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Morte de panda gigante na Tailândia irrita China e ameaça empréstimo de animais

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Planeta

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Wikimedia Commons/J. Patrick Fischer

Após a morte de panda gigante, chineses se manifestaram contra o empréstimo deste animal à Tailândia

A “diplomacia dos pandas” usada pela China para, por meio de empréstimos desses animais a zoológicos estrangeiros, estreitar laços com esses países, está ameaçada com a morte súbita de um panda gigante em um zoo tailandês. Segundo o jornal “The Guardian” , a ocorrência causou indignação na China e pipocaram exigências nas redes sociais do país para que não haja mais empréstimos desses animais.

De acordo com a mídia da Tailândia, o macho Chuang Chuang, de 19 anos, entrou em colapso na tarde da última segunda-feira, depois de comer bambu no zoológico de Chiang Mai, no norte do país. Autoridades chinesas informaram que o caso vai ser investigado por especialistas da China Conservation e do Centro de Pesquisa do Panda Gigante, mas essa notícia não aplacou a revolta de vários internautas do país.

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    A morte de Chuang Chuang virou um dos principais tópicos da plataforma Sina Weibo (o “Twitter chinês”). Muitas postagens mencionam dúvidas sobre a morte do panda e a qualidade dos alimentos e instalações no zoológico de Chiang Mai.

    “Por favor, não alugue mais pandas para a Tailândia! Não!”, clamou um internauta citado pelo jornal inglês. “Chuang Chuang é provavelmente o panda mais amargo do mundo! Que tipo de bambu ele recebeu? Se você não puder bancar [um panda], não o alugue.”

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    “Você deve cuidar bem de nossos tesouros nacionais emprestados a você, Tailândia”, escreveu outro usuário. “Agora Chuang Chuang se foi. Não adianta dizer nada. Se você não pode cuidar de nossos tesouros nacionais, não os tome emprestados. Estou muito triste.”

    Hospedagem cara

    Houve diversos questionamentos sobre o programa da China de emprestar seus ameaçados pandas gigantes para outros países. Na “diplomacia do panda”, zoológicos estrangeiros desembolsam milhões de dólares para hospedar os animais.

    Chuang Chuang estava desde 2003 no zoológico de Chiang Mai com sua companheira, Lin Hui. O par não conseguiu acasalar enquanto viveu junto em cativeiro. Lin Hui deu à luz um filhote em 2009 por inseminação artificial.

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    Um usuário do Sina Weibo pediu que Lin Hui voltasse para casa após a morte de Chuang Chuang. “Se você não conseguir cuidar deles, devolva-os”, escreveu. “Chuang Chuang já perdeu sua vida. Por favor, envie Lin Hui para casa.”

    Segundo a ONG World Wildlife Fund (WWF), os pandas vivem em média de 14 a 20 anos na natureza. Em cativeiro, porém, eles chegam a atingir 30 anos.

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    Governo sanciona novo Marco Legal do Saneamento Básico

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    Aprovado no Senado Federal no final do mês passado, após tramitar também pela Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei (PL) 4.162/19, que atualiza o novo Marco Legal do Saneamento Básico, foi sancionado hoje (15) pelo presidente Jair Bolsonaro. A cerimônia começou às 13h, por videoconferência, no Palácio da Alvorada. Participam do evento virtual diversos ministros, sendo que alguns, como o ministro da Economia, Paulo Guedes, participam presencialmente do evento. 

    Confira a cerimônia completa:

    O projeto viabiliza a injeção de mais investimentos privados no serviço de saneamento. Hoje, em 94% das cidades brasileiras, o serviço de saneamento é prestado por empresas estatais. As empresas privadas administram o serviço em apenas 6% das cidades.

    O novo marco prevê que empresas privadas também poderão participar de licitações do setor. Atualmente, prefeitos e governadores podem optar pela licitação ou por firmar termos de parceria diretamente com as empresas estatais. Com a nova legislação, as empresas estatais não poderão firmar novos contratos para a prestação do serviço sem participar de licitação junto com as empresas privadas.

    Os atuais contratos em vigor poderão ser prorrogados por mais 30 anos, desde que as empresas comprovem uma saúde financeira suficientemente boa para se manterem apenas com a cobrança de tarifas e contratação de dívida. Além disso, as empresas devem ampliar o fornecimento de água para 99% da população e acesso a esgoto para 90% da população.

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    Edição: Denise Griesinger

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    Mourão: país está comprometido com atividades sustentáveis na Amazônia

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    O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse hoje (15) que o Estado brasileiro está comprometido com a promoção de atividades produtivas sustentáveis na região Amazônica. 

    “Infelizmente, grande parte do mundo olha para nosso país somente através de uma janela estreita e por vezes distorcida que se abre sobre o desmatamento ilegal e as queimadas na Amazônia. Não negamos nem escondemos informação sobre a gravidade da situação, mas também não aceitamos narrativas simplistas e enviesadas”, destacou Mourão.

    O vice-presidente reconheceu a pressão cada vez maior que empresas e consumidores exercem sobre os produtores brasileiros, cobrados a preservar o meio ambiente. “As credenciais ambientais são exigidas por empresas e consumidores que confiam na qualidade dos produtos brasileiros”, disse o vice-presidente após participar, esta manhã, em Brasília, de uma reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal.

    Além de Mourão, que preside o conselho nacional, vários ministros participaram da reunião – entre eles, Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Bento Albuquerque (Minas e Energia) e Ricardo Salles (Meio Ambiente). O encontro ocorre em um momento em que investidores, grandes empresas, organizações ambientalistas e movimentos sociais do Brasil e de outros países cobram, do governo brasileiro, ações capazes de barrar o desmatamento e assegurar a preservação ambiental, sobretudo da Amazônia Legal (região que compreende nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins).

    O Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão, coordena a 2ª Reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNAL). O Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão, coordena a 2ª Reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNAL).

    2ª Reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNAL)., por Romério Cunha/VPR

    “A sustentabilidade tornou-se elemento essencial do pacto geracional no século XXI”, afirmou o vice-presidente. “Precisamos atacar as causas do desmatamento ilegal de modo a permitir que a liberdade econômica possa prosperar em território amazônico no marco do Estado de Direito e em conformidade com a legislação ambiental brasileira”, disse Mourão.

    “Precisamos apresentar ao mundo a complexidade ambiental e humana dessa região e trabalhar com todos que tenham genuíno interesse na preservação da floresta e em seu desenvolvimento sustentável”, destacou.

    Após o fim da reunião, Mourão citou algumas iniciativas que o governo já vem implementando para tentar conter o desmatamento e as queimadas ilegais na Amazônia, entre elas, o emprego, até 6 de novembro, da presença de militares das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

    “Estamos trabalhando no planejamento do fortalecimento dos órgãos [federais] de combate aos delitos ambientais. Estamos em contato com os embaixadores dos países doadores [Alemanha e Noruega] no sentido de que os recursos do Fundo Amazônia voltem a ser liberados. Estamos iniciando as ações de regularização fundiária. Mais um satélite para o monitoramento de ilícitos ambientais será lançado no início do ano que vem. Ontem, o Inpe [Instituto Nacional de Pesquisas Espciais] apresentou o sistema Deter Intenso, que vai permitir uma melhor cobertura da Amazônia. Todos estes assuntos foram debatidos hoje e são iniciativas estratégicas com as quais vamos avançar ao longo do segundo semestre”, finalizou Mourão, que, antes, ao abrir a reunião, já havia dito que os membros do Conselho Nacional da Amazônia Legal e o próprio governo serão avaliados “pela eficácia de nossas ações, não pela nobreza das nossas intenções”.

    Garimpos

    Questionado sobre denúncias a respeito do aumento do número de garimpeiros atuando ilegalmente na Amazônia, sobretudo no interior da Terra Indígena Yanomami, em Roraima, Mourão afirmou que este é um problema que persiste há décadas, e que é influenciado por razões econômicas. “Esta atividade vem sendo explorada e até já faz parte, vamos dizer, da vida econômica do estado. Ela aumenta e diminui de acordo com o preço do ouro. E, este ano, o preço subiu de forma vertical. Consequentemente, atraiu este tipo de atividade. Além disso, a situação da pandemia, o decréscimo da atividade econômica, o desemprego, leva muita gente a buscar uma forma de ganhar a vida. São condicionantes que levam grupos de garimpeiros a adentrarem a terra indígena”, comentou o vice-presidente, que, na semana passada, recebeu representantes dos yanomamis para discutir a situação e colher sugestões. 

    “Existe uma determinação da Justiça nos solicitando apresentarmos um planejamento para a retirada destes garimpeiros. Isto não é um processo simples. Não é a mesma coisa que retirar camelôs da Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro. É uma operação complexa que estamos estudando; aguardando as decisões finais”, finalizou o vice-presidente.

    Edição: Aline Leal/Bruna Sanielle

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    ‘Precisamos tornar o Fundeb permanente’, afirma Paim

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    Durante pronunciamento nesta quarta-feira (15), o senador Paulo Paim (PT-RS) chamou atenção para o fim da validade do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que, pela Constituição, vence em dezembro.

    Paim afirmou que os recursos do fundo somaram cerca de R$ 150 bilhões em 2018, sendo R$ 137 bilhões vindo das contribuições de estados e municípios e R$ 13,6 bilhões de complementação da União. Para o senador, se o Fundeb não for renovado ou reformulado, a educação pública será gravemente afetada. 

    — Precisamos tornar o Fundeb permanente. Eu creio que o ideal é ampliar gradativamente a complementação da União ao fundo. Temos que sair desses 10% e migrar para 40% do total dos fundos estaduais. Precisamos elevar o investimento mínimo por aluno e valorizar os profissionais da educação.

    O senador destacou que o fundo beneficia 40 milhões de estudantes e representa 63% dos investimentos em educação básica pública. Segundo Paim, o Fundeb é responsável pelo atendimento escolar em mais de 70% dos municípios brasileiros, sendo os recursos aplicados exclusivamente na educação básica, da creche ao ensino médio.

    Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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