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Lula com covid: por que é possível ter doença mesmo após quatro doses

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Lula com covid: por que é possível ter a doença mesmo após quatro doses de vacina e infecção prévia
André Biernath – @andre_biernath – Da BBC News Brasil em Londres

Lula com covid: por que é possível ter a doença mesmo após quatro doses de vacina e infecção prévia

André Biernath – @andre_biernath – Da BBC News Brasil em Londres

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi às redes sociais na noite de domingo (5/6) para anunciar que está de novo com covid-19. Sua esposa, Rosângela da Silva, a Janja, também testou positivo.

“Os dois estão bem, o ex-presidente [está] assintomático e Janja [tem] sintomas leves. [Eles] ficarão em isolamento e acompanhamento médico nos próximos dias”, informa a postagem feita no Twitter.

No caso de Lula, chama a atenção o fato de ele ter recebido a quarta dose da vacina no início de abril. O pré-candidato à Presidência pelo Partido dos Trabalhadores (PT) também já foi diagnosticado com covid ainda no primeiro ano de pandemia, em dezembro de 2020.

Mas, afinal, como é possível ter a doença pela segunda vez, mesmo com o esquema de imunização em dia e um episódio prévio de infecção pelo coronavírus?

As evidências científicas apontam pelo menos três fatores que ajudam a responder a esta pergunta: queda da imunidade com o passar do tempo, aparecimento de novas variantes e alta circulação do vírus.

Para que servem as vacinas

A imunologista Cristina Bonorino, professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, questiona o que significa “pegar covid” nos dias de hoje.

“O que é pegar covid? É ficar doente e ir para o hospital? Ter sintomas leves? Ou simplesmente testar positivo? Precisamos entender que testar positivo não significa estar com covid”, diferencia.

“E as vacinas não impedem a infecção. Enquanto o vírus circular, as pessoas se infectarão”, complementa a especialista.

Independentemente do tipo de tecnologia usada, as vacinas têm um objetivo principal: fazer com que nosso sistema imune seja exposto com segurança a um vírus ou a uma bactéria (ou pedacinhos específicos deles).

A partir desse primeiro contato, que não vai prejudicar a saúde, nossas células de defesa geram uma resposta, capaz de deixar o organismo preparado caso o agente infeccioso de verdade resolva aparecer.

Acontece que esse processo imunológico é extremamente complicado e envolve um enorme batalhão de células e anticorpos. A resposta imune, portanto, pode variar consideravelmente segundo o tipo de vírus, a capacidade de mutações que ele tem, a forma como é desenvolvida a vacina, as condições de saúde da pessoa…

No meio de todos esses processos, portanto, é muito difícil desenvolver um imunizante que seja capaz de evitar a infecção em si, ou seja, bloquear a entrada do causador da doença nas nossas células.

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Mas aí vem um ponto muito importante: mesmo nos casos em que a vacina não consegue prevenir a infecção, muitas vezes a resposta imune criada a partir dali pode tornar os sintomas menos graves nas pessoas que foram imunizadas, prevenindo assim doenças mais severas e óbitos.

Isso ocorre, por exemplo, com as vacinas contra o rotavírus e a gripe: quem as toma pode até se infectar, mas o risco de desenvolver formas mais graves dessas doenças é reduzido consideravelmente.

E é exatamente esse mesmo fenômeno que observamos agora com a covid-19: ainda que os imunizantes disponíveis não sejam capazes de barrar novas ondas de casos, eles estão funcionando muito bem para impedir o agravamento da maioria das infecções.

Prova disso são as ondas mais recentes que ocorreram entre o final de 2021 e o início de 2022, relacionadas com o espalhamento da variante ômicron: embora muitos países tenham batido recordes absolutos de casos, a taxa de internações e mortes nesses lugares foi significativamente menor em relação a momentos anteriores da pandemia.

Mulher recebe vacina no braço

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Vacinas contra a covid não impedem a infecção pelo coronavírus, mas diminuem o risco de agravamento da infecção

Um estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos publicado em março calculou o tamanho dessa proteção. Os dados revelam que adultos que tomaram três doses de vacina contra a covid tem um risco 94% menor de precisar de internação, ventilação mecânica ou morrer, quando comparados àqueles que não se imunizaram.

Resumindo: as vacinas contra a covid aprimoram e modificam alguns aspectos do sistema imune que não chegam a bloquear a entrada do vírus no organismo, mas ao menos impedem que ele se replique numa velocidade muito alta e cause estragos que afetam a saúde de forma preocupante.

E isso é bom para o indivíduo, que não desenvolve esses problemas, e para o sistema de saúde como um todo, que não fica abarrotado de pacientes e pode entrar em colapso.

Defesas que se esvaem

Agora que você já entendeu qual o principal objetivo das vacinas atuais contra a covid-19, vamos explorar uma segunda questão: nesse contexto, por que são necessárias doses de reforço para alguns grupos?

No Brasil, o Ministério da Saúde já recomenda a aplicação de uma quarta dose do imunizante para quem tem mais de 50 anos e para indivíduos com problemas que afetam o sistema imunológico.

Ao longo dos últimos meses, a atualização das campanhas de vacinação, com a adoção das doses extras, se provou necessária por uma série de fatores. O mais importante deles está relacionado à queda da imunidade com o passar dos meses.

De forma simplificada, as nossas células imunes que estão na linha de frente “se esquecem” de como combater o coronavírus se elas não forem expostas ao patógeno depois de algum tempo.

“Essa queda dos anticorpos é normal. A gente não pode ficar com nível alto de anticorpos o tempo inteiro”, esclarece Bonorino, que também integra a Sociedade Brasileira de Imunologia.

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A aplicação das doses de reforço, portanto, serviria como uma espécie de “lembrete” para atualizar o nosso sistema antivírus. Essa estratégia é ainda mais importante, do ponto de vista de saúde pública, quando consideramos pessoas de idades específicas (como os mais velhos), ou portadores de determinadas enfermidades, em que a imunidade costuma não funcionar tão bem assim.

Nesse sentido, um estudo feito pelo Instituto Weizmann de Ciências de Israel acompanhou 1,2 milhão de idosos com mais de 60 anos e observou que a frequência de casos graves de covid era 3,5 vezes menor no grupo de participantes que havia recebido a quarta dose, em comparação com aqueles que só tomaram até a terceira dose da vacina.

Esse e outros dados só reforçam a noção de que manter o esquema vacinal em dia, de acordo com o que é preconizado pelas autoridades de saúde, pode até não evitar a infecção pelo coronavírus, mas diminui bastante o risco de desenvolver as complicações da doença — como parece ser o caso de Lula, que não apresenta muitos sintomas, pelas poucas informações disponíveis no momento.

Metamorfose ambulante

Não dá pra se esquecer também do fato de que o coronavírus está em constante mudança. E as mutações que ocorrem no código genético dele a cada nova replicação abrem alas para o surgimento das variantes.

Algumas dessas novas linhagens, aliás, causaram um estrago considerável desde o final de 2020: alfa, beta, gama, delta e ômicron carregam alterações importantes, especialmente numa parte do vírus chamada espícula, que se conecta aos receptores na superfície de nossas células para dar início à infecção.

Ilustração de um vírus e de cadeias de DNA

Getty Images
Variantes do coronavírus dificultam o trabalho do sistema imunológico de detectar e reagir a uma ameaça externa

Em termos práticos, mudanças significativas no material genético do vírus dificultam ainda mais o trabalho do sistema imunológico, que não consegue identificar muito bem o agente invasor e lançar uma resposta adequada para contê-lo.

Ou seja: mesmo que as células de defesa tenham conseguido montar um bom contra-ataque contra o coronavírus original (ou uma das variantes mais “antigas”, como a alfa ou a gama), isso pode não ser o suficiente para barrar a entrada da ômicron no nosso corpo, já que falamos de uma versão modificada do patógeno.

Esse é mais um dos fatores que ajuda a explicar porque mesmo pessoas que foram diagnosticadas com covid-19 no passado — como o próprio ex-presidente Lula — correm o risco de pegar a doença de novo alguns meses depois.

“E o surgimento de novas variantes vai continuar a acontecer enquanto tivermos uma parte da população que não foi adequadamente vacinada”, alerta Bonorino.

E aqui você pode estar se perguntando: e as vacinas? Será que não é hora de atualizar os imunizantes para que eles funcionem ainda melhor contra as variantes que surgiram nesses últimos tempos?

Diversos grupos de cientistas e farmacêuticas estão pesquisando isso neste exato momento. Mas os resultados obtidos até agora não justificam o lançamento de novos produtos.

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Apesar de perderem em parte sua eficácia, as vacinas disponíveis desde o início do ano passado continuam a funcionar suficientemente bem para aquilo que foram criadas: diminuir o risco de desenvolver as formas mais graves da covid-19.

Alta circulação

Para completar, os fatores comportamentais também têm um papel a cumprir nesse cenário em que as reinfecções se tornam mais comuns.

Vivemos um momento em que as políticas públicas que tentavam conter os casos de covid — como o uso de máscaras em lugares fechados e a prevenção de aglomerações — foram praticamente abandonadas mundo afora. Sem essas barreiras, o vírus consegue circular com mais facilidade.

A temporada de outono e inverno no Hemisfério Sul, em que as pessoas tendem a ficar mais próximas umas das outras e em locais com pouca circulação de ar, também contribui para o aumento de casos no país.

Pessoas no transporte púlico usando máscara

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Alívio das restrições e chegada de tempos mais frios ajuda a explicar aumento de casos de covid

Na situação específica do ex-presidente Lula, a participação frequente em eventos presenciais, como comícios, debates e reuniões da campanha, também explica a reinfecção: num cenário de alta circulação viral, é praticamente improvável que uma pessoa que se expõe tanto no dia a dia não tenha contato próximo com alguém infectado com o coronavírus.

Essa alta circulação viral, aliás, pode ser observada na realidade brasileira. De acordo com as informações do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) , o país está atualmente com uma média móvel de 29 mil novos casos de covid por dia. Há pouco mais de um mês, no final de abril, essa taxa estava em 12 mil.

Podemos, então, resumir toda a situação com uma fórmula relativamente simples. Queda relativa de anticorpos + surgimento de novas variantes + alta circulação do vírus = aumento do risco de infecção, mesmo entre vacinados ou quem já teve covid no passado.

Felizmente, esses indivíduos estão mais protegidos, pois ainda guardam uma memória imunológica suficientemente boa para impedir, na maioria das vezes, as complicações da covid, relacionadas à internação, intubação e morte.

Para lidar com essa nova onda e diminuir o risco de problemas tanto do ponto de vista individual quanto coletivo, os especialistas fazem cinco recomendações principais: estar com o esquema vacinal em dia, usar máscaras em ambientes fechados se possível, ficar atento aos sintomas da covid, fazer o teste caso apresente algum sinal da infecção e, se realmente estiver com a doença, ficar em isolamento.

Você pode ler todos os detalhes sobre como se proteger do aumento de casos de covid nesta reportagem que a BBC News Brasil publicou recentemente:


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Fonte: IG SAÚDE

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Brasil tem 17 casos confirmados de varíola dos macacos

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Brasil tem 17 casos confirmados de varíola dos macacos
Reprodução / CNN Brasil – 17.06.2022

Brasil tem 17 casos confirmados de varíola dos macacos

O Brasil registra, no momento, um total de 17 casos confirmados para a varíola dos macacos – monkeypox –, sendo 11 em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul e quatro no Rio de Janeiro. Outros dez casos seguem em investigação. Do total de caso, cinco seriam autóctones, o que significa que houve transmissão local da doença. Dois deles no Rio de Janeiro e três em São Paulo.

Nesta sexta-feira (24), a pasta foi notificada de três novos casos da doença no país, sendo dois no estado do Rio de Janeiro e outro no estado de São Paulo, confirmados pelos laboratórios da Fiocruz-RJ e Adolf Lutz em São Paulo. Os dois casos do Rio de Janeiro já tinham sido confirmados pela prefeitura na noite de quinta-feira (23).

Em São Paulo, trata-se de um caso importado, com histórico de viagem para a Europa. O paciente é do sexo masculino, 29 anos, residente na capital paulista. Segundo informações do MS, os casos apresentam quadro clínico estável, sem complicações e estão sendo monitorados pelas Secretarias de Saúde dos estados e municípios.

São Paulo

Nesta quinta (23), o Ministério da Saúde foi notificado de três casos autóctones confirmados para a varíola dos macacos no estado de São Paulo, segundo divulgou a pasta. São três pacientes do sexo masculino, residentes na capital paulista, com idade entre 24 e 37 anos, sem histórico de viagem para países com casos confirmados.

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De acordo com o MS, os casos ainda estão em investigação para a busca de vínculos de transmissão. Eles estão isolados, com quadro clínico estável, sem complicações e sendo monitorados pelas Secretarias de Saúde do Estado e do município.

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Fonte: IG SAÚDE

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Programa busca inserir pediatras e ginecologistas em todas as UBSs

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Um dos aspectos mais importantes da atuação do SUS (Sistema Único de Saúde) é o amparo à saúde da família, por meio de investimento para melhoria e qualificação do contínuo atendimento das equipes de saúde nas Unidades Básicas de Saúde em seu compromisso de assistência aos brasileiros. O Cuida Mais Brasil , programa lançado pelo governo federal no começo deste ano, se insere neste contexto, de ampliar o cuidado da mulher, gestante e criança na Atenção Primária à Saúde (APS).

Programa busca inserir pediatras e ginecologistas em todas as UBSs do País
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Programa busca inserir pediatras e ginecologistas em todas as UBSs do País

Esse primeiro ano do programa prevê o repasse de R$ 194 milhões para os municípios inserirema contratação de médicos pediatras e ginecologistas-obstetras para nas unidades básicas de Saúde (UBS) para atuarem em conjunto com as equipes de saúde da atenção primária nas unidades básicas de Saúde (UBS) de todo o Brasil. A ideia do Ministério da Saúde é que haja médicos dessa especialidade em todas as UBSs do Paísna porta de entrada do SUS.

Não há necessidade de solicitação de adesão por parte dos municípios e do Distrito Federal, o programa oferecerá apoio técnico aos municípios com vistas ao aumento da resolubilidade da Atenção Primária, bem como qualificar os processos processos de trabalho que contribuem para a integralidade do cuidado no âmbito do APS.

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Ao todo, serão sete parcelas mensais transferidas na modalidade fundo a fundo, ou seja, o incentivo financeiro sai da esfera federal e vai direto para as esferas municipal e do Distrito Federal. Nesses moldes, o valor mínimo é de R$ R$ 108.684,32, enquanto o máximo é de até R$ 489.314,42.

Para o cálculo do valor destinado a cada Região de Saúde, são levados em consideração o quantitativo populacional estimado pelo IBGE para 2021, o perfil geográfico predominante e a proporção de pediatras e ginecologistas-obstetras registrados no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES). Os estados e municípios, por meio da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que tem a representação das duas esferas administrativas, vão sinalizar ao Ministério da Saúde por meio de resoluções quais serão os municípios dessas regiões que vão receber o repasse e os valores para cada.

Reforço necessário

De acordo com o Ministério da Saúde, até o início do ano 5,7 mil pediatras e 5,3 mil ginecologistas-obstetras estão vinculados diretamente a 1.311 e 1.364 equipes, respectivamente, sem incentivo financeiro federal. O Cuida Mais Brasil vai incentivar a inclusão e fixação desses profissionais na Atenção Primária, qualificando os atendimentos nas UBS. Com o programa, o número de equipes com médico pediatra pode chegar a mais de 8 mil e 7 mil com ginecologistas-obstetras em todo país.

O programa busca fortalecer o cuidado materno-infantil e a atuação rotineira dos médicos pediatras e ginecologistas-obstetras é fundamental para que isso aconteça.

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O Cuida Mais Brasil surge na esteira de outras ações do governo federal, como é o caso do Previne Brasil, um modelo de estruturação de financiamento focado em aumenta o acesso das pessoas aos serviços da atenção primária, que promoveu um salto de 20% na média na nota média de desempenho dos municípios em apenas oito meses.

Essa é a expectativa do Ministério da Saúde. Que o Cuide Mais Brasil , cujo objetivo é assegurar mais e melhor assistência a mulheres, gestantes e crianças em todo o Brasil por meio do SUS, apresente resultados alinhados ao contemplados pelo Previne Brasil.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Festa junina: conheça opções de alimentos típicos e saudáveis

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Festa junina: conheça opções de alimentos típicos e saudáveis
Redação EdiCase

Festa junina: conheça opções de alimentos típicos e saudáveis

Nutricionista explica como aproveitar as comemorações sem prejudicar a saúde

Por Débora da Mata 

Com o início da temporada das festas por todo o país, aumenta a expectativa de consumir as famosas comidinhas típicas. No entanto, é preciso estar atento à alimentação, nem sempre esses pratos tradicionais são os mais saudáveis, é o que diz a nutricionista Fabiana Guimarães.

Ela explica que é preciso ter atenção aos ingredientes e à forma como são preparados, se quiser aproveitar as festas sem culpa e sem prejudicar a saúde. “A ideia não é proibir este ou aquele alimento, mas, sim, tentar priorizar aqueles que são mais benéficos, com mais nutrientes, e reduzir os que não fazem bem”, comenta.

Além disso, a nutricionista ressalta que algumas substituições simples podem tornar o quitute mais saudável. Por isso, confira a seguir uma lista de doces e salgados saudáveis recomendados pela especialista para esta data!

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Alimentos saudáveis para festa junina

Salgados 

  • Milho cozido (com moderação no sal e na manteiga);
  • Pinhão;
  • Cuscuz;
  • Pipoca de milho (atenção ao sal e a manteiga);
  • Churrasquinho (atenção ao tempero artificial);
  • Caldos (dependendo da forma de preparo também são boas opções).

Doces 

  • Batata-doce cozida;
  • Doce de abóbora ou de fruta sem açúcar;
  • Paçoca diet.
Veja Mais:  A cura do melasma?

Receitas saudáveis para festa junina 

Queijadinha de baixo carboidrato 

Ingredientes

  • 20 g de coco ralado fresco
  • 2 colheres de sopa de queijo ralado
  • 1 ovo
  • 1 colher de chá de adoçante
  • Óleo de coco para untar

> Sobremesas para diabéticos: confira receitas saudáveis e sem açúcar

Modo de preparo 

Em um recipiente, coloque todos os ingredientes e misture bem. Em seguida, unte formas para queijadinha com óleo de coco e despeje a massa sobre elas. Leve ao forno preaquecido em temperatura média por 15 minutos. Retire do forno, espere esfriar e sirva em seguida.

Carne louca 

Ingredientes

  • 1 kg de carne de lagarto cortado em tiras finas
  • 1 folha de louro
  • 3 dentes de alho amassado
  • 1/2 colher de sopa de cominho moído
  • 1 colher de sopa de tomilho fresco
  • 1/2 colher de sopa de semente de coentro moída
  • 5 colheres de sopa de azeite
  • 1 lata de tomate pelado picado
  • 4 tomates maduros sem pele, sementes e picados
  • 1 pimentão vermelho cortado em rodelas
  • 4 xícaras de chá de água
  • 1 pimentão amarelo cortado em rodelas
  • 4 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto
  • Sal e pimenta-do-reino moída a gosto

> 8 tipos de alimentos essenciais para a saúde

Modo de preparo 

Em um recipiente, coloque a carne e tempere a folha louro, o alho, o cominho, o coentro e o tomilho. Adicione o sal e a pimenta-do-reino. Coloque metade do azeite em uma panela de pressão e leve ao fogo para aquecer. Coloque a carne na panela de pressão e refogue no fogo médio. Adicione a água e os tomates. Cozinhe por uma hora e meia, contando a partir do momento que pegar a pressão.

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Retire a panela do fogo, deixe sair o vapor com cuidado. Retire a carne do molho e desfie. Volte a carne para a panela e reserve. Em uma frigideira, aqueça o restante do azeite e refogue a cebola e o pimentão até ficarem macios, acrescente o vinagre e refogue por mais 1 minuto. Junte o refogado à panela e cozinhe por mais 15 min. Verifique o tempero e sirva em seguida.

Fernanda Guimarães

Nutricionista funcional e esportiva, com foco em emagrecimento (reeducação alimentar), saúde da mulher. Especializada em nutrição funcional e mestre em saúde.

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Fonte: IG SAÚDE

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