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Economia

Pente-fino do INSS deve atingir 2 milhões de benefícios com indícios de fraude

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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

“Há mais de 2 milhões de benefícios pagos [pelo INSS] que precisam ser auditados”, disse o secretário Rogério Marinho

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, anunciou nesta quarta-feira (9) que a auditoria preparada pelo governo no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) deve atingir mais de 2 milhões de benefícios com indícios de fraude. A declaração foi feita logo após uma reunião no Palácio do Planalto em que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e os ministros Onyx Lorenzoni e Paulo Guedes discutiram ações para equilibrar a Previdência.

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“Há mais de 2 milhões de benefícios pagos [pelo INSS
] que precisam ser auditados porque têm algum indício de ilicitude [fraude]. Não significa que sejam ilícitos. Por isso, há necessidade de se fazer uma espécie de mutirão para que nós zeremos esse estoque”, disse Marinho.

A economia total que o pente-fino no INSS pode trazer, porém, ainda não foi fechada pela equipe econômica de Bolsonaro. O secretário também revelou que relatórios governamentais validados pelo TCU (Tribunal de Contas da União) comprovam uma incidência de 16% a 30% de fraudes no pagamento dos benefícios previdenciários.

Mudanças na Previdência


Hoje, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz defendeu que os militares não façam parte da reforma da Previdência
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Hoje, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz defendeu que os militares não façam parte da reforma da Previdência

Na saída da reunião com o presidente, Marinho ainda anunciou que a Medida Provisória (MP) que revisa regras da Previdência
, que deve ser assinada até a próxima segunda-feira (14), atingirá quem já participa e quem já está no sistema. Sem dar muitos detalhes, o secretário afirmou que a proposta também deve trazer mudanças no auxílio-reclusão, como já havia sido prometido por Bolsonaro.

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Mais cedo
, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ministro-chefe da Secretaria de Governo, defendeu que os militares não façam parte da reforma da Previdência, cobrando ainda que outras categorias sejam estudadas e possivelmente excluídas das novas regras. “Militares, policiais, agentes penitenciários, Judiciário, Legislativo, Ministério Público possuem características especiais, que têm de ser consideradas e discutidas”, afirmou.

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Além disso, segundo publicado pela Folha de S. Paulo
, a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda estuda dificultar a aposentadoria àqueles que têm que se afastar do trabalho por motivos de saúde. No radar do governo, está um artigo que define que o período de recebimento do auxílio-doença seja, na prática, descontado do número mínimo de meses pelo qual o trabalhador deve contribuir ao INSS
para ter direito de se aposentar.

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Economia

Mega-Sena valendo R$ 23 milhões: veja os números sorteados nesta quarta-feira

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Prêmio desta semana é de R$ 23 milhões
Agência Brasil

Prêmio desta semana é de R$ 23 milhões

O concurso 2275 da Mega-Sena desta quarta-feira (1), tem um prêmio estimado em R$ 23 milhões. As dezenas sorteadas foram:

02-04-25-36-50-53

A Caixa ainda não informou se houve ganhadores neste sorteio.

Como apostar

Para apostar na Mega, o participante deve escolher de seis a 15 números nas lotéricas credenciais pela Caixa , ou no site especial de loterias do banco.

Segundo a Caixa , ninguém acertou as seis dezenas sorteadas no último sábado (27). Os números sorteados foram: 08-11-17-33-40-55

A aposta mínima na Mega-Sena custa R$ 4,50. Nesse caso, a chance de acerto (probabilidade estatística) é de uma em mais de 50 milhões. Os sorteios da Mega-Sena são realizados, normalmente, duas vezes por semana, às quartas e aos sábados.

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Economia

Dólar tem queda e fecha em R$ 5,31 nesta quarta-feira

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Pixabay/Reprodução

Dólar teve queda. mas movimentação no Brasil ainda é incerta

O dólar teve queda na primeira sessão de julho, nesta quarta-feira (1). A moeda americana fechou em R$ 5,318, com recuo de 2,24%.


A Bolsa de valores brasileira, sinalizada pelo principal indicador (Ibovespa), teve movimento positivo, com alta de 1,21%, fechando aos 96.203,20 pontos.

A queda do dólar nesta quarta-feira se explica pelos dados positivos na economia dos Estados Unidos.zona do euro também deu bons sinais, mostrando que a  contração industrial na Europa foi mais fraca do que o esperado. Na China, a indústria mostrou crescimento com a suspensão das medidas de isolamento contra a Covid-19.

No Brasil, o movimento do dólar é incerto, e os movimentos de alta e queda têm sido associadas por especialistas ao cenário de  juros baixos e instabilidades econômicas e políticas.

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Economia

Dá para viver com o auxílio emergencial? Especialista conta o que priorizar

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Auxílio emergencial foi renovado por mais dois meses pelo governo, mas R$ 600 não dão conta de todas as despesas familiares no Brasil

O governo aprovou a prorrogação do  auxílio emergencial por mais dois meses , ainda com parcelas de R$ 600, para os meses de julho e agosto. O auxílio busca diminuir os impactos financeiros causados em famílias de baixa renda durante a crise provocada pela pandemia de Covid-19.

No entanto, o  auxílio emergencial de R$ 600 representa apenas pouco mais da metade do salário mínimo (R$ 1.045).

O iG conversou com Jefferson Mariano, professor de economia e doutor em desenvolvimento econômico pela Unicamp, sobre como é a sobrevivência de famílias de baixa renda neste momento.

jefferson mariano
Reprodução BandNews

‘Questão de sobrevivência e não de uma vida com mínimo de dignidade’, diz Jefferson Mariano, doutor em desenvolvimento econômico, sobre o auxílio emergencial


Dá para sobreviver com o auxílio emergencial (R$ 600)?

Evidentemente que é impossível pensar em manter um domicílio com o auxílio. Mas é uma questão de sobrevivência, e não de uma vida com mínimo de dignidade. Vamos lembrar que esse valor corresponde a  pouco mais da metade do salário mínimo.

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Por outro lado, há um número significativo de pessoas que residem em domicílios com esse valor de rendimento médio por pessoa. Aqueles que são elegíveis conseguem obter transferências do governo, como o  Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada. No entanto, há um enorme contingente de famílias que não tem acesso a esses recursos, especialmente os que moram nas ruas ou residem em domicílios improvisados.

O que as pessoas devem priorizar, com uma renda tão baixa?

A prioridade passa ser a alimentação, higiene pessoal e limpeza e pelo menos um mínimo provisionamento para medicamentos. Além disso, se possível, é importante ter recursos para aquisição de itens que garantam o mínimo de conforto no domicílio como  água, luz e gás.

Mas não é possível falar em gastos com habitação de modo mais abrangente, uma vez que, pessoas com nível de renda tão baixo só teriam acesso a domicílios cedidos, ocupados ou improvisados. Vale destacar que quanto menor a renda das famílias, maior é o percentual gasto com  itens de alimentação.

Como pesquisar preços de alimentos e itens essenciais (como de higiene pessoal e de limpeza) neste momento?

Em um cenário de redução de mobilidade sociais as opções de despesas ficam mais restritas. Nos casos das famílias com faixas de maior poder aquisitivo, a opção tem sido o e-commerce. O reflexo tem sido a prática de preços mais elevados.

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Enquanto estamos em  cenário de deflação, os alimentos seguem com variações positivas. Para o grupo de pessoas com menores rendimentos, resta, além dos riscos da pandemia, a alternativa de buscar a aquisição em redes maiores, pois em razão da escala os preços tendem a ser menores do que nos pequenos estabelecimentos.

No caso específico de itens de  alimentação e higiene, a alternativa de fato acaba sendo as grandes redes (hiper, supermercados e os “atacarejos”).

Nesse caso, as pesquisas via internet acabam ajudando. Nem sempre todos os itens são mais baixos em um único estabelecimento. Assim, tende a ocorrer o fracionamento das despesas por estabelecimento comercial.

No caso dos alimentos, as feiras livres tendem a ser uma alternativa, mas, novamente, é importante destacar os cuidados relacionados à pandemia. Perto do término os preços tendem a cair, mas é importante observar atentamente a qualidade dos produtos, especialmente aqueles mais frágeis e perecíveis. 

O que cortar das compras neste momento? 

Em relação aos itens de alimentação a alternativa para as famílias de baixa renda é tentar substituir os alimentos processados e industrializados por in natura. Os primeiros, além de mais caros tem um comportamento de preços rígidos.  Os alimentos in natura são mais baratos quando estão na sua época. Além disso, quando há uma safra muito boa, os preços têm quedas maiores. Na página da secretaria de agricultura do Estado de São Paulo há  todo mês a indicação dos alimentos de época.

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Há também taxas que o consumidor geralmente não percebe que paga (como em cartões de crédito, por exemplo), que podem ser cortadas.

Sem dúvidas que, neste cenário de grandes restrições, todas taxas adicionais precisam ser cortadas. No caso de cartão de crédito, há a cobrança de taxas de anuidade. Nesse caso, vale negociar com as instituições, no sentido de pleitear isenções. Também é importante  não usar em hipótese nenhuma o crédito rotativo, pois as taxas são muito elevadas. Além disso, aquisição de itens de consumo imediato com o cartão de crédito é também extremamente arriscado.

Como lidar com o aluguel – com uma renegociação, por exemplo?

Caso a família resida em imóvel alugado, nesse cenário de pandemia e redução no rendimento habitual, deve-se optar por tentativa de  renegociação do aluguel.  Esse processo se intensificou nas últimas semanas e, em alguns casos tem ocorrido redução em torno de 30% – e não há ainda nenhuma norma ou legislação a respeito do tema. Porém o quadro tem levado a um número significativo de acordos, inclusive no caso dos imóveis comerciais.

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