Saúde

Governo e pesquisadores descartam problemas com vacina contra HPV

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Agência Brasil

O Ministério da Saúde defendeu o resultado da avaliação de uma equipe de médicos da Universidade de São Paulo (USP) sobre o caso de reações adversas a vacinas contra HPV em jovens no Acre. Segundo os profissionais, os pacientes tiveram uma crise “psicogênica”, e não um problema em decorrência da substância aplicada na imunização.

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Vacina HPV arrow-options
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Vacina HPV

A apresentação ocorreu nessa semana, em Rio Branco, e contou com a presença de representantes da Secretaria de Saúde, do Ministério Público e da Assembleia Legislativa do estado. Mais de 80 jovens apresentaram diversos sintomas após tomar a vacin a, dando origem a suspeitas disseminadas em redes sociais.

A equipe de médicos da USP selecionou 12 jovens e observou-os para avaliar a condição médica. O diagnóstico não indicou qualquer reação à substância, mas o que definiram como “crise não-epilética psicogênica”. Os sintomas teriam emergido em razão de um conjunto de fatores, desde o receio em relação à própria vacina até condições socioeconômicas. A crise se espraiou entre as pessoas da região.

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“Esta doença ocorre em razão de um conjunto de problemas psicossociais. O fator estressante emocional é a vacinação. Não apenas o ato da vacinação, mas a crença compartilhada por aquele grupo de que a vacina pode ser perigosa. Essa apreensão provoca nas pessoas que já são vulneráveis o surgimento dos sintomas, que são agravados por estímulos que vão reforçando a ocorrência das crises”, disse o médico da USP Renato Luiz Marchetti.

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Segundo ele, essa reação já foi verificado em relação a outros tipos de vacina, como as para o vírus H1N1, malária e tétano. Nesses casos, houve também um espraiamento “a partir da crença compartilhado de que tem algo acontecendo”.

Marchetti disse ainda que se a vacina não foi a causadora, tampouco os pacientes fingiu a doença. Ele citou como elementos potencializadores da difusão das crises tanto o tratamento equivocado na rede de saúde como a difusão de conteúdos nas redes sociais.

“Alguns pacientes não tiveram problemas acolhidos adequadamente, receberam tratamentos incorretos. E houve o papel da rede social. Essas crises são suscetível à sugestionabilidade. As mães postaram as crises e divulgaram na Internet, expondo a outras crianças. E isso provoca o agravamento”, avaliou.

A consultora da Organização Pan-americana de Saúde (Opas) Maria Teresa da Costa ressaltou que mais de US$ 300 milhões foram gastos em todo o mundo para examinar a eficácia da vacina contra o HPV , que atestaram o caráter seguro dela. Os eventos que ela pode produzir, acrescentou, são locais e de resolução espontânea, como dores, febre e mal estar localizados.

Costa destacou a importância da vacinação para prevenir a ocorrência do câncer de colo de útero. “Este câncer está matando mulheres e essa vacina protege em 100% para os tipos existentes. De concreto temos que o câncer mata e esta vacina previne e é importante ser imunizado jovem pois melhora a resposta”, defendeu a consultora.

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Esclarecimento

O representante do Ministério da Saúde no evento, Júlio Groda, reforçou a análise da equipe médica e criticou a suspeição sobre o diagnóstico. Ele lembrou que o órgão possui um canal para fornecer esclarecimentos sobre notícias falsas acerca de temas sobre saúde. O canal pode ser acessado tanto pelo site da pasta (http://www.saude.gov.br/fakenews) quanto pelo WhatsApp, no número (61) 9.9289-4640.

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Saúde

Covid-19 pode causar mudanças na voz de pacientes assintomáticos

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Thinkstock/Getty Images

Mudança na voz pode estar relacionada a inflamação nos músculos das cordas vocais

A infecção pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) pode causar mudanças sutis na voz, segundo um novo estudo publicado pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). De acordo com os pesquisadores, o vírus pode causar mudanças no movimento dos músculos das cordas vocais, indicando uma possível inflamação.

Os pesquisadores analisaram dados de áudio de pacientes assintomáticos do novo coronavírus em um computador do laboratório do MIT, uma vez que as mudanças na voz são sutis o suficiente para não serem percebidas pelo ouvido humano.

Para o teste, os profissionais do MIT convidaram cinco pessoas que tivessem vídeos publicados no YouTube, Instagram ou Twitter e testaram positivo para Covid-19. Foram comparados os dados de antes e depois da exposição à doença.

Por meio de um algoritmo que analisa sinais vocais, o computador detectou disrupções nos movimentos da laringe e nos músculos do sistema respiratório. Segundo o MIT, o fenômeno pode estar relacionado a uma possível alteração na garganta.

O MIT pretende levar a pesquisa à frente com o lançamento de um novo aplicativo. A ideia é que celulares permitam que as pessoas façam testes vocais para descobrir se estão com o novo coronavírus. Médicos podem até mesmo utilizar os dados para atendimento remoto.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Medicamentos para azia podem aumentar risco de contrair Covid-19

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remédio
Pixabay/Pexels

A relação entre medicamentos inibidores de bombas de prótons e a Covid-19 ainda é desconhecida

Medicamentos para azia podem aumentar moderadamente o risco de contrair a Covid-19 , aponta um estudo publicado pelo Jornal Americano de Gastroenterologia. Segundo os dados online coletados de mais de 86 mil pessoas, sendo que 3,3 mil delas testaram positivo para a doença, os indivíduos que tomam inibidores da bomba de prótons (IBPs) têm até 3,7 mais chances de contrair a doença. 

O estudo não assume a causa e efeito entre os medicamentos IBP e a Covid-19; apenas destaca uma ligação potencial entre eles. Para determinar se pacientes que tomam inibidores de bomba de prótons têm mais chances de contrair a Covid-19, médicos teriam que examinar o histórico médico de diversos pacientes que testaram positivo para a doença e encontrar um número desproporcional. 

Segundo o autor do estudo, Dr. Christopher Almario, as pessoas não devem parar de se medicar com IBPs por conta dos resultados. Para o especialista, que também é professor de medicina em uma academia sem fins lucrativos de Los Angeles, o estudo precisa de confirmação.

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“Muitos americanos tomam IBPs para controlar refluxo gástrico e azia”, afirma ele. “Eles não devem interromper o uso ou reduzir a dose sem consultar um médico”.

“A última coisa que queremos é criar pânico por questões desnecessárias”, disse o Dr. Dhyanesh Arvind Patel, gastroenterologista e professor na Universidade de Medicina de Nashville. “O estudo mostra que há uma relação desconhecida entre os usuários de IBPs e a contração da Covid-19. Mas isso pode não ter relação com o medicamento”.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Brasil sobe para a casa dos 70 mil óbitos causados pela Covid-19

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Sepultamentos no Cemitério Nossa Senhora Aparecida
Alex Pazuello/Semcom

Brasil chega a 70 mil mortes por Covid-19 apenas nove dias após alcançar 60 mil


A Covid-19 levou o Brasil aos mais de 70 mil mortos, indica Ministério da Saúde nesta sexta-feira (10). Com total de 70.398, 1.214 óbitos foram registrados nas últimas 24 horas. Marca foi atingida apenas nove dias após o país chegar aos 60 mil óbitos.


O crescimento de mortes no país corresponde a 1,7% e a taxa de letalidade é de 3,9%.

O boletim epidemiológico da pasta confirma ainda que país tem 1.800.827 casos do novo coronavírus (Sars-Cov-2), sendo que 45.048 foram registrados nas últimas 24 horas. O crescimento é de 2,5%. 

A contagem de casos realizada pelas Secretarias Estaduais de Saúde inclui pessoas sintomáticas ou assintomáticas; ou seja, neste último caso são pessoas que foram ou estão infectadas, mas não apresentaram sintomas da doença.


Na última quinta-feira (9),  o Brasil registrava 69.184 mortes e 1.755.779 casos de Covid-19. Em 24 horas, entraram no balanço oficial 1.220 óbitos e 42.619 casos do novo coronavírus.

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O ranking de número de mortes segue liderado pelo estado de São Paulo, que tem 17.442 óbitos causados pela Covid-19. O Rio de Janeiro continua em segundo lugar, com 11.280 mortes.

Os estados que registram maior número de casos são: São Paulo (359.110), Ceará (133.546), Rio de Janeiro (129.433), Pará (122.674) e Bahia (101.186).

Fonte: IG SAÚDE

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