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Homem de 103 anos se torna pessoa mais velha a recuperar a audição

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Leslie Hodgson se comunicava com amigos por telefone, mas desde que perdeu a audição, estava preso em um casulo de silêncio
Reprodução/The James Cook University Hospital in Middlesbrough/NHS

Leslie Hodgson se comunicava com amigos por telefone, mas desde que perdeu a audição, estava preso em um casulo de silêncio

Em seu aniversário de 103 anos, Leslie Hodgson chegou ao Hospital Universitário James Cook, em Middlesbrough, no Reino Unido com um único pedido: recuperar a audição, perdida há dez anos. Após saber que ele também era considerado cego – ele enxerga apenas objetos muito próximos -, o médico Noweed Ahmad, se solidarizou com o idoso e decidiu realizar seu desejo.

“Leslie entrou na minha clínica, me disse que era seu aniversário de 103 anos e que (depois de pesquisar) ele queria um implante coclear para restaurar sua audição. Discutindo isso com meus colegas e levando em consideração que ele também estava registrado como cego, sentimos que deveríamos considerar cuidadosamente seu pedido”, contou o médico, em comunicado.

Em março, Hodgson se tornou a pessoa mais velha do mundo a realizar um implante coclear. Ele também se tornou a pessoa mais velha do mundo a receber uma petrousectomia subtotal – um procedimento para limpar o revestimento de sua mastóide, a parte do crânio localizada logo atrás da orelha.

O implante coclear, também chamado de ouvido biônico, é um dispositivo ele trônico implantado no ouvido para restaurar a audição de pacientes portadores de deficiência auditiva profunda, que não se beneficiam do uso de aparelhos auditivos convencionais. De acordo com informações da Universidade Federal do Espírito Santo, i implante estimula diretamente o nervo auditivo através de pequenos eletrodos que são colocados dentro da cóclea e o nervo leva estes sinais para o cérebro.

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De acordo com Ahmad, a qualidade de vida em pacientes mais velhos melhora significativamente com um implante coclear. Mas, antes do procedimento, Hodgson foi submetido a vários testes para garantir que o ele seria benéfico e seguro.

Hodgson teve problemas de audição durante a maior parte de sua vida. Em 1925, ele foi submetido a uma operação de ouvido. O procedimento, chamado mastoidectomia, foi feito com um martelo e um cinzel. Foi por isso que além do implante, ele também precisou de uma petrousectomia subtotal, para limpar o revestimento de sua mastóide.

Devido à idade do paciente, a operação foi feita sob anestesia local, o que significava que ele estava acordado para ambas as operações. Isso também significou que a cirurgia precisou ser concluída em um tempo muito menor.

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Depois da operação, ele já voltou ao hospital para que os médicos pudessem ligar o implante. Isso foi feito com sucesso.

Desde a operação, Hodgson voltou ao hospital para ligar seu implante com sucesso. Ele já consegue ouvir alguns ruídos ambientais e sons de fala, mas os especialistas explicam que levará tempo para que seus níveis de audição e clareza melhorem.

“O cérebro nunca ouviu os complexos sinais de fala como informações elétricas antes”, disse a fonoaudióloga Ruth Cole.

A expectativa e que o implante permita que Hodgson volte a se comunicar com aqueles ao seu redor novamente e se sinta conectado ao seu ambiente.

“A cegueira o afasta das coisas, mas a surdez o afasta das pessoas. Desde que sua audição se deteriorou, Leslie ficou preso em um casulo de silêncio agravado pela cegueira. Ele não tem mais família e costumava se comunicar com amigos por telefone, mas não podia mais”, disse o cirurgião.

Apesar de ter feito uma operação recorde para consertar sua audição, o paciente agora está determinado a enfrentar sua cegueira.

“No próximo ano, quero tratamento com células-tronco para meus olhos”, disse Hodgson.

Fonte: IG SAÚDE

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Gravidez ectópica: principal causa de mortalidade materna na gestação

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Apesar de ser uma condição pouco frequente, ocorre em cerca de 2% das gestações
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Apesar de ser uma condição pouco frequente, ocorre em cerca de 2% das gestações

Em uma gestação natural, o óvulo e o espermatozoide se encontram e se combinam dentro de uma das tubas uterinas. O óvulo fecundado se desloca então pela tuba até o útero, onde se implanta no revestimento uterino e cresce até ser retirado após nove meses.

Entretanto, às vezes, o óvulo fecundado não chega ao útero e permanece na tuba, ou em um ovário, no colo do útero, no abdômen, ou até mesmo em cicatrizes de cesarianas anteriores ou outras cirurgias. Essas anomalias no processo de gestação são chamadas de gravidez ectópica.

Apesar de ser uma condição pouco frequente, ocorrendo em cerca de 2% das gestações, ela é a principal causa de mortalidade materna no primeiro trimestre de gestação. Cerca de 90% das gestações ectópicas são tubárias, ou seja, que ocorrem nas tubas, o que acaba resultando em um perigo ainda maior para a mulher.

O embrião implantando continua crescendo na estreita tuba uterina. Depois de três semanas o tamanho do embrião é o suficiente para causar uma pressão por dentro da tuba, capaz de rompê-la, resultando em uma hemorragia que pode ser fatal se não for tratada com cirurgia.

Os principais sintomas enquanto o embrião cresce na tuba são dores abdominais unilaterais, sangramento vaginal e desmaios. Quando há o rompimento, os sinais se intensificam: a paciente sente uma dor aguda ou dilacerante em um lado do abdômen, perto da virilha, e apresenta queda da pressão arterial e outros sintomas de choque.

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As mulheres que têm mais risco de gravidez ectópica são aquelas que já passaram por uma anteriormente, mas também há uma grande possibilidade naquelas com infecções pélvicas ou cirurgias uterinas prévias. A fertilização in vitro também aumenta as chances de se ter uma gravidez ectópica. Entretanto, em metade dos casos, as mulheres eram saudáveis e não possuíam nenhum fator de risco.

O tratamento para este tipo de alteração também vai depender do histórico de saúde da grávida e os riscos de uma possível ruptura do tubo uterino. Geralmente, as mulheres saudáveis recebem uma injeção de metotrexato, que é também usado para tratar certos tipos de câncer e distúrbios autoimunes e dificulta a formação de DNA ou a multiplicação das células. Com este medicamento, o embrião para de crescer, e o organismo acaba por reabsorvê-lo.

Caso haja o rompimento da tuba, a gestante precisa passar por uma cirurgia de emergência, onde é retirado o embrião. Nos dois casos, tanto com a cirurgia ou com a injeção, o processo de gestação é interrompido, o que faz muitas pessoas acreditarem ser um aborto.

Entretanto, com ou sem intervenção, gestações ectópicas não sobrevivem além dos primeiros meses. Dificilmente um óvulo fecundado sobrevive por muito tempo fora do óvulo, visto que outras estruturas do corpo não são capazes de proteger ou nutrir um embrião.

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Fonte: IG SAÚDE

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Hepatite misteriosa: OMS registra mais de 920 casos e 18 mortes

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Brasil registrou sete mortes pela doença
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Brasil registrou sete mortes pela doença

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já registrou 920 casos prováveis de hepatite aguda de origem misteriosa em criança s. Destas, 45 (5%) necessitaram de transplantes e 18 (2%) morreram.

O número representa um aumento de 240,7% em relação ao boletim anterior, publicado no dia 27 de maio, que contabilizava 270 casos suspeitos da doença. O surto afeta 33 países. No Brasil, o Ministério da Saúde investiga 88 casos e sete mortes.

A doença, que atinge crianças e adolescentes, tem preocupado autoridades sanitárias do mundo, uma vez que ainda não foi identificado seu agente causador. Metade dos ​​casos notificados está na Europa.

O Reino Unido é o país mais afetado, com 267 registros. Em segundo lugar, estão as Américas, com 383 casos, incluindo 305 nos Estados Unidos da América, seguido do Pacífico Ocidental, Sudeste Asiático e Mediterrâneo Oriental.

Acredita-se que o número real de casos seja maior do que isso, devido à baixa vigilância para detecção da doença. O surto foi inicialmente detectado em 5 de abril, quando o Reino Unido notificou dez casos de hepatite aguda grave de causa desconhecida em crianças menores de 10 anos, à OMS. Todas eram previamente saudáveis.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Estudo liga vacina da gripe a uma redução de 40% no risco de Alzheimer

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Estudo associa vacinação contra a gripe a uma redução de 40% no risco de Alzheimer; entenda
André Biernath – @andre_biernath – Da BBC News Brasil em Londres

Estudo associa vacinação contra a gripe a uma redução de 40% no risco de Alzheimer; entenda

Ao longo de quatro anos, pessoas que receberam ao menos uma dose da vacina contra a Influenza – vírus causador da gripe – tiveram uma probabilidade 40% menor de desenvolver a doença de Alzheimer em comparação com os não vacinados. A conclusão é de um novo estudo de pesquisadores do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, publicado na revista científica Journal of Alzheimer’s Disease.

Para constatar a ligação, os cientistas utilizaram informações disponíveis em um banco de dados de pacientes com mais de 65 anos entre setembro de 2009 e agosto de 2019. Foram incluídos na análise cerca de 1,9 milhão de indivíduos que não tinham um diagnóstico prévio de demência.

Ao fim do período, entre os cerca de 936 mil que receberam ao menos uma aplicação do imunizante da gripe, a incidência de casos de Alzheimer foi de 5,1%. Por outro lado, entre o mesmo número de integrantes que não foram vacinados, a prevalência da doença foi de 8,5%. Em comparação, o risco para o desenvolvimento do problema neurológico foi 40% maior no grupo de pessoas protegidas contra o vírus Influenza.

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“Descobrimos que a vacinação contra a gripe em adultos mais velhos reduz o risco de desenvolver a doença de Alzheimer por vários anos. A força desse efeito protetor aumentou com o número de anos em que uma pessoa recebeu uma vacina anual contra a gripe . Em outras palavras, a taxa de desenvolvimento da doença de Alzheimer foi mais baixa entre aqueles que receberam consistentemente a vacina contra a gripe todos os anos”, explica o pesquisador da universidade e um dos responsáveis pelo estudo Avram Bukhbinder, em comunicado.

Os resultados foram divulgados dois anos após o time da Universidade do Texas ter identificado pela primeira vez a possibilidade de haver uma ligação entre o imunizante e o risco de Alzheimer. No entanto, os pesquisadores ressaltam que os mecanismos por trás desse efeito protetor ainda não foram completamente desvendados pela ciência.

“Como há evidências de que várias vacinas podem proteger contra a doença de Alzheimer, estamos pensando que não é um efeito específico da vacina contra a gripe. Em vez disso, acreditamos que o sistema imunológico é complexo, e algumas alterações, como pneumonia, podem ativá-lo de forma a piorar a doença de Alzheimer. Mas, outras coisas que ativam o sistema imunológico podem fazê-lo de uma maneira diferente – uma que protege da doença.

Claramente, temos mais ainda a aprender sobre como o sistema imunológico piora ou melhora os resultados nesta doença”, diz o também autor do estudo Paul Schulz, diretor do Departamento de Distúrbios Neurocognitivos da Universidade do Texas.

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Fonte: IG SAÚDE

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