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Kalil veta serviços não essenciais em Belo Horizonte: “Vamos trancar a cidade”

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Alexandre Kalil, prefeito de Belo Horizonte
Rodrigo Clemente/PBH

Alexandre Kalil, prefeito de Belo Horizonte

O prefeito de Belo Horizonte , Alexandre Kalil (PSD), anunciou nesta sexta-feira (5) o endurecimento de restrições na capital mineira e disse que a cidade “voltou à estaca zero” na pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2). A partir das 14h deste sábado (6), só será permitido o funcionamento de serviços essenciais, como supermercados e farmácias.

Para justificar a decisão, Kalil citou o aumento de 7% nos casos confirmados de Covid-19 e o caso de quatro crianças que foram internadas. A ocupação de leitos em Belo Horizonte está em 81%.

“Não vamos esperar perder o controle da cidade para tomar qualquer atitude. Temos apoio da Polícia Militar, Guarda Municipal e vamos atuar seriamente em toda a cidade. Vamos trancar a cidade”, disse o prefeito, que ainda pediu ajuda às cidades vizinhas.

“Preciso da colaboração das cidades que rodeiam BH. Essa doença parece que não é contada em dia, mas em hora. Precisamos de tomar atitudes. Aos prefeitos do interior, eu digo: a população compreende, ela quer viver. E eu tenho um dado matemático: fui eleito em primeiro turno durante a pandemia. Sei o que estou fazendo”, afirmou Kalil.

Veja Mais:  EUA pedem pausa em aplicação de vacina contra Covid-19 da Johnson & Johnson

O prefeito também citou os 2 mil professores mortos em São Paulo para reforçar que as escolas sigam fechadas em Belo Horizonte.

Fonte: IG SAÚDE

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BH: Prefeitura limita vacina da gripe para crianças por falta de doses

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Vacinação contra a gripe das crianças precisou ser limitada, informa a Prefeitura de Belo Horizonte
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Vacinação contra a gripe das crianças precisou ser limitada, informa a Prefeitura de Belo Horizonte

A Prefeitura de Belo Horizonte (MG) precisou limitar a faixa etária das crianças que receberiam a vacina da gripe por não ter recebido doses suficientes do Ministério da Saúde. A previsão do governo federal é vacinar crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade, gestantes e puérperas, povos indígenas e trabalhadores da saúde até o dia 10 de maio.

Apesar do planejamento, a prefeitura de BH alega que a quantidade de doses recebidas (86.800 unidades) permite imunizar apenas crianças de 6 meses a menores de 1 ano, além do restante do grupo previsto para esta primeira etapa de vacinação. De acordo com a Secretaria de Saúde, à medida que as novas doses forem entregues, o município irá ampliar os grupos a serem vacinados.

Na primeira etapa, devem ser vacinadas aproximadamente 3 mil crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias, 22 mil gestantes, três mil puérperas e cerca de 105 mil trabalhadores da saúde, que atuam em hospitais, SAMU, Centros de Saúde e UPAs na capital. A meta do município é vacinar 90% do público.

O Ministério da Saúde informou que os imunizantes serão distribuídos semanalmente até o dia 9 de julho, de acordo com o cronograma de entregas do Instituto Butantan , responsável pela produção da  vacina da gripe . A nova remessa está prevista para ser enviada ao país ainda esta semana. Minas Gerais já recebeu 663.800 doses ao todo.

Em nota, o Instituto Butantan disse que não há dificuldades na produção e fornecimento do imunizante, reforçando que se organizou para cumprir os prazos das vacinas contra a Covid-19 e contra a gripe. O instituto ainda afirmou que a logística de distribuição aos estados e municípios cabe ao Ministério da Saúde.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Maioria de comitê criado por Castro defende ‘tratamento precoce’ contra Covid

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Cláudio Castro, governador em exercício do Rio de Janeiro
Foto: Divulgação/Governo do Estado do Rio de Janeiro

Cláudio Castro, governador em exercício do Rio de Janeiro

O governador do Rio de Janeiro em exercício,  Cláudio Castro, criou ontem um comitê de apoio científico para políticas públicas de enfrentamento à Covid-19. Dos dez médicos e cientistas escolhidos para o grupo, ao menos seis já se posicionaram publicamente em defesa de tratamentos precoces contra a doença, como o uso de remédios sem eficácia comprovada, ou contra restrições, como lockdown, para conter o avanço do coronavírus.

Castro já se posicionou contra medidas restritivas — o que gerou, no mês passado, uma desavença pública com o prefeito do Rio, Eduardo Paes. Segundo o decreto que institui o comitê, os médicos têm o dever de “monitorar e avaliar o desempenho do SUS no âmbito do estado e elaborar recomendações à Subsecretaria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde”.

O infectologista Edimilson Migowski foi nomeado presidente do grupo. Nas redes sociais, Migowski defende o uso da nitazoxanida, um vermífugo, como tratamento prévio para sintomas de Covid-19. No ano passado, o governo federal chegou a dizer que o remédio reduziria a carga viral em pacientes infectados, mas em janeiro o Ministério da Saúde informou à Câmara que decidiu não incorporar a nitazoxanida ao tratamento da doença.

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Em outubro, Migowski fez uma live com o médico Guili Pech, que também defende o tratamento precoce nas redes. O tema foi “A ditadura da medicina baseada em evidências e o uso da nitazoxanida”. Outros nomes completam o comitê científico de Castro, como, por exemplo, o infectologista Francisco Cardoso, que também já se manifestou a favor do tratamento precoce e contra o fechamento do comércio. No mês passado, ele disse ao portal Jovem Pan que, em um restaurante, com mesas separadas, clientes de máscaras e ventilação adequada, as regras sanitárias são seguidas e “você está muito mais seguro do que em casa”.

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Psicólogo e consultor do Ministério da Saúde, Bruno Campello já falou contra o lockdown, junto com seu pai Fernando Campello, que também faz parte do comitê. O médico infectologista Ricardo Zimerman é outro defensor de tratamentos precoces.

Perguntado sobre os critérios para formar o comitê, o estado disse que o objetivo é que os especialistas colaborem com as decisões e reforcem o diálogo com a sociedade. E que as medidas necessárias contra a Covid-19, como ampliação de leitos e distribuição de vacinas, serão tomadas. O GLOBO não conseguiu contato com os integrantes do grupo.

Fonte: IG SAÚDE

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Quanto tempo leva para a vacina da gripe fazer efeito?

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Quanto tempo leva para a vacina da gripe fazer efeito?
Flavia Correia

Quanto tempo leva para a vacina da gripe fazer efeito?

A 23ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe iniciou nesta segunda-feira (12). A campanha este ano pretende imunizar pouco mais de 79 milhões do público-alvo, ou no mínimo, 90% deste grupo prioritário. Mas, após a aplicação da vacina, quanto tempo leva para ela fazer efeito? E quanto tempo esse efeito dura no organismo? Aqui, você vai encontrar as respostas para essas e outras dúvidas.

Como uma pessoa fica gripada?

A gripe é provocada pelos vírus influenza do tipo A e B. Cada um deles apresenta seus subtipos. Os subtipos A que normalmente contaminam os humanos são o H1N1 e o H3N2.

Já os subtipos B são classificados como linhagens Victoria e Yamagata. A doença é transmitida por meio das secreções das vias aéreas de uma pessoa infectada ao falar, espirrar ou tossir, ou pelo contato das mãos com superfícies contaminadas por secreções respiratórias de uma pessoa doente.

Nesses casos, o indivíduo conduz o agente infeccioso das mãos diretamente para a boca, nariz e olhos, ao, por exemplo, se coçar.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são notificados todos os anos cerca de 1 bilhão de casos de gripe em todo o planeta. Desses, três a cinco milhões são graves. E em torno de 290 mil a 650 mil evoluem para morte. Estima-se que entre 5% a 10% da população seja infectada.  

As vacinas influenza disponíveis no Brasil são todas inativadas (de vírus “mortos”), portanto, sem capacidade de causar doença. / Foto: Breno Esaki/Agência Saúde – flickr

Tomei a vacina e fiquei gripado. Por quê?

Muitas pessoas acreditam que a vacina contra gripe pode causar a enfermidade. Na verdade, isso está relacionado ao tempo de ação do imunizante dentro do organismo. Enquanto o imunizante não surte efeito, é possível, sim, que a pessoa seja contaminada.

Depois disso, definitivamente, não. Afinal, as vacinas influenza disponíveis no Brasil são todas inativadas (de vírus “mortos”), portanto, sem capacidade de causar doença.

E quanto tempo leva para a vacina começar a proteger realmente? Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), após a aplicação, a vacina leva de duas a três semanas para surtir efeito.

Esse é o período que o corpo precisa para produzir uma dose de anticorpos suficientes para combater o vírus. Quando o paciente já tomou a vacina em outros anos, esse tempo de resposta pode cair para dez dias. Esse intervalo entre a vacinação e a proteção efetiva é uma das razões pela qual a campanha sempre começa um bom tempo antes do inverno, estação com maior número de casos.

Quanto tempo a vacina contra a gripe funciona dentro do organismo?

Quem se vacina contra a gripe está protegido por, pelo menos, um ano. Após esse período, recomenda-se nova aplicação, pois os subtipos do vírus sofrem mutações constantes, que exigem adequações na formulação do imunizante. Além disso, essas variantes do agente infeccioso circulam com diferentes intensidades de tempos em tempos. Por isso, as campanhas de vacinação são anuais.

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Fontes: OMS / SBIM

Fonte: IG SAÚDE

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