Mato Grosso

Manejo eficiente da pastagem ajuda na produção de carne de qualidade

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Foto: Assessoria

Segundo a Embrapa, estima-se que no Brasil cerca de 95% da carne bovina é produzida em regime de pastagens, cuja área total é de cerca de 167 milhões de hectares. Entretanto, a produção focada em carnes premium, ou seja, corte nobre de maior valor agregado ainda é baixa, mas com grande potencial. Na última década, por exemplo, o avanço desse mercado consumidor cada vez mais exigente foi de 20% ao ano.

A produção de carne a pasto pode trazer benefícios e agregar valor à proteína produzida no Brasil, principalmente por melhorar a qualidade da gordura, aumentando os níveis de ômega 3 (ácido linolênico) e CLA, o ácido linoleico conjugado. O CLA é um ácido graxo que colabora na melhora da função cerebral, ajuda no controle de doenças metabólicas e reduz o risco de câncer. A carne a pasto também é muito rica em vitaminas como a E, que possui atividade antioxidante poderosa, protegendo as células contra os efeitos dos radicais livres. Possui ainda, boas proporções de vitamina K2, que é importante para a saúde do coração e óssea.

O termo qualidade da carne é bastante amplo e abrange diversos aspectos, entre eles: os sensoriais (cor, suculência, sabor, odor, maciez), funcionais (pH, capacidade de retenção de água), nutricionais (quantidade de gordura, perfil dos ácidos graxos, grau de oxidação, porcentagem de proteínas, vitaminas e minerais) e sanitários (ausência de agentes contagiosos). Também é preciso levar em conta fatores éticos (bem-estar do homem e do animal), preservação ambiental e aspectos sociais.

Pensando na produção a pasto, visando carne com qualidade, é preciso que o pecuarista se atente a diversos fatores importantes. Um deles é o valor nutricional da dieta ofertada aos animais. “No Brasil, muitas das pastagens tropicais, formadas na maioria das vezes por Panicuns spp. e Brachiarias spp. encontram-se em algum estágio de degradação, principalmente em razão de um desequilíbrio entre a oferta de forragem e o número de animais, como também pela ausência de fertilização do solo. Dessa forma, as pastagens são manejadas abaixo do seu potencial tanto produtivo quanto qualitativo. Por isso, é fundamental fornecer pasto de qualidade aos seus animais”, diz Marina Lima, Zootecnista na Soesp – Sementes Oeste Paulista.

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De acordo com a especialista, entre as opções de forrageiras disponíveis no mercado para os pecuaristas que buscam maiores ganhos de peso a pasto, estão os Panicuns: BRS Zuri, Mombaça e BRS Tamani. A BRS Zuri é uma gramínea cespitosa de elevada produção, alto valor nutritivo, tolera as cigarrinhas-das-pastagens e possui alto grau de resistência à mancha das folhas. Seu manejo deve ser, preferencialmente, sob pastejo rotacionado com potencial de produtividade de 15 até 35 toneladas de matéria seca por hectare/ano. Recomenda-se que o pasto seja manejado com altura de entrada de 70-75 cm e altura de saída de 30-35 cm.

Assim como a BRS Zuri, a cultivar Mombaça é uma alternativa para áreas de solo com maior fertilidade, sendo indicada na diversificação das pastagens em sistemas intensivos de produção animal. Sua adoção tem se dado especialmente em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP). A cultivar tem alta persistência, possui tolerância às cigarrinhas das pastagens, com produção animal de [email protected]/ha/ano. Comparado ao capim-colonião, o Mombaça produz 130% a mais de matéria seca foliar, proporcionando aos bovinos de corte ganhos médios de 700 kg de peso vivo/ha/ano. Recomenda-se que o pasto seja manejado sob pastejo rotacionado com altura de entrada de 80 a 90 cm e altura de saída de 30 a 40 cm.

A cultivar BRS Tamani, por sua vez, apresenta como características porte baixo, com alta produção de folhas e alto valor nutritivo (elevados teores de proteína bruta e digestibilidade), produtividade e vigor, sendo de fácil manejo. Seu alto valor nutritivo e adaptação faz com que seja indicada para engorda de bovinos, principalmente no bioma Cerrado, sendo uma opção para diversificação de pastagens em solos bem drenados. Em condições de baixas temperaturas, a cultivar apresenta maior persistência que as cultivares Massai e Tanzânia e semelhante à cultivar Mombaça. Sua recomendação para pastejo rotacionado é de altura de entrada de 45 a 50 cm e altura de saída de 20 cm a 25 cm.

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Manejo adequado

Ainda de acordo com a zootecnista, outro fator fundamental que o produtor não pode descuidar é da uniformidade de suas pastagens. A escolha da forrageira adequada e sementes de boa qualidade são de extrema importância. Nesse sentido, os produtos da Soesp se destacam pela tecnologia Advanced, que proporcionam sementes com pureza em torno de 98%. Além disso, a alta qualidade do tratamento reduz a aderência, resultando em uma semeadura bem distribuída e sem falhas. “Outro diferencial é que as sementes já vêm de fábrica tratadas com inseticida e dois fungicidas. Este tratamento segue protegendo o insumo de cupins, formigas, fungos, até sua germinação”, destaca Marina.

Além do cuidado com a qualidade das sementes que vão produzir o pasto para alimentar o gado, o pecuarista também precisa se atentar ao manejo dos animais em si, pois um importante fator que afeta a maciez da carne é a quantidade de exercício. Bovinos que tradicionalmente se movimentam mais, apresentam maior quantidade de colágeno. Dessa forma, a oferta de forragem em quantidade e qualidade adequada aos animais fará com que eles reduzam a busca por alimentos em longas distâncias. A maciez da carne também está ligada à idade de abate. Animais abatidos tardiamente tendem a apresentar carne mais dura após o cozimento, sendo a redução da idade de abate uma das estratégias para produção de carnes mais macias.

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Boa genética é fundamental

A escolha da raça também é muito importante, animais de raças grandes e musculosas, como Charolês e Limousin têm maiores taxas de crescimento, peso de abate e área de olho de lombo, indicando maior quantidade de carne na carcaça, porém, são mais tardias para acumular gordura. Já as raças menores e de musculatura moderada, como Angus, Hereford e Shorthorn, apresentam menores ganhos, porém, são mais precoces em termos de acabamento de carcaça, com maior espessura de gordura, pois diminuem antecipadamente a deposição de tecido magro em detrimento da deposição do tecido adiposo.

Uma opção para criação de bovinos a pasto que cresce a cada ano entre os produtores é o cruzamento industrial, sendo que este propõe a combinação de duas ou mais raças adaptadas para corte de diferentes tipos biológicos, que tem por objetivo melhorar a eficiência na produção de carne. O aumento do peso e melhoria da qualidade das carcaças estão entre os benefícios que os cruzamentos entre raças taurinas e zebuínas proporcionam, de forma imediata, à pecuária de corte.

Soesp – A Sementes Oeste Paulista está sediada em Presidente Prudente (SP) e há 36 anos atua no mercado oferecendo sementes de pastagem. Sua matriz conta com infraestrutura voltada à produção, beneficiamento, comercialização e desenvolvimento de novas tecnologias, tanto para pecuária como para agricultura de baixo carbono. A empresa desenvolveu a tecnologia Soesp Advanced, uma semente diferenciada no mercado, que traz diversos benefícios no plantio e estabelecimento do pasto, além de se adequar perfeitamente ao sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Acesse www.sementesoesp.com.br.

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Mato Grosso

Tribunal de Justiça empossa mais 10 novos juízes e juízas para Comarcas do Estado

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A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Helena Póvoas, empossou, na tarde desta quinta-feira (18 de agosto), 10 novos juízes substitutos, quatro mulheres e seis homens, aprovados no último Concurso Público para ingresso na Carreira da Magistratura do Estado. A nomeação e posse dos magistrados é um dos compromissos firmados pela presidente no início da gestão como parte do planejamento de Priorização do Primeiro Grau e, automaticamente, fortalecimento da magistratura estadual.
 
A solenidade, no Plenário 1, na sede do Judiciário, na Capital, em formato presencial e hibrido, foi prestigiada, além de desembargadores e desembargadoras, juízes e juízas auxiliares da Presidência e da Corregedoria-Geral da Justiça, por representantes de instituições do sistema de Justiça e por familiares e amigos dos empossados.
 
O corregedor-geral, desembargador José Zuquim Nogueira, parabenizou a presidente do Tribunal pela convocação dos novos colegas que representa mais uma etapa de fortalecimento do Primeiro Grau de Jurisdição. “Vocês que tomam posse hoje, certamente, enfrentarão muitas dificuldades, mas serão de grande valia para os vossos aprendizados”, frisou o desembargador, ensinando que no exercício da magistratura o que mais se exige do magistrado é o sentimento de equilíbrio, firmeza nas decisões e no caráter, justamente porque “o melhor magistrado é aquele, aquela, que entrega ao cidadão um serviço de qualidade e celeridade”, aconselhou o corregedor-geral.
 
A presidente Maria Helena Póvoas pediu aos novos juízes e juízas que atuem nas unidades judiciais com independência e serenidade e que nunca confundam autoridade com autoritarismo. A desembargadora recomendou aos novos magistrados e magistradas que procurem sempre receber com carinho os advogados e advogadas e que em toda a carreira procurem agir com humildade.
 
Maria Helena Póvoas frisou que com esse ato de posse, pela primeira vez na Justiça estadual, todas as comarcas estão preenchidas por magistrados e magistradas. “Sinto gratidão por atingirmos essa meta”, salientou a presidente.
 
Mais nomeações – Dos 10 empossados, cinco magistrados e magistradas foram convocados para substituírem os(as) que foram nomeados(as) e posteriormente pediram exoneração do cargo. E, com isso, por decisão da desembargadora-presidente, outros cinco foram nomeados nomeadas, ampliando ainda mais o número previsto no edital do concurso, que, inicialmente, era nove, depois passou para 25 e, agora, chegou a 30 juízes e juízas substitutos(as) que passam a integrar o quadro da magistratura de Mato Grosso e que em breve estarão lotados em comarcas do interior.
 
Ao desejar boa sorte e sucesso na nova caminhada, a presidente do Tribunal de Justiça lembrou aos novos magistrados e magistradas que irão comandar eleições e orientou que atuem com altivez, autoridade e sem arrogância. “Assim, informo que o Tribunal de Justiça está à disposição dos senhores e senhoras para auxiliá-los nessa jornada”, ressaltou, acentuando que os novos togados, com toda certeza, chegam com a missão de contribuir com a constante eficiência da Justiça mato-grossense.
 
Formação – Os 10 novos magistrados e magistradas substitutas participam de 22 de agosto a 30 de setembro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) promovido pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), no Anexo Desembargador Atahide Monteiro da Silva, na sede do Judiciário, em Cuiabá. No dia 3 de outubro serão designados(as) para as comarcas em que atuarão (ainda não definidas) e lá continuarão com a formação on-line.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagens: Foto 1 em formato horizontal colorida no Plenário 1 tendo a frente os 10 novos juízes e juízas e atrás a presidente do Tribunal de Justiça e demais magistrados e magistradas e autoridades do sistema de Justiça. Foto 2 em formato horizontal colorida tendo a frente os 10 novos magistrados e magistradas e ao fundo, também de pé, as demais autoridades ladeadas por um crucifixo, brasão do Judiciário e pelas bandeiras do Brasil e de Mato Grosso
 
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Mato Grosso

Juizado Especial Criminal de Cuiabá suspende atendimento presencial por falta de energia

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Por conta da falta de energia elétrica o atendimento presencial está suspenso hoje (dia 18/8) no Juizado Especial Criminal de Cuiabá (Jecrim), bem como no Serviço de Atendimento Imediato (SAI).
 
Apesar da suspensão do atendimento presencial, os prazos processuais continuam a correr normalmente.
 
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Mato Grosso

Acessibilidade: Tribunal de Justiça recebe elogio por traduzir sessões de julgamento em Libras

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Preocupado em garantir a inclusão de toda sociedade, o Poder Judiciário implantou a tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras) nas sessões on-line de julgamentos da Segunda Instância. Iniciativa que recebeu manifestação de elogio por meio da Ouvidoria Judiciária reconhecendo a importância de se promover a inclusão das pessoas que se comunicam por Libras.
 
 
“Quero deixar aqui registrado meu elogio ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, pela iniciativa de ter um intérprete de Libras nas sessões, gostaria de ressaltar o quanto é importante essa inclusão para a comunidade surda, pois há muitos anos essa luta ocorre por surdos e ouvintes que sentem empatia por cada um que dessa comunidade faz parte”, diz o início da manifestação.
 
“Acrescento aqui a Lei nº 10.436 que reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Esse reconhecimento traz consequências positivas para a comunidade surda, que passa a ver seus direitos fundamentais sendo desvelados pela população em geral, principalmente para as vivências em locais públicos”, acrescenta.
 
O manifestante informou que é pessoa ouvinte e estudante do curso de Intérprete de Libras no CASIES (Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial) e reconhece a importância dessas iniciativas por parte da sociedade e órgãos públicos. “Nessa luta também temos os profissionais intérpretes de libras, que se dedicam com afinco aos estudos para fazer a ponte nessa comunicação entre surdos e ouvintes”, completou.
 
Ele relembra que um dos principais marcos da garantia de direitos das pessoas surdas ocorreu em setembro de 2010, com a regulamentação da profissão de tradutor e intérprete de Libras, amparada pela Lei nº 12.319, valorizando esses profissionais que têm um papel fundamental na promoção da inclusão e do acesso à informação de milhões de pessoas surdas.
 
“Mais uma vez agradeço e reforço a importância de iniciativas como esta, pois servem de modelo e motivam cada vez mais a comunidade surda e a nós estudantes em continuar a buscar a inclusão e reconhecimento dos nossos esforços. A todos minha gratidão”, completa.
 
A presidente do TJMT, desembargadora Maria Helena Póvoas, agradeceu a manifestação pública e destacou: “desde o seu nascedouro, esta gestão tem como mote ser uma ‘Justiça Inclusiva: eficiência com equidade’ e o elogio ora recebido indica que o caminho está sendo traçado com louvor”.
 
Ações de acessibilidade – Além da tradução simultânea das sessões de julgamento em Libras, o Poder Judiciário de Mato Grosso adere outras ações de acessibilidade, como a ferramenta VLibras no site institucional do TJMT e nos hotsites temáticos das áreas do órgão, por meio de um software que traduz os conteúdos do Portal TJMT por tópicos, fazendo a leitura de hiperlinks e textos em Libras, além do menu de acessibilidade completo.
 
Por meio de um contrato firmado pela Coordenadoria Judiciária, está sendo garantida a presença de intérprete de Libras para atender as demandas do Tribunal de Justiça.
 
Também há uma comissão criada exclusivamente para tratar do tema – a Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão, presidida pela desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho. O grupo de trabalho está constantemente desenvolvendo e aprimorando estratégias de acessibilidade, tanto em quesitos estruturais e físicos, quanto acessibilidade digital
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagens: imagem de uma tela reproduzindo uma sessão de julgamento, onde aparem os magistrados e o procurador de justiça. Ao lado da tela principal, existe uma janela onde aparece o interprete de Libras.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT – Campanha Fake News II

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