Saúde

Doações de órgãos no Brasil caíram 40% com pandemia

Publicado


source
Doação
Agência Saúde

Campanha de doação de órgãos do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou, nesta quinta-feira (24), o balanço sobre a a doação de órgãos, tecidos e células e transplantas realizados no país no primeiro semestre de 2020. O documendo chamou atenção para o impacto da pandemia e a carência de doações durante o período de distanciamento social.

Para incentivar as doações, a pasta lançou a campanha nacional de incentivo à doação, que traz o slogan “Doe órgãos.A vida precisa continuar”. “O Ministério da Saúde, junto aos estados e municípios, está empenhado em encontrar soluções para superar os obstáculos impostos ao programa de transplante na pandemia. A retomada dos procedimentos será subsidiada por protocolos rigorosos para garantir a segurança de todos”, disse o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, à Agência Saúde.

Entre janeiro a julho de 2019 foram realizados 15.827 transplantes. No mesmo período em 2020, o número de procedimentos foi de 9.952. Alguns centros de transplantes, no entanto, conseguiram manter suas unidades ativas e livres da Covid-19 e hospitais de grande porte de transplantes, como o Hospital do Rim, em São Paulo, receberam pacientes de centros menores para realização do procedimento com maior segurança.

Veja Mais:  Algumas vacinas mostram bons níveis de imunização em testes, diz OMS

No país, até 31 de julho, existiam 46.181 pacientes aguardando por transplante. Os transplantes de medula óssea, pelo alto impacto imunológico, tiveram redução em 25,82%, passando de 2.130 em 2019 para 1.580, em 2020. Os transplantes de coração caíram 25,10%, passando de 231, em 2019, para 173 neste ano, impactado pela dificuldade de logística, redução no número de doadores e estrutura de UTI livre de Covid-19.

Fonte: IG SAÚDE

Saúde

Sem apresentar dados, ministro diz que vermífugo ajuda no tratamento da Covid-19

Publicado


source
Marcos Pontes diz que medicamento é eficaz
Foto: Alan Santos/PR

Marcos Pontes diz que medicamento é eficaz

O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, disse nesta segunda-feira (19) que o vermífugo nitazoxanida apresentou resultados positivos no tratamento precoce de pacientes com Covid-19 dentro de uma pesquisa coordenada pela pasta.

O anúncio do ministro ocorreu em uma cerimônia para anunciar a conclusão de um estudo de reposicionamento do  antiparasitário no tratamento da Covid-19.

Sem dar detalhes dos resultados ou apresentar a íntegra do estudo, o governo informou que os testes clínicos com voluntários já mostrou que o medicamento reduziu a carga viral quando foi tomado em até 3 dias depois do início dos sintomas.

Em outros países, a nitazoxanida já foi estudada e descartada. No Brasil, porém, o ministério manteve as pesquisas por quatro meses em 16 cidades brasileiras. O resultado final deve ser publicado em uma revista científica, segundo o governo.

A nitazoxanida é um medicamento utilizado no país pelos nomes comerciais Azox e Annita e faz parte do grupo dos antiparasitários e vermífugos. Com a pandemia, a droga passou a ser vendida apenas com prescrição médica em abril deste ano. Entretanto, uma decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de 1º de setembro retirou a exigência de retenção da receita.

Veja Mais:  Algumas vacinas mostram bons níveis de imunização em testes, diz OMS

“Nós temos agora um medicamento comprovado cientificamente que é capaz de reduzir a carga viral. Com essa redução da carga viral, significa que reduz o contágio. As pessoas que tomam o medicamento assim que fazem o teste diagnóstico e descobrem que estão com covid, toma o medicamento nos primeiros dias, essa pessoa contamina menos outras pessoas. E mais, diminui a probabilidade de essa pessoa aumentar os sintomas, ir para o hospital e falecer”, afirmou Pontes.

Na bula, onitazoxanida é recomendado para o tratamento de gastroenterites virais causadas por rotavírus e norovírus, helmintíases, amebíase, gardíase, isosporíase, balantidíase, blastocistos, criptosporidíase e outras infecções por vermes.

Fonte: IG SAÚDE

Continue lendo

Saúde

Brasil mantém tendência de queda de óbitos; média móvel é de 498 mortos por dia

Publicado


source
O ranking de número de mortes segue liderado pelo estado de São Paulo, que tem 38.035 óbitos causados pela Covid-19
Foto: Pixabay

O ranking de número de mortes segue liderado pelo estado de São Paulo, que tem 38.035 óbitos causados pela Covid-19

Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou mais 271 mortes causadas pelo novo coronavírus  (Sars-CoV-2), fazendo o total subir para 154.176. Já o número de contaminações chegou aos 5.250.727 milhões. Desse total, 15.383 infectados só de ontem para hoje.

De acordo com Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), a média móvel de mortes, calculada com base nos números de mortos dos últimos sete dias, é de 498. Já a média móvel de casos é de 21.046.

A contagem de casos realizada pelas Secretarias Estaduais de Saúde inclui pessoas sintomáticas ou assintomáticas; ou seja, neste último caso são pessoas que foram ou estão infectadas, mas não apresentaram sintomas da doença.

O ranking de número de mortes segue liderado pelo estado de São Paulo, que tem 38.035 óbitos causados pela Covid-19. O Rio de Janeiro continua em segundo lugar, com 19.770 mortes, seguido por Ceará (9.211), Pernambuco (8.490) e Minas Gerais (8.453).

Os estados que registram maior número de casos são: São Paulo (1.064.039), Minas Gerais (336.648), Bahia (336.232), Rio de Janeiro (291.413) e o Ceará (265.583).

Veja Mais:  Sem apresentar dados, ministro diz que vermífugo ajuda no tratamento da Covid-19

Desde o início de junho, o Conass divulga os números da pandemia da Covid-19 por conta de uma confusão com os dados do Ministério da Saúde. As informações dos secretários de saúde servem como base para a tabela oficial do governo, mas são publicadas cerca de uma hora antes.

Mais de 40 milhões pessoas foram infectadas  em todo o mundo. Do total de doentes, mais de 1 milhão morreram, segundo a Universidade Johns Hopkins.

O Brasil segue como o terceiro país do mundo em número de casos de Covid-19 e o segundo em mortes, atrás apenas dos Estados Unidos.

Fonte: IG SAÚDE

Continue lendo

Saúde

29 de outubro – Dia Mundial do AVC Mitos e verdades sobre a reabilitação pós-AVC

Publicado

Cada dia conta e é essencial para garantir a boa recuperação após um derrame; mais da metade dos sobreviventes de um acidente vascular cerebral fica com sequelas¹
O acidente vascular cerebral, popularmente conhecido como AVC, é a segunda causa de morte do mundo e, de acordo com a World Stroke Organization, são registrados por ano cerca de 13 milhões de novos casos de AVC no mundo.² Somente no Brasil, ocorrem mais de 400 mil casos por ano e 100 mil óbitos, segundo o Ministério da Saúde.³
Entretanto, apesar da letalidade da doença, é necessário prestarmos atenção também na grande parcela de pessoas que sobrevive ao episódio, conscientizando e informando sobre os vários recursos disponíveis para auxiliar esses pacientes no pós-AVC.

Estudos apontam que complicações motoras podem aparecer em 50% a 83% dos casos pós-AVC, problemas cognitivos em cerca de metades dos pacientes e distúrbios psicológicos em cerca de 20% deles.¹ “Mas, a boa notícia é que a medicina evoluiu e há uma série de recursos na área da fisiatria, neurologia, fisioterapia e fonoaudiologia que auxiliam o paciente na retomada de sua vida, lhe dando independência novamente e qualidade de vida”, informa a médica Regina Chueire, fisiatra e Professora Adjunta da Faculdade de Medicina de São José de Rio Preto-Autarquia Estadual.

Para desvendar alguns mitos e verdades que permeiam o assunto, a médica elencou alguns temas que precisam ser desmistificados.

Não é possível se recuperar das sequelas de um AVC?
Mito: Após um AVC, algumas pessoas podem apresentar limitações em consequência do evento e a recuperação é diferente em cada caso. Entretanto, o tratamento médico imediato, associado à reabilitação adequada, pode minimizar as incapacidades, evitar as sequelas mais graves e proporcionar ao indivíduo o retorno mais breve possível às suas atividades diárias.4

Veja Mais:  Sem apresentar dados, ministro diz que vermífugo ajuda no tratamento da Covid-19

O tratamento pós-AVC é interdisciplinar e multiprofissional?
Verdade: A avaliação funcional é a base do tratamento das sequelas do AVC, mas no geral o tratamento é interdisciplinar e multiprofissional para trazer qualidade de vida para o paciente. O acompanhamento feito por fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, neurologistas, fisiatras, e outros tipos de terapias como arteterapia ou musicoterapia, são medidas benéficas para os pacientes.5 “O programa de reabilitação deve conter objetivos gerais e específicos, traçados juntamente com o paciente e seus familiares. O número de sessões e o tempo vão ser estipulados em conjunto, tudo visando melhorar o bem estar e atingir ao máximo as expetativas do paciente”, explica a Dra. Regina.

É preciso esperar dias para iniciar a reabilitação pós-AVC?
Mito: A reabilitação do paciente que sofreu um AVC se inicia ainda no hospital com o objetivo de prevenir retenção e acúmulo de secreções, escaras e contraturas articulares. Além disso, também são feitos exercícios respiratórios e outros ativos com o paciente sentado ou em pé. A fisioterapia também é necessária para manter ou ganhar amplitude de movimento, contraturas e deformidades e prevenir dores articulares.6 A fisioterapia feita ainda dentro do hospital é extremamente necessária, mas o paciente pós-AVC não deve deixar sua reabilitação de lado uma vez que recebe alta hospitalar. “Um dos pontos mais importantes na reabilitação pós-AVC é a avaliação completa de seu quadro e reavaliações periódicas para que se possa verificar efeitos do tratamento e evolução neuromotora conforme o tempo for passando” explica a médica.

Pacientes pós-AVC sofrem de espasticidade?
Verdade. A espasticidade é um distúrbio motor caracterizado pelo aumento do tônus muscular, provocando rigidez e dificuldade de movimentar a região afetada, além da dor. É semelhante à cãibra, com a diferença de ser constante. A espasticidade é comum em crianças com paralisia cerebral e em adultos após traumatismo cranioencefálico e AVC.7 “A espasticidade está associada diretamente com a redução da capacidade funcional, limitação da amplitude do movimento articular, desencadeamento de dor e prejuízo nas tarefas diárias básicas como alimentação, locomoção, transferência e cuidados pessoais”, acrescenta a médica.
O manejo da espasticidade é multifatorial e pode requerer tratamento medicamentoso com toxina botulínica A, além de não medicamentoso com manobras de manutenção da amplitude do movimento articular, treinos e órteses de posicionamento e até mesmo cirurgias.7

Veja Mais:  29 de outubro - Dia Mundial do AVC Mitos e verdades sobre a reabilitação pós-AVC

A toxina botulínica A utilizada no tratamento da espasticidade é a mesma usada em procedimentos estéticos?
Verdade. Não existe diferença na composição da toxina botulínica A usada para procedimentos estéticos e para o tratamento da espasticidade, o que muda realmente é a finalidade do procedimento. Enquanto na dermatologia o medicamento é utilizado para amenizar linhas de expressão e rugas profundas, na reabilitação pós-AVC a aplicação da toxina botulínica A no músculo atingido pode melhorar a capacidade funcional de locomoção, transferência e atividades de vida diária, prevenir contratura e deformidades, diminuir a dor e a frequência e severidade dos espasmos.7,8

Mudanças de humor são comuns em pacientes em reabilitação?
Verdade: Cerca de um terço das pessoas que sofreram um AVC apresentam alterações de humor como depressão e ansiedade.9 Por isso, é importante ficar atento às mudanças que podem vir durante a reabilitação de um AVC e buscar ajuda profissional de psicólogos e psiquiatras.
Com esse cenário apresentado, fica fácil entender o motivo da reabilitação ser tão importante na vida pós-AVC. Muito além de necessitar de atendimento rápido após os primeiros sinais de que o acidente vascular cerebral está acontecendo, é necessário também entender como funcionará a reabilitação após a alta hospitalar para que o paciente consiga aumentar sua qualidade de vida e recuperar sua autonomia. Cada caso deve ser analisado junto ao médico especialista e seguido rigorosamente para a os melhores resultados.

Veja Mais:  Fundo investidor quer que vacina russa seja produzida em dezembro no Brasil

Referencias
1. Toward an epidemiology of post stroke spasticity, Neurology, Jörg Wissel, MD, FRCP, Aubrey Manack, PhD and Michael Brainin, MD, 2013.
2. Organização Pan-Americana de Saúde. 10 principais causas de morte no mundo. Organização Pan-Americana de Saúde. Disponível em [http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5638:10-principais-causas-de-morte-no-mundo&Itemid=0].
3. Ministério da Saúde. Diretrizes de atenção à Reabilitação da Pessoa com Acidente Vascular Cerebral. Disponível em [http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_reabilitacao_acidente_vascular_cerebral.pdf]
4. Rede Reab AVC. Disponível em [http://www.reabavc.com.br/reabilitacao/reabilitacao-pos-avc-e-terapia-ocupacional]
5. Piassaroli CAP et al. Modelo de Reabilitação Fisioterápica em Pacientes Adultos com Sequelas de AVC Isquêmico. Revista Neurociências 2012 Volume 20. 128-137. Disponível em [http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2012/RN2001/revisao%2020%2001/634%20revisao.pdf]
6. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Espasticidade. Disponível em [http://www.saude.gov.br/images/pdf/2014/abril/02/pcdt-espasticidade-livro-2009.pdf]
7. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Disponível em [http://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/procedimentos/toxina-botulinica-tipo-a/13/]
8. Hacket ML et al. Neuropsychiatric outcomes of stroke. Lancet Neurology 2014 Volume 13, No. 5, p525-534

Sobre a Ipsen na América Latina e no Brasil
Na América Latina, a Ipsen tem presença direta, com filiais no Brasil e no México e está presente através de parceiros comerciais em outros países, como Colômbia, Argentina, Venezuela, Chile e Peru. No Brasil, na área terapêutica da neurociência a Ipsen consolidou sua posição de liderança com o Dysport® no mercado público e vem crescendo fortemente sua participação de mercado no segmento privado.

Continue lendo

CAMPANHA COVID-19 ALMT

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana