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Nacional

Delator de Eike lavou dinheiro de joias de Cabral e apareceu no ‘Swissleaks’

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Plass sendo preso pela polícia arrow-options
Thomaz Silva/Agência Brasil

Plass já foi preso pela Polícia Federal

O banqueiro responsável pela delação que levou Eike Batista à prisão pela segunda vez na Lava-Jato havia sido preso na operação denominada “Hashtag”, em agosto do ano passado. Eduardo Plass é dono do TAG Bank/Panamá e presidente da gestora de recursos Opus Investimento. Ele é acusado pelos investigadores de ter usado seu banco em repasses de grandes somas de dinheiro ilegal – mais de R$ 90 milhões envolvendo a H.Stern, dos quais R$ 6 milhões ligados ao ex-governador Sérgio Cabral.

Plass e seus sócios Maria Ripper Kos e Priscila Moreira Iglesias tiveram suas vidas reviradas pelos investigadores. Ele também é um dos ex-sócios do Banco Pactual que fizeram fortuna no mercado financeiro. Desde 2015, seu nome foi citado em casos como o SwissLeaks, no qual aparece como correntista de contas supostamente irregulares no HSBC suíço, e Lava-Jato, no gigantesco esquema de evasão fiscal.

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A suspeita da Lava-Jato de que o grupo liderado por Cabral usava a compra de joias para lavar dinheiro no esquema criminoso veio à tona durante a deflagração da Operação Calicute. As investigações revelaram, a partir da prisão do ex-governador em novembro de 2016, que a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo também se beneficiou do esquema, o que motivou o seu pedido de prisão 19 dias após a do marido .

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De acordo com o Ministério Público Federal ( MPF ), essas transações ilegais ocorreram entre 2009 e 2015 e comprovaram “uma série de crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, pelos diretores da joalheria, que agora colaboram com as investigações do MPF”. O restante do dinheiro movimentado pelo banqueiro – aproximadamente de R$ 84 milhões – teria sido lavado por outros clientes da joalheria, nas mesmas condições suspeitas do grupo do ex-governador Sérgio Cabral, sem no entanto, ter nenhuma relação aparente com o ex-governador. O MPF procura saber assim, a partir de uma lista de investigados, qual o “caminho do dinheiro” usado por Cabral e por outros suspeitos.

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Na época da prisão, o MPF pediu o bloqueio de R$ 181 milhões dos envolvidos a título de reparação de danos e valor equivalente a título de danos morais.

“O que chama a atenção neste caso é o próprio banqueiro fazer operações de dólar-cabo a fim de lavar capitais. Com isso, fica comprometida toda regulação de compliance. É como se o árbitro de futebol entrasse em campo, por baixo do uniforme, com a camisa de um dos times, encobrindo ativamente jogadas desleais”, disseram os procuradores da força-tarefa.

Ainda de acordo com o MPF , o esquema consistia no recebimento de dinheiro em espécie dos diretores administrativos da joalheria em Ipanema, na zona sul do Rio, e em seguida transferindo no exterior de valores de uma conta sob seu controle (The Adviser Investmentes Limited S.A.) para uma empresa offshore de fachada (Fleko S.A. ou Erposition S.A.). “Essa, por sua vez, ainda transferia esses valores para uma outra empresa offshore de fachada (Robilco S.A.), e que, por fim, transferia os valores para a empresa holding do grupo da joalheria”.

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Obstrução de investigação

Em janeiro de 2017, Plass chegou a ser alvo de condução coercitiva no âmbito da operação Eficiência, cujo principal alvo foi o empresário Eike Batista. Os investigadores apontam a compra de joias como uma das maneiras que o grupo atuava para lavar o dinheiro.

Segundo as investigações daquela época, contas do TAG Bank de Plass (Golden Rock e Blue Diamond) foram usadas para o pagamento de propina no valor de US$ 16,5 milhões (R$ 60 milhões) ao ex-governador por Eike Batista e Flávio Godinho, do grupo EBX, no Panamá.

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Para o Ministério Público Federal ( MPF ), esse valor foi solicitado por Cabral a Eike Batista no ano de 2010, e para dar aparência de legalidade à operação foi realizado em 2011 um contrato de fachada entre a empresa Centennial Asset Mining Fuind Llc, holding de Batista, e a empresa Arcadia Associados, por uma falsa intermediação na compra e venda de uma mina de ouro. A Arcadia recebeu os valores ilícitos numa conta no Uruguai, em nome de terceiros mas à disposição de Cabral.

Eike Batista, Godinho e Cabral também são suspeitos de terem cometido atos de obstrução da investigação, porque numa busca e apreensão em endereço vinculado a Batista em 2015 foram apreendidos extratos que comprovavam a transferência dos valores ilícitos da conta Golden Rock para a empresa Arcádia. Na oportunidade os três investigados orientaram os donos da Arcadia a manterem perante as autoridades a versão de que o contrato de intermediação seria verdadeiro.

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Nacional

Sexta-feira (5): Brasil registra 645.771 diagnósticos e 35.026 óbitos por covid-19

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Foto: Reuters

Um dia após tornar-se o 3º país com mais mortes por coronavírus, o Brasil registrou 1.005 novas mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas, o que aumentou o total de óbitos pela doença para 35.026 no País, segundo balanço divulgado na noite deste sexta, 4, pelo Ministério da Saúde.

O balanço mais recente do Ministério da Saúde, divulgado nesta sexta-feira, 5, aponta o total de 645.771 diagnósticos da doença em todo o território nacional, sendo 30.830 novos casos confirmados entre ontem e hoje.

Entre as nações com óbitos pela covid-19, o Brasil soma 35.026 óbitos e só está atrás dos Estados Unidos (109.042 óbitos) e Reino Unido (40.344 óbitos), no total de vidas perdidas para a doença.

O Brasil ainda não atingiu o pico de casos do novo coronavírus, mas estados e municípios do País já anunciaram planos de flexibilização das quarentenas e de retomada das atividades econômicas.

Países que já viveram o agravamento da pandemia só começaram a relaxar as restrições de circulação ao menos um mês depois do pico da doença. Estados Unidos, Reino Unido, Itália, França e Espanha esperaram, em média, 44 dias após o pico para flexibilizar as quarentenas, segundo levantamento do Estadão.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estipulou critérios para que os países retomem suas atividades. A entidade alertou em abril que os países não podem reabrir sem ter capacidade para identificar onde o vírus está, isolar os casos, mapear as redes de transmissão e ter leitos para tratar todos os pacientes.

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira, 5, que o País pode deixar a Organização Mundial de Saúde (OMS) caso o órgão mantenha uma atuação “partidária”.

O presidente, que tem contrariado orientações do órgão internacional sobre o combate à pandemia do coronavírus, afirmou que “não precisa de gente lá fora dando palpite na saúde aqui dentro”.

Nesta sexta-feira, 5, o Ministério da Saúde mais uma vez deixou de fazer a entrevista coletiva para prestar esclarecimento sobre as ações relacionadas ao combate da covid-19.

Quando as coletivas acontecem, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, não participa. As perguntas ao ministério têm sido respondidas por secretários substitutos, que negam-se a responder temas mais espinhosos.

Atraso em dados da covid-19

Após o terceiro dia seguido em que o Ministério da Saúde atrasa a divulgação do número de mortos e infectados pela covid-19, o presidente Jair Bolsonaro indicou, nesta sexta-feira, 5, ser proposital a mudança no horário. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente, em rerefência ao telejornal noturno da TV Globo, que detém a maior audiência do País.

Questionado, Bolsonaro não confirmou ter partido dele a ordem para que os dados, antes entregues por volta das 19h, sejam apresentados apenas às 22h. “Não interessa de quem partiu (a ordem). Acho que é justa essa ideia da noite, sair o dado completamente consolidado”, disse o presidente em entrevista na noite desta sexta-feira em frente ao Palácio da Alvorada.

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Brasil é o país que mais confirma mortes por covid-19

Na compilação de dados feita pela plataforma Our World in Data, ligada à Universidade de Oxford, no Reino Unido, já há três dias o Brasil é o país que mais confirma mortes por covid-19 a cada 24 horas.

Em termos absolutos, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, dos EUA, somos agora o terceiro país do mundo com mais mortes (34.021), em rápida aproximação do Reino Unido, segundo colocado com 40.344 óbitos, e que tem registrado entre 300 e 400 mortes por dia já há algumas semanas.Ministério atrasa divulgação de infectados e mortos por covid-19 pelo terceiro dia seguido.

Da redação com Terra

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Nacional

Plenário pode votar na terça projeto que suspende cadastro negativo de consumidor durante pandemia

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Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
Ordem do dia para votação de propostas. Presidente da Câmara dos Deputados, dep. Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, comanda sessão do Plenário; votações são virtuais

O Plenário da Câmara dos Deputados pode votar na terça-feira (9) o Projeto de Lei 675/20, que suspende a inclusão de novos inscritos em cadastros negativos como Serasa e SPC durante a pandemia de Covid-19. A proposta foi aprovada pelos deputados no último dia 9 de abril e será novamente analisada porque foram feitas alterações no Senado.

Segundo o texto do Senado, durante o estado de calamidade pública relacionada ao coronavírus (até 31 de dezembro de 2020), a inscrição de registros de informações negativas de consumidores relativas às obrigações de dívidas deverá ser apartada dos cadastros normais. Transcorrido esse período, o cadastro volta à situação normal, exceto se houver pedido de renegociação por parte do devedor.

O texto estabelece que, durante o estado de calamidade pública, as inscrições de registros de informações negativas dos consumidores, inclusive aquelas anteriores à pandemia da Covid-19, não poderão ser usadas para restringir o acesso a linhas de crédito ou programas de fomento que visem ao enfrentamento das consequências econômicas da pandemia.

Ficarão suspensas as execuções judiciais cíveis propostas contra consumidores por obrigações vencidas a partir de 1º de janeiro de 2020.

Em caso de descumprimento das regras pelos cadastros de crédito, os valores arrecadados com multas serão destinados ao combate à Covid-19: aquisição de medicamentos, insumos, materiais e equipamentos.

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O texto do Senado também obriga os bancos públicos a disponibilizar linhas especiais de crédito de até R$ 10 mil para a renegociação de dívidas dos consumidores inscritos nos cadastros negativos.

A pauta de terça-feira também inclui outros sete projetos de lei e quatro medidas provisórias.

Futebol e trânsito
Na quarta-feira (10), poderão ser votados, entre outros, o Projeto de Lei 1013/20, que suspende o pagamento de dívidas de clubes de futebol no âmbito do Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut); e o Projeto de Lei 3267/19, que reformula o Código de Trânsito Brasileiro.

Da Redação
Edição – Pierre Triboli

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Nacional

Bolsonaro diz que Brasil pode sair da OMS

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O presidente Jair Bolsonaro fez críticas ao trabalho da Organização Mundial da Saúde (OMS) na pandemia e disse que o governo pode deixar a organização, que atuaria, segundo ele, “com viés ideológico”. No fim de maio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a saída do país da OMS, congelando repasses que o governo norte-americano faria à entidade.

“E adianto aqui, os Estados Unidos saíram da OMS, e a gente estuda, no futuro, ou a OMS trabalha sem viés ideológico, ou vamos estar fora também. Não precisamos de ninguém de lá de fora para dar palpite na saúde aqui dentro”, disse Bolsonaro a jornalistas na portaria do Palácio da Alvorada, na noite desta sexta-feira (5).

O presidente fez referência à controvérsia causada pelas pesquisas que a OMS conduzia sobre a hidroxicloroquina no tratamento do novo coronavírus. “Para que serve essa OMS? A OMS recomendou há poucos dias não prosseguir mais com os estudos sobre a hidroxicloroquina, e agora voltou atrás. É só tirar a grana deles que eles começam pensar de maneira diferente”, disse Bolsonaro.

A OMS retomou esta semana os estudos com o medicamento, após aplicar uma suspensão dos testes por 10 dias, depois da revisão de um estudo publicado pela revista médico-científica The Lancet.

A Organização Mundial da Saúde é uma agência internacional especializada em saúde, fundada em 7 de abril de 1948 e subordinada à Organização das Nações Unidas (ONU). Sua sede é em Genebra, na Suíça. A OMS é composta por 194 Estados-Membros e dois membros associados. No caso do Brasil, para aderir à organização, o país ratificou internamente um tratado internacional de criação da agência. Uma eventual saída desse tratado teria que passar pelo Congresso Nacional.

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Divulgação de balanço

Durante a entrevista, o presidente Jair Bolsonaro também comentou a mudança de horário na divulgação do balanço das infecções e mortes por covid-19, atualizado diariamente pelo Ministério da Saúde. Desde a última quarta-feira (3), a pasta só envia os dados consolidados do dia por volta das 22h. Antes, esse balanço era enviado por volta das 19h.

“É para pegar os resultados mais consolidados e tem que divulgar os mortos do dia. Ontem, os mortos eram de dias anteriores. Se quiser, faz um consolidado para trás, mas tem que mostrar os mortos do dia”, disse Bolsonaro, sobre a metodologia de divulgação adotada pelo Ministério da Saúde.

Em comunicado à imprensa, o ministério informou que os números de casos de covid-19 e de mortes causadas pela doença são repassados à pasta pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde. O ministério acrescenta que analisa e consolida os dados e que em alguns casos “há necessidade de checagem junto aos gestores locais”. “Desta forma, o Ministério da Saúde tem buscado ajustar a divulgação dos dados, que são publicados diariamente na plataforma covid.saude.gov.br“, destaca o texto.

Edição: Juliana Andrade

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