Saúde

EUA: ‘Varíola dos macacos deve ser levada a sério’, alerta autoridade

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Varíola dos macacos
Reprodução: agência brasil – 24/05/2022

Varíola dos macacos

À medida que os casos de varíola dos macacos continuam a aumentar nos Estados Unidos, a principal autoridade de saúde do país, Anthony Fauci, alerta que o surto precisa ser tratado de maneira mais rigorosa.

“Isso é algo que definitivamente precisamos levar a sério. Ainda não sabemos o escopo e o potencial disso, mas temos que agir como se tivesse a capacidade de se espalhar muito mais amplamente do que está se espalhando agora”, disse ontem, à rede de TV americana CNN, Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos e principal conselheiro médico do presidente americano, Joe Biden.

A varíola dos macacos foi detectada na maior parte dos EUA, com exceção de alguns estados, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC). Os estados com mais casos incluem Nova York, Califórnia, Illinois e Flórida. Dados mais recentes mostram que o CDC rastreou pelo menos 1.814 casos prováveis ​​ou confirmados nos EUA, até sexta-feira. Fauci disse a Laura Coates, da CNN, que esses números são “muito provavelmente resultados de subnotificação”.

“Sempre que você tem o surgimento de algo assim, você provavelmente está sempre olhando para o que pode ser – pode ser, não sabemos – a ponta do iceberg, então essa é a razão pela qual temos que testar de uma maneira muito, muito mais vigorosa”, disse Fauci.

As lesões geralmente se concentram nos braços e nas pernas, mas no surto mais recente, elas estão aparecendo com mais frequência na área genital e perianal, o que levantou algumas preocupações de que as lesões da varíola dos macacos possam ser confundidas com doenças sexualmente transmissíveis.

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O vírus se espalha por contato próximo – incluindo contato físico direto com lesões, bem como “secreções respiratórias” compartilhadas por meio de interação face a face. Tocar em objetos que foram contaminados por lesões ou fluidos de varíola também pode arriscar a propagação. E embora a varíola não seja uma DST, tem se espalhado principalmente entre homens que fazem sexo com homens.

No sábado, Fauci disse que mais testes serão feitos com cinco laboratórios de testes comerciais on-line, e ele espera que até 700 mil vacinas sejam distribuídas até o final de julho.

“Porque você quer proteger as pessoas em risco, não apenas as pessoas que podem ter tido uma exposição, mas também as pessoas vulneráveis, pelo fato de estarem em situação de risco, que precisam ser vacinadas”, observou.

Os EUA mais que triplicaram suas doses de vacina contra a varíola desde a semana passada, de acordo com o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA. Mas essa oferta continua aquém do que é necessário para ajudar a controlar a disseminação. A busca pela vacina supera a oferta do país, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

“Ainda não temos todas as vacinas que gostaríamos neste moment”, afirmou Rochelle Walensky, diretora do CDC.

Quando a crise de oferta diminuirá, não se sabe. O governo federal americano disponibilizou outras 131 mil doses para estados e outras jurisdições na sexta-feira. Mas o escopo do surto permanece incerto, em parte porque os testes de diagnóstico têm sido lentos e limitados.

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Mais de 11 mil casos da doença já foram identificados em 65 países, incluindo o Brasil, principalmente em homens que fazem sexo com homens. Nos EUA, quase 1.500 casos foram identificados, e o número deve aumentar nas próximas semanas, disse Walensky.

A varíola dos macacos não é considerada uma infecção sexualmente transmissível, uma vez que são limitadas ainda as evidências de que o agente causador da doença estaria presente no sêmen ou em fluidos vaginais. No entanto, a infecção pode ocorrer no momento da relação sexual, já que a via mais comum de transmissão é o contato direto e prolongado com a pessoa contaminada pelas lesões na pele e vias respiratórias.

Para a epidemiologista e especialista em varicela da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, Anne Rimoin, o mundo está perdendo a luta contra o tempo.

“Nossa janela de oportunidade para controlar a doença está se fechando rapidamente. Provavelmente há muito mais casos por aí do que estamos cientes.”

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos americano encomendou mais 2,5 milhões de doses da vacina, conhecida como Jynneos, na sexta-feira, mas essas doses não devem chegar até o próximo ano. Outras 2,5 milhões de doses encomendadas anteriormente devem começar a chegar no final de 2022, disseram autoridades.

“É como dizer que temos um caminhão-tanque de água chegando na próxima semana, quando o incêndio está acontecendo hoje”, disse Gregg Gonsalves, epidemiologista da Escola de Saúde Pública de Yale.

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A disseminação tem levado países a adotarem medidas para proteger aqueles considerados de “maior risco” para a doença, inclusive por meio da distribuição de vacinas. Embora a OMS não recomende uma campanha de imunização em massa, a organização reconhece os benefícios da vacina para pessoas mais expostas ao vírus.

É o caso do Reino Unido, que desde maio imuniza profissionais da saúde e pessoas que tiveram contato com alguém infectado. Os especialistas explicam que devido ao longo período de incubação do vírus monkeypox – tempo entre a contaminação e o surgimento de sintomas –, que pode chegar a três semanas, a vacina nesse caso é eficaz pois pode atenuar a replicação do patógeno no organismo durante esse período.

No Brasil, nesta semana, o Ministério da Saúde decidiu finalizar a sala de situação criada para monitorar a disseminação da varíola dos macacos no país. A pasta afirma, no entanto, que continuará acompanhando o cenário da doença no Brasil. Até o momento, 228 casos da enfermidade foram registrados, um aumento de 185% na última semana.

Segundo especialistas ouvidos pelo GLOBO, o Brasil não tem doses armazenadas nem produção nacional, caso seja necessária uma estratégia de imunização.

*(Com informações de agências internacionais)

Fonte: IG SAÚDE

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Monkeypox: EUA alertam que crianças têm mais risco para casos graves

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Um dos sintomas da varíola dos macacos
OMS/Divulgação

Um dos sintomas da varíola dos macacos

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) alertam para o risco de quadros mais graves da  varíola dos macacos em pessoas com problemas de pele, como eczema, imunossuprimidas e crianças menores de 8 anos.

Segundo o comunicado do CDC, embora consideradas raras, complicações da infecção pelo vírus monkeypox podem envolver quadros de encefalite – inflamação no cérebro que provocou os óbitos registrados na Espanha e na Índia –, pneumonia, sepse (infecção generalizada), entre outros.

Segundo o comunicado, existem evidências de que “a doença é mais provável de provocar casos graves em crianças com menos de 8 anos de idade. Além disso, qualquer pessoa com condições imunocomprometidas ou certas condições de pele, como eczema, corre o risco de doença grave da varíola dos macacos”.

Entre as doenças de pele, o CDC acrescenta ainda dermatite tópica, queimaduras, impetigo, varicela-zoster (vírus causador da catapora e da herpes-zóster), herpes simples, acne grave, psoríase ou doença de Darier. Isso porque a varíola dos macacos causa lesões na pele, chamadas de pústulas, o que prejudica a saúde da região.

Para pessoas que já têm problemas na região, e portanto, a barreira cutânea é danificada, isso se torna um agravante para a contaminação pelo vírus, que acontece por contato de pele, e para uma piora no desenvolvimento das erupções. É o que explica o dermatologista e professor da Universidade Northwestern, nos EUA, Peter Lio, ao site The Healthy.

“Não há necessidade de pânico, é importante lembrar que a varíola geralmente é leve e autolimitada. Mas se você faz parte de um grupo de alto risco e tem histórico de eczema ou dermatite atópica e/ou pessoas com eczema em sua casa, é importante tomar precauções para evitar a propagação da varíola dos macacos”, orienta o especialista.

Fonte: IG SAÚDE

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Alerta ligado: Vírus da pólio é encontrado em Nova York e Londres

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Alerta ligado: Vírus da pólio é encontrado em Nova York e Londres
Viktor Forgacs / Unsplash

Alerta ligado: Vírus da pólio é encontrado em Nova York e Londres

As autoridades de saúde da cidade de Nova York informaram, nesta sexta-feira, ter encontrado amostras do poliovírus, causador da poliomielite, no esgoto do município. A identificação foi quase duas semanas depois de o Estado de Nova York ter detectado a presença do patógeno no esgoto de Rockland, outra cidade da região.

Segundo os órgãos oficiais, isso indica que o vírus está circulando nesses locais. Em meados de julho, foi confirmado o primeiro caso da doença no país em quase uma década, em um homem adulto não vacinado e que desenvolveu um quadro de paralisia.

Londres, no Reino Unido, também vive um alerta para a disseminação da pólio, também conhecida como paralisia infantil. A Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA) disse ter encontrado um total 116 vírus da doença em 19 amostras coletadas do esgoto da capital entre fevereiro e julho.

A preocupação com a transmissão do patógeno levou o Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização britânico a orientar uma dose de reforço da vacina para todas as crianças entre 1 e 9 anos de idade.

“Isso garantirá um alto nível de proteção contra a paralisia e ajudará a reduzir a propagação do vírus”, disse a agência em comunicado Israel, que apresentou uma série de infecções no início do ano, também direcionou esforços para ampliar a baixa imunização no país.

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Em Nova York, as autoridades pediram que todas as pessoas, adultos ou crianças, que não tenham se vacinado, busquem postos de saúde para se proteger da doença.

No estado americano, quase 80% das pessoas foram vacinadas. A propagação do vírus representa um risco para pessoas não vacinadas, uma vez que a vacina contra a poliomielite é quase 100% eficaz em pessoas que foram totalmente imunizadas.

“O risco para os nova-iorquinos é real, mas a defesa é tão simples: vacinar-se contra a pólio. Com a poliomielite circulando em nossas comunidades, simplesmente não há nada mais essencial do que vacinar nossos filhos para protegê-los desse vírus, e se você é um adulto não vacinado ou vacinado incompletamente, escolha agora para receber a vacina. A pólio é totalmente evitável e seu reaparecimento deve ser um chamado à ação para todos nós”, afirma o secretário de Saúde da cidade de Nova York, Ashwin Vasan.

Brasil também em alerta

O combate à pólio é considerado uma emergência internacional de saúde pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença é erradicada no Brasil desde 1994, mas ameaça retornar devido às baixas coberturas vacinais. Segundo dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), apenas cerca de 47% do público-alvo foi imunizado neste ano. O percentual não atinge os 95% desejados pelo Ministério da Saúde desde 2015. No ano passado, alcançou apenas 70% das crianças.

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O esquema de imunização no Brasil é composto de cinco doses, as três primeiras com a vacina de vírus inativada aos 2, 4 e 6 meses de idade, aplicadas por injeção. Depois, entre os 15 e os 18 meses de idade, é feito o primeiro reforço com a vacina de vírus atenuado, a famosa gotinha. Aos 4 anos de idade, é realizado o segundo, e último, reforço, também por via oral.

Na última segunda-feira, o ministério deu início à campanha de vacinação contra a doença para incentivar que os pais levem seus filhos para se proteger do vírus. A mobilização vai até o dia 9 de setembro, e envolve ainda um esforço para aplicar as demais vacinas que compõem o calendário da criança e do adolescente, como tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e HPV.

“Faço um apelo a todos os pais e mães, avós e avôs para que levem as crianças da sua família para as mais de 38 mil salas de vacinação do país. Não faltam vacinas, elas estão aí e elas só têm um dono: o povo brasileiro. Temos que imunizar 15 milhões de crianças contra a pólio”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante o evento de lançamento da campanha em São Paulo, no último domingo.

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Fonte: IG SAÚDE

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Diabético pode ter filho?

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Tom e a seguidora Esther, de 5 anos
Arquivo pessoal

Tom e a seguidora Esther, de 5 anos

Conviver com diabetes requer cuidado e planejamento em vários momentos da vida. Quando uma mulher decide engravidar já diagnóstica com diabetes, a doença é considerada um fator de risco tanto para ela, quanto para o bebê. No caso dos homens, pouco se fala sobre como o diabetes pode interferir nesse processo para ser pai .

Eu conversei com dois endocrinologistas , a Dra. Denise Franco e o Dr. Rodrigo Siqueira, ambos são referência no tratamento do  diabetes no Brasil e alertaram para a necessidade dos cuidados para homens e mulheres que sonham em ter filho e convivem com diabetes.

No caso da mulher, a recomendação é para que a gestação seja “ planejada ”. Isso porque durante os meses de gestação é necessário manter um controle mais rigoroso da glicose no sangue. O diabetes oferece risco tanto para o bebê, quanto para a mãe. A falta de controle glicêmico, por exemplo, pode causar má formação dos bebês, além de aborto espontâneo, pré-eclâmpsia ou parto prematuro.

É recomendado que a mulher com diabetes e gestante seja acompanhada também pelo médico especialista em diabetes, no caso, o endocrinologista. Caso esse cuidado e planejamento aconteçam, a mulher pode realizar esse sonho de filhos.

Já no caso dos homens com diabetes, o importante é saber que o controle da glicose é fundamental para evitar a impotência sexual causada pelo diabetes descontrolado.

A glicose alta pode resultar em uma neuropatia no pênis, que impede a ereção.

Portanto, se você é homem, convive com diabetes e sonha em ser pai, controle a glicemia para não perder a chance de ser pai.

Fonte: IG SAÚDE

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ALMT – Campanha Fake News II

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