Saúde

Estudo reforça indícios de que pobres e indígenas são mais vulneráveis à covid-19

Publicado


source

BBC News Brasil

undefined
Reprodução: BBC News Brasil

Em tenda de atendimento, homem indígena de costas é atendido, do outro lado da mesa, por profissional de saúde todo coberto por jaleco e face shield
REUTERS/Adriano Machado
Homem do povo yanomami é atendido em Alto Alegre, Roraima

Um estudo inédito a nível nacional, onde o percentual de pessoas que já tiveram covid-19 foi calculado após exames sorológicos (que detectam anticorpos contra a doença no sangue), reforçou com resultados publicados nesta quarta-feira (23/9) o que pesquisas anteriores vêm apontando: a maior vulnerabilidade de indígenas e pobres à doença.

O artigo, assinado por pesquisadores de várias universidades brasileiras e publicado no periódico The Lancet Global Health, revela que a prevalência da covid-19 (indivíduos já infectados em algum momento) entre os indígenas é de 6,4% — mais de quatro vezes maior do que em pessoas brancas (1,4%).

Segundo a equipe, liderada pelo professor da Universidade Federal de Pelotas Cesar Victora, a maior prevalência entre os indígenas pode ser explicada por um conjunto de fatores que afetam esta população não só no atual contexto de pandemia, como alta densidade de pessoas vivendo em um mesmo ambiente, pobreza e dificuldades de acesso à saúde.

“Nosso resultado mais notável foi a concentração da alta prevalência em 11 cidades ao longo do rio Amazonas, com níveis que estão entre os mais altos já relatados em estudos populacionais. A descoberta desta alta prevalência em uma região tropical contradiz o senso comum de que continentes como a África podem estar mais protegidos contra a covid-19 por causa da altas temperaturas”, dizem os autores.

Veja Mais:  Anvisa recebe primeiros documentos da vacina russa Sputnik V contra a Covid-19

Com dados de todos os Estados, os autores concluíram também que o Norte e Nordeste do país tiveram uma escalada particularmente rápida de infecções. Em pesquisa sorológica de junho, das 34 cidades com prevalência da doença maior do que 2%, 11 estavam no Norte; 14 no Nordeste; e três no Sudeste — o Rio de Janeiro se destaca, com 7,5%.

A pesquisa também constatou que, na parcela 20% mais pobre da população, a prevalência foi de 3,7%, mais do que o dobro do 1,7% encontrado entre os 20% mais ricos.

Como foi o estudo

Praia lotada no Rio de Janeiro durante pandemia

EPA
Praia lotada no Rio de Janeiro durante pandemia; cidade teve uma prevalência alta da doença: 7,5%

Foram feitas pesquisas em domicílio com 25 mil participantes em maio; e 32 mil em junho. Eles escolheram aleatoriamente casas e pessoas para serem testadas para covid-19 em exames sorológicos — que mostram que uma pessoa já teve a infecção em alguma ocasião, mas não no momento do teste.

A concentração de casos em 11 cidades ao longo do rio Amazonas que chamou a atenção da equipe foi constatada na primeira pesquisa, incluindo as capitais Belém, Manaus e Macapá.

Entre as duas pesquisas, de maio a junho, o estudo constatou, a nível nacional, uma prevalência aumentada da covid-19 na parcela de pessoas com 20 a 59 anos; e também entre aqueles vivendo em casas com muitas pessoas — em geral, quanto mais pessoas morando em uma casa, maior a prevalência, chegando a 4,4% em domicílios com seis ou mais pessoas.

Veja Mais:  Anvisa reforça que pesquisas com vacina russa no Brasil não estão autorizadas

“O Brasil se tornou um foco global na pandemia de covid-19 em termos de casos relatados e mortes”, explicou em comunicado à imprensa Victora, da Universidade Federal de Pelotas.

“Os estudos de soroprevalência existentes no Brasil têm se concentrado nas partes mais desenvolvidas do país, representadas pelas regiões Sul e Sudeste. Portanto, é vital que tenhamos dados mais precisos sobre a situação nacional.”

Os autores também criticam a gestão política da crise sanitária no país, mencionando a deficiência em testagens e rastreamento de doentes; a saída de dois ministros da Saúde; e a postura do presidente Jair Bolsonaro de valorizar o uso da hidroxicloroquina e de desconsiderar a importância do distanciamento social — duas posições que vão de encontro a recomendações baseadas em evidências científicas.


Mais sobre o coronavírus

BBC
Banner

BBC

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube ? Inscreva-se no nosso canal!

Fonte: IG SAÚDE

Saúde

Com média de mortes em queda, Brasil chega a 5,5 milhões de casos de Covid-19

Publicado


source
Mais de 45 milhões pessoas foram infectadas em todo o mundo
Foto: Reprodução/Olhar Digital

Mais de 45 milhões pessoas foram infectadas em todo o mundo

Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou mais 508 mortes causadas pelo novo coronavírus  (Sars-CoV-2), fazendo o total subir para 159.477. Já o número de contaminações chegou aos 5.516.658 milhões. Desse total, 22.282 infectados só de ontem para hoje.

A média móvel de óbitos por Covid-19 continua em queda, com 430 mortes, menor patamar desde o dia 6 de maio, de acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). 

A contagem de casos realizada pelas Secretarias Estaduais de Saúde inclui pessoas sintomáticas ou assintomáticas; ou seja, neste último caso são pessoas que foram ou estão infectadas, mas não apresentaram sintomas da doença.

O ranking de número de mortes segue liderado pelo estado de São Paulo, que tem 39.255 óbitos causados pela Covid-19. O Rio de Janeiro continua em segundo lugar, com 20.565 mortes, seguido por Ceará (9.337), Minas Gerais (8.962), Pernambuco (8.609).

Os estados que registram maior número de casos são: São Paulo (1.113.788), Minas Gerais (357.347), Bahia (352.700), Rio de Janeiro (309.496) e o Ceará (273.552).

Veja Mais:  Com média de mortes em queda, Brasil chega a 5,5 milhões de casos de Covid-19

Desde o início de junho, o Conass divulga os números da  pandemia da Covid-19 por conta de uma confusão com os dados do Ministério da Saúde. As informações dos secretários de saúde servem como base para a tabela oficial do governo, mas são publicadas cerca de uma hora antes.

Mais de 45 milhões pessoas foram infectadas em todo o mundo. Do total de doentes, mais de 1,1 milhão morreram, segundo a Universidade Johns Hopkins. O Brasil segue como o terceiro país do mundo em número de casos de Covid-19 e o segundo em mortes, atrás apenas dos Estados Unidos.

Fonte: IG SAÚDE

Continue lendo

Saúde

Fiocruz aponta aumento de casos de SRAG em dez capitais do Brasil

Publicado


source
Quase 98% dos casos de SRAG no país neste ano foram causados pelo novo coronavírus
Foto: Reprodução/Twitter

Quase 98% dos casos de SRAG no país neste ano foram causados pelo novo coronavírus

Dados do sistema de monitoramento da Fiocruz (InfoGripe) apontam que dez capitais brasileiras estão com tendência de alta nos casos de  Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A análise é referente ao período de 18 a 24 de outubro e foi divulgada nesta sexta-feira (30).

Relatório mostra que Aracaju, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa, Macapá, Maceió e Salvador apresentam sinal forte de crescimento a longo prazo (seis semanas). Em Belém, São Luís e São Paulo, o sinal de crescimento é moderado a longo prazo.

SRAG é uma doença respiratória grave que exige internação e é causada por um vírus, seja ele o novo coronavírus, o influenza ou outro. Entretanto, segundo a Fiocruz, quase 98% dos casos no país atualmente têm o novo coronavírus (Sars-CoV-2) como causa.

No recorte geográfico dos casos de SRAG, todas as regiões brasileiras se encontram na zona de risco e com ocorrência de casos muito alta.

Aracaju, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa, Macapá, Maceió e Salvador têm probabilidade maior que 95% de alta a longo prazo. Já São Paulo, Belém e São Luís têm probabilidade maior que 75% de alta a longo prazo.

Veja Mais:  Rússia anuncia pedido de registro de vacina à Anvisa

Curitiba, Campo Grande, Goiânia, Cuiabá, Distrito Federal, Vitória e Palmas têm probabilidade de queda maior que 75% a longo prazo. Rio Branco, Manaus, Boa Vista, Porto Velho, Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Teresina, Recife e Natal registraram estabilidade/oscilação.

Fonte: Fiocruz

Fonte: IG SAÚDE

Continue lendo

Saúde

Bélgica anuncia lockdown durante novembro para conter segunda onda da Covid-19

Publicado


source
Na terça-feira (20), o país bateu recorde de infectados: mais de 18 mil, quase 10 vezes o valor do pico da primeira onda da pandemia
Foto: Pixabay

Na terça-feira (20), o país bateu recorde de infectados: mais de 18 mil, quase 10 vezes o valor do pico da primeira onda da pandemia

O governo da Bélgica anunciou hoje (30) um lockdown para conter a segunda onda da pandemia da Covid-19, segundo a agência RTBF. A medida passa a valer a partir do dia 2 de novembro e se estenderá até o dia 13. A nova medida de isolamento foi anunciada pelo porta-voz do Ministério da Saúde do país, Yves Van Laethems.

Na terça-feira (20), o país bateu recorde de infectados ao registrar mais de 18 mil casos, quase 10 vezes o valor do pico da primeira onda da pandemia.

De acordo com Laethems, os hospitais no país estão à beira de um colapso.
Durante o lockdown, estão proibidos quaisquer eventos que tenham refeições compartilhadas. Os funerais poderão ocorrer, porém somente com 15 pessoas.

Desde o sábado (24), todas as instalações esportivas e culturais na região de Bruxelas estão fechadas. Um toque de recolher da meia noite às 5h vigora desde segunda-feira (26).

Em meio ao avanço da segunda onda na Europa, o país vê o número de pacientes em unidades de terapia intensiva dobrar a cada oito dias. “Até o final da semana, devemos ultrapassar a marca de mil pacientes em terapia intensiva”, afirmou Van Laethem. “Se a curva não mudar com o nosso comportamento, devemos atingir 2 mil pacientes em terapia intensiva em duas semanas, nossa capacidade máxima”, acrescentou.

Veja Mais:  Anvisa reforça que pesquisas com vacina russa no Brasil não estão autorizadas
Fonte: IG SAÚDE

Continue lendo

CAMPANHA COVID-19 ALMT

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana