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Mais de 300 pessoas aguardam transferência para leitos de Covid-19 no Rio

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Agência Brasil

 Entre esses pacientes, 207 devem ser transferidos para enfermarias e 151 para unidades de terapia intensiva (UTI)
Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

Entre esses pacientes, 207 devem ser transferidos para enfermarias e 151 para unidades de terapia intensiva (UTI)

O número de pacientes com novo coronavírus (de covid-19) que aguardam transferência para leitos no sistema de saúde do estado do Rio de Janeiro chegou a 358, segundo informou a Secretaria de Estado de Saúde no início da tarde de hoje (27). Entre esses pacientes, 207 devem ser transferidos para enfermarias e 151 para unidades de terapia intensiva (UTI).

A taxa de ocupação dos leitos de UTI da rede estadual destinados à covid-19 é de 80%, enquanto as enfermarias chegaram a 51%.

Na capital e Baixada Fluminense, os leitos de UTI para o tratamento da covid-19 chegaram na manhã de hoje (27) a 92%, considerando unidades de saúde municipais, estaduais e federais. O percentual foi divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, que também informou uma ocupação de 69% nas UTIs.

Segundo a secretaria municipal, 301 pacientes aguardam transferência para leitos no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense, sendo 120 de UTI. A secretaria destaca que “as pessoas que aguardam leitos de UTI estão sendo assistidas em leitos de unidades pré-hospitalares, com monitores e respiradores”.

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Em toda a rede SUS na capital, há 1.082 pessoas internadas em leitos especializados para a covid-19, e chega a 509 o número de hospitalizados em terapia intensiva.   

Esta semana, o subsecretário de Saúde do município, Jorge Darze, disse que a cidade “ainda não chegou a um patamar de ter a capacidade zerada” e explicou que, entre a indicação da necessidade de um leito e a efetiva internação, há um processo que pode durar horas para que se consiga a transferência”. 

Já a Secretaria de Estado de Saúde explicou, ontem (26), que “a fila de espera por leitos ocorre porque, para pacientes com comorbidades, a Central Estadual de Regulação busca vagas que contemplem todas as suas necessidades clínicas, garantindo a assistência especializada a cada caso”.  

Taxa de letalidade

O Boletim Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz divulgado ontem (26) apontou “uma piora expressiva” da taxa de letalidade da covid-19 no estado do Rio de Janeiro, que chegou a 6,4%. Em outros estados, a letalidade é entre 2% e 3%.

“Esse valor é considerado alto em relação a outros estados e aos padrões mundiais, à medida que se aperfeiçoam as capacidades de diagnóstico e de tratamento oportuno da doença, o que revela graves falhas no sistema de atenção e vigilância em saúde”, disse a equipe multidisciplinar da Fiocruz. 

O coordenador do Sistema Monitora Covid-19 da Fiocruz, Christovam Barcellos, esclarece que a letalidade é uma taxa calculada utilizando o número de casos confirmados da doença e o número de óbitos causados por ela. O indicador, então, depende da realização de testes e diagnósticos para se aproximar da realidade.

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Sanitarista do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict/Fiocruz), Barcellos destaca que esse número está mais ligado à capacidade de diagnóstico que ao risco de morte ao contrair a doença.

“O que pode estar acontecendo no Rio de Janeiro é uma falha no diagnóstico do caso, enquanto o diagnóstico do óbito pode ainda estar sendo bem feito. É importante a população saber que não significa que se você pegar a doença, você tem mais chances de morrer. Isso [a taxa] aponta falhas no sistema de saúde, e não que os casos do Rio de Janeiro sejam mais graves”, esclareceu.

Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria de Estado de Saúde ainda não respondeu.

Fonte: IG SAÚDE

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Fiocruz começa a aplicar vacina de Oxford; infectologista é o primeiro a receber

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Vacinação com imunizante de Oxford começa no Brasil
Patrick T. Fallon/Divulgação

Vacinação com imunizante de Oxford começa no Brasil

A Fundação Oswaldo Cruz ( Fiocruz ) iniciou na tarde deste sábado (23) a aplicação das primeiras doses da vacina Oxford/AstraZeneca , que chegaram ao Brasil ontem em um voo da Índia .

O infectologista do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Estevão Portela, foi o primeiro profissional de saúde a ser vacinado pelo imunizante. Ao todo, 10 pessoas receberam a vacina, incluindo a médica pneumologista do Centro de Referência Professor Hélio Fraga, da Fiocruz, Margareth Dalcolmo.

A Fiocruz liberou as doses para serem entregues ao Ministério da Saúde e, em seguida, distribuídas pelo Brasil, após realizar um processo de análise de segurança. O governo prevê entregar todas as doses no domingo (24).

Os estados que mais receberão ampolas são: São Paulo (501.960), Minas Gerais (190.500), Rio de Janeiro (185.000), Amazonas (132.500), Bahia (119.500) e Rio Grande do Sul (116.000).

As vacinas foram fabricadas pelo Instituto Serum, na Índia , e eram aguardadas desde sábado passado (16), mas sofreram atraso no envio por questões internas da Índia .

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Durante esta madrugada, as doses tiveram a temperatura avaliada e, na sequência, foram etiquetadas. Cada uma das caixas tem 50 frascos e 500 ampolas do imunizante .

A vacina de Oxford /AstraZeneca apresentou eficácia média de 70,42%, segundo estudo preliminar publicado na revista científica The Lancet no início de dezembro e validado pela Anvisa

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Ele utiliza um adenovírus que provoca resfriado em chimpanzés e é inofensivo para humanos, mas contendo a sequência genética responsável pela codificação da proteína “spike”, usada pelo novo coronavírus  (Sars-CoV-2) para atacar.

Essa sequência genética instrui as células humanas a produzirem a proteína, que será reconhecida como agente invasor pelo sistema imunológico , estimulando a geração de anticorpos . O método é um dos mais tradicionais na produção de vacinas.

A vacina de Oxford é o segundo imunizante aprovado para uso no território brasileiro depois da CoronaVac , desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac.

Fonte: IG SAÚDE

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Estados usam intervalos distintos de doses da vacina por falta de direcionamento

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Vacinação contra Covid-19 enfrente dificuldades de informação
Rovena Rosa/Agência Brasil

Vacinação contra Covid-19 enfrente dificuldades de informação

Sem uma definição precisa do governo federal, estados e municípios definem intervalos diferentes para aplicar a segunda dose da CoronaVac . A vacinação contra a Covid-19 , que começou da última semana, usa um imunizante que precisa de duas doses, mas o tempo entre uma e outra não está bem definido.

O Ministério da Saúde , responsável pelo plano nacional de imunização, enviou um informe técnico para as secretaria estaduais. No documento, é sugerido que a aplicação da segunda dose da CoronaVac seja feita em um intervalo entre 14 e 28 dias após a aplicação da primeira.

Um levantamento com as secretarias estaduais realizado pelo Uol mostra que há estados que levam em conta o prazo mínimo, outros que usam o prazo máximo, alguns que usam um intervalo entre eles e outros, ainda, que deixaram a escolha a critério dos municípios. Confira:

  • Estados que usam o intervalo de 28 dias: Espírito Santo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Ceará, Amazonas, Amapá, Rondônia e Acre.
  • Estados que usam o intervalo de 25 dias: Paraná.
  • Estados que usam o intervalo de 21 dias: São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe, Alagoas e Tocantins.
  • Estados que usam o intervalo de 15 dias: Santa Catarina.
  • Estados que usam o intervalo de 14 ou 15 dias: Minas Gerais.
  • Estados que usam o intervalo de 14 dias: Mato Grosso do Sul.
  • Estados que usam o intervalo de 21 a 28 dias: Pará.
  • Estados que deixaram o intervalo de 14 a 28 dias em aberto para a escolha dos municípios: Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Pernambuco, Maranhão e Roraima.
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Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) diz que o ministério poderia ter dado uma diretriz mais clara. “É muito ruim deixar aberto. Não que esteja errado [o informe]. Seria muito mais fácil se tivesse uma diretriz única, que facilitaria para todos” diz Juarez Cunha, presidente da SBIm, em entrevista ao Uol.

As diferenças de prazo não são um problema por enquanto, mas podem se tornar no futuro. Para Juarez, quando a vacinação atingir um público maior, a comunicação a respeito dos prazos deverá ser feita de forma mais clara. “Coisas que poderiam ser mais simples, como isso, com um indicativo mais direto [de intervalo], seria um facilitador para todos”, afirma.

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Em sua apresentação da CoronaVac , o Instituto Butantan sugeriu um intervalo de 28 dias entre a primeira e a segunda dose da vacina. Apesar de ter usado o prazo de 14 dias durante as pesquisas, o instituto recomendou o intervalo maior para a aplicação geral.

Fonte: IG SAÚDE

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Autoridade francesa recomenda adiar a segunda dose de vacina

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André Biernath – Da BBC News Brasil em São Paulo

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Com o intuito de aumentar mais rapidamente o número de pessoas imunizadas, a Alta Autoridade de Saúde da França (HAS) recomendou neste sábado que a segunda dose da vacina contra Covd-19 seja adiada no país.

De acordo com o órgão, estender o intervalo entre as duas doses permitiria imunizar mais 700 mil pessoas por mês. Em uma média, os franceses seriam vacinados dez dias antes.

Em comunicado, a HAS alerta que a situação da epidemia é preocupante e a circulação do vírus “continua em nível elevado”.

A França está aplicando duas vacinas, a da Pfizer/BioNTech e a da Moderna, normalmente administradas com intervalo entre as doses de 21 e 28 dias, respectivamente. O primeiro alvo eram os residentes de asilos e outras instituições e seus cuidadores. Posteriormente, foi autorizada a todos os profissionais de saúde com mais de 50 anos e mais risco de ter Covid-19 grave, e, nesta semana, a fila foi aberta para maiores de 75 anos.

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“Essa expansão das populações-alvo, aliada à preocupante chegada de novas variantes e à limitação do número de doses disponíveis, pleiteia uma aceleração da vacinação, em particular dos de mais risco”, afirma o comunicado.

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A preocupação na França é que, embora seja a terceira maior economia da Europa, o país não tem conseguido dar um ritmo rápido na vacinação. Até este sábado, o país havia injetado doses correspondentes a 1,4% de sua população, contra 8,6% no Reino Unido e 1,8% na Alemanha, as duas maiores economias locais.

Vale lembrar que o atraso da segunda dose já foi adotado no Reino Unido e depois seguido pela Dinamarca. Até mesmo no Brasil a ideia já é discutida. 

De acordo com a HAS, os dados clínicos de testes de vacinas da Pfizer e da Moderna “mostram uma resposta imunológica satisfatória” a partir do 12º dia após a primeira dose, para a Pfizer, e do 14º dia após a primeira dose para a Moderna.

“A experiência adquirida em vacinologia mostra que o espaçamento das doses dentro de um esquema de vacinação pode retardar a obtenção de proteção duradoura, mas também permite obter um nível mais elevado de resposta imune após a próxima dose”, o que traria mais resultados a longo prazo, argumenta o órgão.

Fonte: IG SAÚDE

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