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Economia

Paulo Guedes prevê economia de R$ 1 trilhão em dez anos com nova Previdência

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Marcelo Camargo/Agência Brasil

“O importante é que se inaugure um período novo para a Previdência”, declarou Paulo Guedes em entrevista a jornalistas

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (5) que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) pretende economizar R$ 1 trilhão em dez anos com a proposta de reforma da Previdência que será apresentada ao Congresso Nacional em breve. No ano passado, o Brasil registrou déficit previdenciário recorde de R$ 290 bilhões, segundo números do próporio governo.

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“A ideia é que chegue a R$ 1 trilhão [de economia] em dez anos. Há simulações em que é R$ 1 trilhão em 15 anos. Isso é o que está sendo calibrado. O importante é que se inaugure um período novo para a Previdência
”, disse Guedes. As declarações foram feitas após uma reunião entre o ministro e os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, ambos do DEM.

Ainda de acordo com Guedes, o maior desafio do governo é “salvar” a Previdência antiga e impedir a manutenção do que chamou de um “mecanismo perverso” de transferência de renda dos pobres para os ricos. “[Queremos] salvar as futuras gerações dessa armadilha, de um sistema que piora desigualdades e destrói empregos em massa. A reforma é uma construção democrática nossa”, defendeu.

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O ministro acredita que o atual sistema previdenciário brasileiro é uma “fábrica de desigualdades” onde os mais pobres se aposentam por idade e ganham benefícios menores, geralmente equivalentes a um salário mínimo
, enquanto os mais ricos param de trabalhar mais cedo e ganham bem mais. “Estamos tentando estruturar uma reforma que atenue, que reduza isso. Com um período de transição. Muita coisa é paramétrica”, disse Guedes.

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A decisão sobre o texto final da nova Previdência, porém, ficará a cargo de Bolsonaro, que ainda está internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde se recupera da cirurgia de retirada da bolsa de colostomia. “O presidente voltando, vai olhar as propostas [de reforma da Previdência]. Já temos duas ou três versões alternativas simuladas”, revelou o ministro da Economia.

Regime de capitalização


Tanto o regime de repartição simples como o de capitalização pertencem ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS)
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Tanto o regime de repartição simples como o de capitalização pertencem ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS)

Após a reunião com Maia e Alcolumbre, Paulo Guedes
também falou sobre a possibilidade de o País adotar um regime previdenciário de capitalização, uma das bandeiras defendidas de forma mais ferrenha pelo ministro durante a corrida eleitoral. A mudança, segundo o economista, faria parte de um “segundo capítulo” da reforma da Previdência.

Hoje, o regime previdenciário brasileiro conta com três categorias: o Regime Geral da Previdência Social (RGPS), os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) e a Previdência Complementar. O primeiro inclui todos os trabalhadores que contribuem para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social); o segundo contempla servidores públicos concursados; o terceiro é opcional, como o Previ, o fundo de pensão de funcionários do Banco do Brasil.

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Tanto o regime de repartição simples adotado atualmente como o de capitalização
 pertencem ao RGPS. A diferença é que, no primeiro, as contribuições dos trabalhadores ativos pagam o benefício dos aposentados, enquanto no segundo é criado um fundo para receber as contribuições. Esses recursos são investidos em ativos de renda fixa e variável, e o aposentado nesse sistema recebe o valor que contribuiu mais os rendimentos da aplicação.

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Economia

Dólar fecha abaixo de R$ 5,10 pela primeira vez em duas semanas

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Agência Brasil

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MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL

Dólar fecha abaixo de R$ 5,10

Em reação à desaceleração de casos do novo coronavírus em diversos países da Europa e em algumas regiões norte-americanas, o dólar caiu para o menor nível em duas semanas. A bolsa de valores caiu depois de três altas seguidas, mas fechou a semana com alta de 12%. Mesmo assim, o dólar comercial encerrou a quinta-feira (9) vendido a R$ 5,091, com recuo de R$ 0,053 (-1,02%). 

A moeda chegou a operar em alta nos primeiros minutos de negociação, mas reverteu a tendência ainda durante a manhã. Na mínima do dia, por volta das 12h, a cotação chegou a atingir R$ 5,05. A cotação está no menor nível desde 26 de março, quando tinha fechado em R$ 4,996.

O Banco Central (BC) interveio no mercado. A autoridade monetária não vendeu dólares das reservas internacionais hoje, mas leiloou US$ 297 milhões em contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. Em 2020, o dólar comercial acumula alta de 26,85%.

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Bolsa de valores

Depois de três dias seguidos de alta, o índice Ibovespa, da B3 (bolsa de valores brasileira), fechou o dia aos 77.682 pontos, com recuo de 1,2%. Mesmo assim, o índice acumula valorização de 12% na semana.

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Há várias semanas, os mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia de coronavírus. As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades.

Petróleo

A bolsa subiu durante quase todo o dia, mas reverteu a tendência depois do fim da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Os países fecharam um acordo para reduzir a produção global em 10 milhões de barris por dia em maio e junho. No entanto, dúvidas se países de fora da Opep também reduzirão a produção fizeram diversas bolsas internacionais cair.

A guerra de preços de petróleo começou há cerca de um mês, quando Arábia Saudita e Rússia aumentaram a produção, mesmo com os preços caindo por causa da baixa demanda provocada pela pandemia. Na semana passada, a cotação do barril do tipo Brent chegou a operar próxima de US$ 20, no menor nível em 18 anos. Segundo a Petrobras, a extração do petróleo na camada pré-sal só é viável para cotações a partir de US$ 45.

Por volta das 18h30, o Brent era vendido a US$ 31,99, com recuo de 2,59%. As ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa, também caíram. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) desvalorizaram-se 3,66% nesta quinta. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) recuaram 2,89%.

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Economia

Bolsonaro reinvindica autoria do auxílio emergencial de R$ 600

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⚠️ Atenção ⚠️ Fonte: Governo Federal

Uma publicação compartilhada por SecomVc (@secomvc) em 9 de Abr, 2020 às 11:49 PDT

A Secretaria de Comunicação do governo publicou nesta quinta-feira (9) uma campanha destinada a explicar que o  auxílio emergencial de R$ 600  a informais é pago pela administração federal, em oposição a governadores e prefeitos.

“O auxílio emergencial não é fornecido por prefeituras nem governos estaduais. O auxílio emergencial é fornecido pelo governo federal, para a população, graças aos impostos pagos pela própria população”, diz a campanha do governo federal.

Nesta quinta-feira, o presidente criticou o “uso político” do auxílio emergencial por parte de governos estaduais durante live nas suas redes sociais. “Isso aí é uma fraude. Não vou acusar o governador porque não temos prova de que foi feito pelo governador”, disse, sem especificar a qual governador nem a que ação estava se referindo.

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Antes, a equipe econômica de Bolsonaro queria conceder R$ 200 aos informais. Depois, a ideia passou a ser sobre o valor de R$ 300. Após críticas do Congresso, o valor foi elevado a R$ 500. Como forma de finalizar o processo com protagonismo, Bolsonaro decidiu que o valor final seria de R$ 600.

Com a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), Bolsonaro e a maior parte dos governadores tiveram divergências. Isso porque o presidente  critica as medidas restritivas impostas pelos governadores estaduais para conter a expansão da doença, seguindo recomendações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde.

O presidente perdeu o apoio de alguns daqueles que foram seus aliados, como os governadores João Doria (PSDB-SP), Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Wilson Witzel (PSC-RJ) e tem constantemente ameaçado o cargo do atual ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta.

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Economia

Conservadorismo do Bacen é muito arriscado, segundo especialista

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Especialista se preocupa com "tom conservador" do Bacen durante crise do coronavírus

O Banco Central do Brasil (Bacen) tem se mantido “conservador” durante a crise causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) e, conforme falou o diretor de investimentos da Persevera Asset Management ao Valor Investe na última quarta (8), tal postura é “muitíssima arriscada” neste momento.

Guilherme Abbud afirma que “deixar os juros altos às vésperas de uma depressão como nunca vimos antes é algo super agressivo”.

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Queda na Selic

Abbud defendeu que a Selic seja levada a níveis “bem menores” do que os 3,75% atualmente praticados, sequer descartando a utilização do juro básico em zero no país.

O diretor de investimentos da Persevera também acrescenta que o Bacen pode estar dividido. Ele afirma:

“Vejo que ele quer ser liberal no câmbio, mas se põe numa armadilha porque entorta o modelo e usa a política monetária para não deixar o câmbio ir embora. Esse problema tem de ser resolvido com reservas, não com juros.”

Ele defende ainda que a recessão causada pela Covid-19  pode ocasionar em um encolhimento do PIB de 5% a 10%, além de inflação de 1% para 2020. Abbud acrescenta:

“É necessário mudar a percepção neste momento. Saímos muito rápido do inferno para o céu e agora estamos indo para outro tipo de inferno. A inflação estava em 12% e caiu para perto de 3%. Isso foi bastante comemorado e tinha de ser mesmo porque reancoramos as expectativas. Mas agora, a inflação em 1% não é mais algo a se comemorar. É um problema para o qual o Brasil não está treinado. Quedas de inflação a partir de agora têm de ser combatidas porque passam a ser sintoma de uma doença muito grave, que é a depressão econômica.”

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Política monetária para tempos de recessão

Abbud defende ainda que uma política monetária de tempos de “recessão econômica” deve ser empregada no atual momento, onde é preciso agir rapidamente e de maneira forte “já que os riscos de inflação são inexistentes”. Ele explica:

“O BC usa a palavra conservador de forma errada. Em períodos recessivos, ser conservador é agir rápido. O BC está desconexo da realidade sendo que estamos em uma situação de absoluta emergência.”

Por fim, Abbud defende uma maneira diferente para achatar a curva de juros neste momento. Para ele, o Brasil deve ter uma “curva baixa e achatada”, acreditando que uma redução de juros “de forma corajosa e muito rápida” deve ser feita, comunicando-se que “o inimigo a ser combatido é a desinflação”. Ele conclui:

“Se o BC mudar de postura rapidamente e adotar essa visão mais firme, a curva de juros vai despencar e poderemos ter um juro longo real próximo de zero.”

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