Policial
Polícia Civil prende suspeitos, apreende 6 veículos, dinheiro e documentos ligados a facção criminosa
Dois homens envolvidos com atividades criminosas foram presos em flagrante durante o cumprimento de mandados da operação Red Money, deflagrada pela Polícia Judiciária Civil, na quarta-feira (08). Os dois não tinham mandados da operação, mas foram encontrados em uma casa com seis veículos, sendo um adulterado, e documentos que os ligam a facção criminosa investigada pela Polícia Civil.
As prisões foram realizadas pela Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva) e a Gerência de Operações Especiais (GOE), na cidade de Várzea Grande, local onde apreenderam seis veículos, vasta documentação, dinheiro e cheques.
Os suspeitos, Djalma de Paula da Silva, conhecido por “Chacal”, e Ronijean Goulart Jardim, foram presos no Portal do Amazonas, localidade do bairro Ouro Verde, em Várzea Grande. Com eles havia documentos que os ligam, assim como a mulher de Djalma (Aline Martinha de Oliveira), a facção criminosa investigada na operação.
O flagrante ocorreu durante o cumprimento de mandado de prisão preventiva e mandado de busca e apreensão domiciliar contra a investigada da operação, Aline Martinha de Oliveira (esposa de Djalma de Paula da Silva).
No imóvel, onde estavam os suspeitos, foram encontrados e apreendidos 6 veículos, um caminhão Ford/cargo, carroceria de madeira, contendo, em sua carroceria, outro motor de veículo não identificado; o veículo VW/Gol vermelho, com adulterações constatadas por dois peritos criminais da Politec, um VW/Voyage prata, uma moto Honda/CRV preta, uma Honda/CG, cor verde, uma Honda/CRF cor vermelha. Foi encontrado ainda uma bicicleta da marca Absolut, cor preta e detalhes alaranjados, também produto de crime (furto).
Ainda durante as buscas, os policiais localizaram maços de cédula de R$ 100, totalizando R$ 10 mil, supostamente proveniente da lavagem de dinheiro, além de outras quantias menores em dinheiro, vários cheques e comprovantes de transações bancárias com valores expressivos, como um saque no valor de R$ 10 mil, realizado no dia anterior da operação, 7 de agosto, da conta bancária de Djalma de Paula (Chacal).
Foram apreendidas joias e relógios, encontrados em numa caixa de madeira, as quais pertenciam a investigada Aline Martinha. Os policiais também apreenderam notebooks e documentos relativos a negociações de imóveis e veículos, sendo alguns de grande porte, como tratores e caminhões semireboques (carretas).
Os veículos foram encaminhados ao pátio do Fórum de Cuiabá, por estarem vinculados ao inquérito policial da operação.
Ambos os suspeitos foram autuados por receptação – duas vezes em razão da apreensão de dois veículos, sendo um VW/Gol, vermelho, e uma bicicleta de marca – e ainda pelo crime de uso de documentos publico falsos (CRLV de veículo, e duas cédulas de identidade com nomes diversos e fotografia da mesma pessoa).
No momento da prisão, Djalma se encontrava sob monitoramento de tornozeleira eletrônica. No ano de 2015, ele foi preso em flagrante pela DERRFVA, juntamente com outra pessoa, encontrado em uma empresa de transporte, em Várzea Grande, onde foram apreendidos 11 veículos, dentre eles tratores de grande porte e semirreboques (carreta).
Posteriormente, o suspeito teve mandado de prisão cumprido pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), na operação “Chacal”, no ano de 2015, sobre uma organização criminosa que agia na prática de roubos, adulteração e receptação de veículos e maquinário, e ainda tráfico de drogas e crimes contra vida.
O flagrante foi lavrado pelo delegado da Derrfva, Marcelo Martins Torhacs, nos crimes de receptação, uso de documento públicos falsos e associação criminosa. O delegado representou judicialmente pela conversão em prisão preventiva, no crime de associação criminosa.
Os suspeitos foram encaminhados a Penitenciária Central do Estado, e aguardarão a audiência de custódia, no Fórum de Várzea Grande. A mulher de Djalma, Aline Martinha de Oliveira, foi encaminhada a cadeia feminina, Ana Maria do Couto May, em cumprimento do mandado judicial de prisão preventiva.
Mato Grosso
Réus são condenados a 33 anos pelo Tribunal do Júri em Paranatinga

O Tribunal do Júri da comarca de Paranatinga (339 km de Cuiabá) condenou dois réus pelo crime de homicídio qualificado durante sessão realizada na segunda-feira (04). Somadas, as penas impostas aos acusados totalizam 33 anos de reclusão, a serem cumpridas inicialmente em regime fechado.
O julgamento contou com a atuação dos promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri), que sustentaram a tese acusatória com base nas provas reunidas ao longo da investigação e instrução processual.
De acordo com a denúncia do MPMT, o crime ocorreu em abril de 2017 e teve como vítima o jovem Willias Santos de Andrade, de 19 anos. Conforme apurado, o homicídio foi praticado por motivo fútil, mediante meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu, por maioria, a materialidade e a autoria delitivas, bem como as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).
“Durante o julgamento, demonstramos que o crime foi premeditado e executado em circunstâncias que dificultaram qualquer possibilidade de defesa da vítima. O veredito dos jurados reconheceu essa realidade”, destacou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.
Com base na decisão dos jurados, o juízo da Comarca proferiu sentença condenatória, fixando a pena de 16 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, para cada um dos réus, Misael Antonio da Silva e David Emanoel de Almeida Mendes.
“As qualificadoras reconhecidas pelo Conselho de Sentença não apenas definiram o tipo penal, mas também influenciaram diretamente a resposta penal, evidenciando a maior gravidade concreta do fato”, ressaltou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.
A investigação apontou que o crime teria sido motivado por um contexto de vingança, após a vítima ter dado apoio a terceiro envolvido em um roubo, tornando-se alvo dos acusados. A execução ocorreu em local ermo, com múltiplos golpes de arma branca, evidenciando a extrema violência empregada.
Mato Grosso
Policial penal e mais 10 réus são condenados por organização criminosa

Onze réus foram condenados por integrarem uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho, investigada no âmbito da Operação “Iscariotes”, deflagrada para apurar crimes cometidos na região norte do Estado. A sentença é de 30 de abril, proferida pela 5ª Vara Criminal de Sinop (a 500 km de Cuiabá), e resultou em condenações que ultrapassam três décadas de prisão, incluindo a responsabilização de um agente público.
Foram condenados o policial penal Márcio de Figueiredo e os demais réus Breno Hugo do Nascimento Tavares, Daniel de Oliveira Souza, Diego Pessoa de Oliveira, Jackson Alejandro de Jesus, Jonathan Willian da Silva Lima, Jonas Rodrigues da Silva Neto, Mateus Luan Magalhães de Quadros, Vanilson Nunes de Sousa, Victor Rafael Venit e Vitória Caroline Alves Cardoso. Parte dos condenados também respondeu por tráfico de drogas e por corrupção ativa e passiva, além do crime de organização criminosa.
A maior pena foi aplicada a Daniel de Oliveira Souza, apontado na sentença como um dos principais líderes da facção criminosa. Ele foi condenado a 31 anos, sete meses e 24 dias de reclusão, em regime fechado, além do pagamento de 1.633 dias‑multa. Conforme a decisão, Daniel já estava preso e continuava a exercer funções de comando a partir do presídio, utilizando celulares introduzidos ilegalmente para transmitir ordens e coordenar as atividades criminosas.
Também foi condenado o policial penal Márcio de Figueiredo, lotado no Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande. Ele recebeu pena de 19 anos e quatro meses de reclusão, em regime fechado, além de 1.133 dias‑multa e da perda do cargo público. A sentença reconheceu que o servidor se valeu da função para facilitar a entrada de celulares e drogas no presídio, permitindo a atuação da facção a partir do interior da unidade.
As demais penas impostas variam de cinco a 16 anos de reclusão. Nove réus foram condenados ao regime fechado e tiveram a prisão preventiva mantida, em razão da gravidade concreta dos crimes, da periculosidade dos envolvidos, da estrutura da organização criminosa e do risco à ordem pública. Breno Hugo do Nascimento Tavares e Jackson Alejandro de Jesus foram condenados ao regime semiaberto.
A denúncia foi oferecida em fevereiro de 2025 pela unidade desconcentrada do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) de Sinop, assinada pelos promotores de Justiça Marcelo Linhares Ferreira, Roberta Cheregati Sanches e Carina Sfredo Dalmolin, que informaram que recorrerão da sentença para buscar a majoração das penas.
O Gaeco é uma força‑tarefa permanente composta pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.
A sentença destacou que os líderes exerciam o comando estratégico, enquanto outros integrantes atuavam no transporte de drogas, arrecadação de valores, disciplina interna e apoio logístico, utilizando, em alguns casos, atividades aparentemente lícitas para ocultar a movimentação criminosa.
Batizada de “Iscariotes”, em referência à traição bíblica, a operação simboliza o rompimento da confiança institucional e o enfrentamento à infiltração do crime organizado em estruturas do Estado.
Processo 1000268-60.2025.8.11.0040.
Policial
Ação conjunta captura quatro suspeitos após roubo a residência em Rondonópolis

PMMT
Durante o lançamento de uma operação policial em Rondonópolis, equipes da Polícia Militar foram acionadas para atender a um roubo a residência ocorrido na manhã desta quarta-feira (29). Ao chegarem ao local, os suspeitos já haviam fugido, dando início a uma resposta rápida baseada em informações e monitoramento por câmeras de segurança.
Com o apoio do serviço de inteligência, foi possível identificar o veículo (Fiat Fastback, cor branca) utilizado na fuga e traçar a rota dos criminosos. A partir disso, foi montada uma ação integrada entre a Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Federal, que resultou na interceptação do automóvel na BR-364, nas proximidades da ponte do Rio Vermelho.
Durante a abordagem, três menores foram apreendidos. Na continuidade das diligências, uma mulher maior de idade, também envolvida no crime, foi localizada e presa em uma residência, totalizando quatro envolvidos na ocorrência.
Ressalta-se que a arma de fogo utilizada por um dos menores durante o roubo ainda não foi localizada, permanecendo desaparecida até o momento.
A ação resultou ainda na recuperação do veículo roubado, reforçando a eficiência do trabalho conjunto das forças de segurança e a pronta resposta diante de crimes dessa natureza.
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