Saúde

Mortes por covid-19 caem 83% no 1º semestre na comparação com 2021

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Número de mortes por covid no Brasil pode ter sido 18% maior em 2020, estimam cientistas
Mariana Alvim – @marianaalvim – Da BBC News Brasil em São Paulo

Número de mortes por covid no Brasil pode ter sido 18% maior em 2020, estimam cientistas

Mais de dois anos após o início da pandemia, o Brasil enfrenta uma nova onda de Covid-19, causada pelo avanço das subvariantes da Ômicron. Embora a média móvel de mortes esteja em um período de crescimento, com índices acima de 200 nos últimos dias, o número de óbitos registrados no país pela doença no primeiro semestre deste ano é seis vezes menor do que o total do mesmo período de 2021.

Levantamento feito pelo GLOBO, com base em dados do consórcio de veículos de imprensa, mostra que nos primeiros seis meses de 2021, 323.270 pessoas perderam a vida em decorrência de complicações da Covid-19. No mesmo período deste ano, foram confirmadas 52.387 mortes. Isso corresponde a uma redução de 83,79% no número de óbitos.

A queda expressiva no número de óbitos pela Covid-19 é creditada à vacinação, que teve início na segunda quinzena de janeiro do ano passado, mas só engrenou a partir de junho.

“Em comparação com as ondas anteriores, há menor necessidade de leitos de terapia intensiva. Também não estamos vendo muitos óbitos”, disse o infectologista Júlio Croda, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), em uma entrevista publicada no início de junho, sobre o assunto.

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Apesar de a Ômicron e suas subvariantes conseguirem escapar da proteção conferida pelas vacinas e por infecções prévias, especialistas são unânimes em dizer que a vacinação permanece altamente eficaz para doenças severas, hospitalizações e óbitos. Para isso, é preciso estar com a imunização em dia. Já é consenso que para a Ômicron, o chamado esquema básico de vacinação é composto por três doses. Mesmo assim, apenas 44,27% dos brasileiros habilitados receberam uma dose de reforço. Para as faixas etárias mais vulneráveis, o segundo reforço já está liberado.

Até sexta-feira, 83,37% da população brasileira estava imunizada com ao menos uma dose. A segunda dose da vacina, por sua vez, foi aplicada em 78% da população nacional. A vacinação infantil ainda caminha a passos lentos. Apenas 63,26% das crianças de 5 a 11 anos já receberam a primeira dose contra a Covid-19. Para a segunda dose, a taxa é de 38,57%.

O número de casos, por outro lado, foi semelhante nos dois períodos: 10.883.383 no primeiro semestre de 2021 e 10.073.078 nos seis primeiros meses deste ano. Vale ressaltar ainda que especialistas estimam que o número de infectados atualmente é ainda maior que o oficial, dado que muitas pessoas recorrem aos autotestes, cujos resultados não são contabilizados pelos dados oficiais, ou não se testam.

Desde fevereiro de 2020, quando o primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus foi registrado no Brasil, 32.434.200 pessoas foram diagnosticadas com Covid-19 e 671.764 perderam a vida para a doença.

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Fonte: IG SAÚDE

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Cachorro é diagnosticado com varíola dos macacos na França

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Micrografia eletrônica de transmissão colorida de partículas do vírus da varíola dos macacos (amarelo) encontradas dentro de uma célula infectada (verde), cultivadas em laboratório
Reprodução/NIAD 13.08.2022

Micrografia eletrônica de transmissão colorida de partículas do vírus da varíola dos macacos (amarelo) encontradas dentro de uma célula infectada (verde), cultivadas em laboratório

Um cachorro foi infectado pela varíola dos macacos na França. Um estudo publicado na revista científica “The Lancet” apresentou o caso e informou que o animal provavelmente contraiu a doença de seus donos, que também testaram positivo para o vírus.

Os tutores do cachorro são um casal homossexual que não tem uma relação monogâmica, ou seja, tem um relacionamento aberto. O animal dormia com os donos e começou a ter as lesões cutâneas 12 dias após o casal. Os sintomas foram feridas no abdômen e uma ulceração anal fina.

Segundo os cientistas, o animal macho de quatro anos de idade foi realmente infectado pelo vírus dos donos. A análise deu 100% de compatibilidade com o vírus dos humanos.

Além do cachorro, apenas animais selvagens (roedores e primatas) foram vetores de transmissão do vírus monkeypox e, até então, o vírus não havia sido identificado em um animal doméstico.

Segundo a Lancet, os donos não deixaram que o cão tivesse contato com outros animais ou pessoas desde quando eles testaram positivo para a varíola.

O estudo concluiu que “a cinética do início dos sintomas em ambos os pacientes e, subsequentemente, em seu cão sugere a transmissão do vírus da varíola do macaco de humano para cão”.

“Nossas descobertas devem estimular o debate sobre a necessidade de isolar animais de estimação de indivíduos positivos para o vírus da varíola do macaco”, finalizam os cientistas.




Fonte: IG SAÚDE

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Anvisa desobriga uso de máscaras em voos e aeroportos

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Obrigatoriedade de máscaras é retirada pela Anvisa
Reprodução: Flickr – 17/08/2022

Obrigatoriedade de máscaras é retirada pela Anvisa

Em vigência desde 2020, a obrigatoriedade do uso de máscaras em aeroportos e aeronaves foi retirada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), nesta quarta-feira (17). O uso da medida não farmacológica, no entanto, segue sendo recomendado nesses ambientes.

A retirada da obrigatoriedade será aplicada assim que a resolução da Anvisa for publicada no Diário Oficial da União. A votação dos diretores da agência para a retirada da medida foi unânime.

“Diante do atual cenário, o uso de máscaras, adotado até então como medida de saúde coletiva, é convertido em medida de proteção individual”, diz o documento da Anvisa.

Segundo a agência, o cenário atual da  Covid-19 no país permite que algumas medidas sanitárias sejam atualizadas, como o uso obrigatório das máscaras. Contudo, o órgão de saúde enfatiza que o uso de máscaras e o distanciamento físico são medidas eficientes para a não transmissão da doença e continuarão a ser recomendadas.

Medidas ainda em vigor:

  • Desembarque por fileiras

  • Álcool em gel nos voos

  • Higienização dos aviões

  • Sistemas de filtros de ventilação

Segundo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), aais de 680 mil pessoas já morreram por Covid-19 no Brasil. Os casos confirmados já passam dos 35 milhões. No mundo, já ocorreram 6,4 milhões de óbitos e 590 milhões de casos.

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Fonte: IG SAÚDE

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Transmissão da varíola dos macacos pode ser assintomática – diz estudo

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Micrografia eletrônica de transmissão colorida de partículas do vírus da varíola dos macacos (amarelo) encontradas dentro de uma célula infectada (verde), cultivadas em laboratório
Reprodução/NIAD 13.08.2022

Micrografia eletrônica de transmissão colorida de partículas do vírus da varíola dos macacos (amarelo) encontradas dentro de uma célula infectada (verde), cultivadas em laboratório


Um relatório publicado na revista científica Journal of Emerging Infectious Diseases, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), relata o caso de um homem de 20 e poucos anos diagnosticado com a varíola dos macacos sem contato recente com outras pessoas que apresentaram sintomas ou tiveram confirmação para a doença, nem mesmo sexual.

Nesta semana, um outro estudo publicado no periódico Annals of Internal Medicine, que testou 200 pacientes num hospital na França, já havia encontrado que, de 13 pessoas infectadas, 11 não desenvolveram sinais da doença depois. As evidências intrigam especialistas, que investigam a possibilidade de o vírus monkeypox estar sendo transmitido de forma assintomática, isto é, por pessoas que não sabem que contraíram a doença por não manifestarem os sinais.

As informações vêm na contramão do perfil da maioria dos casos registrados no surto atual. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 91% dos eventos de disseminação do vírus são relacionados a encontros sexuais. O contato prolongado pele com pele já era de fato considerado a principal forma de contaminação. Porém, normalmente era associado à interação com as lesões provocadas pelo vírus, o que não é o caso do paciente relatado nos EUA.

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O homem não tinha histórico de relações sexuais nos últimos três meses, e contou ter presenciado locais fechados apenas durante viagens em aviões e trens. O mais próximo de contato de pele com outras pessoas foi 14 dias antes de os sintomas aparecerem, quando o paciente foi a um show.

“Ele disse que muitos participantes estavam usando blusas e shorts sem mangas. Ele usava calças e uma blusa de manga curta. (Porém), ele não notou nenhuma lesão de pele em ninguém presente, nem notou ninguém que parecia doente”, diz o relatório.

Além disso, outra característica fora do comum no caso é que o infectado não apresentou sintomas além das erupções cutâneas, nem mesmo febre ou inchaço dos linfonodos. As lesões foram relatadas no peitoral, nas costas, nas mãos e no lábio, mas não nas regiões genitais – área que tem sido associada à contaminação durante encontros sexuais, comprovando que o meio não foi o de transmissão.

“Este caso destaca a distinção das manifestações clínicas, pois indica possíveis rotas de transmissão durante o surto de varíola dos macacos em 2022. O caso destaca o potencial de propagação em aglomerações, o que pode ter implicações para o controle da epidemia”, escreveram os pesquisadores.

Isso porque as lesões na pele e o contato com elas eram considerados os principais sintomas e vias de contaminação da doença. Porém, no caso, o homem teria sido contaminado por alguém que não apresentou erupções ou que ao menos não esteve em contato com ele. Há a possibilidade de o vírus permanecer em superfícies, como lençóis e toalhas, porém os casos do surto atual não têm sido associados a esse modo de contaminação.

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Um outro estudo, publicado na revista científica British Medical Journal (BMJ), conduzido por cientistas do Reino Unido, já havia analisado 197 pacientes e chamado atenção para a possibilidade de transmissão entre pessoas sem sintomas. Uma das conclusões do trabalho foi de que apenas 25% dos infectados relataram ter tido contato com uma pessoa que teve a doença confirmada, “levantando a possibilidade de transmissão assintomática ou paucissintomática (que apresenta poucos sintomas)”.

“A compreensão dessas descobertas terá grandes implicações para o rastreamento de contatos, conselhos de saúde pública e medidas contínuas de controle e isolamento de infecções”, defenderam os autores.

Além disso, o estudo francês publicado nesta semana testou 200 pessoas e, das 13 que tiveram o resultado positivo, 11 foram casos de pacientes infectados pelo monkeypox sem manifestações clínicas. Esse é também um indicativo da possibilidade de haver casos da doença assintomáticos – e potencialmente transmissíveis. Porém, mais estudos são necessários para compreender melhor as especificidades da disseminação incomum do vírus pelo mundo.

Fonte: IG SAÚDE

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