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Covid: por que algumas vacinas protegem por mais tempo do que outras

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Covid: por que algumas vacinas protegem por mais tempo do que outras
Rachel Schraer – Repórter de saúde da BBC

Covid: por que algumas vacinas protegem por mais tempo do que outras

Rachel Schraer – Repórter de saúde da BBC

Muitos países estão avaliando se devem oferecer mais doses de reforço da vacina que protege contra a covid-19 para se anteciparem ao risco de novas ondas de infecções.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que, no momento, as doses sejam priorizadas para as pessoas mais vulneráveis.

No Brasil, o Ministério da Saúde já preconiza três doses para toda a população de 12 a 49 anos. Para aqueles com mais de 50 anos ou que apresentam algum problema de imunidade, uma quarta dose é indicada.

Mas por que esse imunizante parece precisar de doses repetidas, quando a proteção de outras vacinas chega a durar a vida toda?

Velocidades distintas

A frequência com que você deve ser vacinado depende em parte da rapidez com que o vírus ou a bactéria que está sendo combatido se modifica e sofre mutações.

Por exemplo: todos nós precisamos tomar as doses da vacina contra o sarampo na infância, o que deve nos proteger contra esse patógeno pela vida toda.

O vírus do sarampo não muda muito. Assim, uma vez que o corpo tenha visto como ele é, pode continuar a reconhecê-lo por décadas. Afinal, ele continuará a ser mais ou menos o mesmo.

Os vírus da gripe, por outro lado, evoluem com muita rapidez.

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Uma vacina aplicada neste ano treinará seu sistema imunológico para reconhecer três ou quatro cepas que estão em circulação no momento.

Porém, no próximo inverno, o agente infeccioso sofrerá tantas mutações e se tornará tão diferente que seu corpo não consegue mais reconhecê-lo bem.

Por isso, a vacina contra a gripe é oferecida todos os anos a quem mais precisa, como idosos, crianças e gestantes.

Enfermeiras preparam vacina

Getty Images
A metade da população dos países ricos já recebeu uma dose de reforço contra a covid. Nos países mais pobres, nem 1% teve acesso a essa terceira dose do imunizante

Tanto os estudos laboratoriais quanto as taxas de infecção sugerem que o vírus que causa a covid-19 sofreu mutações suficientes para escapar de parte da proteção fornecida pela primeira rodada de vacinas, que começaram a ser aplicadas a partir de 2021.

No entanto, os imunizantes disponíveis permanecem cerca de 90% efetivos contra a hospitalização após a aplicação de uma terceira dose. Essa taxa cai para cerca de 75% após três meses, segundo a Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido.

Já o Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul diz que “a vacinação de reforço aumenta os níveis de anticorpos”.

A capacidade de ‘lembrar’ das ameaças

Há evidências de que a capacidade do nosso corpo de bloquear o coronavírus diminui relativamente rápido após a vacinação ou a infecção.

Mas a capacidade de evitar doenças mais graves dura mais. O problema é determinar exatamente quanto tempo essa proteção seguirá válida, tema que ainda está sendo estudado pelos especialistas.

Mesmo que um patógeno não tenha mudado muito, a memória do sistema imune pode desaparecer à medida que os anticorpos e outras formas de proteção começam a se desgastar.

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E as células de defesa parecem se lembrar de algumas infecções melhor do que outras, por razões ainda não totalmente compreendidas.

Parte disso provavelmente tem a ver com os diferentes tipos de imunidade que a gente desenvolve, segundo o microbiologista Simon Clarke, da Universidade de Reading, no Reino Unido.

Os anticorpos produzidos pelo sistema imunológico para alguns vírus após uma infecção ou vacinação desaparecem de forma relativamente rápida. Mas esse processo geralmente deixa para trás as células T, que oferecem uma proteção mais lenta e duradoura. Essas unidades de defesa não impedirão que você pegue a infecção, mas podem evitar que você fique muito doente e precise ser internado ou corra risco de morte.

O lugar do corpo onde ocorrem essas respostas imunes também desempenha um papel revelante, diz Clarke.

O vírus que causam a covid-19 afetam o nariz e o trato respiratório. Embora existam respostas imunes que ocorrem nessa parte do organismo, a maioria dos anticorpos produzidos após a vacinação são encontrados no sangue.

Portanto, você ainda pode contrair a infecção, mas os anticorpos e outras estratégias imunes vão impedir que ela ‘se aprofunde’ em seu corpo, protegendo justamente contra as complicações mais graves da doença.

Tipos de vacina contra covid

BBC

O vírus é novo

Outra coisa a ter em mente é a frequência com que você está exposto a uma infecção.

Você pode nunca ter contato com o tétano, o que significa que a vacina é a única chance que seu corpo tem de aprender como é a bactéria causadora da enfermidade e a melhor maneira de combatê-la.

Depois de alguns anos, essa memória imune tende a desaparecer.

Por outro lado, um patógeno respiratório comum chamado vírus sincicial respiratório (VSR), que pode deixar as crianças muito doentes, geralmente é extremamente leve ou assintomático em adultos.

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Você provavelmente já foi exposto a ele tantas vezes que seu sistema imunológico se torna muito eficiente em combatê-lo.

Antes do final de 2019, ninguém havia tido contato com o coronavírus causador da covid e, portanto, não havia imunidade contra ele.

Passados mais de dois anos do surgimento desse agente infeccioso, os dados mostram que as pessoas tiveram muito contato ele. De acordo com pesquisas feitas no Brasil, na Suécia e na Reino Unido, a combinação de vacinas e da infecção fornece uma proteção forte.

No entanto, alguns cientistas levantaram preocupações de que isso levará mais pessoas a desenvolver a chamada covid longa, com sintomas que se prolongam por meses (ou até anos).

Ainda precisaremos de reforços?

Representantes da OMS disseram em janeiro que “é improvável que doses repetidas de reforço da composição original da vacina sejam apropriadas ou sustentáveis”.

Muitos países de renda mais alta ofereceram uma terceira dose da vacina a todos.

Porém, quando se trata de uma quarta dose, a maioria das estratégias de reforço foi direcionada até o momento a grupos mais vulneráveis às complicações da covid.


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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Brasil registra 51,6 mil casos de covid-19 e 127 óbitos em 24 horas

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Teste rápido para Covid-19 aponta resultado positivo
Nathaniel Hafer e Apurv Soni – The Conversation*

Teste rápido para Covid-19 aponta resultado positivo

O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira, 27, os novos números sobre a pandemia de covid-19 no Brasil. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil registrou 51,6 mil casos e 127 óbitos por covid-19 nas últimas 24 horas.

O país acumula 32,1 milhões de casos confirmados da doença e 670,5 mil mortes registradas. O número de recuperados da doença é de 30,6 milhões, equivalente a 95,5% dos casos.

O Estado de São Paulo tem o maior número de casos acumulados desde o início da pandemia. Foram registrados 5,6 milhões e 170,6 mil. Em seguida estão Minas Gerais (3,5 milhões de casos e 62 mil óbitos), Paraná (2,6 milhões de casos e 43,6 mil óbitos) e Rio Grande do Sul (2,5 milhões de casos e 39,9 mil óbitos).

Vacinação De acordo com o vacinômetro do Ministério da Saúde, já foram aplicadas 450 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 178 milhões de primeira dose e 160 milhões de segunda dose. A dose única foi aplicada em 4,9 milhões de pessoas. Outras 93,2 milhões de pessoas receberam a dose de reforço.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Duas crianças de até 5 anos morrem todo dia por covid-19 no Brasil

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Crianças de até 5 anos de idade ainda não pode tomar vacina contra o coronavírus no Brasul
André Biernath – @andre_biernath – Da BBC News Brasil em Londres

Crianças de até 5 anos de idade ainda não pode tomar vacina contra o coronavírus no Brasul

Desde o início da pandemia da Covid-19 no Brasil, em fevereiro de 2020, a infecção pelo novo coronavírus vem matando, em média, duas crianças de até 5 anos de idade por dia no país . Ao todo, 1.439 crianças dessa faixa etária morreram, sendo 599 no ano de 2020, 840 em 2021. Entre janeiro e 13 de junho de 2022, houve 291 mortes de crianças abaixo de 5 anos. Os dados são de um levantamento realizado pela Observa Infância . Segundo a instituição, os números do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde e do Sistema de Informação para Mortalidade (Sim) indicam que a média se mantém a mesma em neste ano.

“A análise dos dois primeiros anos de pandemia no Brasil mostra que crianças de 29 dias a 1 ano são as mais vulneráveis”, diz o documento. Para um dos coordenadores da Observa Brasil, Patricia Boccolini, os bebês dessa faixa etária totalizam quase metade do total de mortes. “É preciso celeridade para levar a proteção das vacinas a bebês e crianças, especialmente de 6 meses a 3 anos. A cada dia que passamos sem vacina contra a Covid-19 para menores de 5 anos, o Brasil perde duas crianças”, afirma a pesquisadora.

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A pesquisa leva em conta todos os casos em que a Covid-19 agravou algum outro quadro de saúde já pré-existente na criança. “Embora nem todas essas crianças tenham morrido de Covid-19, todas morreram com Covid-19”, aponta o segundo coordenador do levantamento, Cristiano Boccolini.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Gravidez ectópica: principal causa de mortalidade materna na gestação

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Apesar de ser uma condição pouco frequente, ocorre em cerca de 2% das gestações
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Apesar de ser uma condição pouco frequente, ocorre em cerca de 2% das gestações

Em uma gestação natural, o óvulo e o espermatozoide se encontram e se combinam dentro de uma das tubas uterinas. O óvulo fecundado se desloca então pela tuba até o útero, onde se implanta no revestimento uterino e cresce até ser retirado após nove meses.

Entretanto, às vezes, o óvulo fecundado não chega ao útero e permanece na tuba, ou em um ovário, no colo do útero, no abdômen, ou até mesmo em cicatrizes de cesarianas anteriores ou outras cirurgias. Essas anomalias no processo de gestação são chamadas de gravidez ectópica.

Apesar de ser uma condição pouco frequente, ocorrendo em cerca de 2% das gestações, ela é a principal causa de mortalidade materna no primeiro trimestre de gestação. Cerca de 90% das gestações ectópicas são tubárias, ou seja, que ocorrem nas tubas, o que acaba resultando em um perigo ainda maior para a mulher.

O embrião implantando continua crescendo na estreita tuba uterina. Depois de três semanas o tamanho do embrião é o suficiente para causar uma pressão por dentro da tuba, capaz de rompê-la, resultando em uma hemorragia que pode ser fatal se não for tratada com cirurgia.

Os principais sintomas enquanto o embrião cresce na tuba são dores abdominais unilaterais, sangramento vaginal e desmaios. Quando há o rompimento, os sinais se intensificam: a paciente sente uma dor aguda ou dilacerante em um lado do abdômen, perto da virilha, e apresenta queda da pressão arterial e outros sintomas de choque.

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As mulheres que têm mais risco de gravidez ectópica são aquelas que já passaram por uma anteriormente, mas também há uma grande possibilidade naquelas com infecções pélvicas ou cirurgias uterinas prévias. A fertilização in vitro também aumenta as chances de se ter uma gravidez ectópica. Entretanto, em metade dos casos, as mulheres eram saudáveis e não possuíam nenhum fator de risco.

O tratamento para este tipo de alteração também vai depender do histórico de saúde da grávida e os riscos de uma possível ruptura do tubo uterino. Geralmente, as mulheres saudáveis recebem uma injeção de metotrexato, que é também usado para tratar certos tipos de câncer e distúrbios autoimunes e dificulta a formação de DNA ou a multiplicação das células. Com este medicamento, o embrião para de crescer, e o organismo acaba por reabsorvê-lo.

Caso haja o rompimento da tuba, a gestante precisa passar por uma cirurgia de emergência, onde é retirado o embrião. Nos dois casos, tanto com a cirurgia ou com a injeção, o processo de gestação é interrompido, o que faz muitas pessoas acreditarem ser um aborto.

Entretanto, com ou sem intervenção, gestações ectópicas não sobrevivem além dos primeiros meses. Dificilmente um óvulo fecundado sobrevive por muito tempo fora do óvulo, visto que outras estruturas do corpo não são capazes de proteger ou nutrir um embrião.

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Fonte: IG SAÚDE

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