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Nacional

Joe Biden lança candidatura à presidência dos EUA; conheça os outros democratas

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Casa Branca
Martin Falbisoner/Wikipedia Commons

Casa Branca, em Washington

A maior disputa do Partido Democrata na era moderna da política dos Estados Unidos deslanchou nesta quinta-feira (25) com o  anúncio da candidatura
do ex-vice-presidente Joe Biden à indicação da legenda para disputar as eleições presidenciais de 2020.

O grupo diversificado que se enfrenta nas prévias para encarar o presidente republicano Donald Trump inclui seis mulheres, negros, hispânicos e gays assumidos. Biden é o favorito para as eleições nos Estados Unidos
por enquanto, mas é seguido de perto pelo senador Bernie Sanders e desafiado pela cada vez mais influente ala progressista do partido.

O site RealClearPolitics
compilou dados de pesquisas de opinião e calculou a média de apoio nacional dos democratas, que indica um cenário eleitoral acirrado. Veja quem são os candidatos e como eles têm se colocado nas sondagens de voto.


Joe Biden


Joe Biden
Alan Sampaio / iG Brasília

Vice de Obama, Joe Biden


O ex-vice-presidente já liderava as pesquisas antes mesmo de lançar candidatura, oficializada  nesta quinta-feira. A média das sondagens nacionais aponta que o ex-senador de Delaware tem entre 30% e 27% de apoio para ser o candidato democrata
, respectivamente.

Parceiro de Barack Obama na Casa Branca, o político de 76 anos é figura-chave no debate se um centrista experiente seria suficiente para a legenda reconquistar o país, em detrimento de um rostos novos, mais progressistas.

Biden é considerado, até o momento, a melhor chance democrata de bater Trump. O político, que se vale do apelido de “Joe da classe média” e exalta suas raízes na classe trabalhadora, é criticado pelo elo com o setor financeiro e pela autoria de um projeto de 1994 que elevou a taxa de encarceramento.

Derrotado nas disputas presidenciais de 1988 e 2008, Biden foi recentemente acusado de constranger mulheres
com toques e beijos em eventos públicos, pediu desculpas e prometeu ser “mais consciente”.


Bernie Sanders


Bernie Sanders
Josh Edelson/Agence France Presse – 31.05.16

Bernie Sanders é o segundo nas pesquisas de intenção de voto


O senador de Vermont perdeu a indicação em 2016 para Hillary Clinton, mas sua agenda política ajudou a empurrar a legenda para a esquerda e fazer despontar sua ala mais progressista. Ele anunciou em fevereiro que tentaria de novo.

Desta vez, ele põe à prova o apelo antiestablishment que o alçou há quatro anos, mas disputa espaço com outros muitos porta-vozes da plataforma que trouxe para o mainstream democrata. Na corrida de 2020, Sanders, de 77 anos, aparece com entre 20% e 24% das intenções de votos entre os eleitores democratas. 

As propostas de Sanders incluem um salário mínimo de US$ 15 por dia e assistência médica universal. Ele se beneficia do forte reconhecimento do nome e de uma robusta rede de doadores de campanha, mas enfrenta desconfiança dentro do partido por ser um senador independente.

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O candidato tenta mostrar um lado mais pessoal nesta disputa, com ênfase na luta de sua família da classe trabalhadora e alcançar líderes negros e hispânicos depois de penar em conquistar eleitores destas minorias sociais em 2016. O autointitulado socialista democrático precisará driblar ainda a repercussão negativa dos relatos de assédio, destrato e desigualdade salarial de funcionárias que trabalharam da campanha anterior 


Kamala Harris


Kamala Harris
Reprodução/Elle

Kamala Harris


A senadora da Califórnia faria história como a primeira mulher negra a representar o Partido Democrata na eleição. Aos 54 anos, a filha de imigrantes da Jamaica e da Índia anunciou em janeiro sua candidatura no feriado que homenageia o líder do movimento negro pelos direitos civis Martin Luther King Jr, assassinado em 1968. Ela causou um rápido impacto em uma corrida democrata fortemente influenciada por mulheres e eleitores de minorias sociais.

As pesquisas dão a Kamala 8% de apoio nacional entre os eleitores democratas. Seu histórico como promotora distrital de São Francisco e procuradora-geral da Califórnia tem atraído o escrutínio de um partido que mudou nos últimos anos em questões de justiça criminal.

Ela arrecadou US$ 1,5 milhão nas primeiras 24 horas de sua campanha e obteve audiência recorde em uma entrevista televisionada da CNN. Kamala apoia a concessão de um crédito fiscal de classe média, a reforma do sistema de saúde Medicare for All, o New Deal Verde (reformas radicais na economia, com foco em sustentabilidade) e a legalização da maconha. 

Pete Buttigieg


Pete Buttigieg
Reprodução/Catholic Family News

Pete Buttigieg é o primeiro candidato abertamente gay na disputa


O prefeito de 37 anos de South Bend, no estado de Indiana, saiu do status de azarão quando começou a ganhar força entre jovens eleitores. Formado na Universidade de Harvard e aluno da Universidade de Oxford, ele fala sete idiomas e serviu no Afeganistão com a Reserva da Marinha dos EUA. Segundo as pesquisas de opinião, ele está empatado com Kamala, com entre 8% e 9% das intenções de voto.

Ao lançar candidatura em abril, ele se apresentou como representante de uma nova geração de liderança necessária para combater Trump. Buttigieg seria o primeiro candidato presidencial abertamente gay de um grande partido político americano.

Elizabeth Warren


Elizabeth Warren
Reprodução/Fox News

Elizabeth Warren


A senadora de 69 anos de Massachusetts é uma líder dos progressistas do partido e uma feroz crítica de Wall Street. Com este perfil, foi fundamental na criação do Departamento de Proteção Financeira ao Consumidor. Ela lançou a campanha à Presidência em dezembro.

Foi o primeiro grande nome democrata confirmado nas prévias. Desde então, concentrou sua plataforma em sua mensagem econômica populista, sob a promessa de lutar contra o que chama de sistema econômico fraudulento que favorece os ricos. Ela tem entre 6% e 7% das intenções de voto entre os eleitores democratas.

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Warren também propôs a eliminação do Colégio Eleitoral, base do sistema indireto que consolidou a vitória de Trump em 2016, mesmo em desvantagem de votos absolutos em relação a Hillary Clinton.

Ela prometeu, se eleita, enfrentar a Amazon, o Google e o Facebook, e cancelou os eventos políticos para arrecadar dinheiro de campanha. A senadora se desculpou, no começo deste ano, por ter feito um teste de DNA para provar suas alegações de ascendência indígena, afirmação que fez Trump se referir a ela como “Pocahontas”

Beto O’Rourke


Beto O´Rourke
Reprodução/Texas Tribune

Beto O´Rourke


Estrela democrata em ascensão, o congressista de 46 anos lançou campanha à Presidência em março e logo anunciou plataforma política antagônica à de Trump. De El Paso, cidade fronteiriça com o México, sua terra natal, ele prometeu honrar valores progressistas e liderar uma mudança geracional da política americana.

O’Rourke ganhou fama no ano passado pela arrecadação recorde de fundos e pela capacidade de atrair multidões na acirrada disputa pelo Senado do Texas, reduto conservador. Perdeu para Ted Cruz, mas saiu aclamado.

O congressista do Texas tem entre 4% e 6% de apoio entre os eleitores democratas. O’Rourke anunciou uma arrecadação de US$ 6,1 milhões nas primeiras 24 horas de sua campanha, superando seus adversários. No entanto, com as políticas progressistas e a diversidade na vanguarda da batalha pela nomeação do partido, ele enfrentará o desafio de ser um homem rico e mais moderado que os concorrentes em várias questões-chave da disputa para 2020.

Cory Booker


Cory Booker
Reprodução/Daily Beast

Cory Booker


Senador de Nova Jersey e ex-prefeito de Neward, o candidato de 49 anos ganhou destaque nacional na luta contra a indicação de Brett Kavanaugh, acusado de assédio sexual, para a Suprema Corte dos EUA. Booker, que é negro, fez das relações e das disparidades raciais dos EUA um foco de sua campanha, com constantes relatos do impacto da discriminação em sua família.

O senador tem entre 2% e 4% nas pesquisas no eleitorado democrata, adota posições progressistas sobre a cobertura do Medicare para todos os americanos, o New Deal Verde e prega estilo de positividade na política em detrimento de ataques. O candidato é vegano e confirmou recentemente os rumores de namoro com a atriz Rosario Dawson. 

Amy Klobuchar


Amy Klobuchar
Reprodução/Vanity Fair

Amy Klobuchar


Em seu terceiro mandato como senadora de Minnesota, Klobuchar foi a primeira candidata moderada a se lançar às primárias do partido. A congressista de 58 anos ganhou atenção nacional em 2018 quando brigou com Brett Kavanaugh durante as audiências no Senado por sua nomeação ao Supremo Tribunal. Mas ainda é pouco conhecida nos EUA. Ela tem entre 1% e 2% de apoio entre os eleitores democratas.

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Na campanha, a ex-promotora pública e advogada prometeu falar ao estado de Minnesota, tradicionalmente conservador. Com ampla experiente e força feminista, poderia ser um nome palatável no Meio-Oeste, onde Trump é forte.

Ela apoia uma alternativa ao financiamento de assistência médica do Medicare e adota posição dura contra o aumento dos preços de medicamentos controlados. O anúncio de sua candidatura ocorreu em meio a notícias de que seus funcionários do Senado foram solicitados a realizar tarefas domésticas, o que dificultou a contratação de estrategistas de campanha de alto nível.

Cenário pulverizado


Andrew Yang, empreendedor e ex-executivo de tecnologia, tem 2% de apoio entre os eleitores democratas. O candidato de 44 anos concentra sua campanha em um ambioso plano de renda universal: um cheque de US$ 1 mil por mês para todos os americanos entre 18 e 64 anos. Filho de imigrantes de Taiwan, ele propõe uma nova forma de capitalismo que é “centrada no ser humano”.

Secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano do presidente Barack Obama, Julian Castro seria o primeiro hispânico a representar um grande partido nas eleições americanas. Aos 44 anos, com avó imigrante do México para o Texas, ele a história pessoal de sua família para criticar as políticas de fronteira de Trump. Ele anunciou sua campanha em sua cidade natal, San Antonio, onde serviu como prefeito e vereador. Tem 1% de apoio, o mesmo que John Hickenlooper e Kirsten Gillibrand.

Ex-governador do Colorado, Hickenlooper, de 67 anos, se apresenta como um funcionário público de centro e experiente. Ele é o único candidato presidencial democrata até agora a se opor ao plano do New Deal Verde para combater a mudança climática.

Durante seus dois mandatos, a economia do Colorado disparou e o estado ampliou o acesso à saúde, aprovou uma lei de controle de armas e legalizou a maconha. O ex-geólogo e dono de pub está entre os muitos candidatos que se recusaram a aceitar doações corporativas.

Já Gillibrand, conhecida como moderada quando atuou como congressista do norte do estado de Nova York, se transformou em uma progressista convicta: ela exige leis rigorosas sobre armas e apoia o New Deal Verde.

A senadora de 52 anos liderou os esforços para combater a agressão sexual nas Forças Armadas e nos campi das faculdades, e pressionou para que o Congresso melhorasse seu próprio tratamento das alegações de má conduta sexual.

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Na campanha, ela divulgou suas declarações de imposto de renda para os anos de 2007 a 2018, na visão mais abrangente até hoje das finanças de um candidato à Presidência dos Estados Unidos
em 2020, e pediu aos rivais que fizessem o mesmo. 

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Nacional

Projeto obriga comércio a oferecer meios para clientes higienizarem as mãos

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Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Audiência Públcia - Tema: Instrumentos de Avaliação da Deficiência. Dep. Maria Rosas (REPUBLIC-SP)
Deputada Maria Rosas, autora do projeto de lei

O Projeto de Lei 2799/20 obriga clientes de estabelecimentos comerciais, durante a pandemia de Covid-19, a higienizarem as mãos antes de entrar em estabelecimentos comerciais. Para tanto, o texto exige que os estabelecimentos ofereçam em suas instalações meios para a higienização adequada das mãos. O texto está sendo analisado pela Câmara dos Deputados.

A deputada Maria Rosas (Republicanos-SP), autora do projeto, diz que o objetivo é prevenir e evitar a transmissão de enfermidades infecciosas como o novo coronavírus. “Ainda é incerto se o isolamento social é a melhor opção e ainda há quem questione a validade do uso de máscaras por toda a população, por exemplo. No entanto, uma medida tem sido de aceitação e valorização unânime desde sempre: a necessidade de se higienizar as mãos”, disse.

Segundo ela, já é comum perceber em estabelecimentos que permanecem abertos a oferta de álcool em gel a 70% para que os clientes higienizem as mãos. “Método confiável e dos mais práticos”, disse a deputada.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Roberto Seabra

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Nacional

Senado pode votar destinação de R$ 160 milhões para instituições de idosos

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Está na pauta do Plenário do Senado um projeto que dispõe sobre a destinação de R$ 160 milhões para instituições sem fins lucrativos que cuidam de idosos (PL 1.888/2020). Os recursos, do Fundo Nacional do Idoso, serão administrados pelo Ministério dos Direitos Humanos. O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) lembra que os idosos formam um dos grupos de risco da covid-19 e o senador Flávio Arns (Rede-PR) defende políticas públicas definitivas para essa faixa da população. A reportagem é de Rodrigo Resende, da Rádio Senado

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Nacional

PF vai investigar vazamento de dados de Bolsonaro e outras autoridades

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, informou hoje (2) que a Polícia Federal vai investigar o vazamento de informações pessoais do presidente Jair Bolsonaro, seus familiares e outras autoridades por um grupo de hackers. Uma das contas do Twitter que supostamente pertence ao grupo foi suspensa por causa da ação.

Em publicação no Twitter, o ministro Mendonça explicou que as investigações devem apurar crimes previstos no Código Penal, na Lei de Segurança Nacional e na Lei das Organizações Criminosas.

 

Edição: Valéria Aguiar

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