Economia

Governo anuncia leilões de aeroportos e trecho de ferrovia para março de 2019

Publicado


Leilões dos 12 aeroportos foi marcado para março do ano que vem, anunciou o governo
Rogerio Melo/Agência Brasil

Leilões dos 12 aeroportos foi marcado para março do ano que vem, anunciou o governo

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (29) as datas para os leilões de 12 aeroportos da quinta rodada de licitação e da Ferrovia Norte-Sul, previstos para os dias 15 e 28 de março do ano que vem, respectivamente.

Leia também: TCU autoriza publicação de edital para a concessão de 12 aeroportos

Os leilões
estavam inicialmente previstos para este ano, mas meses de entraves e complicações em cada processo fizeram com que eles ficassem para a gestão do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). De acordo com a estimativa do Programa de Parceria para Investimentos (PPI), as outorgas dos projetos devem arrecadar mais de R$ 4,5 bilhões aos cofres do governo.

O trecho da Ferrovia Norte-Sul que será leiloado tem 1.537 quilômetros de extensão e vai de Porto Nacional (TO) a Estrela d’Oeste (SP). Ele será concedido por 30 anos num acordo que deve render cerca de R$ 1,35 bilhão.

Segundo o Ministério dos Transportes
, cerca de 95% da obra já está concluída; o trecho de Porto Nacional a Anápolis (GO), com 855 quilômetros, está concluído pela estatal Valec; o trecho entre Ouro Verde (GO) a Estrela D’Oeste, 682 quilômetros, está com 96,5 por cento de avanço físico.

A ferrovia é tida como um dos principais projetos para o  escoamento da produção agrícola
do País e será fundamental tanto para os portos da região Norte como para os terminais no Sul e Sudeste, segundo o governo.

Veja Mais:  Da gastronomia à perfumaria, Dia Mundial do Café reforça o poder do aroma que segue conquistando adeptos

Leia também: Guedes confirma criação de Secretaria de Privatizações no governo Bolsonaro

Os 12 aeroportos serão leiloados em três blocos, divididos em Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, também pelo período de 30 anos. A arrecadação mínima com o leilão dos 12 terminais será de R$ 219 milhões, valor que será pago à vista. Ao longo do período, as outorgas devem ultrapassar R$ 2,1 bilhões.

O valor da outorga é variável e calculado com base na receita bruta da futura concessionária, sendo 8,8% para o bloco Sudeste, 8,2% para o bloco Nordeste e 0,2% para o bloco Centro-Oeste. O edital, que deve ser publicado nesta sexta-feira (30), prevê o leilão individual
de cada um dos blocos, mas a empresa que ganhar um dos blocos também poderá disputar e levar os outros, caso tenha interesse.

O bloco Nordeste
será composto pelos terminais de Recife (PE), Maceió (AL), João Pessoa e Campina Grande (PB), Aracaju (SE) e Juazeiro do Norte (CE; o bloco Centro-Oeste
, pelos aeroportos de Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta (MT); por fim, no Sudeste
os terminais concedidos serão os de Vitória (ES) e Macaé (RJ).

Outros leilões em março


Terminais portuários de Porto de Cabedelo (PB) e Vitória (ES) farão parte dos leilões de março
Agência Brasil

Terminais portuários de Porto de Cabedelo (PB) e Vitória (ES) farão parte dos leilões de março

Ainda no mês de março do próximo ano, no dia 22, haverá o arredamento de quatro áreas portuárias
, sendo três em Cabedelo (PB) e uma em Vitória (ES). Os terminais serão usados como transporte de combustível e a outorga mínima é de R$ 1, vencendo o leilão quem ofertar o maior valor à União.

Veja Mais:  PSOL aciona STF por regulação de imposto que taxa grandes fortunas; entenda

Leia também: Mais ou menos Estado: os dois lados da privatização

O Ministério dos Transportes prevê que os leilões
dos terminais portuários gere R$ 199 milhões em investimentos nos empreendimentos das regiões que serão afetados pelas vendas na Paraíba e no Espírito Santo. A área do Porto de Vitória é um projeto greenfield, que deve ser totalmente construído por quem vencer o leilão.

Comentários Facebook

Economia

De CLT para CNPJ: números recordes de abertura de empresas no país apontam que trabalhadores estão optando por empreender

Publicado

 

Educador aponta necessidade de escolas priorizarem educação que estimule o empreendedorismo e que ajude novas gerações a se prepararem para vencer desafios

O desemprego e a instabilidade financeira certamente foram reflexos amargos produzidos pela pandemia, jogando milhares de trabalhadores num cenário de incerteza e insegurança como poucas vezes visto. O mercado de trabalho sofreu mudanças radicais, trazendo transformações profundas sobre a forma como as pessoas se relacionam com o trabalho e garantem renda. O empreendedorismo, apesar de toda a crise, foi a saída encontrada para muitos.

De acordo com levantamento divulgado pelo Ministério da Economia, em 2020, foram abertas 3.359.750 empresas, um aumento de 6,0% em relação a 2019 e um recorde histórico de abertura de empresas no país. Os dados do governo apontam ainda que 79,3% das empresas abertas no ano passado foram microempreendedores individuais (MEI), número que representa um aumento de 8,4% na abertura de empresas nesse formato, em relação a 2019.

Mas todas essas pessoas que se lançaram formalmente no universo da pessoa jurídica possuem um espírito realmente empreendedor? Estão preparadas para uma mudança de mentalidade radical? Uma boa parcela da população economicamente ativa no Brasil ainda faz parte da geração X, nascida na década de 70 e começo de 1980 para quem a carteira de trabalho e o emprego fixo sempre foram muito importantes. São pessoas que, em geral, não foram preparadas nem tiveram incentivo para empreender, e que só o fazem quando perdem o emprego e se vêem diante de uma condição em que não restam outras alternativas.

Veja Mais:  Caixa prioriza cliente de baixa renda e vai visitar favelas para ouvir demandas

As gerações seguintes, mesmo que de forma tímida, já foram mais provocadas e cresceram em contextos sociais e econômicos mais propícios para o desenvolvimento de um espírito empreendedor. Mas educadores e especialistas afirmam que ainda estamos longe de um cenário em que a Educação de crianças e jovens realmente priorize esse desenvolvimento e estímulo ao empreendedorismo. De acordo com o Coordenador Pedagógico da Conquista Solução Educacional, Ivo Erthal, o processo educativo tem por tradição preparar os alunos para a vida, formando pessoas capazes de encontrar soluções para os problemas sociais com postura criativa, ética e independente. “A questão fundamental é como as escolas estão conduzindo esse processo no sentido de apontar, de forma clara, a aplicação prática dos conceitos desenvolvidos em sala de aula. Esse é um dos princípios da Educação Empreendedora: aprimorar habilidades para os jovens desenvolverem autonomia, terem mais confiança para superar adversidades e se sentirem, portanto, preparados para lidar e vencer qualquer desafio”, destaca Erthal.

O educador ressalta ainda que, quando se fala em preparar os jovens para vencer desafios, é importante lembrar também que essa geração precisa ser orientada a perceber que a resiliência é a chave para o sucesso. “Os jovens de hoje estão menos preparados para a frustração, para suportar situações que envolvam conflitos e pressão. Isso precisa ser corrigido para fazer com que os indivíduos, diante das dificuldades e revezes se comportem de forma confiante, otimista e mantenham a capacidade de tomar decisões que levem à resolução dos problemas”, reforça.

Veja Mais:  Da gastronomia à perfumaria, Dia Mundial do Café reforça o poder do aroma que segue conquistando adeptos

A sociedade atual espera que o indivíduo desenvolva a própria trajetória pessoal. É a sociedade do desempenho. O indivíduo tem que ser dono e protagonista da sua história. Mas segundo o educador, nas últimas décadas, a sociedade viveu um modelo disciplinar em que as pessoas apenas seguiam modelos de procedimentos. “A migração dessa realidade para um modelo de atuação com mais iniciativa é algo recente”, pondera. Nesse cenário, o Empreendedorismo e a Educação Financeira escolar tornam-se vitais para impulsionar a inovação de forma permanente. “E quanto mais próxima dessa necessidade estiver a prática escolar, maior será o engajamento do aluno na aprendizagem”, garante.

Segundo ele, para que isso se torne real, não basta apenas atualizar os conteúdos em sala de aula, mas principalmente inovar nas metodologias. “O Design Thinking, a Gameficação, a aprendizagem baseada em projetos e sala de aula invertida precisam fazer parte da rotina de professores e alunos”, reforça o educador. Para ele, os estudantes precisam sair da escola preparados para um mercado de trabalho e um cenário econômico nos quais o autoconhecimento, a autoconfiança e o conhecimento de suas potencialidades permitam que eles desenvolvam senso de liderança, responsabilidade e compromisso social, estando assim prontos para encarar os desafios que empreender requer. “A escola precisa ajudar crianças e jovens a acreditarem que podem executar sonhos, enfrentar riscos e serem bem sucedidos. Essa é a nossa missão”, acrescenta Erthal.

Veja Mais:  Avianca cancela mais de 300 voos até sábado; confira lista e saiba o que fazer

Sobre a Conquista Solução Educacional

A Conquista é uma solução educacional que oferece aos alunos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio uma proposta de educação e futuro que integra a família, a escola e a comunidade. Com diversos recursos, material didático completo e livros de Empreendedorismo e Educação Financeira, o objetivo da solução é ajudar, de forma consistente, os alunos no processo de aprendizagem e estimular o desenvolvimento de suas capacidades. Atualmente, mais de 1700 escolas de todo o Brasil utilizam a solução. 

Comentários Facebook
Continue lendo

Economia

Energia limpa para a recuperação econômica

Publicado

Foto: Divulgação

O risco de racionamento de eletricidade decorrente da falta de chuvas este ano, fator agravante da crise provocada pela Covid-19, alerta para a necessidade de ampliar a diversificação da matriz energética nacional, reduzindo a dependência das usinas hidrelétricas. Nesse sentido, é relevante a contribuição do setor sucroalcooleiro, cujas fontes têm grande potencial, são renováveis e apresentam baixos índices de emissão de carbono, com reconhecidos ganhos ambientais.

A bioeletricidade produzida a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar, uma das vertentes da contribuição do setor, já representa 62% do total de 18,5 gigawatts (GW) da cogeração existente no País de capacidade instalada em operação comercial. Essa possibilidade viabilizou-se pela mecanização da colheita e do plantio, da qual resultaram níveis de sustentabilidade incomparáveis em todo o mundo e que incluiu a capacitação de profissionais para operar equipamentos com alto índice de tecnologia embarcada. O gás natural responde por 17% e o licor negro, 14%. Este é um fluido resultante do processo produtivo da indústria papeleira.

Outra fonte importante de eletricidade é o biogás, cujo potencial no Brasil é de 170.912 GWh (fonte: ABiogás), o maior do mundo. Em volume, 21,1 bilhões de normais metros cúbicos por hora (Nm³/h) advêm do segmento sucroenergético; 6,6 bilhões, de ramos distintos da produção agrícola; 14,2 bilhões, da pecuária; e 2,2 bilhões, do saneamento. Esse combustível, em sua versão purificada, compara-se, em termos energéticos, ao gás natural fóssil, com a vantagem de ser totalmente renovável e ter pegada negativa de carbono.

Veja Mais:  Da gastronomia à perfumaria, Dia Mundial do Café reforça o poder do aroma que segue conquistando adeptos

O etanol de cana-de-açúcar completa o aporte do setor à matriz energética nacional. De acordo com o primeiro levantamento da safra 2021/22 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção será de 27 bilhões de litros. Embora haja uma redução de 9,1% em relação aos 29,7 bilhões referentes à temporada anterior, devido à queda da demanda atrelada às quarentenas e ao distanciamento social, o Brasil continua sendo o segundo maior produtor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos. Neste país, porém, a maior parte advém do milho, apresentando maior custo e menor índice energético.

Cabe lembrar que o etanol de cana-de-açúcar é praticamente neutro em emissões de carbono e renovável, além de gerar renda, empregos e ingresso de dólares resultantes da exportação. Somente no primeiro bimestre deste ano, na comparação com igual período de 2020, as vendas externas cresceram 50,9%, alcançando 343,31 milhões de litros, e a receita aumentou 22%, somando US$ 158,22 milhões (fonte: Secex/Ministério da Economia).

Comentários Facebook
Continue lendo

Economia

Aceleração da vacinação traz indícios de retomada na economia e no turismo

Publicado

Foto:Assessoria

Operadora de viagens prevê aumento de 35% nas vendas impulsionadas por vacinados no segundo semestre

Em mais de um ano de pandemia mundial, são muitos os setores que foram afetados economicamente. Dentre eles, o turismo, que engloba hotelaria, agências, operadoras, eventos, alimentação e outros. Com a vacinação avançando no Brasil, a procura de destinos nacionais para viagens têm demonstrado, de maneira gradativa, indícios de melhoras. Para aqueles que estão na considerada “melhor idade”, após as duas doses, o retorno nas programações de viagens é uma possibilidade mais segura. Notícia positiva para o setor e para os amantes do turismo.

Na economia não é diferente, o economista José Pio Martins, sugere que a expectativa é de que a retomada das atividades econômicas aconteça em um ritmo mais acelerado a partir do mês de agosto. “Já é possível perceber, diante da aceleração da vacinação, alguns indícios positivos. As taxas de juros estão estabilizadas, dólar em queda e bolsa de valores batendo recordes históricos”, afirma. O professor ainda comenta que, diante desse cenário, setores como o de turismo, que possui uma das economias mais complexas, segue o caminho de retomada também.

Praticamente metade da população brasileira com mais de 60 anos já está vacinada. “Essa movimentação traz ânimo para o setor, e nos leva a crer que o turismo nacional vai se fortalecer ainda mais até o final deste ano”, aponta o diretor da Serra Verde Express, Adonai Aires de Arruda Filho. A empresa atua com receptivos e opera trens turísticos no Paraná e em São Paulo. Segundo Arruda Filho, a previsão é que, a partir de julho, a procura de pessoas da terceira idade por passeios turísticos, após as duas doses de vacinação, tenha um aumento de 35%.

Veja Mais:  Caixa prioriza cliente de baixa renda e vai visitar favelas para ouvir demandas

Do lado das operadoras de turismo, o surgimento do “turismo de vacinação” e a alta demanda da procura por destinos nacionais foram responsáveis pelos bons resultados adquiridos no primeiro semestre de 2021. “No mês de maio, tivemos excelentes resultados e, em junho, melhores ainda. Com a categoria cunhada de ‘turismo de vacinação’, vendemos muitos pacotes para brasileiros buscarem a imunização fora do Brasil”, afirma o gerente geral da BWT Operadora, Gabriel Cordeiro. Ele ainda ressalta que, para o segundo semestre, a expectativa permanece em alta, principalmente com o avanço da vacinação no Brasil e a abertura gradual de outros países para os brasileiros.

Comentários Facebook
Continue lendo

ALMT – Campanha Fake News II

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana