Saúde

Oncologista alerta que o envelhecimento é um fator de risco para o câncer de mama

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Entre todos os tipos de câncer, o que mais acomete as mulheres é o de mama. E os dois principais fatores de risco para a doença são: ser mulher, e o envelhecimento, afirma a oncologista Carla Nakata, que é credenciado ao Mato Grosso Saúde.
O alerta é para que as mulheres acima dos 45 anos, e principalmente na terceira idade, intensifiquem os cuidados para monitorar a saúde, já que é nesta fase da vida que o câncer de mama é mais frequente.
“O câncer de mama pode acontecer em qualquer fase da vida, porém é mais frequente por volta dos 45, aos 65 anos de idade. Por isto, é importante o rastreamento e o diagnóstico precoce, ou seja, logo no início do câncer. A chance de essa mulher ficar curada ao longo da vida é muito alta, girando em torno de 95% a 98%, dependendo do caso. Quando eu diagnostico essa mulher em um quadro avançado as chances diminuem”, explica
A paciente que tem o diagnóstico precoce pode precisar de menos procedimentos onerosos, e mais complicados. “Às vezes a paciente que identificou um câncer no início nem vai precisar de quimioterapia. Sem contar que ela vai ficar curada, podendo voltar a fazer as suas atividades normais, que é o sucesso do tratamento”, avalia.
Outros fatores de risco envolvidos são a obesidade, genética (vários casos de câncer de mama na família), ou o uso de terapia hormonal para pacientes que entram na menopausa, mas para 95% das mulheres, a doença vai acontecer ao acaso.
“O fator de proteção seria a amamentação. Quanto maior o número de filhos e a amamentação, por quanto mais tempo melhor é a proteção para um câncer de mama”, ressalta.
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), são esperados 66 mil casos de diagnósticos novos de câncer de mama no País. A cada 100 mil mulheres, 61 serão acometidas com a doença. “A incidência é alta, e por isso que a gente faz esse programa de conscientização das mulheres para fazer o rastreamento do câncer de mama”.
Como detectar
O diagnóstico precoce passa por um exame de mamografia, ou ultrassom, que são fáceis e baratos. O auto exame de toque nos seios pode ajudar a paciente a perceber algum nódulo e procurar o mais breve um médico para os exames e o diagnóstico.
“Na maioria das vezes o câncer é assintomático. O sintoma mais frequente é a mulher sentir um caroço na mama, ou na axila. Esse caroço não dói, é endurecido, fixo. Pode ficar com a mama vermelha, pele com aspecto de casca de laranja, mais grossa com pontinhos, pode haver uma inversão do mamilo, pode haver dor, mas são sintomas menos comuns”, conta a especialista.
Fonte: GOV MT

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Saúde

Hospitais privados em SP estão com 84% das UTIs ocupadas por casos de Covid-19

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Leito
Northwestern Medicine

Hospitais privados alertam para aumento de casos da Covid-19 no estado

De acordo com o Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp), a taxa de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 entre os hospitais privados do estado é de 84%.

O levantamento foi divulgado ontem após uma pesquisa realizada em 76 unidades, que correspondem a 20% de todos os hospitais privados de São Paulo. Os dados foram coletados entre 23 e 26 de novembro e pesquisou o aumento em relação ao período de 16 a 19 de novembro.

Segundo o sindicato, a informação é um alerta para a gravidade do aumento de casos no estado, sugerindo uma nova onda da Covid-19. Na rede pública, a ocupação dos leitos de UTI no estado é de cerca de 52%, segundo boletim divulgado na segunda-feira (30).

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Aumentam mais de 20% casos de infecção por HIV na América Latina na última década

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Outra tendência grave é que as interrupções nos serviços de saúde em razão da COVID-19 ameaçam a continuidade dos testes e o acompanhamento do tratamento. OPAS e UNAIDS lançam campanha para promover autoteste 

Foto: Divulgação

Washington D.C., 30 de novembro de 2020 – Na América Latina, o número de novos casos de infecção por HIV registrou aumento de 21% de 2010 a 2019, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (30) pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Enquanto isso, as mortes por doenças relacionadas à aids diminuíram 8% na última década. Em comparação, no Caribe caíram 37%.

A OPAS informou que, de acordo com os dados recentes disponíveis, o número de novos casos por ano continuou aumentando, de 100 mil em 2010 para 120 mil em 2019. No mesmo período, o número de mortes anuais relacionadas à aids diminuiu ligeiramente, passando de 41 mil em 2010 para 37 mil em 2019.

“Esses dados indicam que, sem dúvida, a infecção por HIV ainda representa um sério problema de saúde pública na América Latina e que devemos enfrentar as desigualdades, o estigma e a discriminação para garantir que ninguém seja deixado para trás”, disse a diretora da OPAS, Carissa F. Etienne.

Etienne explicou que “espera-se que a COVID-19 exacerbe esta situação devido a seu impacto nos serviços essenciais de saúde, especialmente em países com sistemas de saúde frágeis. Por essas razões, devemos intensificar nossos esforços para proteger esses serviços e permanecer focados em nosso objetivo final de eliminar a aids, que causa um sofrimento terrível”.

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O estigma que ainda existe em torno do HIV e da AIDS, assim como o acesso desigual aos serviços de saúde, também impedem o progresso na eliminação da doença.

Número de diagnósticos de HIV cai no primeiro semestre de 2020

Há indícios de que, desde o início da pandemia, o número de pessoas testadas para a infecção por HIV caiu drasticamente tanto no Caribe quanto na América Latina, segundo a OPAS. No primeiro semestre de 2020, aproximadamente 4 mil diagnósticos a menos foram feitos em oito países da América Latina e Caribe – Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, Peru, República Dominicana e Santa Lúcia – do que nos anteriores seis meses de 2019. Pessoas sem diagnóstico de infecção por HIV não têm acesso ao tratamento antirretroviral, portanto correm o risco de perder a vida e podem continuar expondo outras pessoas à infecção.

“A COVID-19 representa um desafio para os serviços de prevenção, teste, tratamento e cuidados de saúde para pacientes com HIV”, disse César Nuñez, diretor regional do UNAIDS. “Qualquer abrandamento na prestação destes serviços deixará muitos grupos particularmente vulneráveis em risco acrescido de infecção por VIH ou morte relacionada com a aids,” advertiu.

De acordo com Nuñez, “felizmente, temos estratégias para responder a esses desafios, incluindo testes autoadministrados e a administração de vários meses de medicação de uma vez, o que reduz o número de vezes que os pacientes têm de ir ao consultório. No entanto, devemos garantir que essas estratégias estão sendo aplicadas.”

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Autoteste de HIV, uma estratégia para ampliar o diagnóstico

A OMS e a OPAS recomendam o autoteste como estratégia chave para atingir a meta das Nações Unidas de que 90% das pessoas com HIV conheçam sua condição. O autoteste, no qual as pessoas coletam suas próprias amostras e as testam, aumenta a autonomia do usuário, descentraliza os serviços de HIV e cria uma demanda para o teste de HIV entre aqueles que não foram alcançados por outros serviços.

Em razão do Dia Mundial de Luta contra a Aids neste 1º de dezembro, a OPAS e UNAIDS lançaram uma ampla campanha de informação pública (“Em suas mãos. Faça o autoteste: onde quiser, quando quiser”) para aumentar a conscientização sobre a disponibilidade do autoteste e, como resultado, por sua demanda.

Avanços contra o HIV/aids

Entre outros resultados importantes recentes na América Latina destacados pela OPAS estão:

  • O percentual de gestantes em tratamento antirretroviral, que reduz as chances de transmissão do vírus aos filhos, passou de 52% em 2010 para 74% em 2019.
  • A porcentagem de crianças nascidas de mulheres com VIH que acabam contraindo a infecção diminuiu de 20% em 2010 para 15% em 2019.
  • A porcentagem de pessoas com infecção por HIV em tratamento antirretroviral aumentou de 43% em 2010 para 60% em 2019.
  • Entre as pessoas infectadas por HIV na América Latina e no Caribe, 53% conseguiram controlar a carga viral em seu sistema graças ao tratamento antirretroviral.
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Na América Latina, existem cerca de 2,1 milhões de pessoas com HIV. No âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, a OPAS colabora com os países da América Latina e do Caribe para acabar com a ameaça à saúde pública representada pela aids até 2030.

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Saúde

Para especialistas, medidas mais restritivas demoraram a vir em SP; entenda

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BBC News Brasil

Doria negou que a definição da data, um dia após o segundo turno das eleições municipais, tenha sido influenciada por questões políticas
Rafael Barifouse – Da BBC News Brasil em São Paulo

Doria negou que a definição da data, um dia após o segundo turno das eleições municipais, tenha sido influenciada por questões políticas

O governo de São Paulo anunciou um endurecimento das medidas de controle da pandemia de covid-19 . Todo o Estado está a partir de segunda-feira (30/11) na fase amarela do Plano São Paulo, que regula as atividades econômicas paulistas para combater o avanço do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

As medidas anunciadas são uma reação ao aumento do número de casos, mortes e internações causadas pela doença no Estado nas últimas semanas.

Mas especialistas ouvidos pela BBC News Brasil avaliam que as ações divulgadas hoje deveriam ter sido tomadas antes. Na sua visão, o governo de São Paulo ignorou seus próprios especialistas e foi “omisso” na condução do combate à pandemia.

O comitê que assessora o governo paulista havia, diante deste quadro, recomendado já na semana passada a adoção de mais medidas de controle, mas o governador João Doria (PSDB) preferiu esperar até o anúncio da reavaliação do plano, prevista para esta segunda-feira.

Doria negou que a definição da data, um dia após o segundo turno das eleições municipais, tenha sido influenciada por questões políticas e reafirmou que ela foi feita apenas com bases técnicas e científicas.

O que foi anunciado?

Até segunda-feira, seis das 18 regiões do Estado estavam na fase verde, a quarta das cinco etapas previstas pelo Plano São Paulo. Todas as outras regiões estavam na fase amarela, imediatamente anterior à verde.

Agora, as regiões que já estavam na fase verde voltarão para a fase amarela.

Entre estas regiões, estão a capital e sua a região metropolitana, as regiões de Campinas, Sorocaba, Taubaté, Piracicaba e a Baixada Santista. Elas representam 76% da população do Estado.

A alteração implica nas seguintes mudanças:

– Comércio de rua, shopping centers, galerias e outros centros comerciais: ocupação máxima passa de 60% para 40% da capacidade, com adoção de período de funcionamento limitado a dez horas.

– Serviços: ocupação máxima passa de 60% para 40% da capacidade, com adoção de período de funcionamento limitado a dez horas.

– Bares, restaurantes e similares: consumo só será permitido ao ar livre ou em áreas arejadas; ocupação máxima passa de 60% para 40% da capacidade, com adoção de período de funcionamento limitado a dez horas; manutenção do horário de funcionamento até 22h.

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– Salões de beleza e barbearias: ocupação máxima passa de 60% para 40% da capacidade, com adoção de período de funcionamento limitado a dez horas.

– Academias de ginástica: ocupação máxima passa de 60% para 30% da capacidade, com adoção do período de funcionamento limitado a dez horas; atendimento passa a ser com hora marcada e agendamento prévio; suspensão de atividades em grupo, com permissão apenas de aulas e atividades individuais.

– Eventos: ocupação máxima passa de 60% para 40% da capacidade do local; manutenção do controle de acesso obrigatório, com hora marcada; adoção de assentos marcados; manutenção do distanciamento mínimo entre assentos; proibição de eventos com público em pé.

O que disse o governo de SP?

Doria justificou a mudança ao dizer que houve um “claro aumento da instabilidade da pandemia”, mas esclareceu que bares, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais, além das escolas, não serão fechados.

O governador afirmou que as medidas têm como objetivo “evitar aglomerações e o aumento do contágio”. “É uma medida de prudência que estamos tomando para melhorar o controle da pandemia”, disse Doria.

“Não é uma gripezinha, não é um resfriadinho. É uma pandemia gravíssima, a mais grave dos últimos cem anos, e isso vai exigir sacrifícios de todos e compreensão da situação dramática que estamos vivendo.”

João Doria celebra vitória de Bruno Covas

Reuters
Retrocesso em plano ocorre um dia após a reeleição de Bruno Covas (PSDB)

Doria descartou a adoção no Estado de um lockdown , como é chamado o conjunto de medidas de distanciamento social que prevê o fechamento do comércio não essencial e a proibição de circulação em espaços públicos.

“Não há perspectiva de lockdown . Não utilizamos o mecanismo em todos estes meses e, embora seja um mecanismo existente, não será aplicado”, afirmou o governador.

Antecipando críticas ao momento em que o anúncio foi feito, Doria negou que tenha havido um cálculo com base nas eleições municipais e num possível impacto negativo da repercussão do retrocesso sobre a candidatura do prefeito Bruno Covas (PSDB), que foi reeleito no domingo.

“O governo do Estado de São Paulo não teve, não tem e nunca terá nenhum interesse em medidas de ordem de saúde em medidas políticas nem eleitorais. As decisões são amparadas pelo que a ciência nos determina”, disse Doria.

“‘Ah, porque isso foi feito depois da eleição?’ Porque estava determinado dentro do programa do Plano SP. Não foi determinado pelo programa da eleição.”

A reclassificação estava orginalmente prevista para o dia 16 de novembro, mas foi adiada pelo governo estadual para o dia 30. Na época, houve um aumento de 18% nas internações por covid-19 no Estado.

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O governo de São Paulo justificou a decisão na época dizendo que era preciso analisar os dados com mais cuidado, porque uma pane no sistema de dados do Ministério da Saúde poderia ter gerado distorções.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, ressaltou durante o anúncio das novas medidas que o adiamento ocorreu para evitar que mais regiões do Estado passassem à fase verde, o que ocorreria se a reavaliação fosse feita naquele momento. Ellen não deu mais detalhes sobre os dados que embasaram essa decisão.

O que dizem os especialistas?

Na avaliação de epidemiologistas e infectologistas ouvidos pela BBC News Brasil, houve uma demora na adoção de medidas mais restritivas no Estado.

O próprio comitê de 20 especialistas que assessora o governo Doria no combate à covid-19 recomendou na quarta-feira passada (25/11) que as medidas de controle fossem ampliadas para combater a propagação do coronavírus.

Mas Doria preferiu esperar até a segunda-feira, quando já estava prevista uma atualização das ações. De acordo João Gabbardo, coordenador executivo do comitê, o governador avaliou que as sugestões feitas já estavam previstas no plano.

“Criar uma comissão de especialistas e não seguir sua recomendação é uma atitude um tanto petulante. Pra que a comissão existe se o governador não segue o que ela diz?”, questiona Marcio Sommer Bittencourt, médico do centro de pesquisa clínica e epidemiológica do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP).

O epidemiologista avalia que as seis regiões que estavam na fase verde já deveriam ter regredido com o aumento de casos, mortes e internações das últimas semanas.

Bittencourt destaca ainda que o Plano São Paulo passou por mudanças que favoreceram a reabertura da economia.

“Eles mudaram os níveis de corte entre uma etapa e outra, tornando mais fácil progredir para fases com menos medidas de controle, e diminuíram a frequência de avaliação de a cada 14 dias para a cada 28 dias”, afirma.

Desta forma, diz o médico, não é possível falar em atraso, porque, na prática, o governo de São Paulo está cumprindo o prazo que havia sido estabelecido.

“Não é que deixaram de fazer o que deveriam, mas eles não estão adiantando medidas. Estão seguindo o plano, que é excessivamente frágil”, avalia Bittencourt.

Raquel Stucchi, infectologista da Universidade Estadual de Campinas, avalia que os índices dos últimos dez dias apontavam claramente um aumento de casos e de internações na rede pública e privada.

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“Deveriam ter revisado ali as medidas. Não é fazer lockdown , mas retroceder um pouco para diminuir as chances de aglomeração”, diz ela.

No entanto, Stucchi avalia que a aplicação do Plano São Paulo, que foi “bem executado” e teve “certo sucesso” até agora, foi influenciada nas últimas semanas por fatores políticos e que o governo de São Paulo foi “omisso”.

Vista aérea do minhocão, em São Paulo

EPA
São Paulo terá novas medidas de combate ao coronavírus

“Por que o governo decidiu não seguir um grupo de especialistas que afirma que a pandemia está fora de controle e que medidas precisam ser tomadas?”, questiona a médica.

“Não há nenhuma outra explicação para ações importantes terem sido adiadas a não ser que estavam pensando no segundo turno, imaginando que isso seria impopular ou talvez por medo de mostrar que não estavam conseguindo controlar a pandemia.”

Ana Freitas Ribeiro, do serviço de epidemiologia do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, concorda que novas medidas já deveriam ter sido tomadas contra o agravamento da pandemia em São Paulo.

A médica sanitarista ressalta que é importante que haja uma reação rápida das autoridades ao aumento dos índices, porque o crescimento de casos e internações normalmente refletem infecções que ocorreram cerca de 15 dias antes.

Além disso, somente os casos graves são detectados com o sistema de testagem atual, e eles representam apenas 20% do total em média.

Ou seja, quando se percebe que a pandemia piorou, isso já está ocorrendo há algum tempo, e o que é captado pelas estatísticas é apenas uma pequena parcela da realidade.

Por isso, diz Ribeiro, o ideal é que haja uma reavaliação das medidas a cada 15 dias e não uma vez por mês.

“Se você espera mais do que isso, o crescimento (de casos) pode ser muito alto e não haver leitos suficientes. E se há um aumento não há nada que indique que vá cair se continuar a haver uma circulação intensa de pessoas, se você não conscientizar a população nem evitar aglomerações”, diz a médica.

Pedro Hallal, do Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), concorda que a reavaliação deve ser feita em períodos mais curtos.

“Nosso senso de urgência na pandemia está sempre atrasado. Quando as pessoas se apavoram porque começou a lotar UTIs é porque o controle foi perdido duas ou três semanas antes”, afirma Hallal.

Em uma situação assim, é essencial adotar rapidamente novas medidas de controle de circulação de pessoas, porque esta é a única forma de conter um aumento repentino do número de casos e internações.

“Retardar estas medidas é uma atitude típica de quem não entende a dinâmica da pandemia.”

Fonte: IG SAÚDE

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