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Programa de Imunização é esperança de pôr fim à pandemia, diz Queiroga

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Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, diz que Programa Nacional de Vacinação é a esperança para colocar fim à pandemia
Divulgação/Agência Senado/Jefferson Rudy

Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, diz que Programa Nacional de Vacinação é a esperança para colocar fim à pandemia

O ministro da Saúde Marcelo Queiroga disse hoje (20) que o Programa Nacional de Imunização (PNI) é a esperança de pôr fim à pandemia de Covid-19 no país. Em participação da vacinação em massa da ilha de Paquetá , bairro da capital Rio de Janeiro , o ministro disse que o PNI tem capacidade de vacinar até 2,4 milhões de brasileiros por dia.

O ministro disse que o Ministério da Saúde adquiriu mais de 630 milhões de doses de vacinas e que, desse total, mais de 110 milhões de doses foram distribuídas. Segundo Queiroga, o Brasil se encontra entre os cinco países que mais distribuíram doses de vacinas para a sua população.

Queiroga e outras autoridades da área de saúde foram a Paquetá para o dia de imunização em massa dos moradores da ilha. A ação é uma parceria entre a Secretaria e Saúde do Município do Rio de Janeiro e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), para estudo de Fase 4 da vacina AstraZeneca, quando o que está em análise é a efetividade das vacinas “no mundo real”, conceito que é diferente de eficácia, que é o percentual de proteção medido pelos testes clínicos, em um grupo controlado e em comparação a um placebo antes da aprovação da vacina pelas autoridades sanitárias. Todos os moradores da ilha devem ser vacinados, pelo menos com a primeira dose, ainda hoje.

Na quinta-feira (17), o trabalho começou a ser realizado com a coleta de amostras de sangue para testes sorológicos em moradores de Paquetá que se apresentaram como voluntários. Entre os objetivos, o estudo quer monitorar a “soroconversão”, isto é, quem era soronegativo (não tinha anticorpos) e passou a ser soropositivo (com anticorpos). A pesquisa será capaz de diferenciar quem passou a ter anticorpos por causa da vacina e quem os adquiriu devido a uma infecção, e isso ajudará a verificar, entre outros pontos, o nível de proteção coletiva que será alcançado.

Segundo o secretário de Saúde do Município do Rio de Janeiro Daniel Soranz, 70% da população da lha participou do teste.FiocruzA presidente da Fiocruz Nísia Trindade agradeceu a disponibilidade dos moradores da ilha em participar da pesquisa. Ela disse que “vacinar é sempre uma emoção, quando pensamos na importância das pesquisas que avaliam a vacina e o impacto na transmissão, como está sendo feito aqui em Paquetá”.No evento, Queiroga lamentou profundamente todas as 500 mil vidas perdidas para a covid-19. “Não só os que morreram, mas os que ainda padecem dessa doença. É uma emergência de saúde pública internacional. Não é um problema exclusivo do Brasil e para enfrentá-lo a principal ferramenta é o Sistema Único de Saúde”.

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Fonte: IG SAÚDE

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Paciente é pedida em casamento em UTI de Covid-19 e diz “sim” no Ceará

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Paciente disse
Divulgação

Paciente disse “sim” ao receber pedido de casamento

Uma paciente de 36 anos foi pedida em casamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Misericórdia de Sobral, no Ceará, em tratamento contra a Covid-19. Mônica Regina está internada há 43 dias e foi pedida pelo companheiro Erlo César, de 50 anos, nessa quinta-feira (29). As informações são do portal Metrópoles .

Segundo a publicação, o casal vive junto há 12 anos. “Meu amor, eu sempre adiei esse pedido, sempre deixei o tempo passar, mas hoje é o momento. Quero casar com você, vamos fazer uma festa quando você sair daqui e vamos viver para sempre juntos”, disse o noivo ao fazer o pedido.

Mônica aceitou e, de acordo com o enfermeiro coordenador da unidade, Thiago Ribeiro, o momento foi emocionante. Ele disse ao jornal que a paciente está se recuperando e já fora do período de transmissão da Covid-19.

“Todo o momento foi acolhido com bastante alegria e entusiasmo pela nossa equipe, e para garantir a segurança de pacientes, da equipe e do noivo, o cuidado com a higienização e paramentação foi essencial”, contou o enfermeiro.

“Erlo usou todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários, e o encontro durou poucos minutos”, continuou.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Butantan pede à Anvisa para vacinar público de 3 a 17 anos com Coronavac

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Butantan quer ampliar faixa etária da Coronavac
Reprodução/Twitter/Yang Wanming

Butantan quer ampliar faixa etária da Coronavac

Nesta sexta-feira (30), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu um pedido do Instituto Butantan para incluir crianças e adolescentes de 3 a 17 anos na faixa etária de vacinação contra a Covid-19 com a Coronavac.

O imunizante está autorizado para uso emergencial desde 17 de janeiro deste ano, mas somente para pessoas acima de 18 anos. A Anvisa informou que a inclusão do novo grupo na bula da Coronavac deve ser feita pelo laboratório responsável pela vacina.

Segundo a agência, o fabricante precisa apresentar estudos que comprovem a segurança e eficácia da vacina para a nova faixa etária, para que a decisão seja tomada. As pesquisas podem ser realizadas no Brasil ou em outros países, mas, no caso do imunizante da chinesa Sinovac com o Instituto Butantan, os ensaios são conduzidos fora do território brasileiro.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Tóquio 2020: Recorde de casos de covid liga alerta, mas tem ligação com Jogos?

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BBC News Brasil

Olimpíada de Tóquio 2021: recorde de casos de covid liga alerta, mas tem ligação com Jogos?
Lourdes Heredia* – Do Serviço Mundial da BBC em Tóquio

Olimpíada de Tóquio 2021: recorde de casos de covid liga alerta, mas tem ligação com Jogos?

O Japão atingiu, pelo segundo dia, um número recorde de casos de covid-19 — um aumento perceptível dentro da bolha olímpica, onde as tensões crescentes são sentidas mesmo nas menores interações.

“Por favor, fale baixo perto da comida.” Um funcionário do hotel se aproxima de mim enquanto eu escolho os itens do buffet de café da manhã para comer no meu quarto.

Devido às restrições por causa da pandemia, os jornalistas em Tóquio não têm permissão para comer no restaurante até que tenham passado 14 dias no Japão e completado os testes de PCR diários.

Embora eu esteja usando uma máscara, o funcionário fica preocupado. É apenas um exemplo de como o povo japonês se sente em conflito com relação a sediar os Jogos no meio de uma pandemia, em comparação com o desejo de permanecer seguro e conter a crescente onda de casos.

‘Pior momento’ desde o início da pandemia

Pessoa com máscara em estádio vazio

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Atletas estão competindo em estádios quase vazios e aderindo ao distanciamento social

Tóquio, que sedia as Olimpíadas, está em seu quarto estado de emergência desde o início da pandemia, embora isso não signifique um lockdown completo. Por exemplo, os restaurantes recebem a orientação de parar de servir bebidas alcoólicas após as 20h, mas isso não é obrigatório.

Muitos residentes da cidade se cansaram das restrições facultativas, e alguns especialistas dizem que a decisão de seguir em frente com a realização de um dos maiores eventos esportivos do mundo enviou uma mensagem confusa ao público — uma opinião repetida pelo jornal Mainichi Shimbun , que disse que os Jogos geraram uma “complacência” com a prevenção de infecções.

Nacionalmente, os casos do Japão ultrapassaram 10 mil pela primeira vez na quinta-feira (29/7) e, pelo terceiro dia consecutivo, Tóquio registrou alta, com 3.865 novos casos — superando o recorde anterior estabelecido no dia anterior.

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Esse número é muito maior do que quando atletas e delegações começaram a chegar, em 1º de julho, quando a média diária de novos casos era inferior a 700.

Mulher nas ruas com máscara

Getty Images
O número crescente de casos faz com que japoneses não aproveitem os Jogos

“Estamos no pior momento desde que a pandemia começou há um ano e meio. Temos que enviar uma mensagem mais forte e melhor com urgência e precisão aos cidadãos”, diz Shigeru Omi, que chefia uma força-tarefa do governo contra covid-19.

“Muitos fatores podem aumentar o número de infecções. Por exemplo, os cidadãos estão cansados do coronavírus, há a variante Delta … e há as Olimpíadas. A maior crise é que a sociedade não está acreditando na urgência da situação. Se o clima atual continuar, a pandemia definitivamente vai piorar”.

‘Quando assistimos notícias, ficamos nervosos’

O número crescente de casos tem feito com que alguns no Japão não consigam aproveitar os Jogos, apesar do crescente número de medalhas no país.

“É muito difícil”, diz a residente de Tóquio Yashimoto Yuko, em um pequeno parque fora do Estádio Nacional, um dos poucos lugares perto de um estádio olímpico onde as pessoas podem ir fotos.

“Queremos comemorar, queremos mostrar nosso lindo país, mas quando ouvimos a notícia, ficamos um pouco nervosos.”

Uma mulher assiste aos jogos das Olimpíadas na televisão em uma loja

Getty Images
As pessoas estão sendo incentivadas a ficar em casa e assistir às Olimpíadas na televisão

Na bolha olímpica — onde ficam os funcionários, atletas e jornalistas —, o número de casos é mantido sob controle. Todos precisam seguir um rígido “manual” elaborado pelos organizadores para evitar a propagação do vírus.

Os jornalistas assinam uma declaração prometendo seguir as regras para poder trabalhar. Atletas precisam usar máscaras, exceto quando estiverem comendo, bebendo, dormindo, treinando ou competindo.

Quem viajou ao Japão para a Olimpíada precisa ter em seu telefone aplicativos instalados que monitoram a posição da pessoa por GPS e rastreiam as pessoas com quem ela entrou em contato. As pessoas precisam enviar um relatório diário sobre sua saúde.

Aqueles que estiveram em contato próximo com alguém que testou positivo para covid-19 precisam ficar isolados. Isso aconteceu com os integrantes da equipe australiana de atletismo, após contato próximo com o atleta americano Sam Kendricks, que testou positivo.

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Na quarta-feira, o comitê olímpico disse que mais 16 pessoas ligadas aos Jogos, nenhum deles atletas, testaram positivo para covid-19, elevando o total desde o início deste mês para 174.

Casos diários de covid em Tóquio. Média de 7 dias*. *Dados até 29 de julho.

Há um sentimento na imprensa japonesa de que os Jogos são culpados pelo aumento dos casos de covid-19.

“Desde que os Jogos começaram, a complacência no comportamento dos atletas e dos outros tornou-se visível”, escreve o Mainichi Shimbun.

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O jornal destacou ainda que “também foram vistos atletas em locais de competição se abraçando e, em outros lugares, pessoas tirando completamente as máscaras para torcer pelos competidores, entre outros atos”.

O porta-voz do Comitê Olímpico, Mark Adams, insistiu que o aumento de casos em Tóquio fora da bolha não foi causado pelos Jogos.

“Aqui temos a comunidade mais testada provavelmente de qualquer lugar do mundo”, disse ele. “Além disso, você tem algumas das restrições de lockdown mais duras na Vila dos Atletas.”

“Eles realmente estão vivendo em um mundo paralelo e se ocorrem problemas nós lidamos com eles. Até onde eu sei, não há um único caso de infecção de atletas ou do movimento olímpico se espalhando para a população local.”

“E vou além. Pelo que sei, não há um único caso grave entre eles.”

‘Nenhum outro país poderia ter feito um trabalho melhor’

Pódio

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Os competidores só podem remover suas máscaras por 30s para uma foto no pódio

Os atletas estão tão acostumados com as medidas na bolha que ninguém reclama, pelo menos não oficialmente.

Pablo Sarmiento, um dos médicos da seleção equatoriana, disse que está acostumado com este novo “mundo covid” e que o “sistema de bolhas” se tornou uma norma para eventos esportivos internacionais durante a pandemia.

“Os organizadores japoneses fizeram um excelente trabalho levando em consideração as circunstâncias. Eles tiveram que modificar todos os seus planos e você só pode admirá-los para tentar acomodar a todos nós nessas circunstâncias.”

É um sentimento compartilhado por outras pessoas.

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“Estamos extremamente gratos ao Japão”, disse Santiago Alvarez, da equipe argentina de rúgbi vencedora do bronze. “Não creio que nenhum outro país pudesse ter feito um trabalho melhor.”

‘Fique em casa e assista na TV’

É inegável que existem medidas para tentar reduzir os casos ao mínimo: isolamento, testes diários, barreiras e estações de desinfecção por todo o lado. Mesmo nos estádios praticamente vazios, as pessoas são constantemente lembradas de usar máscaras em todos os momentos e de se distanciarem socialmente.

O comitê olímpico concordou em flexibilizar suas regras em apenas uma situação: uma oportunidade de foto de 30 segundos no pódio após o hino nacional do vencedor. Só então eles podem remover suas máscaras, enquanto comemoram a vitória.

Um voluntário desinfeta o mastro de uma baliza de handebol durante uma partida nas Olimpíadas

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Um voluntário desinfeta o mastro de uma baliza de handebol durante uma partida nas Olimpíadas

Com o passar dos dias, os jornalistas começam a entrar na nova rotina. Os guardas nas portas que controlam se estamos saindo de nossos quartos para ir a uma loja de alimentos ou para pegar o transporte para as instalações olímpicas tornaram-se mais amigáveis.

Mas ninguém pode quebrar nenhuma regra e, com educação, mas com firmeza, eles continuam nos lembrando que esta é uma situação difícil para o Japão, que vacinou totalmente apenas 26% da população até agora.

Toru Kakuta, vice-presidente da Associação Médica de Tóquio, teme que dias piores estejam por vir, alertando que a demanda por leitos hospitalares é agora maior do que o previsto.

“O número de pacientes com sintomas de nível moderado que precisam de fornecimento de oxigênio em alta concentração aumentou.”

Na terça-feira, o primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, pediu às pessoas que fiquem em casa e assistam à Olimpíada pela TV.

Fico me perguntando se a equipe que trabalha incansavelmente na bolha teria preferido que todos nós tivéssemos ficado em casa.

*Colaborou Eddy Duan


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Fonte: IG SAÚDE

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