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Nacional

Debatedores avaliam projeto que mexe em financiamento de filantrópicas

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O financiamento das entidades beneficentes e a continuidade dos serviços de assistência social prestados por elas foram discutidos em audiência pública promovida pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) na quarta-feira (19). O debate foi requerido pelo senador Lasier Martins (Podemos-RS). Ele é relator do PLS 329/2018, que autoriza instituições filantrópicas a lançarem títulos de capitalização e regulamenta a forma de arrecadação desses recursos. 

A autora do projeto, ex-senadora Ana Amélia (RS), ressalta que a venda de títulos de capitalização na modalidade incentivo é uma prática recorrente e importante para essas entidades. O problema, segundo ela, tem a ver com uma circular da Superintendência de Seguros Privados (Circular Susep 569/2018), que vedou expressamente a utilização da modalidade incentivo e instituiu o conceito de filantropia premiável. 

A superintendente administrativa-financeira do Centro Infantil Boldrini, Luciana Maldonado, destacou que o conceito de filantropia premiável é benéfico, porque permite a todas as pessoas, inclusive as de baixa renda, apoiar essas instituições. A filantropia premiável funciona da seguinte forma: uma pessoa compra um título de capitalização de uma instituição financeira e cede o direito de resgate a uma unidade filantrópica. No ato da compra, essa pessoa recebe um número, com o qual participa dos sorteios de prêmios em dinheiro ou em bens, durante a vigência do plano. 

Luciana destacou que, além de contribuir com a beneficência, o cidadão tem a possibilidade de concorrer a prêmios e também de trabalhar. Isso porque, segundo ela, as pessoas têm a oportunidade de obter uma renda com a venda dos títulos. Para a debatedora, o PLS 329/2018 precisa ser mais bem discutido, com vistas a mais segurança jurídica e legitimidade para o setor. 

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— São mais de 200 mil pessoas envolvidas. Com o título de filantropia premiável, somente nas 15 instituições que eu represento, foram investidos aproximadamente R$ 400 milhões em 2019, focados na saúde, no esporte e na vida daqueles que mais precisam. Então, para nós, é motivo de orgulho. 

Procurador jurídico da Federação das Apaes do Estado do Rio Grande do Sul (Feapae-RS), Roberto Machado Salaberry, disse que, apesar dos avanços advindos da Circular 569, ainda são necessárias adequações. Para ele, o PLS 329/2018 ajudará a assegurar a continuidade dos programas de captação de recursos, levando-os a não terem suas regras alteradas com frequência. 

— Capitalização serve para compor poupança e, no caso desses programas, essa receita vai para as entidades filantrópicas. Mesmo a [circular] 569 trazendo grandes avanços a esse processo, ela acabou descaracterizando pontos que realmente trariam receita, que levariam as campanhas a terem sucesso, e dificultou a comercialização dos produtos. 

Presidente da Federação Nacional de Capitalização (Fenacap), Marcelo Gonçalves Farinha, observou que o projeto de lei foi apresentado em um contexto de incertezas para o setor. Ele defendeu a capitalização como forma de angariar recursos para a assistência social e elogiou a Circular 569. Para o debatedor, a modalidade incentivo, proposta no projeto de lei, não é a mais adequada para as entidades filantrópicas, porque somente acarretaria na arrecadação das cotas de sorteio. Marcelo considerou ainda que o volume de recursos captados nos primeiros meses da vigência da circular 569, de R$ 1,3 bilhão, atesta a sustentabilidade do modelo. 

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— Estamos falando de amor, de caridade, e precisamos falar dessas entidades sem fins lucrativos, que vão aonde o governo não está. O que nos une é maior do que qualquer divergência que, eventualmente, possa haver nessa mesa. A própria justificação [do projeto] já dá esse tom. Nosso desafio é fazer fluir esse investimento social para que ele chegue a quem mais precisa. 

Senadores

O líder do governo, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), disse que o Poder Executivo está atento à temática da filantropia. Ele citou o aumento do atendimento das comunidades terapêuticas, por exemplo, e disse que o aperfeiçoamento da capitalização pelas instituições filantrópicas possibilita a melhoria do cuidado com as pessoas que mais precisam. O parlamentar citou o caso do Hospital de Amor de Tocantins, para o qual mais de R$ 90 milhões foram captados por meio dessa modalidade de arrecadação. Ao elogiar Lasier Martins pelo debate, Eduardo sugeriu que o relator do PLS 329/2018 apresente um texto alternativo à proposição. 

— A gente sabe como é importante dar às famílias a esperança de se tratar perto de seus familiares. Todas essas instituições merecem nosso apoio e esse trabalho precisa ser feito com bom senso, reforçando as condições daqueles que verdadeiramente prestam serviço. Essa é a nossa intenção, e tenho certeza de que esse será o resultado do seu relatório, do seu substitutivo, pela qualidade do trabalho que Vossa Excelência presta junto ao Senado brasileiro. 

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O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) citou a importância de se discutir melhor o conceito de filantropia premiável. Ele ressaltou que o debate dessa quarta-feira ajudará na elaboração de um projeto de lei de consenso, sem perda dessas instituições de custeio. Fernando Bezerra citou o exemplo do Hospital de Câncer Dom Tomás, situado em Petrolina (PE), mantido pela Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância (Apami) há mais de 70 anos, e que oferece atendimento a cerca de um milhão de habitantes dos estados da Bahia, Piauí e Pernambuco.   

— A Vale da Sorte, uma dessas instituições de capitalização, é uma das principais mantenedoras do hospital. Portanto, temos que encontrar maneiras de fortalecer a assistência social, o trabalho de capitalização dessas instituições, sem prejuízo da legislação, da fiscalização e dos cuidados que se deve ter em relação a esse tipo de atividade. E esse é justamente o objetivo dessa audiência pública — ressaltou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Nacional

Ex-senador goiano Iram Saraiva morre em São Paulo

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Morreu hoje (9), aos 75 anos, o ex-senador Iram Saraiva. Ele teve um acidente vascular cerebral (AVC) e faleceu em um hospital em São Paulo. Saraiva estava se tratando de um câncer.

Saraiva representou Goiás no Congresso Nacional a partir de 1979, quando foi eleito deputado federal. Em 1987 foi eleito senador, cargo que ocupou até 1995. Posteriormente foi ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e chegou a presidir o órgão.

O governador de Goiás e ex-senador Ronaldo Caiado lamentou a morte de Saraiva em sua conta no Twitter. “É com profundo pesar que recebo a notícia da morte de Iram Saraiva. Foi vereador, deputado, senador por Goiás e ministro do Tribunal de Contas da União. Com grande conhecimento jurídico, sempre foi muito respeitado em Goiás. Que Deus conforte os corações de familiares e amigos”.

* Com informações da Agência Senado

Edição: Fábio Massalli

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Nacional

Bolsonaro espera retomada de atividades no país em até quatro meses

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (9) que espera a normalização da atividades do país em menos de “três ou quatro” meses, para não haver, segundo ele, uma complicação no cenário econômico. Ao citar os gastos de cerca de R$ 600 bilhões para programas de combate à pandemia do novo coronavírus e manutenção de empregos e renda das empresas, o presidente comparou a situação às margens de um rio após a destruição de uma ponte.

“Estamos com esses R$ 600 bilhões mantendo a comunicação com as duas margens do rio, só que temos um limite, acredito que três meses ou quatro meses fica complicado, então a gente espera que as atividades voltem antes disso”, afirmou durante sua live semanal transmitida pelo Facebook.

Bolsonaro voltou a defender o fim do isolamento social amplo para pessoas fora dos grupos de risco da covid-19, como idosos e pessoas com doenças crônicas. “Por mim, quem tem menos de 40 anos já estaria trabalhando, porque nós deveríamos, no meu entender, partir para o isolamento vertical”, disse.

O presidente lembrou decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que assegurou a autonomia de governos estaduais e prefeituras para determinar medidas de fechamento de comércio e isolamento social, e disse que quem se sente prejudicado por essas decisões deve cobrar os governadores e prefeitos. Ainda de acordo com presidente, no entanto, alguns estados e cidades já estão retomando as atividades, como ele defende.

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“Eu tenho certeza que brevemente isso tudo estará resolvido. Tenho notícias que alguns governadores, alguns prefeitos também, [em] cidades que não tem ninguém detectado com o vírus, está sendo liberado [o comércio] pelo respectivo governador”, afirmou.

O número de mortes decorrentes do novo coronavírus totalizou 941, segundo atualização divulgada pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira. Ao todo, o Brasil registrou 141 mortes e 1.930 novos casos confirmados nas últimas 24 horas.

 

Edição: Juliana Andrade

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Nacional

Morre o ex-senador Iram Saraiva

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O ex-senador pelo MDB Iram Saraiva morreu nesta quinta-feira (9), aos 75 anos, em um hospital de São Paulo. Ele se tratava de um câncer e teve dias atrás um acidente vascular cerebral (AVC).

Iram nasceu em Goiânia, em 27 de agosto de 1944, filho de José de Almeida Saraiva e de Lucinda Augusto Saraiva. Bacharel em História e Direito pela Universidade Federal de Goiás, ele também foi professor universitário e jurista.

Foi vereador em Goiânia em 1972 e elegeu-se deputado estadual em 1974 e deputado federal em 1978. Reeleito para a Câmara dos Deputados em 1982, tornou-se senador em 1987. Posteriormente foi ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e chegou a presidir o órgão.

O governador de Goiás e ex-senador Ronaldo Caiado (DEM) lamentou a morte em sua conta no Twitter: “É com profundo pesar que recebo a notícia da morte de Iram Saraiva. Foi vereador, deputado, senador por Goiás e ministro do Tribunal de Contas da União. Com grande conhecimento jurídico, sempre foi muito respeitado em Goiás. Que Deus conforte os corações de familiares e amigos.”

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, deputado Lissauer Vieira (PSB), decretou luto oficial por três dias no Poder Legislativo estadual.
Iram deixa três filhos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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