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Quando chegará nova geração de vacinas que protegem mais contra cepas

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BBC News Brasil

Covid: quando chegará nova geração de vacinas que protegem mais contra variantes
André Biernath – @andre_biernath – Da BBC News Brasil em Londres

Covid: quando chegará nova geração de vacinas que protegem mais contra variantes

André Biernath – @andre_biernath – Da BBC News Brasil em Londres

Depois de um ano e meio de campanha, as vacinas contra a covid-19 devem ser finalmente atualizadas para combater as sublinhagens da variante ômicron, como a BA.1, a BA.4 e a BA.5.

A expectativa é que elas comecem a ficar disponíveis a partir de setembro ou outubro de 2022, segundo o planejamento das agências regulatórias e de farmacêuticas como a Moderna e a Pfizer, que produzem os imunizantes já aprovados e utilizados em larga escala em boa parte do mundo.

“É extremamente desejável e necessário que tenhamos novas vacinas contra a covid”, considera o pediatra e infectologista Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Na prática, o processo de atualizar as doses é mais complicado e desafiador do que se imaginava a princípio.

A principal barreira foi o surgimento rápido e imprevisível de novas variantes do Sars-CoV-2, o coronavírus responsável pela pandemia atual — no ano passado, quando os cientistas estavam trabalhando no desenvolvimento de uma vacina para combater a linhagem alfa e beta, por exemplo, a delta já havia se tornado o problema da vez.

Mas a boa notícia é que as vacinas disponíveis, aplicadas em três ou quatro doses, a depender da faixa etária e das condições de saúde, continuam a proteger bem contra as formas mais graves de covid, relacionadas à hospitalização, intubação e morte.

A BBC News Brasil conversou com especialistas para entender todos os percalços e quais são as possíveis soluções para aumentar a proteção das pessoas contra a covid-19 daqui em diante.

Etapas que não podem ser puladas

Em dezembro de 2020, quando as primeiras vacinas estavam prestes a ficar prontas, uma das informações que mais circularam tinha a ver com a eventual facilidade de atualizar as doses.

“No início, se falava que esse processo seria bem rápido e, em cerca de 20 dias, a gente teria novos imunizantes”, lembra a médica e epidemiologista Denise Garrett, vice-presidente do Instituto Sabin de Vacinas, nos Estados Unidos.

“Com o passar do tempo, vimos que não era bem por aí.”

O processo de modificar a formulação não é tão complicado assim. Nas vacinas de mRNA (como as de Pfizer e Moderna) e nas de vetor viral (como as de AstraZeneca e Janssen), basta modificar a sequência de genes que “ensina” nosso próprio organismo a produzir a espícula (ou proteína S), estrutura que fica na superfície do coronavírus e se encaixa nos receptores das células para dar início à infecção.

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Vale lembrar aqui que essa primeira geração de imunizantes foi desenvolvida com base no vírus “original”, detectado na cidade de Wuhan, na China, a partir do final de 2019.

A espícula é a parte do vírus que sofreu mais mutações genéticas conforme as novas variantes foram aparecendo.

Esse processo, de “editar” a sequência de genes que está na vacina, é realmente simples e pode ser feito em poucos dias no laboratório.

Mas é justamente na próxima etapa que aparecem os maiores entraves.

“As vacinas adaptadas precisam passar pelos testes clínicos para ver se elas funcionam, suscitam uma resposta imune e são igualmente seguras”, detalha a médica Sue Ann Costa Clemens, diretora do Grupo de Vacinas Oxford-Brasil, no Reino Unido.

“Se todos esses resultados forem satisfatórios, entramos na fase regulatória, em que as agências dos países analisam os dados e decidem se as vacinas serão liberadas para uso”, complementa a especialista, que também é chefe do Instituto de Saúde Global da Universidade de Siena, na Itália.

Na melhor das hipóteses, se todo esse processo for feito com agilidade, deve demorar ao menos alguns meses para ser concluído — e isso sem contar o tempo necessário para a produção e a distribuição das milhões de doses do produto.

A grande questão é que o coronavírus trabalha numa velocidade completamente diferente: desde o aparecimento da variante ômicron no final de 2021, várias sublinhagens ainda mais infecciosas e com capacidade de “driblar” a resposta imunológica surgiram em poucos meses.

Só no primeiro semestre de 2022, o mundo viu a BA.1 (a primeira versão da ômicron) ser substituída como linhagem dominante pela BA.2 que, mais recentemente, foi superada por BA.4 e BA.5.

Além desse descompasso, as novas versões virais parecem estar ganhando atributos que ampliam a capacidade delas de escapar da resposta imune obtida por meio da vacinação e de quadros anteriores de covid — o número de pessoas que está se reinfectando pela segunda ou pela terceira vez aumenta a cada dia que passa.

Mas o que virá a seguir? Qual será a futura variante ou sublinhagem de preocupação? Ninguém sabe responder.

Coronavírus

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Novas versões virais estão cada vez mais infecciosas e com capacidade de escapar da resposta imune

Como resolver essa equação?

Temos, portanto, um problema de curto e de longo prazo. Nos próximos meses, as farmacêuticas e as agências regulatórias precisam discutir como acelerar esse processo de testes e aprovação para ampliar a imunidade das pessoas mais suscetíveis aos efeitos da covid-19.

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Nessa linha, a Food and Drug Administration (FDA), a agência regulatória dos Estados Unidos, parece ter dado um primeiro passo.

No final de junho, representantes do órgão determinaram que as doses de reforço que serão usadas no país a partir do outono (que se inicia em setembro no Hemisfério Norte) deverão trazer algum tipo de proteção contra as linhagens da ômicron, de preferência contra a BA.4 e a BA.5.

Antes mesmo do anúncio, algumas farmacêuticas já estavam trabalhando para atualizar seus produtos.

A Moderna, por exemplo, anunciou recentemente que está testando uma vacina capaz de proteger contra o coronavírus “original” e também contra a BA.1.

Os últimos resultados divulgados pela empresa , que ainda precisam ser revisados por cientistas independentes, indicam que a nova versão do imunizante aumenta em duas vezes a produção de anticorpos neutralizantes contra a BA.1 em comparação com as doses mais antigas.

A Pfizer é outra que também avança numa vacina atualizada contra a BA.1 — e os primeiros dados compartilhados pela companhia também indicam um ganho na resposta imunológica.

Os dois laboratórios também dizem estar trabalhando, ainda num estágio mais inicial, em formulações específicas para ampliar a proteção contra a BA.4 e a BA.5. Nesse caso, os resultados devem demorar um pouco mais para sair.

Por ora, não há qualquer perspectiva de quando essas doses atualizadas devem chegar ao Brasil.

Independentemente de como todo esse processo vai se desenrolar nos próximos dois ou três meses, parece ser consenso que é preciso encontrar formas de diminuir a vantagem do vírus nessa corrida, de modo que as doses que serão utilizadas nas campanhas estejam mais próximas da variante em circulação naquele momento.

“O que precisamos para a vacinação contra a covid é algo similar ao que temos contra a gripe, em que as autoridades de saúde analisam e determinam as cepas do vírus influenza que provavelmente vão circular com mais intensidade na próxima temporada”, propõe Garrett.

“A partir daí, seria possível produzir as vacinas sem que exista aquela necessidade de testes clínicos mais longos e todo o processo de aprovação regulatória”, complementa a médica.

Para que um cenário desses vire realidade, porém, será preciso que a circulação do coronavírus fique mais estável.

“Estamos num cenário de completa imprevisibilidade, em que ainda não conseguimos prever qual variante vai circular nos próximos meses”, analisa Kfouri.

Pensar no presente de olho no futuro

Os especialistas entendem que usar vacinas bivalentes (que protegem contra o vírus “original” e também contra a ômicron, como proposto pelas farmacêuticas) pode até ajudar a resolver o problema no curto prazo, mas o futuro da vacinação passa necessariamente por outras soluções mais abrangentes.

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“Devemos mudar o nosso pensamento estratégico. Não adianta apenas ficar adaptando as vacinas às novas linhagens que surgirem”, chama a atenção Clemens, que também é consultora sênior da Fundação Bill e Melinda Gates.

“Precisamos desenvolver soluções capazes de nos proteger não apenas do Sars-CoV-2, mas de toda a família dos coronavírus, que têm o potencial de causar outras pandemias no futuro”, complementa a pesquisadora.

Profissional de saúde vacina criança

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Vacinas contra a covid disponíveis atualmente continuam a proteger contra as formas mais graves da doença

Esses projetos, que envolvem tecnologias como imunizantes de nanopartículas ou soluções aplicadas pelo nariz, estão numa fase bem inicial, e resultados mais robustos só devem sair daqui um ou dois anos.

Garrett cita a necessidade de o investimento massivo nessas pesquisas continuar a existir. “Criar vacinas é um negócio de altíssimo risco. As chances de uma candidata funcionar bem e ser aprovada é de 7%, na média”, calcula.

“Como falamos de algo muito arriscado e caro, os governos precisam fazer um alto investimento junto das companhias farmacêuticas. Porque sem um incentivo, essas empresas sozinhas não vão bancar o risco”, conta a médica.

Para ter ideia, o governo dos Estados Unidos investiu US$ 18 bilhões (R$ 98 bilhões) na Operação Warp Speed, que serviu de base para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos contra a covid-19 — e auxiliou na criação dos imunizantes de Janssen, AstraZeneca e Moderna.

Enquanto essas ideias não viram realidade, é importante seguir a orientação das autoridades de saúde e manter a vacinação em dia.

Afinal, como mencionado anteriormente, as doses que temos à disposição continuam a proteger bem contra hospitalização, intubação e morte relacionadas à infecção pelo coronavírus.

Por ora, o Ministério da Saúde recomenda a aplicação de uma quarta dose de vacina contra a covid em todo mundo com mais de 40 anos de idade e em indivíduos com algum problema imunológico.

Dos 12 aos 39 anos, são preconizadas três doses. Já para crianças de 5 a 11 anos, o esquema inicial com duas doses continua a valer.

De acordo com o portal CoronavirusBra1 , apenas 51% da população brasileira tomou a terceira dose da vacina, que é considerada fundamental para proteger contra as formas mais graves de covid-19.


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Fonte: IG SAÚDE

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SBD alerta para risco de diabetes gestacional e sequelas pós-parto

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Gestantes e o risco de ter diabetes
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Gestantes e o risco de ter diabetes

Um dos momentos mais especiais na vida de uma mulher pode se tornar um pesadelo se os cuidados devidos não forem tomados. Às vésperas do dia da gestante, comemorado nesta segunda-feira (15), a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) alerta para a diabetes mellitus gestacional, que afeta 18% das gestações no Brasil.

Condição temporária gerada pelas mudanças no equilíbrio hormonal durante a gravidez, a diabetes gestacional ocorre porque, em algumas mulheres, o pâncreas não funciona direito na gestação. Normalmente, o órgão produz mais insulina que o habitual nesse período para compensar os hormônios da placenta que reduzem a substância no sangue.

No entanto, em algumas gestações, o mecanismo de compensação não funciona, elevando as taxas de glicose.O problema pode causar complicações tanto para a mãe como para o bebê. No curto prazo, a doença pode estimular o parto prematuro e até a pré-eclâmpsia.

O bebê pode nascer acima do peso e sofrer de hipoglicemia e de desconforto respiratório. A diabetes gestacional normalmente desaparece após o parto, mas pode deixar sequelas duradouras. As mulheres com o problema têm mais chance de progredirem para a diabetes mellitus tipo 2.

As crianças também têm mais chances de desenvolverem a doença e de ficarem obesos. A doença pode acometer qualquer mulher. Como nem sempre os sintomas são identificáveis, a SBD recomenda que todas as gestantes pesquisem a glicemia de jejum no início da gestação e, a partir da 24ª semana de gravidez (início do 6º mês). Elas também devem fazer o teste oral de tolerância à glicose, que mede a glicemia após estímulo da ingestão de glicose.As recomendações principais, no entanto, são o pré-natal e a alimentação saudável.

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Quanto mais cedo o obstetra diagnosticar a doença e iniciar o tratamento, menores as chances de a mãe e o bebê sofrerem alguma complicação no curto e no longo prazo. Além do controle das glicemias capilares, o tratamento da diabetes gestacional consiste num estilo de vida mais saudável, com atividade física e alimentação regrada. As refeições devem ser fracionadas ao longo do dia.

As gorduras devem dar lugar às frutas, verduras, legumes e alimentos integrais. Se não houver contraindicação do obstetra, exercícios físicos moderados também devem fazer parte da rotina.Na maior parte das vezes, esses cuidados dispensam a aplicação de insulina. Se, ainda assim, os níveis de glicose continuarem altos, o médico pode indicar a substância.

A SBD alerta que as mulheres diabéticas tipo 1 ou 2 que engravidam não são consideradas portadoras de diabetes gestacional porque essa doença só aparece após o início da gravidez. As mulheres com altos níveis de glicemia na gestação devem fazer um novo teste de sobrecarga de glicose seis semanas depois de darem à luz.

Em todo o mundo, o problema afeta cerca de 15% das gestações, segundo a International Diabetes Federation, o que representa 18 milhões de nascimentos por ano. No entanto, a prevalência varia conforme a região, indo de 9,5% na África para 26,6% no Sudeste Asiático. No Brasil, estima-se que a prevalência é de 18%.

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Para prevenir a doença, as mulheres devem prestar atenção a fatores de risco: história familiar de diabetes mellitus; glicose alterada em algum momento antes da gravidez; excesso de peso antes ou durante a gravidez; gravidez anterior com feto nascido com mais de 4 quilos; histórico de aborto espontâneo sem causa esclarecida; hipertensão arterial; pré-eclampsia ou eclampsia em gestações anteriores; síndrome dos ovários policísticos e uso de corticoides.

Fonte: IG SAÚDE

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Monkeypox: Moraes será relator de pedido que cobra ação do governo

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O ministro do Supremo, Alexandre de Moraes
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O ministro do Supremo, Alexandre de Moraes

O ministro do Supremo Tribunal (STF) Alexandre de Moraes foi sorteado como relator de ação em que o PSB solicita que o governo federal apresente um plano nacional para conter o avanço da varíola dos macacos (ou monkeypox) , baseado em critérios técnicos e científicos.

O partido também quer que a Corte autorize estados, municípios e Distrito Federal a determinarem a vacinação compulsória a pessoas de grupos de risco, além de exigir passaporte vacinal — caso semelhante ao da covid-19.

A legenda também pede que o governo não divulgue notícias falsas sobre a doença e nem aprove tratamentos sem aval da ciência. Além disso, pede medidas de prevenção à varíola dos macacos na população LGBTQIA+ que seria potencialmente mais vulnerável — até o momento, a maioria dos casos tem se concentrado em homens que fazem sexo com homens (HSH).

A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental foi assinada pelo deputado federal Israel Batista (PSB-DF) na última quinta-feira. De acordo com o partido, há “inércia” do governo federal para o enfrentamento da doença, elevada à categoria de emergência em saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS) :

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“Apesar da disseminação da varíola dos macacos, há total inércia por parte da União Federal sobre o tema, inexistindo, até o presente momento, um Plano Nacional eficiente e operacional, endossado por autoridades sanitárias e científicas, no intuito de coordenar esforços contra a potencial epidemia de Monkeypox. Aliás, frise-se que, nesse sentido, o Governo Federal determinou, inclusive, o fechamento da Sala de Situação para monitoramento da monkeypox ”, diz o texto.

Como O GLOBO mostrou no fim de julho, faltava gestão coordenada do governo federal para barrar a transmissão. Depois, o Ministério anunciou a compra de 50 mil doses de vacina e do antiviral tecovirimat para testes clínicos contra monkeypox por intermédio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), representante da OMS nas Américas.

Segundo o anúncio oficial da pasta, o primeiro lote, de 20 mil doses de imunizantes, deve chegar ao Brasil em setembro, tendo profissionais de saúde e pessoas que tiveram contato com infectados como públicos-alvo.

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Fonte: IG SAÚDE

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Estudo: experiências sexuais precoces levam a uma vida mais saudável

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Casal
Reprodução: pexels – 14/08/2022

Casal

Pessoas que iniciam sua vida sexual mais cedo são mais propensas a ter um melhor funcionamento sexual no futuro. A conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Toronto Mississauga, no Canadá, e vai de encontro a trabalhos anteriores que associam uma estreia sexual precoce a maior risco de desfechos negativos, que vão desde gravidez não planejada e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) até exploração e abuso sexual.

O diferencial do novo estudo foi analisar a estreia sexual em um sentido mais amplo da palavra para incluir outras estreias importantes além da relação sexual – incluindo primeiro contato sexual, primeira estimulação sexual e primeiro orgasmo. Eles também analisaram o impacto que essas experiências tiveram no funcionamento sexual futuro, que raramente havia sido abordado em pesquisas anteriores.

Os pesquisadores entrevistaram 3.139 adultos para saber quando tiveram relações sexuais, contato sexual, estimulação sexual e orgasmo pela primeira vez. Os participantes também foram questionados sobre sua história sexual nas quatro semanas anteriores – especificamente, se tiveram alguma dificuldade com orgasmos, desejo, excitação e satisfação sexual. A média do início da vida sexual entre os participantes do estudo foi de 17 anos.

Os resultados, publicados na revista científica Journal of Sexual Medicine, mostram que aqueles que tiveram um início sexual mais cedo tiveram menos dificuldades em muitos desses domínios e, portanto, uma função sexual mais saudável. Por outro lado, aqueles que atrasam essas experiências são mais propensos a enfrentar dificuldades sexuais no futuro.

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O estudo também descobriu que 93% desses participantes indicaram que já tiveram alguma experiência sexual antes de se envolver em relações sexuais – incluindo contato e estimulação sexual e orgasmo. A equipe também descobriu que exposições anteriores a algumas experiências, como o orgasmo, pareciam aumentar o interesse e a excitabilidade sexual.

No entanto, as mulheres tendiam a ter essas experiências anos depois dos homens – e seu atraso pode se refletir nas taxas mais altas de distúrbios de desejo sexual e de excitação em comparação com os homens.

Os pesquisadores evitaram definir o que é uma iniciação sexual “precoce”, porque isso pode ser definido de várias maneiras, incluindo antes do casamento, antes da idade de consentimento, antes da adolescência e até mesmo antes do desenvolvimento da prontidão sexual.

Diana Peragine, líder do estudo, espera que os resultados lancem uma nova luz sobre as primeiras experiências sexuais e os impactos positivos na saúde que esses eventos têm mais tarde na vida. Ela também espera que esta pesquisa possa informar melhor a educação sexual, em especial as vertentes que pregam abstinência.

“A educação apenas para abstinência enfatiza que nenhuma sexualidade é uma sexualidade saudável para adolescentes. Nossas descobertas não apenas contradizem essa visão, mas (indicam) que os esforços para retardar a atividade sexual podem acarretar um risco”, diz a pesquisadora. Ela complementa dizendo que a educação apenas para abstinência “pode ​​até ser prejudicial para a saúde sexual dos jovens a longo prazo – pelo menos no que diz respeito à capacidade de sexo funcional e saudável”.

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Fonte: IG SAÚDE

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ALMT – Campanha Fake News II

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