Saúde

Melatonina: médicos afirmam que uso do hormônio ‘saiu do controle’

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Remédio em comprimido
Christine Sandu / Unsplash

Remédio em comprimido

Mais de 2% dos americanos adultos usam regularmente a melatonina como auxilio na hora de adormecer. O número é cinco vezes maior do que em relação há duas décadas. Nos Estados Unidos, assim como no Brasil, o suplemento pode ser adquirido em farmácias populares sem prescrição médica.

Ainda não há estudos que comprovem os riscos de usar a melatonina por longos períodos, mas o Instituto Nacional de Saúde (NIH) do Reino Unido garante que o uso prolongado pode levar a uma série desconhecida de problemas graves de saúde, incluindo declínio cognitivo grave e problemas psiquiátricos a longo prazo.

Em um novo relatório publicado na revista JAMA, especialistas descrevem o aumento não regulamentadodno suplemento de auxílio ao sono sem receita médica como “uma situação louca que saiu do controle”, e alertam que as pessoas que se automedicam com altas doses por um período de longo prazo estão se colocando em risco de efeitos colaterais de curto prazo, incluindo fadiga, tontura e dores de cabeça.

O recomendado atualmente de melatonina para consumo é cinco miligramas por noite. Os usuários que tomam mais e sem acompanhamento médico podem ter consequências mais graves para a saúde a longo prazo, especialmente se tomadas em conjunto com outros medicamentos.

Os médicos também tem alertado para o aumento do uso do suplemento entre crianças. Segundo relatório do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), divulgado no início do ano, afirma que, de 2011 a 2021, as linhas de ajuda atenderam mais de 260 mil chamadas sobre crianças que ingeriram doses altíssimas de melatonina. Destes, dois morreram, 300 acabaram precisando ficar em observação na UTI e 4 mil crianças foram hospitalizadas.

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Muitos suplementos de melatonina tem a forma de uma goma de mascar, por isso, especialistas acreditam que há uma grande chance de as crianças acreditarem falsamente que são doces e comer em grande quantidade. Embora isso possa tornar a hora de dormir um pouco mais fácil, os especialistas alertam que isso pode dar ao filho um equívoco perigoso sobre a melatonina.

“Como qualquer outra droga, você não a deixa no balcão da cozinha para o seu filho entrar”, afirma Judith Owens, diretora do Centro de Distúrbios do Sono Pediátrico do Hospital Infantil de Boston.

Ao contrário da maioria dos outros países, nos EUA a melatonina não é regulamentada pelo FDA e pode ser comprada on-line e fora das prateleiras das farmácias sem receita médica.

Assim como no Brasil, onde o hormônio é autorizado pela Anvisa para venda como suplemento alimentar e pode ser encontrado em farmácias, no país americano também é comercializado como um suplemento natural e seguro para ajudar a dormir.

Os dados mostram que a venda do medicamento cresceu mais de 142% nos Estados Unidos — de US$ 339 milhões de dólares em 2017 para US$ 821 milhões em 2020.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Pacientes com Covid grave têm mais riscos de mal súbito

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Sequelas da Covid têm preocupado a medicina
Mariana Alvim – @marianaalvim – Da BBC News Brasil em São Paulo

Sequelas da Covid têm preocupado a medicina

Nos últimos meses, aumentou o número de pessoas que morreram de mal súbito, sendo que muitas dessas mortes são de quem foi contaminado pela Covid-19. A doutora Inês Bissoli, cardiologista e coordenadora do CTI do Hospital Badim, explica quais os motivos para a doença estar relacionada a esses casos.

“Dentro das manifestações da Covid estão as de natureza cardiológica, com quadro de miocardite, que é a inflamação da musculatura cardíaca, o infarto agudo do miocárdio e as arritmias. Além disso, como a Covid é uma doença que aumenta o risco de formação de trombos, ou seja, o estado de hipercoagulabilidade, há risco aumentado de eventos tromboembólicos como a trombose venosa profunda, a embolia pulmonar, os acidentes vasculares cerebrais”, detalha.

A medicina também identificou que cresceu o número de doenças de coração entre pessoas contaminadas. Isto tem ocorrido por conta das “manifestações cardíacas são comuns nos pacientes com Covid grave”.

“Mas como a Covid é uma doença de estado de hipercoagulabilidade e inflamatória, ela pode afetar o coração de qualquer pessoa que teve a doença, com disfunção microvascular, resposta inflamatória sistêmica, miocardite e hipoxia, que é a baixa concentração de oxigênio no sangue”, acrescenta.

As sequelas também têm provocado preocupações. As mais comuns são fadiga, dispneia (falta de ar), tosse, alteração no olfato e paladar, fibrose pulmonar e renal, podendo ter necessidade de diálise. “Quanto os sintomas emocionais podem perdurar a ansiedade, depressão, estresse pós-traumático, alterações cognitivas, como perda da concentração e alterações da memória, insônia. A pessoa pode ter ainda queda de cabelo, sudorese, diarreia, taquicardia, vertigem, dor articular e mialgia”, explica a médica.

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Quem ficou com sequelas no coração pode ser curado ainda, no entanto, tudo depende do caso. “Pacientes que tiveram miocardite pela Covid podem se recuperar após o tratamento adequado, mas em alguns casos de Covid grave o paciente pode cursar com insuficiência cardíaca, situação sem cura, mas com controle por meio de medicações indicadas para cada caso e atividade física sob supervisão. Por isso é importante uma avaliação médica após a cura”, relata a doutora Bissoli.

“Pacientes com Covid-19 têm risco cardiovascular maior se comparados àqueles pacientes que não tiveram a doença. Quanto mais grave a manifestação da Covid, maior o risco cardiovascular”, completa.

Todos que tiveram Covid deveriam procurar cardiologista?

A médica garante que todos que foram contaminados pela doença devem procurar um cardiologista para saber qual seu estado de saúde. “É uma doença trombogênica e inflamatória, podem ocorrer alterações cardiológicas em qualquer caso de Covid-19, que não se manifestaram durante a fase aguda da doença”, pontua.

Inclusive, para praticar esporte, é importante que se tenha um laudo médico. “É importante para qualquer pessoa que pretende iniciar uma atividade física procurar um especialista e realizar uma avaliação de doença cardíaca, como a miocardiopatia hipertrófica. No caso dos pacientes que tiveram Covid, esse procedimento é mais necessário ainda, porque a doença pode evoluir com miocardite, que é uma inflamação dos músculos do coração”, comenta.

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Por fim, ela dá dicas de como as pessoas devem se cuidar após serem contaminadas, mesmo estando vacinadas. “A pessoa que testou positivo para Covid-19 assintomática ou sem sintomas respiratórios ou ainda com ausência de febre, mesmo assim deve fazer isolamento por cinco dias a partir do início dos sintomas ou do resultado do teste RT-PCR, para não infectar outras pessoas”, relata.

“Deve repetir o exame após o quinto dia para poder sair do isolamento, caso o resultado do exame seja negativo. Se o exame ainda for positivo, deve-se estender o isolamento para sete dias. Sair do isolamento somente com a ausência de sintomas nas últimas 24 horas. Na presença de sintomas nesse período é necessário estender o isolamento até 10 dias. Em todos esses casos é indicado e fundamental manter o uso de máscara e higienização das mãos. Pessoas com Covid grave ou imunossuprimidas por doença ou uso de medicações imunossupressoras devem fazer quarentena de 20 dias. O retorno só poderá ser feito se não tiver febre ou uso de antitérmico nas últimas 24 horas”, conclui.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Biofeedback: entenda o procedimento pós-operatório feito em Anitta

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Anitta fez exame para acompanhar caso de endometriose
Reprodução/Instagram 15.08.2022

Anitta fez exame para acompanhar caso de endometriose

Na tarde desta segunda-feira, a cantora Anitta gravou uma série de stories em suas redes sociais dizendo que estava fazendo um exercício que avalia a contração anal e desenvolve controle sobre o assoalho pélvico. Chamado de Biofeedback, o procedimento pode ser um tratamento para pacientes com endometriose ou que estão em processo pós-operatório, como é o caso da artista.

Como funciona? Também chamado de retroalimentação anorretal, o exame consiste em introduzir uma sonda de 2 a 3 centímetros, com espessura menor do que a de uma caneta, no ânus do paciente e capta os sinais elétricos do músculo, registrando as contrações em um computador.

Para que serve o biofeedback? Pacientes diagnosticados com endometriose podem apresentar um relaxamento inadequado do assoalho pélvico e da região anal, por essa questão, o exercício pode ajudar a reduzir dores e permite ter um controle melhor da musculatura. No caso de Anitta, ela tinha que reproduzir uma série de desenhos que apareciam em uma tela por meio de contrações e relaxamentos. Se ela contraísse a região, a linha subia, se relaxava, descia.

Para quem é indicado? O biofeedback também pode ser usado com pacientes que apresentam incontinência anal, ou seja, a incapacidade de controlar a eliminação de fezes, no pós-cirúrgico de operações no reto e ânus e em quem tem dor retal. O exame também pode ser um grande aliado em diagnósticos precoces de doenças na região.

Especialistas garantem que o exame é indolor, apesar de poder causar um leve incomodo. O médico responsável decidirá quantas sessões deverão ser realizadas, sendo o recomendado até cinco procedimentos e a duração do tratamento depende da evolução do paciente.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Governo é autorizado a veicular campanha contra varíola dos macacos

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Novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, deferiu o pedido feito pelo Governo Federal para a veiculação da campanha nacional de prevenção à varíola dos macacos no período de 12 a 30 de agosto. As peças a serem divulgadas devem conter apenas a identificação do Ministério da Saúde como o órgão responsável pela iniciativa.

Em ano de eleições, a Constituição Federal (parágrafo 1º do artigo 37) proíbe qualquer publicidade institucional que possa configurar o uso abusivo da máquina pública para promoção do governante e que possa ocasionar desequilíbrio na disputa.

No entanto, Fachin destacou que a divulgação desta campanha é de interesse público, pois assegura o direito à informação e à saúde individual e coletiva.

“No que concerne à urgência, observa-se que a ausência de orientação e incentivo à população sobre as medidas de prevenção e contágio da varíola dos macacos pode esvaziar a iniciativa e dificultar a prevenção e o controle da referida doença”.

Nesse contexto, o pedido se enquadra na exceção prevista na alínea “b” do inciso VI do artigo 73 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), o que viabiliza a divulgação da propaganda institucional nos termos solicitados.

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O artigo 73 da lei proíbe aos agentes públicos, entre outras condutas, nos três meses que antecedem às eleições, a publicidade institucional de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da administração indireta, salvo em caso de grave e urgente necessidade pública, assim reconhecida pela Justiça Eleitoral.

O ministro autorizou o uso exclusivo do endereço eletrônico www.gov.br/varioladosmacacos, que deverá direcionar a usuária e o usuário para a página da campanha. Ou seja, está proibido o uso de qualquer outro endereço eletrônico ou expediente de informática que exija da pessoa a escolha de links ou outras formas de acesso.

Comunicação

A petição ao TSE para a veiculação da campanha, com solicitação de liminar, foi formulada pelo secretário especial de Comunicação Social do Ministério das Comunicações, André de Sousa Costa.  Com a decisão de mérito favorável, o pedido de liminar foi considerado prejudicado pelo ministro relator.

Com informações do TSE*

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Fonte: IG SAÚDE

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ALMT – Campanha Fake News II

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