Saúde

Covid: vacina nasal induz produção de anticorpos e células de defesa

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Vacinas aplicadas em forma de spray nasal podem proteger melhor contra a infecção pelo Sars-CoV-2
Ralphs_Fotos – Pixabay

Vacinas aplicadas em forma de spray nasal podem proteger melhor contra a infecção pelo Sars-CoV-2

Uma  vacina nasal contra a Covid-19 em desenvolvimento por pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte e da Universidade Duke, nos Estados Unidos, teve resultados promissores em testes com camundongos, afirmam os cientistas. Em estudo publicado na revista científica Nature Biomedical Engineering, a nova tecnologia, aplicada em duas doses, induziu a produção de anticorpos e de células de defesa que protegeram os animais contra a infecção pelo Sars-CoV-2 – vírus causador da Covid-19. Além disso, foi mais eficiente em levar a proteção ao pulmão.

“Uma vacina inalável confere imunidade tanto na mucosa quanto sistêmica, é mais conveniente de armazenar e distribuir e pode ser autoadministrada em larga escala. Portanto, embora ainda existam desafios associados ao aumento da produção, acreditamos que esta é uma vacina promissora digna de mais pesquisa e desenvolvimento”, explica o autor do estudo Ke Cheng, professor de medicina regenerativa na Universidade de Carolina do Norte, em comunicado.

As vacinas nasais têm sido encaradas como uma aposta para o futuro dos imunizantes contra a Covid-19. Isso porque, de forma diferente das intramusculares aplicadas hoje, as administradas pelo nariz induzem não somente a resposta imune de forma geral, como também especificamente na mucosa da região. Por se tratar do local de entrada mais comum do vírus no organismo, os pesquisadores explicam que a presença de anticorpos ali atua como uma barreira mais forte para evitar a contaminação.

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Há no momento uma série de imunizantes inaláveis em desenvolvimento, incluindo uma versão da vacina já utilizada da Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com o laboratório AstraZeneca, em testes clínicos desde 2021. No Brasil, o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, em São Paulo, também criou uma versão nasal e solicitou à Anvisa o início dos estudos em humanos no último ano. Porém, com as novas variantes do vírus, os pesquisadores estão avaliando a resposta do imunizante em laboratório às cepas antes de avançar para as etapas com voluntários.

O novo modelo estadunidense, desenvolvido com apoio dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH) e da Associação Americana do Coração, teve a patente provisória da tecnologia registrada e o direito licenciado para a empresa Xsome Biotech, mas ainda não entrou em testes clínicos com humanos.

Segundo os pesquisadores, a tecnologia em questão tem potencial por envolver um mecanismo que se mostrou mais eficaz em levar a proteção ao pulmão.

“Tomar a vacina por injeção intramuscular é menos eficiente em levá-la ao sistema pulmonar e, portanto, pode limitar sua eficácia. As vacinas inaladas aumentariam seu benefício contra o Covid-19”, afirma Cheng.

Para isso, utilizaram partículas chamadas de exossomos (Exo), que são secretadas por células pulmonares e já foram reconhecidas como um bom meio de liberação de fármacos no organismo.

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Os cientistas explicam que, nos modelos intramusculares das vacinas de RNA mensageiro (RNAm), como as da Pfizer/BioNTech e da Moderna, são utilizadas nanopartículas lipídicas para carregar o material pelo corpo. Eles avaliaram, então, se os exossomos poderiam substituí-las na entrega do RNAm ao organismo.

Em estudo publicado anteriormente na revista científica Extracellular Vesicle , os pesquisadores constataram que as nanopartículas derivadas do pulmão foram mais eficazes em levar o RNAm aos bronquíolos e ao tecido pulmonar profundo do que as partículas sintéticas de lipossomas utilizadas hoje.

Com isso, embora o novo imunizante desenvolvido nos EUA seja uma vacina de partículas semelhantes a vírus (VLP), baseada em partes da proteína Spike do coronavírus para induzir a resposta imune, o conhecimento com os testes envolvendo o RNAm levou à decisão de incluir a tecnologia dos exossomos para ser mais eficaz em levar a proteção ao pulmão.

“As vacinas podem funcionar por vários meios. Por exemplo, as vacinas de mRNA entregam um roteiro à sua célula que a instrui a produzir anticorpos para a proteína Spike. Esta vacina VLP, por outro lado, introduz uma porção da proteína Spike no corpo, fazendo com que o sistema imunológico produza anticorpos para ela”, explica Cheng.

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Fonte: IG SAÚDE

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Pacientes com Covid grave têm mais riscos de mal súbito

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Sequelas da Covid têm preocupado a medicina
Mariana Alvim – @marianaalvim – Da BBC News Brasil em São Paulo

Sequelas da Covid têm preocupado a medicina

Nos últimos meses, aumentou o número de pessoas que morreram de mal súbito, sendo que muitas dessas mortes são de quem foi contaminado pela Covid-19. A doutora Inês Bissoli, cardiologista e coordenadora do CTI do Hospital Badim, explica quais os motivos para a doença estar relacionada a esses casos.

“Dentro das manifestações da Covid estão as de natureza cardiológica, com quadro de miocardite, que é a inflamação da musculatura cardíaca, o infarto agudo do miocárdio e as arritmias. Além disso, como a Covid é uma doença que aumenta o risco de formação de trombos, ou seja, o estado de hipercoagulabilidade, há risco aumentado de eventos tromboembólicos como a trombose venosa profunda, a embolia pulmonar, os acidentes vasculares cerebrais”, detalha.

A medicina também identificou que cresceu o número de doenças de coração entre pessoas contaminadas. Isto tem ocorrido por conta das “manifestações cardíacas são comuns nos pacientes com Covid grave”.

“Mas como a Covid é uma doença de estado de hipercoagulabilidade e inflamatória, ela pode afetar o coração de qualquer pessoa que teve a doença, com disfunção microvascular, resposta inflamatória sistêmica, miocardite e hipoxia, que é a baixa concentração de oxigênio no sangue”, acrescenta.

As sequelas também têm provocado preocupações. As mais comuns são fadiga, dispneia (falta de ar), tosse, alteração no olfato e paladar, fibrose pulmonar e renal, podendo ter necessidade de diálise. “Quanto os sintomas emocionais podem perdurar a ansiedade, depressão, estresse pós-traumático, alterações cognitivas, como perda da concentração e alterações da memória, insônia. A pessoa pode ter ainda queda de cabelo, sudorese, diarreia, taquicardia, vertigem, dor articular e mialgia”, explica a médica.

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Quem ficou com sequelas no coração pode ser curado ainda, no entanto, tudo depende do caso. “Pacientes que tiveram miocardite pela Covid podem se recuperar após o tratamento adequado, mas em alguns casos de Covid grave o paciente pode cursar com insuficiência cardíaca, situação sem cura, mas com controle por meio de medicações indicadas para cada caso e atividade física sob supervisão. Por isso é importante uma avaliação médica após a cura”, relata a doutora Bissoli.

“Pacientes com Covid-19 têm risco cardiovascular maior se comparados àqueles pacientes que não tiveram a doença. Quanto mais grave a manifestação da Covid, maior o risco cardiovascular”, completa.

Todos que tiveram Covid deveriam procurar cardiologista?

A médica garante que todos que foram contaminados pela doença devem procurar um cardiologista para saber qual seu estado de saúde. “É uma doença trombogênica e inflamatória, podem ocorrer alterações cardiológicas em qualquer caso de Covid-19, que não se manifestaram durante a fase aguda da doença”, pontua.

Inclusive, para praticar esporte, é importante que se tenha um laudo médico. “É importante para qualquer pessoa que pretende iniciar uma atividade física procurar um especialista e realizar uma avaliação de doença cardíaca, como a miocardiopatia hipertrófica. No caso dos pacientes que tiveram Covid, esse procedimento é mais necessário ainda, porque a doença pode evoluir com miocardite, que é uma inflamação dos músculos do coração”, comenta.

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Por fim, ela dá dicas de como as pessoas devem se cuidar após serem contaminadas, mesmo estando vacinadas. “A pessoa que testou positivo para Covid-19 assintomática ou sem sintomas respiratórios ou ainda com ausência de febre, mesmo assim deve fazer isolamento por cinco dias a partir do início dos sintomas ou do resultado do teste RT-PCR, para não infectar outras pessoas”, relata.

“Deve repetir o exame após o quinto dia para poder sair do isolamento, caso o resultado do exame seja negativo. Se o exame ainda for positivo, deve-se estender o isolamento para sete dias. Sair do isolamento somente com a ausência de sintomas nas últimas 24 horas. Na presença de sintomas nesse período é necessário estender o isolamento até 10 dias. Em todos esses casos é indicado e fundamental manter o uso de máscara e higienização das mãos. Pessoas com Covid grave ou imunossuprimidas por doença ou uso de medicações imunossupressoras devem fazer quarentena de 20 dias. O retorno só poderá ser feito se não tiver febre ou uso de antitérmico nas últimas 24 horas”, conclui.

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Fonte: IG SAÚDE

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Biofeedback: entenda o procedimento pós-operatório feito em Anitta

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Anitta fez exame para acompanhar caso de endometriose
Reprodução/Instagram 15.08.2022

Anitta fez exame para acompanhar caso de endometriose

Na tarde desta segunda-feira, a cantora Anitta gravou uma série de stories em suas redes sociais dizendo que estava fazendo um exercício que avalia a contração anal e desenvolve controle sobre o assoalho pélvico. Chamado de Biofeedback, o procedimento pode ser um tratamento para pacientes com endometriose ou que estão em processo pós-operatório, como é o caso da artista.

Como funciona? Também chamado de retroalimentação anorretal, o exame consiste em introduzir uma sonda de 2 a 3 centímetros, com espessura menor do que a de uma caneta, no ânus do paciente e capta os sinais elétricos do músculo, registrando as contrações em um computador.

Para que serve o biofeedback? Pacientes diagnosticados com endometriose podem apresentar um relaxamento inadequado do assoalho pélvico e da região anal, por essa questão, o exercício pode ajudar a reduzir dores e permite ter um controle melhor da musculatura. No caso de Anitta, ela tinha que reproduzir uma série de desenhos que apareciam em uma tela por meio de contrações e relaxamentos. Se ela contraísse a região, a linha subia, se relaxava, descia.

Para quem é indicado? O biofeedback também pode ser usado com pacientes que apresentam incontinência anal, ou seja, a incapacidade de controlar a eliminação de fezes, no pós-cirúrgico de operações no reto e ânus e em quem tem dor retal. O exame também pode ser um grande aliado em diagnósticos precoces de doenças na região.

Especialistas garantem que o exame é indolor, apesar de poder causar um leve incomodo. O médico responsável decidirá quantas sessões deverão ser realizadas, sendo o recomendado até cinco procedimentos e a duração do tratamento depende da evolução do paciente.

Fonte: IG SAÚDE

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Governo é autorizado a veicular campanha contra varíola dos macacos

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Novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, deferiu o pedido feito pelo Governo Federal para a veiculação da campanha nacional de prevenção à varíola dos macacos no período de 12 a 30 de agosto. As peças a serem divulgadas devem conter apenas a identificação do Ministério da Saúde como o órgão responsável pela iniciativa.

Em ano de eleições, a Constituição Federal (parágrafo 1º do artigo 37) proíbe qualquer publicidade institucional que possa configurar o uso abusivo da máquina pública para promoção do governante e que possa ocasionar desequilíbrio na disputa.

No entanto, Fachin destacou que a divulgação desta campanha é de interesse público, pois assegura o direito à informação e à saúde individual e coletiva.

“No que concerne à urgência, observa-se que a ausência de orientação e incentivo à população sobre as medidas de prevenção e contágio da varíola dos macacos pode esvaziar a iniciativa e dificultar a prevenção e o controle da referida doença”.

Nesse contexto, o pedido se enquadra na exceção prevista na alínea “b” do inciso VI do artigo 73 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), o que viabiliza a divulgação da propaganda institucional nos termos solicitados.

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O artigo 73 da lei proíbe aos agentes públicos, entre outras condutas, nos três meses que antecedem às eleições, a publicidade institucional de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da administração indireta, salvo em caso de grave e urgente necessidade pública, assim reconhecida pela Justiça Eleitoral.

O ministro autorizou o uso exclusivo do endereço eletrônico www.gov.br/varioladosmacacos, que deverá direcionar a usuária e o usuário para a página da campanha. Ou seja, está proibido o uso de qualquer outro endereço eletrônico ou expediente de informática que exija da pessoa a escolha de links ou outras formas de acesso.

Comunicação

A petição ao TSE para a veiculação da campanha, com solicitação de liminar, foi formulada pelo secretário especial de Comunicação Social do Ministério das Comunicações, André de Sousa Costa.  Com a decisão de mérito favorável, o pedido de liminar foi considerado prejudicado pelo ministro relator.

Com informações do TSE*

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Fonte: IG SAÚDE

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ALMT – Campanha Fake News II

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