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Incontinência e disfunção sexual após o câncer de próstata

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Estes são problemas comuns depois de superar a doença, mas a Fisioterapia Pélvica pode te ajudar

Caroline

Durante o mês de novembro, ouvimos muita coisa sobre o câncer de próstata. Quais são os sintomas, prevenção, diagnóstico precoce e tratamento dessa doença cercada de preconceitos e tabus que muitas vezes dificultam o trabalho do profissional de saúde e complicam o tratamento e recuperação do paciente. Mesmo após superada a doença, sequelas como incontinência urinária e disfunção erétil podem trazer muito sofrimento ao paciente e precisam ser tratadas com seriedade.

Dentro da Fisioterapia, há uma área especializada, conhecida como Fisioterapia Pélvica, que pode ajudar muito os pacientes de câncer de próstata após o tratamento da doença. Com exercícios e manipulações junto ao paciente, o Fisioterapeuta trabalha para devolver qualidade de vida.

A próstata é uma glândula, responsável pela produção do sêmen, e está localizada ao redor da porção inicial da uretra na base da bexiga. Segundo o INCA (instituto nacional de câncer), o câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais incidente entre os homens, representando uma média de 29% dos diagnósticos da doença no país. O câncer de próstata geralmente aparece em homens acima dos 40 anos de idade, cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos.

Dhaiany

A prostatectomia radical é uma das opções de tratamento comumente indicada para o paciente com diagnóstico de câncer de próstata. Durante essa cirurgia é retirada esta glândula e, além da próstata são retiradas algumas outras estruturas como o esfíncter uretral interno e a vesícula seminal. Tanto o procedimento cirúrgico quanto a radioterapia podem ocasionar lesões em regiões vasculares, nervosas e musculares e gerar efeitos indesejados.

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Dentre as possíveis complicações decorrentes da cirurgia, estão a disfunção erétil e a incontinência urinária, que em alguns pacientes podem melhorar em alguns dias, semanas, meses ou ano sem intervenção. Porém, em uma parcela dos homens, a recuperação do controle urinário não ocorre sem tratamento, e existem ainda casos mais severos, em que a condição se torna permanente e exige outra cirurgia para reparo.

A fisioterapia pós operatória pode ser realizada logo após a retirada da sonda vesical, ou com 30 a 60 dias após a cirurgia. Quanto antes o paciente for encaminhado para o tratamento fisioterapêutico, melhores serão os resultados para que ele retome o controle urinário e vida sexual.

Nos primeiros momentos após a cirurgia, é comum acontecer a incontinência urinária. Por conta da lesão esfincteriana ocorrida durante o procedimento, o paciente pode apresentar perda urinária em repouso e/ou aos esforços, que tende a evoluir para uma melhora gradativamente mesmo sem intervenção, pois o paciente vai se tornando mais ativo, o controle urinário vai se reorganizando e a incontinência diminuindo.

O tratamento fisioterapêutico varia de acordo com a fase e o tipo de perda que o paciente está apresentando, mas de forma geral ele é um tratamento voltado para a reabilitação da musculatura do assoalho pélvico. Realizamos uma avaliação para ver como está a função urinária, a função muscular e quais os sintomas presentes. Fazemos uso de um diário miccional, onde o paciente vai anotar por alguns dias o horário em que urinou, se teve episódios de urgência miccional, se teve perda urinária, o que ingeriu de líquidos no dia e os horários, se levantou durante a madrugada para ir ao banheiro e outros detalhes. Esse acompanhamento cuidadoso da rotina é uma forma de também avaliarmos como está o comportamento da bexiga e do paciente em relação a disfunção que ele está apresentando, e assim conseguirmos definir melhor a conduta a ser tomada para cada paciente.

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Entre as possibilidades de tratamentos fisioterapêuticos, temos a cinesioterapia onde trabalhamos exercícios de coordenação, fortalecimento, alongamento, exercícios respiratórios, exercícios de treinamento muscular para a região do assoalho pélvico, eletroterapia para estímulo de percepção perineal, fortalecimento, neuromodulação para os casos de bexiga hiperativa, biofeedback que torna o treino mais lúdico através de resposta visual e/ou sonora, um aparelho que além de contribuir na dinâmica do fortalecimento muscular, aumenta a consciência e percepção da musculatura a ser trabalhada. Todo o tratamento fisioterapêutico varia e evolui em posturas a depender do tipo de perda urinária que o paciente está apresentando e da função muscular encontrada na avaliação.

Para o tratamento de disfunção erétil também trabalhamos a musculatura do assoalho pélvico com diversos exercícios e orientamos para alguns pacientes o uso do dispositivo a vácuo (bomba peniana) para que seja realizado em domicílio para que haja um aumento do fluxo sanguíneo na região peniana,  favorecendo o retorno da função erétil junto com a terapia medicamentosa orientada pelo médico.

É  importante ressaltar que a fisioterapia pélvica é uma opção de tratamento pós cirurgia do câncer de próstata que contribui para acelerar o processo de controle urinário e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Embora seja uma área ainda cercada de receios e preconceitos por parte dos pacientes e pouco conhecida pela sociedade, tem muito a oferecer.

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Os desafios do ensino e o papel do professor na era digital

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Novo educador deve avaliar se o processo de aprendizagem está gerando resultados e identificar em que estágio da jornada de conhecimento está o aluno, na análise de Claudia Costin

Foto Ilustrativa

“Ninguém vai ensinar a pensar se o professor é um mero fornecedor de aulas expositivas”, a reflexão é de Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais, da FGV, e ex-diretora de educação do Banco Mundial, no último encontro da Trilha A+ de Conhecimento, série de lives sobre educação e tecnologia promovida pela Plataforma A+ .

No encontro virtual, mediado por Thais Bento e Roberta Bento, da SOS Educação, a especialista debateu a aprendizagem baseada em dados, ao lado do CEO da Plataforma A+, Alexandre Sayão, e destacou que o novo papel do professor deve atuar como um assegurador de aprendizagem, ou seja, reunir informações sobre o impacto da sua atividade. “Ele tem que avaliar se o seu processo de ensino está gerando os resultados desejados e precisa identificar em que estágio da jornada de aprendizagem está o aluno”, defende Claudia.

A educadora explicou ainda que é fundamental analisar criteriosamente os diferentes níveis de aprendizagem das turmas, para que não retrocedam os que estão em estágios mais avançados, e entender como promover evolução igualitária ao longo do processo.

Ainda durante o encontro, Alexandre Sayão reforçou que o desafio é gigante, em especial, neste período pós pandemia. De acordo com o CEO, é preciso definir o propósito da educação, que é educar e garantir a aprendizagem, e entender que caminhos trilhas e como atingir os objetivos. “Os dados indicam se você está na rota certa, ajudam a fazer planejamento mais assertivo, e priorizar a prática pedagógica a partir de evidências concretas e não de achismos, e em um processo contínuo”, afirmou.

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A boa notícia, segundo os especialistas, é que, assim como no varejo, na indústria, e no setor financeiro, o uso de dados na educação avança a passos largos, embora ainda exista um longo caminho pela frente. A tecnologia tem sido grande aliada no processo de captação de dados, otimização e análise de cenários. Em colégios grandes, com 30, 40 alunos, é possível identificar a lacuna de aprendizagem de cada um e intervir de forma eficiente na prática pedagógica.

Claudia Costim reforça que é evidente o trabalho colaborativo entre professores e escola e destaca que mesmo instituições que não possuem tecnologia de ponta, é possível identificar em que etapa cada aluno está, só que é muito mais trabalhoso.

Para a educadora, todas os professores, de escolas ricas e pobres, podem e devem aprender a trabalhar com dados. “Professores de escolas públicas reais, de estados e municípios pobres, como Sobral e Mucambo, no Ceará, se destacaram no IDEB de seus municípios e estados porque aprenderam a trabalhar com dados. Todo educador aprende a trabalhar com dados. É uma questão de formá-lo para isso, de criar um clima favorável para o trabalho colaborativo com base em dados. A partir daí, podemos construir um novo papel para o professor que, certamente, será muito mais valorizado”, avalia.
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Mulheres no comando: pandemia de Covid-19 mostrou importância de lideranças femininas

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Pesquisas apontam que a performance de toda a equipe melhora com mulheres no comando em tempos de crise

Natasha de Caiado Castro

Uma das muitas lições que a pandemia da Covid-19 nos trouxe é a confirmação de que, em tempos de crise, ter líderes mulheres no comando é fundamental. Um estudo realizado pela revista americana “Harvard Business Review” aponta que o sexo feminino demonstra maior eficiência na solução de problemas.

A pesquisa foi realizada em 2020, durante os primeiros períodos da pandemia do novo coronavírus, e afirma que as mulheres mostraram melhor classificação em 13 das 19 competências de liderança consideradas no estudo, com maior destaque no uso das habilidades interpessoais, como colaboração e motivação, para alcançar melhores resultados e contribuir com o engajamento da equipe.

Aqui no Brasil, uma pesquisa feita na FGV, pela mestranda Monique Cardoso, somente com empresas brasileiras, confirma a mesma tendência: a liderança feminina melhora, e muito, o desempenho das companhias. Em geral, das empresas com mulheres líderes, 52% apresentam notas elevadas nos critérios usados pela pesquisadora. Esse percentual cai para 48% entre as empresas totalmente masculinas. Quando a liderança feminina já chegou ao nível de conselho, a diferença é ainda maior: 72% a 24%.

Apesar de um mundo ainda muito desigual em termos de remuneração e de presença feminina em cargos de liderança em todo o mundo, quem trabalha em ambientes liderados por mulheres já percebe que, em momentos de instabilidade, são elas que “seguram as pontas”. A capacidade de gerir muitas atividades ao mesmo tempo, junto com a inteligência emocional, fazem com que consigamos manejar as emoções do time para atravessar tempos difíceis como esse que vivemos nos últimos meses.

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A pandemia da Covid-19 transformou o planeta em muitos aspectos. A ciência avançou como nunca, soluções inovadoras precisaram ser criadas pelo comércio e pelo turismo e, apesar da queda econômica e a crise na saúde, lições importantes também foram aprendidas por todos nós. Uma delas é uma verdade que já sabíamos, mas agora ficou ainda mais evidente: não existem razões que justifiquem a existência dessa disparidade entre homens e mulheres em cargo de chefia.

Chama a mulherada!

Natasha de Caiado Castro é fundadora e CEO da Wish International, especialista em inteligência de mercado, Content Wizard e Investor. Board member da United Nations e do Woman Silicon Valley Chapter

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O que fazer quando não posso promover o meu melhor colaborador?

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Wagner Siqueira

Esta é uma questão decisiva para a construção de um cotidiano motivador na equipe de trabalho. O que fazer quando você tem um subordinado de desempenho excelente, competente, naturalmente ambicioso e, de alguma forma, impaciente em alcançar de imediato posições superiores, mas não há espaços na organização para promoções a curto prazo? A resposta é: desenvolva seu potencial. Aproveite as potencialidades especiais do colaborador para torná-lo especialista de sua equipe em algum aspecto significativo do negócio da organização. Exponha-o às diferentes formas de treinamento em assuntos organizacionalmente relevantes e que ainda não lhe sejam de inteiro domínio. Invista nele, certamente ele vai responder com resultados ainda melhores. Em suma, enriqueça o trabalho dele até que se abram novas oportunidades para promoção. Veja algumas maneiras de fazer isso.

Reduza a supervisão

Libere o colaborador para ampliar crescentemente o controle que exerce sobre as suas atividades e atribuições, por meio da escolha feita por ele próprio da programação e dos métodos de trabalho.

Designe-o gerente de projetos

Caso o colaborador tenha habilidade para tanto, permita que ele supervisione, se necessário sob sua orientação, alguma operação ou um importante programa de responsabilidade do departamento, deixando-o assumir as obrigações gerenciais que normalmente lhe são afetas.

Transforme-o em instrutor

Utilize as suas comprovadas habilidades e competências para promover a orientação e o treinamento de novos funcionários. Talvez ele até possa ensinar os funcionários mais velhos a adquirirem novas capacitações e habilidades.

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No exercício dessas atribuições, o empregado de desempenho excelente também adquire conhecimentos, experiências e habilidades gerenciais que lhe serão de grande valor por ocasião de uma futura promoção.

 Utilize-o como consultor/coach/mentor

Estimule-o a exercer, sob a forma de trabalho complementar eventual, cumulativamente às suas próprias atribuições, a função de apoio em outros departamentos da organização, desde que você perceba que essa forma de colaboração lhes será útil. Peça-lhe ainda que lidere algum projeto ou se empenhe na resolução de algum problema para o qual você não tem encontrado tempo para cuidar.

*Wagner Siqueira é consultor de organização, diretor geral da UCAdm – Universidade Corporativa do Administrador e conselheiro federal junto ao CFA.

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ALMT – Campanha Fake News II

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