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Pesquisadores desenvolvem teste popular de Covid-19 até cinco vezes mais barato

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Testes são semelhantes aos aplicados em farmácias

Karina Toledo | Agência FAPESP – Um teste capaz de detectar anticorpos contra o novo coronavírus em apenas 10 minutos – a um custo até cinco vezes menor que a média de mercado – foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC) e da startup paulistana Biolinker, com apoio da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

O dispositivo funciona de forma semelhante à dos testes rápidos já disponíveis nas farmácias. Ao analisar uma gota de sangue do usuário, identifica a presença de anticorpos do tipo imunoglobulina G (IgG), produzidos ainda na fase aguda da doença (em média dez dias após o início dos sintomas). Quando isso acontece, duas bolinhas avermelhadas aparecem no leitor.

“Quanto mais anticorpos há no sangue, mais forte é o tom de vermelho das bolinhas. Por esse motivo, acreditamos que o teste também poderá ser usado para monitorar a resposta da população às vacinas. Sabemos que nem todo mundo desenvolve imunidade protetora após se vacinar e também que o nível de anticorpos diminui com o tempo”, diz à Agência FAPESP o professor do IQSC-USP Frank Crespilho, coordenador do estudo, desenvolvido pelas alunas Karla R. Castro  e Isabela A. Mattioli. Segundo ele, a tecnologia poderá ser facilmente adaptada para as novas variantes virais, se necessário.

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O pesquisador estima que o denominado “Teste Popular de COVID-19” poderá ser vendido por cerca de R$ 30 assim que o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) for obtido. O preço médio dos similares de mercado está em torno de R$ 140. Para baratear a produção, os pesquisadores otimizaram a quantidade de insumos utilizados e desenvolveram uma tecnologia baseada em nanopartículas que facilita a identificação dos anticorpos.

“Nós conjugamos uma nanopartícula de ouro [que dá a cor avermelhada às bolinhas] a um pedaço da proteína spike do SARS-CoV-2, que é reconhecido pelos anticorpos humanos. Esse bioconjugado é aproximadamente 1 milhão de vezes menor do que um fio de cabelo”, explica Crespilho.

Também conhecida como proteína de espícula, a spike forma a estrutura de coroa que dá nome à família dos coronavírus. É ela a responsável por se ligar ao receptor presente na superfície da célula humana – a proteína ACE-2 – de modo a viabilizar a infecção.

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Para desenvolver a molécula usada no teste, os pesquisadores da Biolinker produziram em laboratório apenas a ponta da proteína viral, região conhecida como RBD (sigla em inglês para domínio de ligação ao receptor). De acordo com Mona Oliveira, chefe científica e fundadora da startup, foi usada uma tecnologia conhecida como DNA recombinante, que consiste em usar bactérias geneticamente modificadas para expressar a proteína viral in vitro). Essa parte do trabalho foi apoiada pelo Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP e também contou com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep.)

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“Todos os insumos usados no dispositivo são produzidos no Brasil, o que contribui para reduzir o custo. Trabalhamos em turno dobrado para finalizar o trabalho em apenas quatro meses”, comenta Crespilho, que coordena o Laboratório de Bioeletroquímica e Interfaces da USP.

O objetivo, segundo o pesquisador, foi ampliar a testagem no país, tornando-a mais acessível às populações de baixa renda. “A ideia é possibilitar a análise em massa da população a um custo bem mais competitivo e viável para a nossa realidade econômica”, afirma.

Os testes de eficácia, que revelarão a porcentagem de acerto do método desenvolvido no IQSC-USP, ainda estão sendo concluídos. Atualmente, a equipe também trabalha para escalar a produção, para que possam ser feitos os ensaios de validação da metodologia por outros grupos de pesquisa.

A ideia é produzir cerca de 500 unidades, que serão testadas em amostras de pacientes atendidos na Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Botucatu, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

“Também estamos em negociação com grupos do Nordeste. Finalizada essa etapa de validação, que ao todo deve levar cerca de um mês, podemos pedir o registro na Anvisa”, conta Crespilho, que recebeu apoio da FAPESP por meio de diversos projetos (19/15333-1, 19/12053-8, 18/11071-0 e 18/22214-6) e também do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

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Fonte: IG SAÚDE

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Covid-19: como evitar a trágica marca de 5 mil mortes por dia no Brasil?

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BBC News Brasil

Covid: como evitar a trágica marca de 5 mil mortes por dia no Brasil?
André Biernath – Da BBC News Brasil em São Paulo

Covid: como evitar a trágica marca de 5 mil mortes por dia no Brasil?

No dia 19 de maio de 2020, o Brasil atingiu pela primeira vez a marca das mil mortes diárias por covid-19.

Esse número permaneceu relativamente estável, em um patamar considerado alto, durante todo o segundo semestre do ano passado.

A casa dos 2 mil óbitos diários só foi alcançada cerca dez meses depois, no dia 10 de março de 2021.

Daí, bastaram apenas três semanas para o primeiro registro de 3 mil mortes em um dia, no início de abril.

Cinco dias depois, em 6/04, um novo recorde entrava para a história da pandemia: o país perdia em 24 horas um total de 4.165 pessoas para a infecção pelo coronavírus.

Com essa progressão avassaladora e imprevisível, epidemiologistas e cientistas de dados não conseguem determinar quando (e se) o Brasil chegará ao (ainda mais) trágico número das 5 mil mortes diárias.

Se, por um lado, o cenário é cercado por incertezas, por outro, não há dúvidas sobre medidas necessárias para conter o avanço da covid-19 no Brasil.

De acordo com especialistas, não existe forma de sair dessa crise sanitária e econômica sem um lockdown nacional de, no mínimo, três semanas.

Secar a fonte

O epidemiologista Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas (RS), entende que o lockdown não deve ser encarado como algo dogmático, em que há pessoas a 100% a favor e outras que são 100% contra, independentemente do contexto.

Ele explica: “Eu defendi a necessidade de uma medida dessas em maio de 2020. Mas, em setembro, achava que não era necessário. Agora, entendo que precisamos de um lockdown nacional pelo tamanho do descontrole que vivemos”.

“Nós precisamos parar o país inteiro”, afirma.

Rua vazia com comércio fechado no Rio de Janeiro

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Lockdown de três semanas com 70% da população em casa ajudaria a quebrar as cadeias de transmissão do coronavírus no país

A explicação por trás desta paralisação em todas as atividades não-essenciais é relativamente simples: com menos circulação nas ruas, o coronavírus encontra menos pessoas vulneráveis para infectar.

Isso quebra cadeias de transmissão da doença (veja mais a seguir) e impede que ela se espalhe em progressão geométrica em condomínios, ruas, bairros ou cidades inteiras.

Vamos a um exemplo prático: pense num indivíduo infectado que mora na Zona Leste de São Paulo e precisa pegar metrô e trem todos os dias até a Zona Sul para chegar ao escritório.

Com o deslocamento, ele tem proximidade com centenas de outras pessoas ao longo do dia.

Muitas vezes, a covid-19 demora algum tempo para dar algum sinal ou incômodo — e, numa parcela considerável de casos, os sintomas sequer aparecem.

Esse trabalhador, então, pode transmitir o vírus para contatos próximos que, por sua vez, vão infectar pessoas em sequência, criando as chamadas cadeias de transmissão mencionadas mais acima.

Agora, todo esse estrago poderia ser evitado se o sujeito do nosso exemplo permanecesse em casa por um tempo.

Imagine como isso, em larga escala, se reflete na taxa de novos infectados durante um lockdown, quando milhões de pessoas permanecem em suas casas.

Restrições insuficientes

Para especialistas consultados pela BBC News Brasil, a duração do lockdown nacional deveria ser de pelo menos três semanas.

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“Esse é o tempo mínimo necessário para reduzir números de casos, hospitalizações e óbitos por covid-19”, resume Hallal.

Uma queda massiva na taxa de novas infecções cria um efeito dominó e traz um impacto positivo em toda a sequência de eventos relacionados à pandemia.

Afinal, um menor número de casos significa uma queda na procura por hospitais e pronto-socorros.

Isso, por sua vez, garante mais espaço em enfermarias e unidades de terapia intensiva, além de um melhor cuidado da equipe de profissionais da saúde, que deixa de sofrer com a chegada excessiva de novos pacientes.

Mas essas medidas drásticas precisam ser levadas a sério: desde janeiro de 2021, prefeitos e governadores anunciaram uma série de novas políticas, que restringiam o funcionamento do comércio e a circulação de pessoas nas ruas em determinados horários do dia (ou, geralmente, da madrugada).

Em vários estados e municípios, a lista de exceções superava e muito as atividades que deveriam obedecer as regras — a influência de certos setores da indústria, do comércio e de serviços fez com que muitas políticas fossem flexibilizadas e toleradas, mesmo no momento mais grave da pandemia.

Outra estratégia de prefeitos que saiu pela culatra foi a tentativa de antecipar feriados para a semana de 29 de março a 2 de abril, como aconteceu em São Paulo e no Rio de Janeiro.

A “folga” fez com que muitas pessoas aproveitassem para viajar ao litoral, onde foram registradas muitas cenas de aglomeração.

O grande problema é que esses decretos foram assinados e publicados de forma descentralizada, de acordo com critérios definidos por cada prefeitura ou governo estadual, sem articulação regional ou nacional.

“E muitas dessas medidas sequer foram fiscalizadas. Daí alguns seguiam e outros não, o que é extremamente injusto”, observa o médico Ricardo Schnekenberg, que integra um grupo do Imperial College London, no Reino Unido, que estuda a pandemia de covid-19 no Brasil.

O governo federal também não fez nenhum movimento para apoiar ou uniformizar as ações contra a pandemia, apontam os especialistas consultados.

“Com isso, não lidamos com a transmissão do coronavírus e a situação se agravou. Estamos no pior dos dois mundos: pandemia descontrolada e sem perspectiva de melhora econômica”, completa.

Lockdown ‘pra valer’

Para derrubar as cadeias de transmissão, os epidemiologistas calculam que seria necessário manter cerca de 70% dos brasileiros dentro de casa durante a vigência do lockdown.

“Nesse sentido, a circulação só estaria liberada para trabalhadores essenciais de verdade, como aqueles que integram os serviços de saúde e a cadeia produtiva de alimentação”, explica a epidemiologista Ethel Maciel, professora da Universidade Federal do Espírito Santo.

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O exemplo de lockdown mais bem-sucedido no Brasil aconteceu em Araraquara, no interior de São Paulo, que durante duas semanas de fevereiro de 2021 só manteve abertos os serviços da área de saúde. Até supermercados e o transporte público foram paralisados por lá.

O resultado disso foi uma queda consistente no número de casos e mortes por covid-19.

No início de abril, a cidade até permaneceu alguns dias sem registrar novos óbitos pela doença.

Outros locais que restringiram a circulação e tiveram bons resultados por algum período foram Petrolina (PE), Ribeirão das Neves (MG) e Bela Vista do Paraíso (PR).

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“No lockdown de verdade, a pessoa só sai de casa se tiver autorização e justificativa. As forças de segurança precisam fiscalizar e coibir a circulação”, completa Hallal.

Auxílio emergencial

É claro que o lockdown sozinho não é capaz de dar conta do recado: ele precisa vir junto de uma série de outras políticas de médio e longo prazo.

“Para começo de conversa, o governo deveria oferecer um auxílio emergencial digno, que atendesse as necessidades básicas das pessoas sem que elas precisem sair de casa”, diz Maciel.

O governo federal começou recentemente a liberar as verbas de uma nova fase do auxílio emergencial.

Os valores foram reduzidos para R$ 150 a R$ 375 (no ano passado os pagamentos chegaram a R$ 600), ao passo que o número de beneficiários também ficou mais restrito.

Com um aporte financeiro minimamente razoável, a população não precisaria sair à rua para ganhar renda e garantir a sobrevivência.

Fila na entrada da Caixa Econômica Federal

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Em 2020, saque do auxílio emergencial lotou algumas agências da Caixa Econômica Federal

Segundo os especialistas, o socorro também deveria contemplar os empresários de pequeno e médio porte.

“Eles deveriam ter à disposição linhas de crédito especiais para manterem o negócio e conseguirem superar as adversidades atuais”, sugere a epidemiologista.

“Enquanto países como Canadá e Alemanha protegeram o emprego de seus cidadãos e o governo chegou a custear um percentual da renda dos funcionários de empresas privadas, aqui nós aprovamos uma lei para diminuir a jornada e cortar o salário das pessoas”, completa.

Vigilância ativa

Também não faz sentido lançar um lockdown dessa magnitude sem um programa sólido de testagem de novas infecções e o rastreamento de contatos.

“É preciso detectar os casos precocemente e aplicar medidas para conter os surtos locais antes que eles se espalhem”, diz Schnekenberg.

Homem faz careta enquanto profissional de saúde introduz swab em seu nariz para fazer teste de covid-19

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Política de testagem em massa permitiria flagrar casos iniciais ou assintomáticos de covid-19

Países bem-sucedidos no enfrentamento da pandemia, como Nova Zelândia, Austrália, Taiwan, Vietnã e Coreia do Sul, têm boa estrutura para exames em larga escala e diagnóstico daqueles casos que ainda nem apresentam sintomas.

No início de fevereiro, a Austrália, por exemplo, chegou a determinar um lockdown rígido por cinco dias a todos os moradores do Sudoeste do país após um único caso ter sido diagnosticado na cidade de Perth.

Com a detecção rápida, é possível iniciar uma busca ativa de todas as pessoas que entraram em contato com aquele paciente, para que elas fiquem atentas e tomem todos os cuidados necessários.

Essa ação é conhecida como rastreamento de contatos e é outra maneira de quebrar as cadeias de transmissão do coronavírus.

“Mas essas ações só seriam possíveis com liderança e um Ministério da Saúde atuante, que transmitisse mensagens claras e consistes ao povo sobre quais são os sintomas, como se proteger, quando realizar o auto isolamento, quando fazer o teste…”, lista Schnekenberg.

Outro ponto importante dessa história é que um decreto com medidas restritivas também precisa contemplar como será a saída do isolamento e o retorno do comércio e dos serviços.

“Todos os países bem-sucedidos têm planos para entrar e para sair do lockdown. As atividades devem ser retomadas aos poucos, de forma progressiva, e não tudo de uma só vez”, conta Maciel.

Hallal calcula que, se adotássemos essas medidas restritivas e acelerássemos a campanha de vacinação contra a covid-19, seria possível pensar num controle da pandemia, a exemplo do que já acontece em outras nações.

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“Com um lockdown rígido de três semanas e a aplicação de mais de 1,5 milhão de doses de vacina por dia, nós começaríamos a enxergar uma luz no fim do túnel”, destaca.

Realidade utópica

Por mais que cientistas destaquem e insistam na necessidade de um lockdown nacional desde o início de 2021, é bastante improvável que o Governo Federal acate uma sugestão dessas nas próximas semanas — mesmo se chegarmos perto ou ultrapassarmos a marca de 5 mil mortes diárias por covid-19.

Em entrevista coletiva no dia 2 de abril, o ministro da saúde, Marcelo Queiroga, deu claras demonstrações de que fará de tudo para evitar uma medida dessas.

“Precisamos nos organizar para fazer com que evitemos medidas extremas e consigamos garantir que as pessoas continuem trabalhando, ganhando seu salário e renda, fazendo com que a economia funcione, deixando essas medidas extremas para outro caso. Evitar lockdown é a ordem, mas temos que fazer nosso dever de casa”, discursou.

Ele não deixou claro, porém, que organização é essa e o que será feito para garantir uma queda nas mortes por covid-19 e a manutenção da atividade econômica em meio ao pior momento da pandemia até agora.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) também já deu inúmeras demonstrações contrárias a esse tipo de política de saúde pública.

Numa visita à cidade de Chapecó (SC) no dia 7 de abril, o presidente declarou que “não vai ter lockdown nacional”.

“Como alguns ousam dizer por aí que as Forças Armadas deveriam ajudar seus governadores nas suas medidas restritivas. O nosso Exército brasileiro não vai às ruas para manter o povo dentro de casa, a liberdade não tem preço”, disse.

Uma frase parecida foi dita no mesmo dia, num jantar em São Paulo com empresários, segundo relatos de quem esteve no evento.

“Eu só posso dizer que sinto pelas pessoas que perderam ou que ainda vão perder seus entes queridos nessa pandemia. Muitos indivíduos estão neste exato momento há duas ou três semanas de serem internados e morrerem por causa da covid-19 e por causa de um governo que não tem capacidade de tomar uma medida difícil, mas necessária para salvar a vida dos brasileiros”, lamenta Schnekenberg.

A reportagem da BBC News Brasil enviou três questões ao Ministério da Saúde para entender como os responsáveis pelas políticas de saúde pública brasileiras se posicionam a respeito deste assunto e o que estão fazendo para controlar o número de casos e mortes:

  • O Ministério da Saúde planeja lançar mão de alguma medida ou orientação para que estados e municípios façam lockdown nas próximas semanas?
  • Se o Ministério não planeja realizar nenhuma ação nesse sentido, quais são os motivos e as evidências científicas que dão suporte a essa postura?
  • Que outras medidas estão sendo discutidas e implementadas no sentido de controlar o aumento constante dos números de casos e mortes por covid-19, como observamos há algumas semanas?

Até o fechamento desta reportagem, no entanto, não havíamos recebido nenhuma resposta.

Fonte: IG SAÚDE

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CoronaVac: Butantan entrega mais 1,5 milhão de doses ao Ministério da Saúde

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CoronaVac: Butantan entrega mais 1,5 milhão de doses ao Ministério da Saúde
Reprodução: ACidade ON

CoronaVac: Butantan entrega mais 1,5 milhão de doses ao Ministério da Saúde

O Instituto Butantan liberou, nesta segunda-feira (12), mais 1,5 milhão de doses da vacina CoronaVac para uso em todo o país. Já foram entregues, até o momento, 39,7 milhões ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), o que corresponde a 86,3% do total previsto no primeiro contrato com o Ministério da Saúde – 46 milhões de doses até o dia 30 de abril.

Em março, foram disponibilizadas pelo Butantan 22,7 milhões de doses. Em fevereiro, 4,85 milhões e, em janeiro, 8,7 milhões de unidades.

O Butantan ainda trabalha para entregar outras 54 milhões de doses para vacinação dos brasileiros até o dia 30 de agosto, totalizando 100 milhões de unidades. Atualmente, mais de 80% das vacinas disponíveis no país contra a Covid-19  vem do instituto.

Nova carga de insumos 

O Instituto Butantan vai receber até 20 de abril, da biofarmacêutica Sinovac, uma nova remessa de insumos de 3 mil litros para o processamento de mais 5 milhões de doses da vacina.  Um segundo carregamento deverá chegar ainda em abril, com mais 3 mil litros, totalizando 10 milhões de doses em IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) no mês.

Doses da Coronavac entregues ao Ministério da Saúde em 2021:

  • 17/1 – 6 milhões
  • 22/1 – 900 mil
  • 29/1 – 1,8 milhão
  • 5/2 – 1,1 milhão
  • 23/2 – 1,2 milhão
  • 24/2 – 900 mil
  • 25/2 – 453 mil
  • 26/2 – 600 mil
  • 28/2 – 600 mil
  • 3/3 – 900 mil
  • 8/3 – 1,7 milhão
  • 10/3 – 1,2 milhão
  • 15/3 – 3,3 milhões
  • 17/3 – 2 milhões
  • 19/3 – 2 milhões
  • 22/3 – 1 milhão
  • 24/3 – 2,2 milhões
  • 29/3 – 5 milhões
  • 31/03 – 3,4 milhões
  • 05/04 – 1 milhão
  • 07/04 – 1 milhão
  • 12/04 – 1,5 milhão
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Previsão até 30 de abril – 46 milhões (total de janeiro a abril).

Fonte: IG SAÚDE

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Apenas 13% dos municípios brasileiros têm UTI para pacientes com Covid-19

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Apenas 13% dos municípios brasileiros têm UTI para pacientes com Covid-19
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Apenas 13% dos municípios brasileiros têm UTI para pacientes com Covid-19

Para os habitantes da maioria dos municípios brasileiros, contrair Covid-19 significa precisar de atendimento em outras cidades. E não só para UTI. Isso vale também para casos menos complexos. São dramas diários que explicam por que a rede de saúde de municípios colapsa independentemente dos casos de seus residentes. E evidencia que medidas de distanciamento social sem coordenação estadual e nacional são ineficazes, mostra um estudo do Observatório Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Dados do Conselho Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), referentes a fevereiro, revelam que apenas 741 (13,3%) dos 5.570 municípios brasileiros apresentam capacidade de atendimento de alta complexidade para Covid (UTI). O problema ganha dimensão maior quando se constata que não chega nem à metade (37,4%) o número de municípios (2.085) que consegue atender mais de 10% de seus habitantes que precisaram de internação, de qualquer grau de gravidade.

Registros do Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe), de abril de 2020 a fevereiro de 2021, por exemplo, indicam que pouco menos de um quinto dos municípios (1.029, ou 18,5%) conseguiram atender a mais de 10% dos casos de seus habitantes com necessidade de UTI ou de unidades de cuidados intermediários. Estas são estabelecimentos de saúde com respiradores e suporte para encaminhamento para UTI.

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O estudo destaca que a regra na pandemia foi o brasileiro com Covid precisar se deslocar de sua cidade para conseguir atendimento. O deslocamento é um fator de agravamento da doença, além de camuflar focos da pandemia, diz o coordenador do trabalho, Diego Xavier, pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde e do Monitora Covid-19.

“Um prefeito não consegue resolver nada. É preciso ação coordenada em nível estadual e nacional. Governadores precisam trabalhar coordenando seus municípios e em conjunto com os estados conectados ao seu”, diz Xavier.

Medidas compartilhadas

Intitulado “Redes de Atenção à Saúde para Covid-19 e os desafios das esferas governamentais: Macrorregiões de Saúde e a curva que devemos ‘achatar’”, o trabalho chama a atenção para o fato de que as conhecidas conexões de saúde têm sido quase sempre ignoradas em ações de contenção da pandemia.

Foram contabilizados 855.818 registros de hospitalização por Covid-19 até 30 de março e comparados os dados do município de residência com os do de internação.

Os pesquisadores viram que o fluxo de internação dos pacientes com Covid-19 se assemelha ao das demais doenças nas chamadas macrorregiões, compostas por um conjunto de municípios que devem tomar medidas compartilhadas para aumento da restrição ou relaxamento das medidas de distanciamento social.

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O Rio de Janeiro é um dos estados com mais municípios com UTIs. Mesmo assim, o sistema não funciona porque os municípios adotam medidas diferentes de distanciamento.

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Exemplos são Duque de Caxias e São Gonçalo, “exportadores” de pacientes com Covid-19 para Rio e Niterói, respectivamente, revelam dados do Sivep-Gripe analisados por Xavier, referentes ao período de 3 de março de 2020 a 2 de fevereiro de 2021.

“O município do Rio internou mais pacientes de UTI de Duque de Caxias do que a própria cidade Caxias. Quase metade dos pacientes de UTI de São Gonçalo foram para Niterói, que absorveu também grande parcela dos casos de Covid-19 de menor complexidade do município vizinho”, salienta Xavier.

Ele acrescenta que, sem medidas conjuntas, Rio e Niterói, por exemplo, não conseguirão reduzir a demanda por leitos porque parte significativa da pressão vem de fora.

As redes de saúde e de transmissão se conectam. Isso significa que um prefeito pode decretar lockdown, mas ele não adiantará muito, se os municípios vizinhos não fizerem o mesmo.

Conexões semelhantes acontecem no nível estadual. O norte da Bahia e Pernambuco formam uma região de atendimento com intenso deslocamento de pacientes. Já o nordeste da Bahia interage com Sergipe.

Há relevante fluxo doentes do sudoeste de Minas para o norte de São Paulo e, de lá, para a capital paulista. O oeste de Santa Catarina e o sudoeste do Paraná têm intercâmbio de pacientes. E, em outro exemplo, o sul do Amazonas exporta pacientes para Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC).

“Adotar o sistema de redes é o caminho para conter a pandemia. O Ministério da Saúde precisa orientar e negociar com os governadores. Por vezes, há interesses conflitantes. É preciso uma coordenação nacional, e outra nos estados”, enfatiza Xavier.

Fonte: IG SAÚDE

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ALMT – Campanha Fake News II

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