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MEC e MinC anunciam medidas para recuperar Museu Nacional em três etapas

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Nesta terça-feira (04), os Ministérios da Cultura (MinC) e da Educação (MEC) anunciaram a formação de um comitê executivo para a recuperação do Museu Nacional, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro ( UFRJ
), que teve seu acervo parcialmente destruído após incêndio ocorrido na noite do último domingo (02).

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Responsabilidade do caso Museu Nacional cria batalha entre governo e UFRJ
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Responsabilidade do caso Museu Nacional cria batalha entre governo e UFRJ

Segundo declaração à imprensa sobre o caso Museu Nacional
, inicialmente, serão destinados R$ 15 milhões, provenientes do MEC – sendo R$ 10 milhões para a segurança do local, reforço das estruturas e da contenção e resgate de parte do acervo; e outros R$ 5 milhões para a criação de um projeto executivo de restauração da instituição.

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De acordo com o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o plano se divide em quatro etapas. A primeira parte é a proteção da estrutura física do museu e do acervo, onde estão sendo identificadas as obras e peças que ainda podem ser resgatadas.

A segunda etapa é a elaboração do projeto básico e do projeto executivo para a reconstrução do Museu e dos equipamentos necessários para a obra. Estão previstos R$ 5 milhões para essa fase, com a possível participação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência ea Cultura (UNESCO).

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Após a conclusão desses projetos, será realizada a obra de recuperação em si. “Para essa etapa, queremos contar tanto com recursos orçamentários quanto com recursos de patrocinadores, via Lei Rouanet”, pontua Sérgio Sá Leitão. A última etapa seria a da reconstituição do acervo, com os itens recuperados após o incêndio e com o acervo do Horto do museu, no Parque da Quinta da Boa Vista, local não atingido pelas chamas.

Sobre isso, segundo divulgado, o presidente Michel Temer entrou em contato com bancos e empresas privadas, que já sinalizaram o interesse em patrocinar. “Considerando a Lei Rouanet como uma fonte de apoio ao Museu, estamos procurando aumentar as condições de recuperarmos, com a maior brevidade, no nosso Museu”, resumiu o ministro da Educação, Rossieli Soares.

De quem é a responsabilidade?

Culpa sobre o caso Museu Nacional ecoa sobre governo Temer e UFRJ
Divulgação

Culpa sobre o caso Museu Nacional ecoa sobre governo Temer e UFRJ

Após o incidente na instituição de cultura, um embate se estabeleceu entre o governo e a UFRJ sobre a responsabilidade do ocorrido. O reitor da Universidade Federal, Roberto Leher, e o diretor do museu, Alex Kellner, ao acompanhar o trabalho de rescaldo dos bombeiros no prédio nesta segunda (03), responsabilizaram o governo federal pela falta de recursos para a instituição.

Em contrapartida, o ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, afirmou na mesma segunda (3) que a responsabilidade pela falta de manutenção e de investimentos na entidade “não é exclusiva” do governo Temer.

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Soares ainda detalhou que o orçamento do Ministério da Educação está sendo melhorado para 2019 o que, segundo ele, é um indicativo importante em tempos de ajuste fiscal. No entanto, ressaltou que a reforma necessária não foi feita mesmo quando se tinha mais recursos disponíveis.

Museu Nacional: um relato utópico

Responsabilidade do caso Museu Nacional cria batalha entre governo Temer e UFRJ
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Responsabilidade do caso Museu Nacional cria batalha entre governo Temer e UFRJ

Segundo divulgado na coluna da jornalista Mônica Bergamo, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, encomendou um relatório sobre cerca de 40 museus
nacionais. Segundo o relatório, as instituições funcionam em boas condições.

Ainda de acordo com a coluna, o ministro afirma que o trabalho apontou a necessidade de modernização dos museus — alguns deles apresentam “condições precárias de visitação” e precisariam modernizar suas lojinhas. Não foram apontados problemas de segurança.

Sá Leitão afirma ainda que quatro instituições devem passar em breve por reformas – o Museu da República, o Museu Histórico Nacional e o Museu da Chácara do Céu, no Rio, e o Regional São João del Rei, em Minas Gerais.

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O relatório destaca ainda que há instituições que funcionam de forma avaliada como impecável — como o Museu Nacional
, no Rio, e o Museu Imperial, em Petrópolis (RJ).

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Comissão debate regras da Anac para concessão de transporte aéreo

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André Santos/Prefeitura de Uberaba-MG
Transporte - aviação - aeroportos regionais avião aviões pequeno porte executivos (aeroporto de Uberaba-MG)
Setor aéreo convive com empresas em recuperação judicial

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados promove audiência pública na segunda-feira (21), a fim de discutir as regras adotadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para empresas obterem o direito de explorar o serviço de transporte aéreo no Brasil.

O debate é uma iniciativa do deputado Roman (Patriota-PR). Segundo ele, a agência reguladora deveria rever os artigos da Resolução 377/16 que tratam da composição societária e da regularidade fiscal exigidas das companhias para a concessão.

“Observando o estado de debilidade financeira das empresas aéreas no Brasil e no mundo, tendo inclusive algumas delas sucumbido deixando dívidas trabalhistas e tributárias com prejuízo para milhares de funcionários e para os entes públicos, é que entendemos que as regras para a concessão devem ser revistas”, afirma o parlamentar.

Roman cita o caso da Empresa Itapemirim Transportes Aéreos (ITA), que recebeu da Anac a concessão para exploração do serviço de transporte aéreo, mas hoje encontra-se em recuperação judicial, tendo dívidas bilionárias.

Convidados
Foram convidados para a audiência:

  • o diretor-presidente da Anac, Juliano Alcântara Noman;
  • o presidente da Infraero, Hélio Paes de Barros Júnior;
  • o diretor Regulatório e de Relações Institucionais, Ricardo Bezerra; e o diretor Jurídico do Grupo Itapemirim, Lauro Bottosso; e
  • o presidente da Associação de Ex-funcionários e Credores do Grupo Itapemirim, Paulo Marcos Adame.
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Como assistir
A reunião será realizada no plenário 11, a partir das 10 horas. O público poderá enviar perguntas aos participantes e acompanhar a discussão ao vivo por meio do portal e-Democracia.

Da Redação – MO

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Comissão discute formas de se fortalecer instituições de idosos

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Marcel Ávila/Prefeitura de Pelotas-RS
Direitos Humanos - idoso - convivência jogos cartas lazer baralho passatempo
Idosos jogam baralho em Pelotas (RS)

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados promove audiência pública, por videoconferência, na segunda-feira (21) para discutir sobre o fortalecimento das instituições de longa permanência de idosos (ILPIs).

O evento será realizado no plenário 14, às 9 horas, e terá transmissão interativa pelo e-Democracia.

A deputada Geovania de Sá (PSDB-SC), que solicitou a realização do debate juntamente com os deputados Tereza Nelma (PSDB-AL), Ossesio Silva (Republicanos-PE) e Flávia Morais (PDT-GO), afirma que é relevante conhecer onde estão as ILPIs, quantas são, de quem cuidam e como cuidam. “O atual contexto de crise gerado pela pandemia de Covid-19 acentuou a necessidade de informações sobre a atuação das ILPIs no Brasil”, diz.

Foram convidados para o debate:

– a assistente social, representante da Frente Nacional de Fortalecimento à ILPI e docente do curso de graduação em gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (Each-USP) Marisa Accioly;

– a pesquisadora da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV), membro do Conselho Técnico do IBGE e membro honorário da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia Ana Amélia Camarano; e

– o médico, membro da Sociedade Brasileira de Geriatra e Gerontologia (SBGG), professor associado da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho Paulo Villas Boas.

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Da Redação – AC

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Mobilidade dos idosos depende de projetos com acessibilidade e prevenção de quedas, dizem especialistas

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Igor Sobral/Prefeitura de Pelotas-RS
Transporte - ônibus - idosos preferencial
Acessibilidade está nas leis, mas nem sempre é seguida por planejadores urbanos

A prevenção de quedas se mostra uma das providências mais urgentes para melhorar a mobilidade e a acessibilidade da população mais velha. A conclusão é dos especialistas reunidos em audiência pública da Comissão dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (17). Para eles, os benefícios da longevidade só valem a pena se houver autonomia e independência.

Os participantes do debate lembraram que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), esta é a Década do Envelhecimento Saudável, que vai até 2030. Segundo Lucélia Nico, coordenadora de Saúde do Idoso do Ministério da Saúde, o Brasil tem 30 milhões de idosos, ganha mais um milhão deles a cada ano e, em mais de mil municípios, a população predominante tem mais de 60 anos.

Ela mostrou que, de acordo com uma pesquisa da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde feita em 2018, 69,2% dos idosos brasileiros praticam atividades físicas em níveis insatisfatórios.

Prevenção
O ortopedista Marcus Vinicius Dias aponta que os exercícios físicos são uma das medidas para enfrentar dois desafios à boa mobilidade: a artrose e a osteoporose. Ele alerta para a necessidade de medidas de segurança inclusive no ambiente domiciliar, para prevenir as quedas decorrentes da osteoporose, que levam a muitas fraturas de quadril.

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“O mais importante é evitar que esse idoso caia e se frature. Uma vez fraturado, a gente tem menos a oferecer”, disse.

Outro estudo divulgado pelo Ministério da Saúde detalha que a prevalência de quedas se dá em mulheres com mais de 75 anos, um grupo que tem medo, por exemplo, de atravessar a rua e reclama do tempo rápido do sinal vermelho dos semáforos.

A socióloga Vania Herédia, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), recomenda que os idosos estejam atentos aos ambientes por onde circulam e conscientes de riscos e obstáculos, como problemas com calçadas e iluminação pública.

“Conhecer o lugar que nós vivemos, identificar os obstáculos que nos cercam, que certamente evitaríamos uma série de problemas em relação à nossa saúde física”, afirmou.

Acessibilidade
Para Maria Lima, arquiteta da Secretaria de Urbanização do Distrito Federal, já existem leis que exigem projetos com acessibilidade, usando conceitos como o desenho universal e as rotas acessíveis. Ela salienta, no entanto, que falta consciência de quem projeta, constrói e fiscaliza.

“Isso precisa ser ensinado nas universidades, exigido pelos órgãos que fazem a aprovação de projetos, porque as pessoas, infelizmente, ainda precisam ser mandadas fazer uma coisa que a gente sabe que é necessário, que é um bem para todos e um dia vai chegar pra gente também”, observou.

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Crítica à OMS
Em meio à discussão sobre envelhecimento ativo, a assistente social Lidiane Peres protestou contra decisão recente da Organização Mundial de Saúde (OMS) de incluir a velhice na Classificação Internacional de Doenças (CID). O presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa Idosa, deputado Dr. Frederico (Patriota-MG), também não gostou de saber da notícia.

“Esse alerta serviu para que possamos, aqui na comissão, avaliar que medidas realmente fazer junto à OMS para pedir uma reconsideração, porque entendemos também que a velhice de jeito nenhum pode ser considerada como uma doença; pelo contrário, é envelhecimento saudável”, comentou.

Uma política pública elogiada pelos participantes do debate foi a implantação das chamadas “Academias da Terceira Idade”, equipamentos públicos ao ar livre que promovem a atividade física entre os idosos e previnem as doenças que afetam a mobilidade.

Reportagem – Cláudio Ferreira
Edição – Roberto Seabra

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ALMT – Campanha Fake News II

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