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Mais 11 lotes de cervejas da Backer estão contaminados, diz governo

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Garrafas da cerveja Belorizontina arrow-options
Divulgação

Substância tóxica foi encontrada em 32 lotes

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou no início da noite deste sábado (18), os resultados de análises que detectaram a presença do contaminante dietilenoglicol em mais 11 lotes de cervejas Backer.

Até o momento, dez produtos da Cervejaria Backer testaram positivo para as substâncias tóxicas: Belorizontina, Capixaba, Capitão Senra, Pele Vermelha, Fargo 46, Backer Pilsen, Brown, Backer D2, Corleone e Backer Trigo. Até o momento, as análises realizadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária constataram 32 lotes contaminados.

Diante do risco iminente à saúde pública, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição de todas as marcas de cerveja Backer com data de validade igual ou posterior a agosto de 2020.

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O Mapa também definiu, com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a realização dos procedimentos de intimação da empresa para recall dos produtos em que já foi constatada a contaminação, bem como dos produtos que ainda não tiveram a idoneidade e segurança para o consumo comprovadas para o consumidor. A medida é preventiva e vale para todo o Brasil.

Veja os lotes contaminados:

Lista de lotes arrow-options
Ministério da Agricultura/Divulgação

Total é de 32 lotes

Óbitos

O dietilenoglicol é uma substância tóxica e que não pode entrar em contato com alimentos e bebidas. A presença da substância na cerveja está associada à ocorrência de óbitos e intoxicações em Minas Gerais.

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Na quinta-feira (16), a Secretaria de Saúde de Minas Gerais confirmou, a quarta morte por ingestão de dietilenoglicol, substância tóxica encontrada em cervejas produzidas pela Backer, em Belo Horizonte. A vítima é uma mulher que morreu no dia 28 de dezembro em Pompéu, interior do estado. Já são 18 casos, incluindo mortes e internações por intoxicação.

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A primeira das quatro mortes por intoxicação já reconhecidas pela Polícia Civil foi registrada na noite de 7 de janeiro, em Juiz de Fora. Exames a que a vítima foi submetida antes de morrer confirmaram a presença de dietilenoglicol no sangue. O homem, cujo nome e idade não foram oficialmente confirmados, foi sepultado no município mineiro de Ubá.

Todos os pacientes internados devido à síndrome nefroneural apresentaram insuficiência renal aguda de evolução rápida, ou seja, que levou a pessoa a ser internada em até 72 horas após o surgimento dos primeiros sintomas, e alterações neurológicas centrais e periféricas, que podem ter provocado paralisia facial, embaçamento ou perda da visão, alteração sensório, paralisia, entre outros sintomas.

Investigação

A Polícia Civil não descarta nenhuma hipótese, nem mesmo a suspeita de que um ex-funcionário demitido pela Backer possa ter agido por vingança. “Não posso afirmar se foi uma sabotagem ou um erro. Ainda não é o momento da investigação para isso”, disse o delegado Flávio Grossi. “Hoje, o que afirmamos é que os elementos tóxicos encontrados nas garrafas [de cerveja], no sangue das vítimas e dentro das empresas [provém] de produtos em comum. Crime acreditamos que houve. Por isto instauramos um inquérito policial”, disse o delegado.

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Caixa encerra depósitos do FGTS nesta segunda; veja se receberá R$ 1.045

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Tomaz Silva/Agência Brasil

Caixa deposita última leva do FGTS emergencial nesta segunda-feira (21)

A Caixa Econômica Federal encerra nesta segunda-feira (21) os depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) emergencial, com pagamentos de até um salário mínimo, R$ 1.045 , aos trabalhadores com contas vinculadas ao Fundo. O dinheiro pode sair de contas inativas – de empregos anteriores – e ativas – do atual emprego.

O saque do  FGTS emergencial  pretende ajudar os trabalhadores afetados pela pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2). Ao todo, o governo pretende injetar R$ 37,8 bilhões na economia, beneficiando cerca de 60 milhões de trabalhadores. O pagamento será feito por meio da conta poupança digital da Caixa, e o dinheiro pode ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem .

O valor do saque é de até R$ 1.045, um salário mínimo, considerando a soma dos valores de todas as contas ativas (emprego atual) ou inativas (empregos anteriores) com saldo no FGTS. Cada trabalhador tem direito a receber até um salário mínimo de todas as contas ativas e inativas do fundo.

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Nesta fase, o dinheiro poderá ser movimentado apenas por meio do aplicativo Caixa Tem . A ferramenta permite o pagamento de boletos (água, luz, telefone), compras com  cartão de débito virtual em sites e compras com  QR code (versão avançada de código de barras) em maquininhas de cartão de lojas parceiras, com débito instantâneo do saldo da poupança digital.

Liberação para saque

O dinheiro só será liberado para saque ou transferência para outra conta bancária a partir de 14 de novembro para os trabalhadores nascidos em dezembro. O calendário de crédito na conta poupança digital e de saques foi estabelecido com base no mês de nascimento do trabalhador.

Até agora, a Caixa creditou o saque emergencial do FGTS para os trabalhadores nascidos de janeiro a novembro. Os beneficiários nascidos em dezembro são os últimos a receberem e só poderão sacar o dinheiro depositado nesta segunda (21) em 14 de novembro.

O pagamento está sendo realizado conforme calendário a seguir:

  • Nascidos em janeiro: crédito em 29 de junho, saque em 25 de julho;
  • Nascidos em fevereiro: crédito em 6 de julho, saque em 8 de agosto;
  • Nascidos em março: crédito em 13 de julho, saque em 22 de agosto;
  • Nascidos em abril: crédito em 20 de julho, saque em 5 de setembro;
  • Nascidos em maio: crédito em 27 de julho, saque em 19 de setembro;
  • Nascidos em junho: crédito em 3 agosto, saque em 3 de outubro;
  • Nascidos em julho: crédito em 10 de agosto, saque em 17 de outubro;
  • Nascidos em agosto: crédito em 24 de agosto, saque em 17 de outubro;
  • Nascidos em setembro: crédito em 31 de agosto, saque em 31 de outubro;
  • Nascidos em outubro: crédito em 8 de setembro, saque em 31 de outubro;
  • Nascidos em novembro: crédito em 14 de setembro, saque em 14 de novembro; e
  • Nascidos em dezembro: crédito em 21 de setembro, saque em 14 de novembro.
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Orientações

A Caixa orienta os trabalhadores a verificar o valor do saque e a data do crédito nos canais de atendimento eletrônico do banco: aplicativo FGTS, site  fgts.caixa.gov.br e telefone 111 (opção 2). Caso o trabalhador tenha direito ao saque emergencial, mas não teve a conta poupança digital aberta automaticamente, deverá acessar o aplicativo FGTS para complementar os dados e receber o dinheiro.

O banco alerta que não envia mensagens com pedido de senhas, dados ou informações pessoais. Também não envia links nem pede confirmação de dispositivo ou acesso à conta por e-mail, SMS ou WhatsApp.

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Programe-se: auxílio emergencial cairá na quarta-feira; veja quem recebe

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auxílio emergencial aplicativo
Marcelo Casal Jr/Agencia Brasil

Auxílio emergencial será depositado em conta digital na quarta-feira (23) para integrantes do Ciclo 2

Caixa Econômica Federal irá realizar o depósito do  auxílio emergencial em contas digitais a partir da próxima quarta-feira (23) para os nascidos em agosto que fazem parte do Ciclo 2 . É importante lembrar que ainda não será permitido o saque em dinheiro dos R$ 600 .

Fazem parte do Ciclo 2 de pagamentos do  auxílio emergencial  três grupos: trabalhadores que fizeram o cadastro nas agências dos Correios entre 8 de junho e 2 de julho; trabalhadores que fizeram a contestação pelo site da Caixa ou App Caixa Auxílio Emergencial de 3 de julho a 16 de agosto e foram considerados elegíveis; e beneficiários que tenham recebido a primeira parcela em meses anteriores, mas que tiveram o benefício reavaliado em agosto. Nesta semana, quem recebe são os nascidos em agosto, na quarta, e os aniversariantes de setembro, na sexta-feira (25).

A parcela do auxílio a ser recebida pelo beneficiário depende de quando o cadastro foi aprovado. Confira:

  • 1ª parcela: aqueles que se cadastraram com ajuda de funcionários dos Correios entre 8 de junho e 2 de julho;
  • 1ª parcela: aprovados depois de contestar o cadastro entre 3 de julho e 16 de agosto;
  • 2ª parcela: aqueles que tiveram cadastro aprovado em julho;
  • 2ª parcela: aprovado depois de contestar o cadastro entre 24 de abril e 19 de junho, que precisaram aguardar reanálise;
  • 3ª parcela: quem começou a receber entre o final de junho e o começo de julho;
  • 4ª parcela: quem começou a receber o dinheiro em maio; e
  • 5ª parcela: quem começou a receber em abril, mas ficou de fora do primeiro lote.
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Para todos esses, o calendário do auxílio  é um só, dividido entre as datas de depósitos e as datas para saques e transferências, sendo separado apenas pelos meses de nascimento. Os depósitos vão de 28 de agosto, para os nascidos em janeiro, até 30 de setembro, para quem faz aniversário em dezembro. Os saques começam em 19 de setembro e vão até 27 de outubro.

Confira os calendários de depósitos e saques para o Ciclo 2

Depósitos:

  • 28 de agosto – nascidos em janeiro;
  • 2 de setembro – nascidos em fevereiro;
  • 4 de setembro – nascidos em março;
  • 9 de setembro – nascidos em abril;
  • 11 de setembro – nascidos em maio;
  • 16 de setembro – nascidos em junho;
  • 18 de setembro – nascidos em julho;
  • 23 de setembro – nascidos em agosto;
  • 25 de setembro – nascidos em setembro;
  • 28 de setembro – nascidos em outubro e novembro; e
  • 30 de setembro – nascidos em dezembro.

Saques e transferências:

  • 19 de setembro – nascidos em janeiro;
  • 22 de setembro – nascidos em fevereiro;
  • 29 de setembro – nascidos em março;
  • 1º de outubro – nascidos em abril;
  • 3 de outubro – nascidos em maio;
  • 6 de outubro – nascidos em junho;
  • 8 de outubro – nascidos em julho;
  • 13 de outubro – nascidos em agosto;
  • 15 de outubro – nascidos em setembro;
  • 20 de outubro – nascidos em outubro;
  • 22 de outubro – nascidos em novembro; e
  • 27 de outubro – nascidos em dezembro.
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Para inscritos no Bolsa Família, 6ª parcela já começou

Se os beneficiários do auxílio que se inscreveram pelo site, o aplicativo ou em uma agência dos Correios precisam esperar até quarta-feira para receber o dinheiro, os inscritos no Bolsa Família recebem antes. Eles são os primeiros a terem direito às novas parcelas de R$ 300.

Dividido pelo Número de Identificação Social (NIS) dos beneficiários do programa social, o calendário do auxílio neste mês vai se estender até 30 de setembro, com um grupo por dia, até que o beneficio seja pago aos que têm NIS final 0.

O dinheiro poderá ser sacado em caixas eletrônicos, lotéricas ou correspondente Caixa Aqui, com o cartão original do Bolsa Família. Segundo a Caixa, serão pagos R$ 4,3 bilhões de auxílio emergencial para mais de 16,3 milhões de pessoas (ou 12,6 milhões de famílias).

Quem está inscrito no programa social receberá um novo pagamento conforme o cronograma abaixo:

  • 17 de setembro – NIS de final 1;
  • 18 de setembro – NIS de final 2;
  • 21 de setembro – NIS de final 3;
  • 22 de setembro – NIS de final 4;
  • 23 de setembro – NIS de final 5;
  • 24 de setembro – NIS de final 6;
  • 25 de setembro – NIS de final 7;
  • 28 de setembro – NIS de final 8;
  • 29 de setembro – NIS de final 9; e
  • 30 de setembro – NIS de final 0.
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O beneficiário tem o direito de sacar o valor que for mais vantajoso financeiramente: auxílio emergencial ou benefício original do Bolsa Família. Quem recebia até março R$ 400 de Bolsa Família, por exemplo, passou a receber R$ 600, porque a parcela do auxílio era maior. Agora, quem se enquadrar nessa exemplo voltará a sacar R$ 400, abrindo mão dos R$ 300, porque o benefício social antigo, do próprio Bolsa Família, é superior.

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Grupo com renda mais baixa do MCMV pagará juros no Casa Verde Amarela

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Famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil não pagavam juros na prestação da casa própria até agora; programa de Bolsonaro muda regra

Famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil, que não pagavam juros na prestação da casa própria no programa federal Minha Casa Minha Vida (MCMV), passarão a pagar a taxa no Casa Verde Amarela. O programa operacionalizado pela  Caixa é a nova versão do MCMV, lançada pelo governo Bolsonaro.


Isso porque a medida provisória que criou o Casa Verde Amarela, a MP 996, determina que famílias de baixa renda passem a pagar juros pela casa própria. Instituições avaliam o fato como descaso do poder executivo com a população chamada de Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida, que é a parte mais vulnerável dentro do programa.

O grupo terá de pagar juros anuais a partir de 4,25% nos financiamentos da casa própria. Mas se a MP não for votada pelas duas Casas legislativas (Câmara e Senado) até o próximo dia 24 de outubro, ela perde validade.

Criado em março de 2009 no governo Lula, o Minha Casa Minha Vida concede aos mutuários da Faixa 1 um subsídio do governo correspondente a 90% do valor da moradia. Os outros 10% podem ser pagos em até 120 prestações mensais (por um período de dez anos), que variam de R$ 80 a R$ 270, sem juros.

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Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sérgio Takemoto, o Casa Verde e Amarela representa um retrocesso.

Esperança de alteração na MP

“Esperamos que o Congresso modifique esta medida provisória porque o que foi apresentado não é um projeto nacional para o enfrentamento do déficit no setor de habitação. O programa do governo Bolsonaro é bem diferente do Minha Casa Minha Vida, que carrega uma função social muito forte”, diz Takemoto.

Cerca de 70% do crédito habitacional é feito pela Caixa Econômica e 90% dos financiamentos para pessoas de baixa renda estão na Caixa. Além de moradias populares — como as do programa Minha Casa Minha Vida — o banco público também investe nas áreas de saneamento, saúde, infraestrutura, agricultura familiar e nas micro e pequenas empresas.

A Fenae aponta que o Casa Verde Amarela modifica programas e legislações anteriores ao mesmo tempo em que suprime o papel de controle social previsto na lei do Sistema e Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (SNHIS).

Com o novo programa habitacional, a lei do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS) foi alterada e as definições sobre financiamentos, taxas aplicadas e outros critérios deixam de ser realizados dentro do SNHIS, passando a ocorrer apenas no âmbito do Conselho Curador do FGTS, com a Caixa na condição de agente operador.

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Grupo mais vulnerável vem sofrendo na pandemia

Durante a pandemia, a Caixa possibilitou a suspensão das parcelas do Minha Casa Minha Vida os participantes do programa. No entanto, a Faixa 1 ficou de fora do benefício.

No final de julho, a Fenae enviou ofícios à direção da Caixa e também ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) solicitando informações sobre a não inclusão da Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida em nova prorrogação da suspensão do pagamento dos financiamentos habitacionais.

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