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Por que o Chevrolet Onix vende muito mais do que todos os rivais

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Chevrolet Onix: com uma boa central multimídia e opção de câmbio automático desde 2013, tornou-se imbatível nas vendas
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Chevrolet Onix: com uma boa central multimídia e opção de câmbio automático desde 2013, tornou-se imbatível nas vendas

O Chevrolet Onix já pode ser declarado tetracampeão de vendas no Brasil por antecipação. Faltando pouco mais de cinco meses para serem contabilizados, o hatch compacto da General Motors abre uma vantagem de 6.700 carros para o segundo colocado a cada 30 dias. Até o final de julho, a vantagem do Onix para o Hyundai HB20, seu seguidor mais próximo, era de 46,9 mil carros. Deve subir para mais de 53 mil no final de agosto e só se a fábrica da GM em Gravataí parar totalmente a produção o HB20 conseguirá alcançá-lo – e nem assim é uma aposta segura.

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Mas o que faz o sucesso do Onix
? Por que ele, sozinho, vende quase 91% do volume que conseguem juntos seus dois maiores seguidores no ranking, Hyundai HB20 e Ford Ka? E mais: como consegue essa façanha em uma época de pouca fidelidade às marcas? São muitas as razões. Mas a principal delas é que só o Chevrolet Onix conseguiu ocupar o vazio deixado pelo Volkswagen Gol no imaginário e no desejo dos consumidores brasileiros quando o Gol G4 saiu de produção, no final de 2014, por não atender à legislação de segurança imposta pelo programa Inovar-Auto.


Gol: com um projeto de dez anos atrás, sofreu com as incertezas da Volkswagen e demorou para atacar os pontos forte do Onix
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Gol: com um projeto de dez anos atrás, sofreu com as incertezas da Volkswagen e demorou para atacar os pontos forte do Onix

Vale recordar que, naquela época, a Volks vendia ao mesmo tempo o Gol
G5 (projeto de 2008) e o Gol G4 (projeto de 1999 apresentado renovado em 2006). Ficou só com o G5, que era bem mais caro, e tentou emplacar o pequenino Up no lugar do Gol G4. Não deu certo. Mas o Gol já dava sinais de cansaço em 2014, quando não teve fôlego para resistir aos constantes ataques do Fiat Palio e perdeu uma hegemonia que trazia por 27 anos. Por seu lado, a Fiat perdeu o Mille e isso abriu ainda mais as portas para a concorrência.

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De sua parte, a Fiat dobrou a aposta na dobradinha Uno/Palio, enquanto a Volkswagen escalou o Up para substituir o Gol G4, mantendo o G5 no mesmo patamar de preço. Foi seu grande erro. Enquanto a Volks e a Fiat olhavam para o passado, três montadoras olhavam para o futuro: GM (que havia lançado o Chevrolet Onix no final de 2012 para substituir Celta e Corsa), Hyundai (que trouxe o HB20
com um novo padrão de design para os hatches compactos) e Ford (que desistiu do Ka subcompacto e lançou o Ka compacto).

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O que esses três carros tinham em comum? Simples: os três tinham a mesma filosofia do Gol, só que melhorada. A Volks só acertou em uma coisa: em acreditar que o brasileiro continuaria comprando hatches compactos. Para se ter uma ideia, ainda hoje esse tipo de carro representa 46,1% de todos os automóveis de passeio vendidos no Brasil. A indústria já passou da casa de 1,134 milhão de carros licenciados este ano (até julho) e desse total 523 mil são hatches compactos. Isso explica porque eles são os cinco carros mais vendidos do Brasil, nessa ordem: Onix (106,4 mil), HB20 (59,5 mil), Ka (57,8 mil), VW Polo (39,9 mil) e Gol (39,1 mil).

Onix é uma evolução do Gol


Hyundai HB20: o seguidor mais forte do Onix não tem capacidade de produção para ameaçar o líder, mas inovou no segmento
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Hyundai HB20: o seguidor mais forte do Onix não tem capacidade de produção para ameaçar o líder, mas inovou no segmento

Desses carros, todos são uma evolução do Gol, menos o próprio Gol, que continua com o mesmo projeto lançado dez anos atrás. O Onix, por exemplo, é maior que o Gol em comprimento, largura, altura e entre-eixos. São poucos centímetros, mas essas medidas fazem muita diferença na indústria automobilística. Dentro de um Onix, a sensação de espaço é muito maior do que dentro de um Gol. E o Chevrolet nem precisou ter um porta-malas maior do que o Volks (pelo contrário, perde em 5 litros na capacidade total). Faz diferença? Nenhuma! O que realmente fez diferença a favor do Onix foi a decisão da GM de dotá-lo de uma central multimídia eficaz e de uma opção de câmbio automático lá atrás, em 2013, quando esses equipamentos não eram “obrigatórios” em carros dessa categoria, como são hoje.

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Diante do fracasso do Up, sobre o qual já escrevemos diversas vezes, a Volkswagen precisou voltar a dar atenção para um carro compacto de verdade e não para seu subcompacto. E ainda teve a chance de virar o jogo em 2016, quando apresentou a segunda reestilização do projeto de 2008. Diante da queda vertiginosa de vendas do Gol, a Volks tinha decidido lançar a nova geração totalmente baseada no Polo europeu. Porém, mudou de ideia e optou por dar um tapa no visual e introduzir, com três anos de atraso, um bom sistema multimídia para o Gol. E só este ano, com cinco anos de atraso em relação ao Onix, o Gol ganhou um câmbio automático (o I-Motion, automatizado de embreagem simples, nunca foi uma boa solução técnica, a exemplo do que aconteceu com o Dualogic da Fiat e com o Easytronic da linha Chevrolet).


Ford Ka: acertar ao desistir de ser um subcompacto, mas também demorou para melhorar a multimídia e adotar câmbio automático para atacar o Onix
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Ford Ka: acertar ao desistir de ser um subcompacto, mas também demorou para melhorar a multimídia e adotar câmbio automático para atacar o Onix

Nesse meio tempo a Volks lançou o Polo, aí sim para concorrer com as versões 1.4 do Onix. Enquanto isso, a GM continuava vendendo Onix como nunca na rede Chevrolet e não foi abalada sequer com a notícia de que havia tirado a nota mínima no teste de impacto do Latin NCAP. Foi rápida, aliás, em introduzir as barras laterais que a legislação não exige, mas o instituto sim, e ganhou três estrelas, para acalmar sua clientela. O Polo 1.0 de R$ 50.670, porém, só ataca a versão única do Onix 1.0 (R$ 48.390), pois o Onix Joy (R$ 43.790) leva as vantagens que já apontamos – de espaço e notoriedade – contra o Gol 1.0 (R$ 44.990), agora rebaixado a carro de entrada devido ao reposicionamento do Up.

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É muito vaivém para um carro só! E o Gol sempre paga o pato, para sorte do Onix. Com duas versões 1.6 (de R$ 50.780 a R$ 54.580), o Gol tenta ganhar das configurações mais baratas do Onix 1.4 (que tem quatro versões de R$ 54.790 a R$ 59.990). Tentando encurralar o Onix, a Volks escalou também o Polo 1.6, que tem duas versões na faixa de R$ 57 mil a R$ 63 mil. Já o Polo 200TSI (motor 1.0 turbo) é uma opção para quem compra carros entre R$ 68 mil e R$ 73 mil. A favor do Gol também conta o fato de que ele agora tem o câmbio automático mais acessível, pois sai por R$ 54.580, enquanto o Onix automático mais barato custa R$ 60.090. Vamos ver se, daqui para frente, essa nova estratégia da Volkswagen faz diferença.


Volkswagen Polo: o mais novo integrante do clube dos 5 mais vendidos só enfrenta o Onix nas versões mais baratas
Renato Maia/Falando de Carro

Volkswagen Polo: o mais novo integrante do clube dos 5 mais vendidos só enfrenta o Onix nas versões mais baratas

Por enquanto, não fez nenhuma. Desde 2013 o Onix é uma espécie de “Gol evoluído” com a marca da Chevrolet. Ainda vive dos louros de uma decisão tomada lá atrás, quando abandonou dois carros ultrapassados, trouxe um novo sem muita firula que o deixasse caro, mas apostou na central multimídia e no câmbio automático. Quanto ao Gol, por mais atraente que esteja, tecnicamente e financeiramente falando, agora precisa driblar sua própria imagem, que não é mais a de um carro vencedor, e sim de um carro envelhecido, com várias plásticas, e reposicionado para brigar lá embaixo. Já o Polo, no imaginário do consumidor brasileiro, é um carro caro – embora seja competitivo na versão de entrada.

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Como se vê, ao longo do tempo as marcas vão construindo a reputação de seus carros. A Hyundai e a Ford não têm ainda capacidade produtiva, rede de concessionários e imagem de marca para derrotar o campeoníssimo Chevrolet Onix
. A Volkswagen tem. Mas sempre fica aquela dúvida sobre quanto tempo o Gol atual ficará no mercado antes da chegada da nova geração ou de uma quarta cirurgia plástica.

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Prefeito de Nova Mutum paga RGA e cria de vale alimentação para servidores públicos

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Leandro Félix- Foto: Assessoria

O Prefeito de Nova Mutum, Leandro Félix anunciou o pagamento do RGA – Reajuste Geral Anual – aos salários dos servidores municipais e a criação de um vale alimentação também voltado aos colaboradores municipais. O anúncio do Prefeito aconteceu esta manhã (05/07) durante sua participação na 21ª Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores.

Segundo Leandro está em fase de conclusão o levantamento que definirá o percentual do Reajuste Geral Anual. “Já demos o start para que nossa equipe econômica conclua o levantamento. Debateremos o percentual com nossos legisladores antes da definição”, afirmou durante fala em Tribuna.

A Prefeitura de Nova Mutum realizou recentemente uma consulta junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) sobre a legalidade para conceder o reajuste ainda neste ano, por conta da Lei Federal Nº 173, de 27 de maio de 2020, que impede a concessão de reajustes salariais, bem como a Revisão Geral Anual (RGA), aos servidores públicos até dezembro de 2021. “Como o posicionamento do Tribunal nós impediu de realizar o reajuste neste ano, iremos propor este pagamento para janeiro do ano que vem. Sendo assim no início do próximo ano pagaremos o reajuste deste período e já em meados de março realizarmos mais um reajuste. Esta é nossa maneira de valorizar amplamente nossa equipe de servidores públicos municipais”, destacou o Leandro.

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No mês de agosto a Prefeitura encaminha para a Câmara Municipal do Projeto de reajuste, referente ao período de 2020 e em maio encaminha um novo projeto de reajuste, referente a 2021. Totalizando dois reajustes para 2022.

O Prefeito Leandro Félix também anunciou a criação do Cartão Vale Alimentação para os servidores municipais. “Já iniciamos os estudos de viabilidade, também incluiremos nossos legisladores neste debate e este ano encaminharemos o projeto para a Casa de Leis, para iniciarmos o pagamento do Vale Alimentação já no próximo ano. É mais um compromisso firmado com nossos servidores que será cumprido”, complementou.

Ainda durante sua fala em Tribuna, durante a sessão ordinária o Prefeito Leandro homenageou o município de Nova Mutum, que celebrou seu 33º aniversário no último domingo (04/07). Agradeceu o empenho dos servidores municipais que estão diariamente na linha de frente contra a pandemia, prestou considerações às vítimas de covid-19 e reafirmou o compromisso da Gestão Administrativa com toda a cidade e sua população.

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Chevrolet Captiva, um veículo acima da média

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Conheça todos os atributos desse formidável carro

O Chevrolet Captiva é considerado um carro acima da média e não é à toa. Sua relação custo x benefício é simplesmente incomparável. Independente se você comprar um exemplar novo ou procurar no mercado de carros à venda em Cuiabá, o Captiva é sempre uma boa pedida para quem gosta de sofisticação sem ter que pagar tanto.

Ele teve uma excelente recepção no mercado nacional desde o seu lançamento, exibindo um surpreendente sucesso entre o público. Ele foi lançado no ano de 2008 e chegava a ter fila de espera na época e até juros sobre o preço final. Mesmo passado 12 anos, ele continua cativando o público.

Mas qual é a configuração do Chevrolet Captiva? Como é o seu interior, exterior e performance? É o que será abordado adiante.

Ficha técnica completa do Chevrolet Captiva

Observe logo abaixo a ficha técnica completa do Chevrolet Captiva:

Motor: 2.4 Ecotec

Tipo: Dianteiro, Transversal e Gasolina

Número de cilindros: 4 em linha

Cilindrada em cm3: 2.384

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SUV eletrificado menor que o Mustang Mach-E usará plataforma da VW

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O SUV Mustang Mach-E chega no início de 2020 com o exclusivo modelo “First Edition” de produção limitada

Após firmarem uma aliança bilateral, a VW cedeu sua plataforma de carros elétricos MEB para a Ford implementar em seus carros. E, então, eis que surge o “irmão” menor do SUV Mustang Mach-E. Ainda sem ter sido revelado, um relatório oficial aponta que será produzido na Alemanha, que terá características similares aos I.D da Volks — como capô mais curto, pára-brisa mas avançado na dianteira e outros — bem como mais de 300 cv. As expectativas de lançamento são para 2021, após a chegada do SUV do Mustang.

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Junto à plataforma MEB, os motores elétricos e as baterias vão compor um novo sistema de tração nas quatro rodas, que, contando com recursos de regeneração de energia, é esperada uma autonomia capaz de superar os 800 km. Entretanto, os planos da Ford com a novidade — do mesmo modo que com o Mustang Mach-E — ainda são de caracterizá-lo como um modelo autêntico, sem que seja apenas um VW com o logotipo da montadora norte-americana.

“É fundamental que tenhamos flexibilidade suficiente, diferenciação o suficiente e o tipo de desempenho que você espera de um Ford. Muito disso foi feito no início das negociações com a VW. Com os parâmetros que vimos, podemos fazer um ótimo Ford”, diz Ted Cannis, diretor global de eletrificação da Ford.

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Aliança vai ditar parâmetros no futuro

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Aliança Ford-Volkswagen vai significar a expansão dos negócios para as montadoras, para se tornar a maior da Europa

Ao todo, R$ 26 bilhões estão reservados à criação das novas tecnologias. Com isso, a aliança VW-Ford já dá início à maior planta de desenvolvimento de carros elétricos de toda a Europa. O Grupo Volkswagen espera que 10 milhões de veículos sejam produzidos sobre a MEB já na primeira leva.

Segundo o CEO responsável pela aliança VW-Ford, Herbert Diess: “Olhando para o futuro, ainda mais clientes e o meio ambiente se beneficiarão da arquitetura EV da Volkswagen. Nossa aliança global está começando a demonstrar uma promessa ainda maior, e continuamos a analisar outras áreas nas quais podemos colaborar”.

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Outro ponto importante se refere à empresa Argo AI, responsável por desenvolver tecnologias de condução autônoma. Com foco nos novos carros elétricos, tanto a Ford quanto a VW possuem participação conjunta nas ações, que quando somadas, detém a porção majoritária do conselho. A Argo é avaliada em US$ 7 bilhões e, após o acordo, receberá pelo menos US$ 1 bilhão em investimentos. A partir disso, o Mustang Mach-E e outros modelos poderão ser carros autônomos .

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ALMT – Campanha Fake News II

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