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Perfil genético torna pacientes mais suscetíveis a ter Covid-19

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O teste genético é o único modo de conhecer se a pessoa é mais suscetível ou não à covid
Foto: Alessandra Nogueira

O teste genético é o único modo de conhecer se a pessoa é mais suscetível ou não à covid

Pesquisa que contou com a participação de professores da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) verificou que o perfil genético pode tornar pacientes mais suscetíveis para desenvolver a covid-19.

A equipe de pesquisadores analisou amostras de 20 pacientes que morreram em decorrência do novo coronavírus no Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba, entre abril e setembro de 2020, e de dez pacientes infectados pelo H1N1 que faleceram, a fim de comparar os casos. A coleta foi autorizada pelas famílias e pelo Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

As amostras foram comparadas também com dez casos de pacientes controle, que não morreram por causas respiratórias. “A gente estudou, especificamente, uma proteína chamada interleucina 17 (IL-17). Ela tem uma ação antiviral bem conhecida”, disse hoje (12) à Agência Brasil a professora da escola de medicina, que participou do projeto, Lúcia de Noronha. Segundo a médica, já existem várias publicações no mundo sobre a interleucina 17 (IL 17) no H1N1 e na Influenza.

De acordo com Lúcia, já havia desconfiança dos pesquisadores em relação ao perfil genético, pelo fato de alguns pacientes desenvolverem a covid-19 leve, enquanto outros tinham a forma mais grave da doença. Há casos de, em uma mesma família, algumas pessoas pegarem a covid-19 e outras não, outras ainda ficarem assintomáticas, algumas terem a forma leve.

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“A gente já desconfiava de situações como essa, de pessoas que ficam junto a pessoas com covid e não pegam, fazem a forma assintomática, e outras fazem a forma grave”.

Padrão genético Um aspecto observado é que, às vezes, uma família inteira pega a doença. “Isso aponta para um padrão genético que possa ter uma suscetibilidade. Fizemos, então, uma genotipagem por pontos específicos dentro do gene, que são chamados polimorfismos, e que podem estar presentes em algumas pessoas e em outras não. A surpresa foi que todos os 20 pacientes da covid-19 tinham um tipo de polimorfismo que não aparecia nem no H1N1, nem no grupo controle. Isso pode estar mostrando que o polimorfismo pode estar deixando a pessoa mais suscetível à forma mais grave da doença.”

Em geral, o polimorfismo produz uma proteína diferente, segundo a professora. “Então, pode ser que ele produza uma proteína mais frágil, pouco funcional ou em menor ou maior quantidade. O polimorfismo muda a proteína. Nesse caso, parece que ele produz menos interleucina 17 e ela tem uma ação antiviral. Então, o paciente passa a perder essa ação”, afirmou a professora..

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Os pesquisadores estão, agora, fazendo genotipagem de vários outros tipos de interleucina, como a 4 e a 6. Lúcia de Noronha afirmou que, como não existe um tratamento para prevenir ou para curar os pacientes da covid-19, “a coisa mais efetiva do ponto de vista de saúde pública seria proteger os suscetíveis. É o que estamos fazendo. O idoso fica em casa, é vacinado antes, o que tem diabetes também é vacinado antes. Já sabemos quais são os suscetíveis pela idade ou pela comorbidade. O estudo genético acrescentaria mais um fator para a gente encontrar o suscetível”, disse.

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Testagem em massa Segundo a professora, se há outras pessoas além de idosos e pacientes com comorbidades internados indo a óbito, isso significa que não são esses somente os suscetíveis. Há outras pessoas que são suscetíveis. “É o fator genético. Isso ajudaria na proteção aos suscetíveis”. Ao mesmo tempo, isso ajudaria a identificar quem teria mais chance de ter uma covid-19 grave. “Conseguir entender que além da comorbidade, mais um grupo da população poderia ter mais chance de desenvolver a doença em sua forma mais grave”.

O teste genético é o único modo de conhecer se a pessoa é mais suscetível ou não à covid. É um teste simples no qual a coleta de saliva é suficiente para fazer um exame genético no paciente, mas o único problema é seu valor elevado.

Lúcia afirmou que, no momento, isso impede a testagem em massa de pessoas, muito menos no Sistema Único de Saúde (SUS), “mas daria para entender que tem uma população suscetível”.

Na pesquisa, o teste genético chega a custar perto de R$ 1 mil. A professora percebeu que, provavelmente, não é um gene só (da interleucina 17). Os pesquisadores vão testar outros genes. Eles esperam encontrar um perfil genético. “Um perfil que suscetibilize o paciente”, a exemplo do que ocorre em testes para câncer de mama, onde os preços variam entre R$ 1,5 mil a R$ 14 mil cada exame.

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O estudo dos pesquisadores da PUCPR, intitulado “Lung Neutrophilic Recruitment and IL-8/IL-17A Tissue Expression in COVID-19” foi publicado na revista científica Frontiers in Immunology, referência na área de imunologia.

Além de pesquisadores da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, participaram do estudo profissionais da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e das Faculdades Pequeno Príncipe. O artigo completo pode ser acessado neste endereço. 

Fonte: IG SAÚDE

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Câmara aprova projeto que amplia categorias prioritárias na vacinação

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Câmara aprova projeto que amplia categorias prioritárias na vacinação
Reprodução: ACidade ON

Câmara aprova projeto que amplia categorias prioritárias na vacinação


A Câmara concluiu nesta quinta-feira a votação do projeto que estabelece prioridade para mais grupos dentro do Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a Covid-19. A proposta segue agora para análise do Senado.

O substitutivo tinha sido aprovado no dia 31 de março e estava pendente a votação dos destaques apresentados, que foram todos aprovados.

O texto-base incluía os trabalhadores de transporte coletivo rodoviário e metroviário de passageiros; as pessoas com doenças crônicas e que tiveram embolia pulmonar; e os agentes de segurança pública e privada, desde que estejam comprovadamente em atividade externa.

Nesta quinta, foram aprovadas a inclusão de bancários, empregadas domésticas, motoristas de aplicativos e de transporte coletivo urbano.

Se a proposta for aprovada no Senado e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, as novas categorias entram na lista de prioridades de vacinação, válida para todo o país e de cumprimento obrigatório.

Confira a lista das novas categorias contempladas como prioritárias:

– profissionaisdo Sistema Único de Assistência Social (Suas), das entidades e organizações de assistência social, e dos conselhos tutelares que prestam atendimento ao público;

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-trabalhadores da educação do ensino básico em exercício nos ambientes escolares;

– coveiros, atendentes e agentes funerários;

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-profissionais que trabalham em farmácias;

-oficiais de justiça;

-profissionaisde limpeza pública;

-empregados domésticos;

-taxistas, mototaxistas, motoristas de aplicativos;

-trabalhadoresdo transporte coletivo urbano;

-bancários;

-entregadoresde aplicativos.

Fonte: IG SAÚDE

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Com alta de casos de Covid-19, Araraquara decreta novo lockdown

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Araraquara decreta novo lockdown após alta de casos de Covid-19
Reprodução: iG Minas Gerais

Araraquara decreta novo lockdown após alta de casos de Covid-19


Após atingir, pelo terceiro dia consecutivo, alta nos casos de Covid-19, a cidade de Araraquara decretou hoje (17) um  novo lockdown, fechando o comércio e restringindo a circulação de pessoas nas ruas.

As regras para o novo lockdown foram discutidas na manhã desta quinta-feira (17) pelo Comitê de Contingência do Coronavírus da cidade e vão ser publicadas em Diário Oficial ainda nesta tarde.

Pela manhã, a secretária municipal da saúde de Araraquara, Eliana Honain, já havia antecipado nas redes sociais que a cidade voltaria a restringir a circulação de pessoas e fechar o comércio: “Hoje, Araraquara completa o terceiro dia consecutivo de testagem de sintomáticos e assintomáticos ultrapassando 20%. Com isso, a cidade, cumprindo o decreto pactuado com a sociedade, terá que decretar lockdown”.

Segundo a secretária, “só se evita transmissão com distanciamento social”. No dia 24 de maio, entrou em vigor na cidade um decreto que estabeleceu novas regras para o combate ao coronavírus, baseado em aumento de casos e não em aumento da ocupação de leitos.

Por esse decreto, a cidade voltaria a restringir o comércio e a circulação de pessoas se ultrapassasse a taxa de 30% de pacientes sintomáticos para covid-19 por três dias consecutivos ou por cinco dias alternados no período de uma semana. A cidade também poderia voltar a ter um lockdown se, nesse mesmo período, alcançasse a taxa de 20% de positivados nos testes em geral – considerando sintomáticos e assintomáticos.

Conforme estabelecido no fim de maio, a cidade só vai afrouxar as restrições quando registrar três dias consecutivos de taxa de positivação abaixo de 20% nos casos sintomáticos ou abaixo de 15% na testagem geral (considerando também os assintomáticos).

Atualmente, a cidade de Araraquara tem taxa de ocupação de 83% em seus leitos de unidades de Terapia Intensiva (UTI)Novos casosNas últimas 24 horas, a cidade apresentou mais 202 casos positivos de Covid-19, o que equivale a 23,59% de positividade entre as amostras que consideram tanto os casos sintomáticos quanto os assintomáticos. Considerando apenas os casos sintomáticos, esse percentual foi de 25,37%.

Em comunicado publicado no site da prefeitura no início da tarde de hoje, o Comitê de Contingência informou que “avalia a situação como um último sacrifício da população para que o serviço de saúde não entre em colapso e vidas possam ser salvas”.

“Levando em conta o plano de imunização do governo estadual que está em andamento, o comitê está considerando que, até início de julho, o município já terá vacinado mais de 50% da população adulta com a primeira dose. Portanto, as novas restrições são importantes para que se ganhe tempo até lá”, informou o comitê, ressaltando que a vacinação não será interrompida durante o lockdown.

Em 21 de fevereiro, a cidade já havia determinado um lockdown que ajudou a frear o aumento de casos na cidade no início deste ano. Para a prefeitura, a medida apresentou resultados positivos.

Cinquenta dias após a primeira implantação da restrição a comércio e circulação de pessoas, os casos caíram 66,2% na cidade e, as internações, 24%. As mortes, por sua vez, caíram 62%.

Fonte: IG SAÚDE

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França desobriga máscara ao ar livre; Áustria reabrirá boates em julho

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Máscaras N95 são comprovadamente mais seguras
Pixabay/Creative Commons

Máscaras N95 são comprovadamente mais seguras


A partir desta quinta-feira (17), a máscara em ambientes ao ar livre não é mais obrigatória na  França. Após mais de sete meses fechada, a Disney de Paris recebeu seus primeiros visitantes. “No território nacional, a epidemia está em declínio, está em vias de ser controlada”, afirmou o ministro da Saúde francês, Olivier Véran, segundo informações da agência France-Presse.

Dessa forma, o governo francês suspendeu a multa de 135 euros que fazia com que a população usasse a máscara em locais abertos. Mas a proteção continua obrigatória em ambientes fechados, como espaços culturais, lojas, escritórios e transportes públicos.

Áustria

Ainda segundo informações da AFP, a Áustria reabrirá suas boates a partir de 1º de julho — a maioria delas permanecia fechada desde a primeira onda da pandemia, em março de 2020. O chanceler Sebastian Kurz considera a situação epidemiológica do país “muito, muito boa”. 

O governo austríaco também anunciou o fim das restrições de capacidade para eventos culturais. Assim,  a máscara PFF2, imposta em janeiro para uma maior proteção contra as variantes do coronavírus, não será mais obrigatória. No entanto, será necessário utilizar a  máscara comum no transporte público e em locais fechados.

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Fonte: IG SAÚDE

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ALMT – Campanha Fake News II

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