Economia

PIB da China registra crescimento mais fraco em 29 anos

Publicado


source

PEQUIM – O crescimento econômico da China desacelerou durante a maior parte de 2019, em meio a guerra comercial com os Estados Unidos e afetada pela queda do consumo interno.

Dados divulgados nesta sexta-feira (17), no entanto, mostram que a segunda maior economia do mundo terminou o ano em uma nota mais firme à medida que as tensões comerciais diminuíram, sugerindo que uma série de medidas de estímulo ao crescimento nos últimos dois anos pode finalmente estar começando a se firmar.

EUA e China em trégua comercial arrow-options
Xinhua/Li Xueren

EUA e China em trégua comercial

EUA e China assinam “fase 1” de acordo comercial; saiba o que está em jogo

Depois de perder o fôlego nos três primeiros trimestres do ano, o Produto Interno Bruto ( PIB ) do quarto trimestre aumentou 6,0% em relação ao ano anterior, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas, mantendo-se no mesmo ritmo do terceiro trimestre, embora ainda seja o mais fraco em quase três décadas.

Isso deixou o crescimento do ano inteiro em 6,1%, a menor taxa anual de expansão da China desde 1990. Os analistas esperavam que ela esfriasse de 6,6%, em 2018, para 6,1%.

Fontes políticas disseram à Reuters que Pequim planeja estabelecer uma meta de crescimento econômico menor de cerca de 6% este ano, ante os 6 a 6,5% do ano passado, contando com o aumento dos gastos em infraestrutura para evitar uma desaceleração mais acentuada.

Veja Mais:  Beneficiários do Bolsa Família recebem, hoje, pagamento do auxílio da Caixa

População da China aumenta para 1,4 bilhão de habitantes

Trimestralmente, a economia cresceu 1,5% em outubro-dezembro, também em linha com as expectativas e no mesmo ritmo dos três meses anteriores.

De acordo com Ning Jizhe, representante do Escritório de Estatísticas, a economia do país manteve um crescimento sustentado no ano passado.

– No entanto, devemos estar atentos para o fato de que a economia mundial e o crescimento do comércio estão desacelerando – alertou em entrevista coletiva. – O surgimento de múltiplas fontes de instabilidade e riscos faz com que a economia enfrente uma “desaceleração crescente- ressaltou.

Os dados foram divulgados após a assinatura da primeira fase do acordo comercial entre o presidente americano Donald Trump e o vice- primeiro-ministro chinês Liu He , na quarta-feira, em Washington.

EUA e China assinam “fase 1” de acordo comercial; saiba o que está em jogo

O pacto inclui o compromisso da China de aumentar suas compras de bens e serviços dos Estados Unidos no valor de US$ 200 bilhões em dois anos. Em troca, os Estados Unidos se comprometeram a reduzir algumas das tarifas impostas à China.

Nova normalidade

O Banco Mundial assegurou em um relatório este mês que o enfraquecimento das exportações na China agravou o impacto da queda da demanda doméstica.

As incertezas políticas e o aumento das tarifas de exportação para os Estados Unidos também têm impacto na atividade industrial e na percepção dos investidores, acrescentou.

Veja Mais:  Tribunal decide que Correios retornem ao trabalho nesta terça (22)

Os dados mais recentes sobre o crescimento da produção industrial chinesa mostram um crescimento de 5,7% no ano passado, em comparação com 6,2 no ano anterior. As vendas no varejo cresceram 8,0%, ante 9,0% em 2018.

Analistas apontam que a desaceleração econômica da segunda potência é estrutural. Tornando-se uma economia mais desenvolvida, enfrenta desafios demográficos, como a redução do número de pessoas em idade ativa.

Louis Kuijs, chefe do setor asiático da Oxford Economics, disse à agênica de notícias France Presse que a desaceleração faz parte de uma “nova normalidade”.

Também considera improvável uma mudança na política econômica, dada a melhora nas previsões externas após a primeira fase do acordo econômico e outros sinais de estabilização.

Pequim prefere conduzir uma política de estabilização do que uma política de promoção do crescimento, prevê.

– O que eles não querem é um freio rápido – disse ele.

Novas medidas de estímulo

Após a divulgação do resultado do PIB, o chefe do departamento de estatísticas do país disse que a China vai manter uma política fiscal proativa e uma política monetária prudente em 2020 e lançará mais medidas de apoio este ano uma vez que a economia enfrenta pressão negativa.

Em entrevista coletiva em Pequim, Ning Jizhe, chefe da Agência Nacional de Estatísticas da China, disse que a segunda maior economia do mundo não busca deliberadamente alto crescimento econômico e é normal que a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) flutue.

Veja Mais:  INSS: perícia médica não realizada poderá ser remarcada, permite Portaria

Também nesta sexta-feira, Wang Chunying , porta-voz do órgão regulador de câmbio do pais disse que a China melhorará seu regime do iuan e tornará a moeda mais flexível.

“A conta corrente deve manter um pequeno superávit este ano e o mercado de câmbio permanecerá estável e equilibrado em geral”, disse a porta-voz durante uma entrevista coletiva.

Economia

Banco Central prevê alta na inflação no curto prazo

Publicado


source

Brasil Econômico

inflação
Pixabay

Inflação pode ter alta, prevê Banco Central

O Banco Central (BC) prevê uma alta na inflação ao consumidor no curto prazo. A informação está na Ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira (22), que manteve a taxa básica de juros, a Selic , em 2% .

Segundo o Copom , essa alta na inflação deve acontecer por dois fatores, o aumento “temporário” nos preços dos alimentos e a volta do funcionamento da economia, com “recuperação dos índices de mobilidade e do nível de atividade”. 

Na ata, há dois cenários com projeções para a inflação neste ano. No primeiro cenário, a inflação termina 2020 em 2,1%, sobe para 2,9% em 2021 e chega a 3,3% em 2022. As projeções para a inflação de preços administrados são 0% em 2020, 4,3% em 2021 e 3,7% em 2022. Nesse cenário, a taxa de câmbio fica constante em R$ 5,30 e a Selic encerra 2020 em 2% ao ano, se eleva para 2,5% ao ano em 2021 e 4,5% ao ano em 2022 (de acordo com a pesquisa do BC ao mercado financeiro para a taxa básica).

Veja Mais:  INSS diz que 57 agências já realizam perícia médica; veja como agendar

No cenário com taxa de juros constante a 2% ao ano e taxa de câmbio constante a R$5,30, as projeções de inflação ficam em 2,1% em 2020, 3% em 2021 e 3,8% em 2022. Nesse cenário, as projeções para a inflação de preços administrados são 0% para 2020, 4,3% para 2021 e 3,9% para 2022.

Retomada da economia

Com uma economia lenta, ou quase parada, como estava durante a crise, o consumo diminuiu, contribuindo para a baixa da inflação. De acordo com o Comitê, essa situação começa a ser revertida.

“A recomposição da renda e os demais programas do governo vêm permitindo que a economia brasileira se recupere relativamente mais rápido que a dos demais países emergentes. Prospectivamente, a incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia permanece acima da usual, sobretudo para o período a partir do final deste ano, concomitantemente ao esperado arrefecimento dos efeitos dos auxílios emergenciais”, diz a Ata.

Para o Copom, os programas governamentais de recomposição de renda, como o auxílio emergencial , “têm permitido uma retomada relativamente forte do consumo de bens duráveis e do investimento”.

Apesar do aumento dos preços no curto prazo, o Banco Central vê a inflação em níveis baixos no longo prazo, principalmente para 2021 e 2022. O relatório Focus, que reúne as expectativas de mercado para as principais estatísticas econômicas, prevê a inflação em 3% em 2021 e 3,5% em 2022. A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3,75% para o próximo ano e 3,5% para 2022.

Veja Mais:  Banco Central prevê alta na inflação no curto prazo

“Dada a natureza do choque, o setor de serviços deve continuar a apresentar maior ociosidade que os demais. O Comitê concluiu que a natureza da crise provavelmente implica que pressões desinflacionárias provenientes da redução de demanda podem ter duração maior do que em recessões anteriores”.

Continue lendo

Economia

INSS: perícia médica não realizada poderá ser remarcada, permite Portaria

Publicado


source

Brasil Econômico

INSS
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Agora dá para remarcar perícias não realizadas no INSS

Quem marcou perícia médica no Instituto Nacional do Seguro Social ( INSS ) e não realizou poderá remarcar através do telefone 135. A publicação da Portaria que autoriza a remarcação foi publicada nesta terça-feira (22), no Diário Oficial da União.

Segundo a medida, só vai ser possível remarcar a perícia “nos casos de não comparecimento do usuário na data agendada ou em que não foi possível a realização do atendimento”. 

A perícia terá que ser remarcada para o mesmo local onde o agendamento inicial estava marcado. A possibilidade de remarcação também não se aplica para agências fechadas ou que não ofertem perícia médica. 

Para remarcar perícia médica não realizada no INSS , basta ligar para a Central 135 . Depois da  confusão com a reabertura das agências na semana passada, o órgão havia dito que a remarcação seria automática.

Veja Mais:  Greve dos Correios: Tribunal decide fim da greve já nesta terça (22)
Continue lendo

Economia

Beneficiários do Bolsa Família recebem, hoje, pagamento do auxílio da Caixa

Publicado


source

Agência Brasil

Mãos de uma pessoa segurando notas de 50 e 10 reais Bolsa Família
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Beneficiários do Bolsa Família recebem, hoje, auxílio residual


A Caixa realiza hoje (22) o pagamento de R$ 428,7 milhões da primeira parcela do auxílio emergencial residual para 1,6 milhão de beneficiários do Bolsa Família com final de Número de Identificação Social (NIS) 4. Ao todo, mais de 12,6 milhões de famílias cadastradas no programa foram consideradas elegíveis e serão beneficiadas. No total, a Caixa disponibilizará R$ 4,3 bilhões para mais de 16,3 milhões de pessoas.


O pagamento do benefício obedece ao calendário habitual do Bolsa Família. O recebimento do auxílio emergencial é da mesma forma que o benefício regular, utilizando o cartão nos canais de autoatendimento, unidades lotéricas e correspondentes Caixa Aqui; ou por crédito na conta Caixa Fácil.

Para o pagamento do auxílio emergencial residual, os beneficiários do Bolsa Família tiveram avaliação de elegibilidade realizada pelo Ministério da Cidadania – conforme Medida Provisória nº 1.000, de 2 de setembro de 2020 – e recebem o valor do Programa Bolsa Família complementado pela extensão do auxílio emergencial, chegando até R$ 300 ou até R$ 600 , no caso de mulher provedora de família monoparental.

Veja Mais:  INSS: perícia médica não realizada poderá ser remarcada, permite Portaria

Se o valor do Bolsa Família for igual ou maior que R$ 300 ou R$ 600, o beneficiário receberá o valor do Bolsa.

Saques

A partir de hoje, 3,6 milhões de beneficiários do auxílio emergencial nascidos em fevereiro  podem sacar ou transferir os recursos da poupança social digital . Foram creditados R$ 2,3 bilhões para esse público no Ciclo 2 de pagamentos do auxílio emergencial.

Como realizar o saque em espécie: é preciso fazer o login no aplicativo Caixa Tem , selecionar a opção “saque sem cartão” e “gerar código de saque”. Depois, o trabalhador deve inserir a senha para visualizar o código de saque na tela do celular, com validade de uma hora. O código deve ser utilizado nos caixas eletrônicos da Caixa, nas unidades lotéricas ou nos correspondentes Caixa Aqui.

Os saques em dinheiro podem ser feitos nas lotéricas, Correspondentes Caixa Aqui ou nas agências. A Caixa informou que não é preciso madrugar nas filas à espera de atendimento. Todas as pessoas que comparecerem, de segunda a sexta, das 8h às 13h, serão atendidas no mesmo dia.

Continue lendo

CAMPANHA COVID-19 ALMT

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana