Saúde

Estamos vivendo uma 4ª onda de covid-19? Especialistas opinam

Publicado

source
Teste positivo para a covid-19
Pixabay

Teste positivo para a covid-19

Diante do aumento de casos de covid-19 em todo o país, a população teme a entrada em uma nova onda de contágios. Desde o início da pandemia, o Brasil passou por três grandes picos de contaminação – no início, ainda em 2020; em 2021, com a chegada da variante delta, e no início de 2022, quando a ômicron fez os índices explodirem novamente.

Os especialistas entram em consenso quando a questão é apontar os principais motivos pelo aumento de casos: o abandono das medidas sanitárias. São poucas as regiões que ainda exigem o uso da máscara, e aglomerações voltaram a ser permitidas, como shows, festas e jogos de futebol. Jaime Rocha, infectologista e professor da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), diz, no entanto, que precisaremos esperar um pouco mais para determinar qual é o real cenário que vivemos.

“A verdade é que a gente só consegue avaliar ondas depois de um período passado, verificando mesmo se houve redução e aumento. A impressão que se tem é de um grande aumento no número de casos leves ou moderados, e acredita-se que isso seja uma combinação do número de pessoas vacinadas e variantes. Não sabemos o quanto se deve à uma coisa ou outra, mas com certeza absoluta, as vacinas foram um grande transformador desse cenário”, afirma.

Veja Mais:  Coronavírus: Brasil fecha o domingo com 25 mortes e 1.546 casos confirmados

“Não vimos até o momento a explosão de casos internados, (casos) graves ou na UTI. Claro que, apesar de aumentar o número de casos leves, mesmo que uma proporção menor fique leve, vamos ter aumento de casos graves. Isso já começa a acontecer em algumas regiões”, completa.

Igor Thiago, médico da Sociedade Brasileira de Infectologia do Rio Grande do Norte, lembra que o outono e inverno são estações do ano que facilitam o aumento das infecções respiratórias, sejam elas por covid-19 ou não.

“Vivemos uma variação sazonal das viroses respiratórias que acontecem sempre nessa época do ano, de maio até julho, época mais fria. Aumenta o número de casos de influenza, assim como o de covid-19, que ainda circula na comunidade. Está pegando, obviamente, não vacinados. Vacinados estão com quadros leves. Algumas, com comorbidades apresentam quadros mais graves, que precisam se internar, mas felizmente a mortalidade continua bem baixa, além do que a gente poderia esperar”, comenta.

Em meio à possibilidade de contaminação por mais de um vírus, Rocha aponta a testagem como arma principal da população nesse momento, principalmente em um momento em que é possível receber o resultado sem sair de casa.

Veja Mais:  CÂNCER DE OVÁRIO: Saiba mais sobre a doença que vitimou a atriz Eva Wilma

“As pessoas abandonaram máscaras, cuidados em geral, e mais do que isso, como se tratam de sintomas mais leves, muitas vezes não estão testando, e sem testar, não se isolam, contaminando várias pessoas, e esse circuito se perpetua. É cedo para sasber o que vem pela frente. A certeza é que devemos insistir na vacinação, e se a pessoa estiver qualquer sinal de sintoma respiratório, deve ser testada. Há vários outros vírus que circulam no inverno, e não há como separar um do outro sem o teste.”

O sanitarista Gilberto martin Berguio não acredita que seja possível, muito por conta das vacinas, que cenas como as dos últimos dois anos sejam revividas. Por outro lado, opina que a pandemia ainda está longe do fim, embora a vacina seja uma barreira importante nessa luta.

“Não vamos viver, acredito eu, momentos como os que vivemos no pico da pandemia, porque temos uma grande parcela da população vacinada, e essa é a grande barreira para que o vírus não tenha circulação tão intensa quanto da última vez. Porém, a gente tem ainda parcela importante da população que não está vacinada, e é ela que vai permitir que o vírus circule com menor intensidade”, afirma.

“Aquelas pessoas não vacinadas têm campo maior de progressão da evolução do vírus. A preocupação que fica no ar, é que na medida que o vírus circula, ele encontra onde se proliferar à vontade, e cada vez que você tem uma reprodução viral, há o risco de uma nova variante. A grande preocupação é o surgimento de uma variante mais agressiva do que a que temos circulando no momento.”

Veja Mais:  Mais Médicos abre inscrições para 2,4 mil vagas remanescentes

O especialista vê o momento atual como um “ponto de inflexão”, e pede cuidado por parte da população.

“Entendo que a gente vive uma espécie de ponto de inflexão. A pandemia está em um processo de diminuição, que não significa um processo de encerramento ou finalização. Não acabou e infelizmente acho que está longe de terminar”, diz.

“O momento é de preocupação. É como se estivessemos em um caminho de neblina. Houve uma diminuição, mas ela está lá na frente, e a gente não sabe se é uma descida que vai nos levar a uma planície, ou uma subida para um precipício. As pessoas precisam se cuidar, principalmente completando sua cobertura vacinal. Dessa forma a gente se prepara, pelo menos, para que em na persistência da pandemia, ela seja o menos trágico e agressivo possível.”

Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook

Saúde

Vacinação contra a gripe é ampliada a partir deste sábado no país

Publicado

source
Reforço para a imunização ocorre pelo SUS (Sistema Único de Saúde)
Rovena Rosa/Agência Brasil – 19.01.2022

Reforço para a imunização ocorre pelo SUS (Sistema Único de Saúde)

A campanha contra a gripe será ampliada a partir deste sábado (25) para a população a partir de 6 meses de idade, em todo o país, enquanto durarem os estoques da vacina. A mobilização busca prevenir complicações decorrentes da doença e diminuir óbitos e pressão sobre o sistema de saúde.

Quem faz parte do público-alvo e ainda não se imunizou, também poderá se vacinar. Para receber a vacina da gripe, basta ir a qualquer posto de vacinação. O Sistema Único de Saúde (SUS) tem cerca de 38 mil salas de vacinas espalhadas por todo país e o Ministério da Saúde já distribuiu 80 milhões de doses da vacina contra a gripe para estados e Distrito Federal.

Até o momento, a mobilização contra a doença atingiu 53,5% de cobertura vacinal. “Os pressupostos para o sucesso das campanhas de vacinação são absolutamente atendidos no nosso país. Temos vacinas, temos uma capacidade sem precedentes de aplicação, graças aos vacinadores que estão nas salas de vacinação do Brasil .

Ano passado, tivemos casos em várias regiões do País por conta da cepa H3N2 . A vacina deste ano já protege contra essa cepa e as passadas. Precisamos combater essas doenças”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Ele fez um apelo à população para que à população para que ajude a aumentar os índices de imunização contra a doença no Brasil. Veja os grupos preferenciais, a seguir.

Veja Mais:  Farmacêuticos alertam os jovens para uso do narguilé

Idosos acima de 60 anos; Trabalhadores da saúde; Crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias); Gestantes e puérperas; Povos indígenas; Professores; Pessoas com comorbidades; Pessoas com deficiência permanente; Forças de segurança e salvamento e Forças Armadas; Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso; Trabalhadores portuários; Funcionários do sistema prisional; Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas; População privada de liberdade.

Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook
Continue lendo

Saúde

Brasil tem 17 casos confirmados de varíola dos macacos

Publicado

source
Brasil tem 17 casos confirmados de varíola dos macacos
Reprodução / CNN Brasil – 17.06.2022

Brasil tem 17 casos confirmados de varíola dos macacos

O Brasil registra, no momento, um total de 17 casos confirmados para a varíola dos macacos – monkeypox –, sendo 11 em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul e quatro no Rio de Janeiro. Outros dez casos seguem em investigação. Do total de caso, cinco seriam autóctones, o que significa que houve transmissão local da doença. Dois deles no Rio de Janeiro e três em São Paulo.

Nesta sexta-feira (24), a pasta foi notificada de três novos casos da doença no país, sendo dois no estado do Rio de Janeiro e outro no estado de São Paulo, confirmados pelos laboratórios da Fiocruz-RJ e Adolf Lutz em São Paulo. Os dois casos do Rio de Janeiro já tinham sido confirmados pela prefeitura na noite de quinta-feira (23).

Em São Paulo, trata-se de um caso importado, com histórico de viagem para a Europa. O paciente é do sexo masculino, 29 anos, residente na capital paulista. Segundo informações do MS, os casos apresentam quadro clínico estável, sem complicações e estão sendo monitorados pelas Secretarias de Saúde dos estados e municípios.

São Paulo

Nesta quinta (23), o Ministério da Saúde foi notificado de três casos autóctones confirmados para a varíola dos macacos no estado de São Paulo, segundo divulgou a pasta. São três pacientes do sexo masculino, residentes na capital paulista, com idade entre 24 e 37 anos, sem histórico de viagem para países com casos confirmados.

Veja Mais:  Auxílio psicológico a pacientes com câncer de mama

De acordo com o MS, os casos ainda estão em investigação para a busca de vínculos de transmissão. Eles estão isolados, com quadro clínico estável, sem complicações e sendo monitorados pelas Secretarias de Saúde do Estado e do município.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo. Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook
Continue lendo

Saúde

Programa busca inserir pediatras e ginecologistas em todas as UBSs

Publicado

source

Um dos aspectos mais importantes da atuação do SUS (Sistema Único de Saúde) é o amparo à saúde da família, por meio de investimento para melhoria e qualificação do contínuo atendimento das equipes de saúde nas Unidades Básicas de Saúde em seu compromisso de assistência aos brasileiros. O Cuida Mais Brasil , programa lançado pelo governo federal no começo deste ano, se insere neste contexto, de ampliar o cuidado da mulher, gestante e criança na Atenção Primária à Saúde (APS).

Programa busca inserir pediatras e ginecologistas em todas as UBSs do País
Pexels

Programa busca inserir pediatras e ginecologistas em todas as UBSs do País

Esse primeiro ano do programa prevê o repasse de R$ 194 milhões para os municípios inserirema contratação de médicos pediatras e ginecologistas-obstetras para nas unidades básicas de Saúde (UBS) para atuarem em conjunto com as equipes de saúde da atenção primária nas unidades básicas de Saúde (UBS) de todo o Brasil. A ideia do Ministério da Saúde é que haja médicos dessa especialidade em todas as UBSs do Paísna porta de entrada do SUS.

Não há necessidade de solicitação de adesão por parte dos municípios e do Distrito Federal, o programa oferecerá apoio técnico aos municípios com vistas ao aumento da resolubilidade da Atenção Primária, bem como qualificar os processos processos de trabalho que contribuem para a integralidade do cuidado no âmbito do APS.

Veja Mais:  Coronavírus: Brasil fecha o domingo com 25 mortes e 1.546 casos confirmados

Ao todo, serão sete parcelas mensais transferidas na modalidade fundo a fundo, ou seja, o incentivo financeiro sai da esfera federal e vai direto para as esferas municipal e do Distrito Federal. Nesses moldes, o valor mínimo é de R$ R$ 108.684,32, enquanto o máximo é de até R$ 489.314,42.

Para o cálculo do valor destinado a cada Região de Saúde, são levados em consideração o quantitativo populacional estimado pelo IBGE para 2021, o perfil geográfico predominante e a proporção de pediatras e ginecologistas-obstetras registrados no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES). Os estados e municípios, por meio da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que tem a representação das duas esferas administrativas, vão sinalizar ao Ministério da Saúde por meio de resoluções quais serão os municípios dessas regiões que vão receber o repasse e os valores para cada.

Reforço necessário

De acordo com o Ministério da Saúde, até o início do ano 5,7 mil pediatras e 5,3 mil ginecologistas-obstetras estão vinculados diretamente a 1.311 e 1.364 equipes, respectivamente, sem incentivo financeiro federal. O Cuida Mais Brasil vai incentivar a inclusão e fixação desses profissionais na Atenção Primária, qualificando os atendimentos nas UBS. Com o programa, o número de equipes com médico pediatra pode chegar a mais de 8 mil e 7 mil com ginecologistas-obstetras em todo país.

O programa busca fortalecer o cuidado materno-infantil e a atuação rotineira dos médicos pediatras e ginecologistas-obstetras é fundamental para que isso aconteça.

Veja Mais:  Mais Médicos abre inscrições para 2,4 mil vagas remanescentes

O Cuida Mais Brasil surge na esteira de outras ações do governo federal, como é o caso do Previne Brasil, um modelo de estruturação de financiamento focado em aumenta o acesso das pessoas aos serviços da atenção primária, que promoveu um salto de 20% na média na nota média de desempenho dos municípios em apenas oito meses.

Essa é a expectativa do Ministério da Saúde. Que o Cuide Mais Brasil , cujo objetivo é assegurar mais e melhor assistência a mulheres, gestantes e crianças em todo o Brasil por meio do SUS, apresente resultados alinhados ao contemplados pelo Previne Brasil.

Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook
Continue lendo

ALMT – Campanha Fake News II

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana