Veja Mais:  Estudo aponta principais fatores de risco para qualquer tipo de câncer

4. Invista em gorduras boas

Assim como evitar a ingestão de gorduras ruins e alimentos processados pode ajudar a reduzir o colesterol ruim (LDL), consumir produtos que são fontes de gordura boa (HDL) é essencial para equilibrar o nível de colesterol no organismo. Apesar de não reduzir os níveis de LDL, esses alimentos aumentam o HDL. “O azeite, a castanha, o abacate e os peixes, por exemplo, são ricos em gorduras benéficas para o organismo “, indica a Dra. Aline Lamaita.

Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook
Continue lendo

ALMT – Campanha Fake News II

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana