Saúde

Covid-19: Vacina de adesivo é 11 vezes mais eficiente que injetável

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Covid-19: Vacina de adesivo é 11 vezes mais eficiente que injetável
Divulgação / Vaxxas 28/07/2022

Covid-19: Vacina de adesivo é 11 vezes mais eficiente que injetável

Uma vacina sem agulha, aplicada por meio de um adesivo, pode combater as variantes mais recentes do Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19, de forma mais eficiente que pelo modelo injetável, mostra um estudo publicado na revista científica Vaccine. A análise foi conduzida por pesquisadores da Universidade de Queensland em parceria com o laboratório de biotecnologia Vaxxas, ambos na Austrália.

“O adesivo de microarray de alta densidade é uma plataforma que entrega a vacina precisamente nas camadas da pele, que são ricas em células imunes. (No estudo) descobrimos que a vacinação por meio de um adesivo foi aproximadamente 11 vezes mais eficaz no combate à variante Ômicron quando comparada com a mesma vacina administrada por meio de uma agulha”, diz o pesquisador da universidade Christopher McMillan, em comunicado.

O imunizante, chamado de Hexapro, foi desenvolvido pelo laboratório Vaxxas com a tecnologia de subunidade proteica para ativar a resposta imune do organismo contra a Covid-19. Esse método utiliza um pedaço da proteína Spike do coronavírus, região que o patógeno usa para se fixar às células. Em contato com esse fragmento, o sistema imunológico passa a produzir anticorpos e células de defesa, que estarão prontos para combater o vírus de verdade no futuro.

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A vacina da Vaxxas foi desenvolvida especificamente para ser aplicada no corpo com a nova modalidade de adesivo. São milhares de micro-projeções que, em contato com a pele, liberam o imunizante no organismo. Porém, no estudo publicado recentemente, eles avaliaram se essa resposta imunológica à formulação da Hexapro é de fato maior pelo adesivo, comparando com uma aplicação da mesma vacina por injeção.

Os resultados mostraram que, quando aplicado com a tecnologia adesiva, o imunizante é mais eficiente, induzindo uma produção de anticorpos neutralizantes 11 vezes maior contra a variante ômicron Na pesquisa, foram utilizados camundongos, que receberam duas doses da vacina com um intervalo de três semanas entre elas. Porém, os pesquisadores afirmam que em testes com outras formulações de imunizantes, o mesmo benefício pelo adesivo foi observado.

David Muller, também pesquisador da Universidade de Queensland, explica que se trata de um achado importante, uma vez que a cepa atual do coronavírus apresenta mais de 30 mutações em relação à anterior, que favorece quadros de reinfecção e de escape da imunidade.

“Os adesivos não são apenas mais eficazes contra variantes emergentes, mas também são muito mais fáceis de administrar do que as vacinas baseadas em agulhas. Mas é importante enfatizar que as vacinas existentes ainda são uma maneira eficaz de combater as formas graves da doença, e não é hora de baixar a guarda”, ressalta o especialista.

Para o CEO da Vaxxas, David Hoey, essa é mais uma evidência de que a nova tecnologia pode ajudar os países a combater de forma mais eficiente as emergências de saúde, tanto com a Covid-19 como para outras doenças que possam surgir. Ele explica que o laboratório está ampliando as capacidades de fabricação do imunizante e se preparando para conduzir ensaios clínicos de larga escala, que podem comprovar a eficácia em humanos e tornar o aval de uma agência reguladora uma realidade mais próxima.

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Fonte: IG SAÚDE

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‘O perigo da pólio está em Nova York’, diz órgão de saúde dos EUA

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'Para cada caso de poliomielite detectado, centenas de pessoas podem estar infectadas', diz órgão de saúde dos EUA
Agência Brasil

‘Para cada caso de poliomielite detectado, centenas de pessoas podem estar infectadas’, diz órgão de saúde dos EUA

Um comunicado do Departamento de Saúde do Estado de Nova York faz um alerta: o caso de pólio diagnosticado nos Estados Unidos em julho pode ser a “ponta do iceberg”.

Isso porque as autoridades de saúde encontraram sete amostras do vírus da poliomielite em águas residuais de dois condados geograficamente diferentes — Orange County e Rockland, onde um homem adulto não vacinado foi identificado com a doença, o primeiro caso em quase dez anos.

Por causa disso, as autoridades de saúde estão convocando todos aqueles que ainda não foram vacinados a serem imunizados o mais rápido possível.

“Com base em surtos anteriores de poliomielite, os nova-iorquinos devem saber que para cada caso de poliomielite paralítica observado, pode haver centenas de outras pessoas infectadas”, disse a comissária estadual de saúde, Mary T. Bassett, em um comunicado.

“Junto com as últimas descobertas de águas residuais, o Departamento está tratando o único caso de poliomielite como apenas a ponta do iceberg de propagação potencial muito maior. À medida que aprendemos mais, o que sabemos é claro: o perigo da poliomielite está presente em Nova York hoje. Devemos atender a este momento garantindo que adultos, incluindo grávidas e crianças de 2 meses de idade estejam em dia com sua imunização — a proteção segura contra esse vírus debilitante que todo nova-iorquino precisa.”

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Parte das amostras de esgoto foram coletadas em junho, antes do primeiro caso ser diagnosticado, o que mostra que o vírus já estava circulando pela comunidade pelo menos um mês antes de sua detecção.

No comunicado, o Departamento de Saúde do Estado de Nova York informou que a análise do sequenciamento genético feito pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) descobriu que as amostras estão geneticamente ligadas ao caso individual de poliomielite paralítica previamente identificada no residente do condado de Rockland.

“Essas descobertas fornecem mais evidências da transmissão local – não internacional – de um vírus da poliomielite que pode causar paralisia e potencial disseminação da comunidade, ressaltando a urgência de todos os adultos e crianças de Nova York serem imunizados, especialmente aqueles na área metropolitana de Nova York”, disseram as autoridades no comunicado.

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Fonte: IG SAÚDE

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Ômicron: BioNTech anuncia nova vacina contra a variante para outubro

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Empresa disse que pode lançar os imunizantes até outubro
Bruno Concha/Secom

Empresa disse que pode lançar os imunizantes até outubro

A farmacêutica BioNTech e seu parceiro americano  Pfizer informaram, nesta segunda-feira, que começaram a fabricar vacinas “bivalentes” de Covid-19 atualizada e projetada para proteger contra as mais recentes subvariantes BA.4 e BA.5 do coronavírus. A empresa disse que pode lançar os imunizantes até outubro se receber aprovação regulatória.

Elas se juntam a outros fabricantes de vacina como a Moderna, que tentam criar formas avançadas e atualizadas de vacinas para proteger contra as novas cepas do coronavírus. A ideia é que os dois novos imunizantes protejam contra as variantes mais recentes e as cepas variantes anteriores.

O primeiro imunizante tem como alvo a subvariante BA.1 da Ômicron . Os dados do estudo clínico sobre sua segurança e eficácia foram enviados em julho para a aprovação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA). Os resultados do estudo foram satisfatórios ao mostrar a produção de anticorpos neutralizantes mais altos contra a variante. A segunda vacina, desenvolvida para atacar as subvariantes BA.4 e BA.5, começará a ser testada este mês.

A agência reguladora americana, Food and Drug Administration (FDA) , no intuito de agilizar e facilitar o processo de aprovação, afirmou que os fabricantes de vacina não precisam enviar dados atualizados de ensaios clínicos para as vacinas adaptadas BA.4/BA.5, pois ela aprovará as vacinas modificadas usando dados clínicos dos ensaios da vacina BA.1.

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Entretanto, a Agência Europeia de Medicamentos seguirá o contrário e disse que exigirá dos fabricantes de vacina todos os dados clínicos para cada uma das novas vacinas atualizadas.

Fabricantes tentam atualizações

Moderna anunciou no mês passado que havia testado um reforço bivalente que produzia anticorpos neutralizantes mais altos contra as subvariantes BA.1 e BA.4/BA.5. Porém, ainda nenhum esforço contra as novas variantes foi aprovado.

Em junho, a FDA pediu, em comunicado, que as fabricantes de vacina mantivessem sua composição atual, ou seja, que previnem contra doenças graves da Covid-19, enquanto adicionavam componentes extras que pudessem proteger contra as cepas BA.4/BA.5.

Os receios são de que as empresas sempre tenham que ficar inovando os imunizantes contra cepas cada vez mais infecciosas e mais transmissíveis que se espalham e continuam a sofrer mutações.

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Fonte: IG SAÚDE

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Vasculite: conheça doença que levou Ashton Kutcher a perder a visão

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Ashton Kutcher
Reprodução/Instagram

Ashton Kutcher

O ator americano Ashton Kutcher contou nesta segunda-feira ter sido diagnosticado com uma rara doença há cerca de dois anos, que provocou a perda momentânea de sua visão e audição. Segundo o relato, que foi ao ar no episódio de ontem do programa “Running Wild With Bear Grylls: The Challenge”, do National Geographic, levou quase um ano para que Kutcher se recuperasse de um quadro de vasculite, problema que causa a inflamação dos vasos sanguíneos.

“Há dois anos, tive uma forma estranha e super rara de vasculite que derrubou minha visão, minha audição e meu equilíbrio. Demorei um ano para voltar tudo de novo. Você realmente não aprecia isso até que se vá, até que você diga: ‘Eu não sei se vou poder ver de novo, não sei se algum dia conseguirei ouvir de novo, eu não sei se vou conseguir andar de novo’, contou o ator.

As causas exatas da vasculite ainda não são totalmente claras, porém alguns fatores são associados ao desenvolvimento do quadro, entre eles problemas genéticos, doenças autoimunes, reações alérgicas ou outros problemas de saúde que provoquem a inflamação dos vasos sanguíneos de forma secundária.

É um quadro raro que, na maioria dos casos, leva as próprias células do sistema imunológico a invadirem as paredes dos vasos, causando um estreitamento da região chamado de estenose, o que restringe a passagem do fluxo sanguíneo. Com isso, as regiões irrigadas por aquele vaso podem sofrer com a falta de oxigenação, chamada de isquemia, e eventualmente predispor o paciente para quadros de aneurismas ou hemorragias.

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Além de febre, dores de cabeça, fraqueza e perda de peso, os sintomas variam de acordo com a região e o órgão que está sendo afetado pela inflamação. De acordo com o instituto de saúde Mayo Clinic, dos Estados Unidos, eles podem se apresentar das seguintes formas de acordo com o local do corpo onde ocorre o problema:

  • Sistema digestivo: Dores depois de comer, úlceras, perfurações e sangue nas fezes
  • Ouvidos: Tonturas, zumbidos e perda auditiva.
  • Olhos: Vermelhidão, coceira, queimação, cegueira temporária ou permanente.
  • Mãos ou pés: Dormência, fraqueza, inchaço e enrijecimento.
  • Pulmões: Falta de ar, tosse com sangue.
  • Pele: Sangramentos sob a pele, manchas vermelhas, caroços ou feridas abertas.

Em caso de sintomas, é preciso buscar um médico especialista, que fará a análise do histórico do paciente, das doenças associadas às vasculites e poderá pedir ainda exames laboratoriais que avaliam a presença de anticorpos no sangue ligados ao processo de inflamação.

O tratamento é direcionado à redução dos impactos decorrentes da inflamação nos vasos sanguíneos, podendo envolver medicamentos como esteroides ou corticoides. Ele varia de acordo com a gravidade da doença e a região impactada. Em alguns casos, pode ser passageira sem a necessidade de intervenções médicas. Quando é possível identificar a causa, ela pode ser o alvo da terapia.

Em situações mais graves, podem ser utilizadas drogas imunossupressoras, que diminuem a atuação do sistema imunológico e, portanto, da reação que está atacando as paredes dos vasos. Dependendo do quadro clínico, pode ser preciso também que o paciente seja hospitalizado para acompanhar o desenvolvimento da doença.


Fonte: IG SAÚDE

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ALMT – Campanha Fake News II

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