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Covid-19: ‘Recuperados’ podem ter problemas de raciocínio e memória

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Covid longa: pacientes ‘recuperados’ podem ter problemas de raciocínio e memória, aponta pesquisa
André Biernath – @andre_biernath – Da BBC News Brasil em São Paulo

Covid longa: pacientes ‘recuperados’ podem ter problemas de raciocínio e memória, aponta pesquisa

Cientistas acabam de detectar mais uma provável complicação de longo prazo da covid-19: problemas cognitivos que prejudicam a memória, o raciocínio e a capacidade de resolução de problemas.

Em uma pesquisa que envolveu dezenas de milhares de voluntários, eles notaram que pacientes “recuperados” da doença infecciosa causada pelo coronavírus apresentaram resultados piores em testes que medem a cognição.

Em comparação com pessoas que não tiveram a enfermidade, a performance desses indivíduos chega a ser pior do que o desempenho de quem sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) ou foi diagnosticado previamente com problemas de aprendizagem.

Os achados vão de encontro ao que foi descrito por outros artigos científicos e também coincidem com a observação feita em muitos consultórios no Brasil e no mundo. Os médicos já vinham relatando que muitos pacientes se queixam de dificuldades de concentração e de se lembrar de objetos, eventos ou palavras no pós-covid.

A pesquisa também enfraquece mais um pouco aquela tese de que a covid-19 é apenas um quadro transitório e de curta duração, como uma “gripezinha”, e indica que os afetados pela doença deveriam ser acompanhados por mais tempo, até que a ciência compreenda melhor todos os efeitos de longo prazo e desenvolva possíveis tratamentos para eles.

Como foi feito o estudo?

Especialistas do Imperial College e do King’s College, duas instituições localizadas em Londres, no Reino Unido, criaram um questionário chamado Great British Intelligence Test (ou Grande Teste Britânico de Inteligência, na tradução literal).

Trata-se de um teste validado cientificamente que é dividido em 16 etapas. Cada uma delas tem o objetivo de medir uma habilidade mental, como a capacidade de fazer analogias verbais, definir palavras ou se lembrar e interpretar desenhos e fotografias.

O questionário, que pode ser preenchido pela internet, fez parte de um projeto e virou até documentário do programa Horizon , que foi ao ar na emissora BBC Two. O material também podia ser acessado pelo site da BBC News em inglês .

Great British Intelligence Test

Reprodução
Algumas das tarefas que fazem parte do Great British Intelligence Test

Essa visibilidade toda fez com que 81.337 pessoas, a grande maioria delas no Reino Unido, completassem toda a tarefa entre janeiro e dezembro de 2020.

Na sequência, os pesquisadores identificaram 326 indivíduos que participaram da iniciativa e tiveram covid-19 ao longo do ano passado, mas não precisaram ser internados.

Outros 192 respondentes sofreram com a forma mais severa da doença e passaram um tempo hospitalizados.

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A ideia, então, foi comparar o desempenho cognitivo daqueles que se infectaram com os demais, que não foram diagnosticados com a enfermidade dentro do período estabelecido.

Quais foram os resultados?

Antes de entrar nos detalhes, vale destacar que os autores levaram em conta possíveis fatores de confusão na hora de montar os modelos estatísticos e fazer as contas.

Esse cuidado é importantíssimo para evitar os chamados vieses, que são características ou condições dos voluntários que podem passar despercebidos, mas influenciam nos resultados finais.

Nessa pesquisa, foram controlados fatores como idade, gênero, nível educacional, renda, raça/etnia, doenças pré-existentes, cansaço, depressão e ansiedade.

O trabalho mostrou que quem passou pela covid-19 teve uma performance inferior em comparação com quem não sofreu com a enfermidade.

A gravidade da doença também influenciou no desempenho: os indivíduos que foram internados se saíram pior ainda.

Quem precisou de intubação, por exemplo, apresentou -0,47 ponto em relação à média de todos os participantes (que tinham um 0 como valor de referência).

Já naqueles que pegaram o coronavírus mas ficaram em casa, sem necessidade de cuidados mais intensivos, essa pontuação ficou em -0,26.

Esses cálculos são extremamente complexos, mas levam em conta as notas que as pessoas tiraram no teste para montar uma média padrão. A partir daí, é possível contrastar com o resultado de grupos específicos (como os que tiveram covid) e ver o quanto eles diferem dos demais participantes.

Gráfico do estudo

Reprodução
Os gráficos resumem parte dos achados da pesquisa: as barras na cor cinza indicam o desvio resultados do teste entre os indivíduos que tiveram covid-19. Aqueles que precisaram de intubação (última barra à direita) apresentaram o pior desempenho em comparação com a média

Para entender o que esses resultados entre os afetados pelo coronavírus significam, os pesquisadores britânicos indicaram que pessoas que tiveram AVC apresentaram um déficit de -0,24 no mesmo teste, enquanto indivíduos com dificuldades de aprendizagem ficaram com -0,38.

Ou seja: a capacidade cognitiva de indivíduos que tiveram casos graves de covid-19 foi a mais afetada de todas.

“A título de comparação, 0,47 equivale a sete pontos num teste de QI [quociente de inteligência]”, escrevem os autores, no artigo que foi publicado no periódico científico E-Clinical Medicine , que pertence ao grupo The Lancet .

O que isso pode significar na prática?

O neurologista Lucas Schilling, professor da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), destaca que a covid-19 é um motivo de preocupação em sua área de atuação e observa a chegada cada vez mais frequente de pacientes “recuperados” que se queixam de problemas cognitivos.

“Alguns tiveram quadro leve e evoluíram bem, mas reclamam de dificuldades de atenção, de raciocínio, de resolução de problemas ou de encontrar vocabulários”, relata.

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“Esse conjunto de sintomas costuma ser descrito com o termo em inglês brain fog , que é como se fosse um nevoeiro mental após a covid-19″, completa.

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O trabalho britânico, portanto, coincide com algo que já era observado na prática médica e reforça aqueles conceitos de que a doença pode ir muito além da fase aguda, com os sintomas persistentes que costumam ser descritos como “covid longa”.

Médico segurando um cérebro

Getty Images
Os cientistas não chegaram a investigar a fundo o mecanismo de ação que liga covid-19 a problemas cognitivos

O neurocientista Tristan Bekinschtein, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que não esteve envolvido com a pesquisa, chamou a atenção para o fato de as repercussões da covid-19 na massa cinzenta terem aparecido tanto em pessoas que foram hospitalizadas quanto naquelas que tiveram um quadro mais leve.

“Ao deixarmos o coronavírus se espalhar pelas comunidades, estamos criando problemas para o futuro”, destacou no Twitter .

Já Christina Pagel, matemática especialista em sistemas de saúde da Universidade College London, usou as redes sociais para comentar o artigo e demonstrar sua preocupação com esses efeitos de longo prazo da covid-19.

“Eu temo que mais uma vez estamos assistindo a um desastre acontecer na nossa frente enquanto esperamos evidências inequívocas sobre a covid longa, que podem demorar meses ou anos para ficarem disponíveis”, analisou a especialista, que integra o Indie-Sage, um grupo independente que lança diretrizes de resposta à pandemia no Reino Unido.

“E até não restarem mais dúvidas sobre os problemas de longo prazo da covid, nós teremos permitido que milhões de novas infecções tenham acontecido, com milhares de indivíduos afetados”, continuou.

“Estima-se que, em junho de 2021, 634 mil pessoas sofram com os impactos da covid longa no Reino Unido. A título de comparação, são diagnosticados 260 mil casos de diabetes e 500 mil problemas cardíacos por ano no país.”

O trabalho acaba com todas as dúvidas da área?

Embora essa pesquisa do Imperial College e do King’s College traga muitas contribuições e represente um avanço para entender as repercussões da passagem do coronavírus pelo nosso organismo, ela também possui uma série de limitações.

A primeira delas é o fato de o questionário ser online e preenchido pelo próprio indivíduo, sem a supervisão de um profissional — há a chance, por exemplo, de alguns não terem entendido os exercícios ou passado pelas etapas sem a devida atenção.

Outro ponto a ser considerado são alguns fatores que estão relacionados à covid-19, mas não diretamente a um eventual efeito do vírus no nosso cérebro. É o caso do estresse da internação, a necessidade de isolamento social e o impacto psicológico de saber que está com uma doença potencialmente fatal.

Todos esses ingredientes podem, sim, prejudicar certas habilidades cerebrais por algum tempo e levar a resultados piores em testes cognitivos como o que foi usado nessa pesquisa.

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Por fim, os cientistas não chegaram a investigar a fundo o mecanismo de ação que liga as duas coisas (covid-19 e problemas cognitivos), mas especulam que o cérebro poderia sofrer com as perdas momentâneas de oxigênio ou com um estado inflamatório descontrolado do organismo.

Os próprios autores, inclusive, reconhecem que o trabalho que fizeram “deve servir de chamariz para a necessidade de novas pesquisas, que acompanhem os voluntários por mais tempo e usem exames de imagem para entender a base biológica dos déficits cognitivos entre aqueles que sobreviveram ao coronavírus”.

Essa carência de novas investigações foi ratificada pelo neurocientista Adam Hampshire, autor principal da pesquisa, que também usou o Twitter para compartilhar alguns comentários.

“Há uma preocupante associação entre a covid-19 e uma ampla gama de prejuízos à função cognitiva. Agora precisamos de mais pesquisas para determinar quanto tempo esses déficits duram e qual a sua explicação biológica e fisiológica”, escreveu.

Em outras palavras, o estudo britânico aponta o prejuízo cognitivo pós-covid como uma possibilidade, que será confirmada (ou não) a partir de novas investigações científicas no futuro.

Um médico e uma médica ao lado de paciente deitado, para fazer ressonância magnética

Getty Images
Estudos que avaliem exames de imagem do cérebro ajudarão a entender o que a covid-19 causa nesse órgão

Tive covid. Devo me preocupar?

Vale destacar que, por ser uma doença relativamente nova, a covid-19 ainda está cercada de mistérios. Não existe um consenso ou um protocolo de como os pacientes devem ser acompanhados após melhorarem da fase aguda, que dura 14 dias ou mais e é marcada por aqueles sinais clássicos, como febre, tosse seca, cansaço, dor e dificuldade para respirar.

De maneira geral, Schilling orienta que todos fiquem atentos a possíveis sintomas mentais que podem aparecer no dia a dia.

Portanto, se você perceber que está com dificuldades para se concentrar, sofre com esquecimentos frequentes ou não está satisfeito com seu desempenho nas atividades profissionais ou sociais, é importante passar por uma avaliação.

“É claro que isso depende da realidade de cada um, mas se a pessoa tem a condição de marcar uma consulta médica, esse pode ser um bom caminho”, diz o neurologista, que também é pesquisador do Instituto do Cérebro da PUC-RS.

E, embora não existam tratamentos validados cientificamente para esse problema, é possível lançar mão de algumas estratégias para estimular o raciocínio e a memória.

“Em alguns casos, a reabilitação cognitiva com um psicopedagogo ou um neuropsicólogo pode ajudar”, finaliza Schilling.


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Fonte: IG SAÚDE

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Hematologista do MT Saúde alerta que trombose é uma doença silenciosa, grave e que pode ser fatal

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Silenciosa, repentina e grave. A trombose é uma doença causada pela formação de coágulo sanguíneo em uma veia, principalmente nos membros inferiores. Se não houver uma ação rápida, pode ser fatal. O alerta é da hematologista Paloma Borges, credenciada ao Mato Grosso Saúde pela Clínica Vida e Oncolog, por ocasião do Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose, celebrado neste dia 16 de setembro.

A trombose é a formação de coágulos potencialmente mortais na artéria ou veia. Uma vez formado, um coágulo pode retardar ou bloquear o fluxo sanguíneo normal, e até se soltar e seguir para algum órgão. Isso pode resultar em lesão significativa, incluindo ataque cardíaco, derrame, tromboembolismo venoso (TEV) e embolia pulmonar.

A especialista esclarece que a trombose pode estar associada a um fator de risco adquirido como cirurgias, imobilização e internação prolongada e acomete mais frequentemente pessoas portadoras de certas condições, como o uso de anticoncepcionais ou tratamento hormonal, tabagismo, presença de varizes, pacientes com insuficiência cardíaca, viagens aéreas longas, tumores malignos, obesidade ou a história prévia de trombose venosa.

“Fatores hereditários também estão envolvidos, mas somente devem ser investigados em pacientes com história familiar ou com trombose em idade abaixo de 50 anos e sem fatores de risco adquiridos”, observa a médica.

Sintomas

A trombose nas pernas acarreta dor, vermelhidão e inchaço, com sensação de desconforto na panturrilha. Na embolia pulmonar o paciente queixa de muita dor no peito, principalmente quando respira e falta de ar. Locais mais raros, como cérebro, intestino, rim, olho também podem ser atingidos e os sintomas são variáveis.

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Tratamento

O tratamento é feito com substâncias que inibem a formação ou  que destroem os coágulos. A duração do tratamento varia de 3 a 6 meses ou por tempo mais prolongado, conforme a apresentação clínica da doença e características do paciente.

Nos últimos anos houve uma grande evolução no tratamento da TVP com medicamentos que permitem ao paciente se tratar na própria residência, ressaltando-se que é importante ter sempre um acompanhamento médico mesmo nessa situação.

Prevenção

Pequenos cuidados podem prevenir a trombose, tanto pós-cirurgia como no cotidiano. Por isso, é fundamental manter-se em movimento e, se possível, fazer atividades físicas rotineiramente. Além de ingerir bastante líquido.

As principais formas de prevenir a trombose são a prática de exercícios físicos regularmente, evitar o consumo de álcool e tabagismo e manter uma dieta equilibrada.

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Mulher descobre tumor no tórax após tomografia para identificar lesão da covid-19

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Cirurgia de retirada foi feita com auxílio da robótica que permite melhor visualização e maior precisão de movimentos operatórios

A comerciante Andressa Tauro Imoto, 42 anos, descobriu um tumor no tórax após fazer uma tomografia do pulmão para acompanhar uma lesão causada pela covid-19. Sem nenhum sintoma ou desconforto, a tumoração que estava crescendo próximo à junção da costela com a coluna é incomum e, na maioria dos casos, benigna, com necessidade de tratamento cirúrgico.

“Esse tipo de cirurgia não é usual e optamos em realizá-la com auxílio da robótica pela precisão dos movimentos e melhor visualização das estruturas do tórax”, explica o cirurgião torácico do Hospital Marcelino Champagnat, Liu Estradioto. “O procedimento é realizado por pequenos orifícios no tórax para introdução das pinças cirúrgicas robóticas, com imagem em 3D e em alta definição – full HD. A utilização da plataforma de cirurgia robótica diminui a dor após a cirurgia, o tempo do internamento e ainda permite o retorno em menor tempo às atividades do dia a dia”, complementa o médico.

“Tive alta após dois dias. Não senti mudanças no geral, já que eu não tinha nenhum desconforto em relação à presença do tumor. Sinto-me muito aliviada e grata por tê-lo descoberto precocemente e evitar prejuízos maiores no futuro”, relata Andressa.

Diagnóstico 

O diagnóstico desse tipo de tumor é feito por meio de exames de imagem, como tomografia computadorizada do tórax ou por ressonância nuclear magnética do tórax. O médico esclarece que, em sua maioria, os pacientes são assintomáticos. Porém, com o tempo, o crescimento do tumor pode gerar compressão de órgãos do tórax e ocasionar sintomas, assim como pode crescer para dentro do canal medular e comprimir a medula espinhal. “Falta de ar, dificuldade de engolir, dor torácica e perda da força são os sintomas mais comuns em um estágio mais avançado do tumor”, explica Estradioto.

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Robótica

No Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba (PR), o investimento na aquisição da plataforma robótica Da Vinci X foi motivado pela possibilidade de uma visão tridimensional, 20 vezes maior que a humana, que garante movimentos mais precisos.

Ideal para procedimentos que precisam de maior detalhamento anatômico ou cirurgias realizadas em pequenos espaços e cavidades, o robô possui quatro braços, sendo que um deles carrega a câmera, enquanto os outros três ficam livres para portar instrumentos cirúrgicos como pinças, tesouras e bisturi.

O médico realiza a cirurgia a partir da mesa de controle, com movimentação dos instrumentos feita pelo manuseio de dedais, de forma bem delicada. À medida que move as mãos e os dedos, o robô reproduz os movimentos dentro do corpo do paciente, assim, os gestos são mais precisos, proporcionando uma cirurgia mais segura mesmo em casos de alta complexidade como no tratamento do câncer de pulmão e dos tumores do mediastino.

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Saúde

Especialistas defendem a redução do intervalo entre as doses e reforço da vacina para conter a variante delta da Covid-19

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Durante webinar da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) também foram apresentados dados exclusivos da 7ª edição da Nota Técnica do Observatório da entidade

São Paulo, setembro de 2021 – Nesta quarta-feira (1), foi realizado mais um Anahp AO VIVO – webinar da Associação Nacional de Hospitais Privados – que reuniu especialistas para debaterem sobre o tema “Covid-19: variante delta e o que dos dados nos dizem sobre a pandemia”. O evento contou com a presença de André Medici, economista da saúde; Rosana Richtman, infectologista do Emílio Ribas e Maternidade Santa Joana; João Gabbardo, Coordenador Executivo do Comitê Científico de Combate ao Coronavírus do Governo do Estado de São Paulo; e Ary Ribeiro, CEO do Hospital Infantil Sabará, responsável pela moderação. A gravação completa do evento pode ser acessada através do canal da Anahp no Youtube .

Para antecipar informações sobre o comportamento da variante delta, Médici foi responsável por apresentar o panorama atual dos Estados Unidos, onde há crescimento significante de novos casos da cepa. Com uma perspectiva otimista, Gabbardo prevê que o comportamento da população brasileira em comparação ao de outros países perante a variante delta vai trazer benefícios para o enfrentamento. “Em São Paulo, não houve indicativo que a variante esteja mudando o perfil da pandemia. Continuamos com queda de casos e de internação hospitalar. Isso pode ser atribuído à continuidade das medidas de distanciamento e, principalmente, obrigatoriedade do uso de máscara, que nos EUA e em outros países foi liberado muito rapidamente”, explica o gestor de saúde pública. No entanto, ele alerta que ainda não é possível saber se esse cenário irá se manter.

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Os especialistas defendem a necessidade urgente de reduzir o intervalo das doses e até mesmo de realizar o reforço do imunizante, para proteger a população da variante delta. “Estudos comprovam que, em pessoas dos grupos mais vulneráveis que tomaram a vacina com vírus inativado, a proteção diminui muito depois de seis meses”, alertou a infectologista Rosana.

Pelo fato das vacinas baseadas em vírus inativados ou RNA mensageiros se comportarem de maneiras diferentes, os participantes discutiram as opções de estratégias para o enfrentamento da nova cepa, levando em conta estudos já publicados sobre as experiências de imunização. Gabbardo afirmou que o governo de São Paulo deve anunciar em breve a antecipação de 12 para 8 semanas de intervalo entre a primeira e a segunda dose para toda a população imunizada com vacinas da Pfizer e da Astrazeneca.

Medici, Richtman e Gabbardo preveem que o Brasil ainda terá um longo período de convivência com o vírus da Covid-19 e possíveis novas variantes, que devem receber

atenção. Como exemplo, é citada a nova variante surgida na África do Sul, que já causa grande preocupação, uma vez que apenas uma pequena parcela da população do país recebeu a primeira dose da vacina. “Não há dúvidas de que isso vai se tornar uma transmissão endêmica. A Covid-19 não vai se resolver. Nós iremos controlar e conviver com o vírus, graças ao fantástico progresso que estamos vendo em vacinas e novas drogas”, conclui a infectologista Rosana Richtmann.

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Sinais de retomada das eletivas
Diante do cenário de pandemia, as atualizações dos principais indicadores hospitalares é uma forma de acompanhar os impactos ocasionados pela Covid-19 no setor. Por isso, no Anahp AO VIVO de ontem, foram compartilhados dados da 7ª edição da Nota Técnica do Observatório Anahp, material que compila informações do mercado hospitalar brasileiro, do cenário da saúde e econômico.

O documento apresentado por Ary Ribeiro aponta que as taxas de ocupação das UTIs dos hospitais associados à Anahp ficaram estáveis no mês de agosto. Medici destacou que os indicadores mostram sinais de retomada das cirurgias eletivas. “Isso pode ser confirmado pelo aumento de 10 p.p. em um ano nos procedimentos que estavam represados em fases anteriores da pandemia”, concluiu.

A análise de outros indicadores de gestão operacional, econômica e financeira, em esferas nacional e regional, pode ser conferida na versão completa da 7ª edição da Nota Técnica (NT) – Observatório Anahp, disponível em: https://conteudo.anahp.com.br/nt-observatorio-anahp-7a-edicao-agosto-2021.
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ALMT – Campanha Fake News II

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