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Já comprou? Ceia de Natal está 6,82% mais cara em 2018; veja gasto médio

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Ceia de natal está 6,82% mais cara em 2018 na comparação com o ano passado
Reprodução/EPTV

Ceia de natal está 6,82% mais cara em 2018 na comparação com o ano passado

A ceia de Natal será mais cara em 2018 do que foi no ano passado. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) revela que os produtos que compõem a lista de itens ficaram 6,82% mais caros na comparação anual.

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O percentual de 6,82% de aumento dos itens da ceia de Natal
ficou acima do inflação deste ano, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da FGV (IPC/FGV), entre janeiro e dezembro de 2018, que é de 4,09%.

Os produtos que mais subiram de preço foram também os que sofreram mais influência pela alta do dólar neste ano, segundo explica o economista responsável pela pesquisa, André Braz.

Entre os maiores aumentos dos produtos que devem ser usados na preparação da ceia de Natal
, cebola, farinha de trigo e bacalhau se destacam, com os três maiores aumentos, de 26,99%, 19,65% e 18,55%, respectivamente.

Confira a variação dos principais produtos da ceia de Natal entre 2017 e 2018

  • Cebola: 26,99%
  • Farinha de trigo: 19,65%
  • Bacalhau: 18,55%
  • Batata-inglesa: 10,01%
  • Frutas: 8,41%
  • Frango: 8,20%
  • Maionese: 7,37%
  • Arroz: 7,20%
  • Azeite: 4,03%
  • Vinho: 2,01%
  • Couve: 0,28%
  • Óleo de Soja: -1,37%
  • Ovos: -3,41%
  • Lombo suíno: -6,15%
  • Pernil suíno: -8,42%
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Quanto custa a ceia de Natal para o brasileiro?


Maioria dos brasileiros deve dividir os gastos da ceia de Natal, segundo CNDL/SPC Brasil
Fernando Frazão/Agência Brasil

Maioria dos brasileiros deve dividir os gastos da ceia de Natal, segundo CNDL/SPC Brasil

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) realizaram levantamento que aponta um aumento de 45% na intenção de gastos dos brasileiros na comparação com 2017, já descontando os efeitos da inflação.

No ano passado, o gasto foi, na média, de R$ 136,52. Em 2018, portanto, o consumidor deve desembolsar, em média, R$ 207,27 com os preparativos da ceia
ou almoço de Natal. 39% ainda não haviam decidido ou não sabiam quanto iriam gastar.

Os dados revelam que metade (48%) dos entrevistados pretende celebrar a data em casa, além de 34% que devem passar a data com os pais ou outros parentes. Sobre os custos, 31% planejam dividir as despesas da festa compartilhando os custos entre os membros da família, enquanto outros 31% afirmaram que vão estipular que cada um leve um tipo de prato ou bebida diferente. Somente 13% disseram que vão arcar com todas as despesas, um aumento de 4,6 pontos percentuais em relação a 2017. Entre os homens, esse número sobe para 19%.

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Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, destaca a importância de ter planejamento de gastos com a ceia de Natal
para evitar dor de cabeça depois. “Dividir as despesas é uma estratégia interessante, ao evitar que os custos sobrecarreguem o bolso de uma única pessoa. Outra dica é pesquisar bem os preços e, se possível, sair de casa com uma lista incluindo todos os itens”, orienta.

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STJ considera abusiva inclusão de serviços no plano de celular sem consentimento

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Por unanimidade, o colegiado entendeu que agregar unilateralmente serviços ao plano original viola o Código de Defesa do Consumidor (CDC)
Redação 1Bilhão Educação Financeira

Por unanimidade, o colegiado entendeu que agregar unilateralmente serviços ao plano original viola o Código de Defesa do Consumidor (CDC)

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu como prática abusiva a alteração de plano de telefonia móvel sem o consentimento do consumidor. Por unanimidade, o colegiado entendeu que agregar unilateralmente serviços ao plano original modifica seu conteúdo e viola o Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Na ação, a consumidora requereu a devolução em dobro do valor pago indevidamente e a condenação da operadora por danos morais, por ter sido transferida para um plano que, sem ela pedir, adicionou aplicativos e serviços de terceiros, inclusive jogos eletrônicos, que aumentaram o valor da conta.

Relator do recurso no STJ, o ministro Paulo de Tarso Sanseverino afirmou que o Código de Defesa do Consumidor estabelece que são nulas as alterações feitas unilateralmente pelo fornecedor que modifiquem o preço ou o conteúdo do contrato. De acordo com o relator, a prática adotada pela operadora foi abusiva, ainda que esteja prevista em contrato, pois não cabe a ela decidir qual o melhor plano para o consumidor.

“É certo que a prática contratual adotada pela operadora de telefonia móvel é flagrantemente abusiva, na medida em que configura alteração unilateral e substancial do contrato, prática vedada pelo Código de Defesa do Consumidor, sendo nula a cláusula contratual que eventualmente a autorize”, afirmou.

Sanseverino também indicou que a jurisprudência do STJ, da mesma forma, considera nula qualquer alteração unilateral realizada em contrato de plano de saúde e de financiamento bancário.

Ausência de dano moral

Apesar de reconhecer a prática abusiva, Sanseverino negou a indenização por danos morais. O ministro assinalou anda que a cobrança indevida em fatura de telefonia não se enquadra no prazo prescricional de três anos, pois o pedido de restituição é decorrente da relação contratual entre as partes, ainda que tenha havido uma indevida alteração do contrato. Segundo o relator, a pretensão de devolução relativa à cobrança indevida de serviços telefônicos não contratados tem prazo de dez anos.

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IBC-Br: prévia do PIB aponta alta de 0,12% no 2º trimestre

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IBC-Br: prévia do PIB aponta alta de 0,12% no 2º trimestre
Sophia Bernardes

IBC-Br: prévia do PIB aponta alta de 0,12% no 2º trimestre

A economia registrou um pequeno crescimento de 0,12% no segundo trimestre deste ano, de acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado nesta sexta-feira. A comparação é com os três meses anteriores.

O resultado foi impulsionado pelo setor de serviços, que vem mostrando números fortes nos últimos três meses e já atingiu o maior patamar de atividade desde 2016.

O varejo também contribuiu e chegou a um patamar de atividade 5,9% maior do que o nível pré-pandemia. Já o setor industrial enfrenta alguns gargalos, como os de matéria-prima, e registrou alguns resultados negativos nos últimos meses.

No primeiro trimestre, a atividade econômica tinha crescido 1,64%. O relatório Focus, que reúne as expectativas do mercado, aponta para um crescimento de 5,3% no PIB este ano.

O IBC-Br é considerado uma espécie de prévia do PIB por calcular o índice de atividade econômica, mas usa metodologia diferente do IBGE, responsável pelo número oficial que deve ser divulgado no dia 1º de setembro.

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Senador quer liberar internet grátis para beneficiários do Bolsa Família

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Jader Barbalho
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Jader Barbalho

O fechamento das escolas durante a pandemia escancarou a desigualdade na educação. Enquanto alunos de escolas particulares continuaram a assistir a aulas de forma remota, a dificuldade de acesso à internet deixou estudantes de escolas públicas sem conseguir acompanhar o conteúdo oferecido a distância. Para reverter o abismo digital, o senador Jader Barbalho (MDB-PA) apresentou em julho o Projeto de Lei (PL) 2.600/2021, proposta que pretende garantir o uso de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para promover a conectividade das famílias que estão inscritas em programas sociais como o Bolsa Família. 

Pelo texto, os recursos do Fust poderão ser utilizados na construção, ampliação ou manutenção de infraestrutura necessária para garantir o acesso a populações mais pobres. Jader aponta a relação entre pobreza e falta de conectividade.

“Atualmente, o acesso digital deve ser considerado um direito fundamental do cidadão, em virtude do mundo globalizado em que vivemos. Temos trabalhado com afinco para erradicar a fome e a pobreza pela renda, mas chegou a hora de focarmos mais na erradicação da pobreza digital, com a utilização dos recursos do Fust para promover a conectividade das famílias beneficiárias de programas sociais”, defendeu o senador na justificativa do projeto.

Levantamentos e pesquisas reforçam a visão do senador. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em março mostram que no final de 2019, 4,3 milhões de estudantes brasileiros não tinham acesso à internet. Desses, 4,1 milhões estudavam na rede pública de ensino. Já o Instituto de Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) aponta que só 29,6% dos filhos de pais que não tiveram qualquer instrução têm acesso à banda larga. Nos lares onde os pais têm curso superior, essa parcela sobe para 89,4%.

Fust

Criado pela  Lei 9.998, de 2000, o Fust obriga todas as empresas do setor a destinar 1% da receita operacional bruta à expansão do serviço especialmente, nas regiões consideradas não lucrativas. Passadas duas décadas, o fundo arrecadou mais de R$ 22,6 bilhões, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Mas apenas uma parcela irrisória do dinheiro foi aplicada para atenuar o abismo digital que isola parte da população.

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