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Relação do Brasil com a China é sólida, avalia Tereza Cristina

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A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse nesta quinta-feira (13) que a relação do Brasil com a China é sólida e que o acordo do país asiático com os Estados Unidos não terá reflexos “catastróficos” para o Brasil. “Sou otimista, penso nas oportunidades que as crises podem trazer em certos momentos”, disse a ministra, ao participar do 14º Encontro de Previsão de Safra, promovido pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) e pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), em Brasília. 

Ela ressaltou que o mercado de soja já é conhecido e que a soja produzida hoje já está precificada e vendida. A ministra também lembrou que o Ministério da Agricultura está trabalhando intensivamente para abrir novos mercados e aumentar a base para a exportação do Brasil. “A soja e o milho são importantíssimos, mas temos outras coisas e temos que diversificar a nossa pauta para a nossa balança comercial”.

A ministra disse que é preciso analisar com cautela os possíveis impactos que o novo Coronavirus poderá trazer para a agricultura. Ela lembrou que a China tem 1,3 bilhão de habitantes, e que continuará demandando por alimentos. “São conjunturas momentâneas, mas que temos que analisar com a devida cautela e com um cenário maior e não pontual. Temos que ter muita cautela e responsabilidade, porque os mercados são nervosos”, disse. 

Ela chamou a atenção para a campanha que o Brasil está sofrendo, especialmente na União Europeia, contra os produtos agropecuários brasileiros. “Eles estão nos olhando com lupa, mas é protecionismo. Temos que ter todo o cuidado para que eles não achem motivo para punir o Brasil. Existe uma campanha clara contra o Brasil por causa do nosso tamanho e das nossas possibilidades de expandir”.

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Tereza Cristina voltou a citar o que considera um “mantra” para o setor: “o Brasil é a maior potência agroambiental do mundo, e a nossa agricultura é sustentável”. Ela garantiu que irá trabalhar de maneira firme para consolidar o funcionamento do Código Florestal e do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no país.  “A hora que tivemos isso vamos calar a boca do mundo, porque ninguém tem uma ferramenta como esta”, disse. 

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Polinização pode aumentar a produtividade de culturas de grande importância agrícola no Brasil

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A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou nesta quinta-feira (6) da live Mulheres no Agronegócio Sustentável através do Processo de Polinização com Abelhas, promovido pela Associação Brasileira de Exportadores de Mel (Abemel). No encontro, foi debatida a importância da polinização para aumentar a produção em culturas de grande relevância agrícola no Brasil, como soja e café. 

A ministra destacou que o Brasil pode trabalhar para aumentar sua atuação nesse setor. “Pela nossa dimensão, diversidade das culturas e pelo nosso clima, poderíamos ter uma atuação muito mais efetiva nesse setor. A polinização ser usada como bioinsumo é uma coisa nova temos um espaço enorme para trabalhar mais esse assunto”, disse.

Para a presidente da Abemel, Andressa Berretta, as abelhas podem ser um importante bioinsumo para o agronegócio brasileiro. “As abelhas podem ser essenciais como políticas públicas para ajudar a criar a consciência de como podemos evitar a geração de carbono para o ambiente, o consumo de água só usando as abelhas como insumo para aumentar a produção”.  

A diretora-executiva da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), Vanusia Nogueira, ressaltou que, além do aumento da produtividade proporcionado pelo uso de polinizadores na cultura do café, a prática possibilita a redução do uso de outros recursos e pode alavancar o valor agregado do produto. “Esse aumento de produtividade fica totalmente em linha com tudo o que o agro brasileiro tem defendido e buscado mostrar para o mundo: que nós temos uma agricultura extremamente sustentável e que podemos aumentar a produtividade, o nível de alimentos que entregamos para o mundo sem necessariamente aumentar as áreas que precisamos para fazer isso”, disse.

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Segundo ela, os primeiros testes com polinizadores na cultura do café têm  gerado resultados promissores. “Os produtores já estão animados em se engajar nesse processo a partir da próxima florada, em setembro”, concluiu. Dados da Startup Agrobee referentes à safra 2019/2020 mostraram um aumento médio de 20% na cultura de café que teve a polinização assistida e inteligente promovida pela empresa.  

A sócia fundadora da iniciativa Pretaterra, Paula Costa, falou sobre a importância de alavancar no Brasil o sistema de pagamentos por serviços ecossistêmicos dentro dos sistemas produtivos. A ministra concordou que é preciso avançar neste tema e convidou as participantes da live para a elaboração de uma proposta no Mapa.

A ministra também comentou sobre o Selo Arte para produtos artesanais provenientes da apicultura e meliponicultura (mel, própolis ecera), que deve ser regulamentado em breve pelo Mapa. O selo permite que os produtos artesanais de origem animal sejam comercializados em todo o território nacional.

Valor econômico

O serviço ecossistêmico prestado pelos animais polinizadores à agricultura brasileira contribuiu com um valor econômico estimado de R$ 43 bilhões em 2018. A estimativa se refere aos valores que seriam gastos pelos agricultores caso os polinizadores não contribuíssem para a produção de alimentos. A soja responde por 60% do valor estimado, seguida pelo café (12%), laranja (5%) e maçã (4%).  

Os dados são do Relatório Temático sobre Polinização, Polinizadores e Produção de Alimento no Brasil, fruto da parceria entre a Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos e a Rede Brasileira de Interações Planta-Polinizador. Segundo o estudo, a intervenção de polinizadores em cultivos de café favorece um aumento de 30% no rendimento desse cultivo. 

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As abelhas são o grupo de polinizadores mais abundante na agricultura, pois visitam mais de 90% dos 107 principais cultivos agrícolas já estudados no mundo. 

Produção e exportação de mel

A produção de mel no Brasil foi de 42,35 mil toneladas em 2018, com valor de produção de R$ 502,84 milhões. A Região Sul é responsável por 38,9% do total produzido, e a Região Nordeste, 33,6%. Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Em 2019, o Brasil exportou 30 mil toneladas de mel natural, com valor de US$ 68,3 milhões. Em 2020, as exportações subiram 35,7%, em comparação ao primeiro semestre de 2019. 

Os Estados Unidos são responsáveis por 78% das aquisições de mel do Brasil, em valor. Em 2019, foram exportados para o país 24,1 mil toneladas de mel, com US$ 54,2 milhões. O segundo país importador é a Alemanha, com 1,8 mil toneladas e US$ 4,7 milhões em valor. 

Em 2019, o Kuwait abriu o mercado de mel para o Brasil. Desde 2016, era aguardada a autorização pelo país árabe.

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Produtores de soja e milho doam máscaras, luvas, álcool e alimentos, em Cuiabá

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Fortalecimento Institucional

Produtores de soja e milho doam máscaras, luvas, álcool e alimentos, em Cuiabá

Foram dez instituições beneficiadas

06/08/2020

Produtores de alimentos, representados pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), fizeram a doação de 1.526 cestas básicas com materiais de higiene e limpeza, 1.000 litros de álcool 70%, 1.000 máscaras e 5.000 luvas. As entregas foram realizadas em instituições de apoio a famílias carentes e hospitais filantrópicos, em Cuiabá e fazem parte das ações de 2020 do Projeto Agrosolidário, desenvolvido há mais de dez anos pela entidade.

No total foram dez instituições beneficiadas. As cestas básicas com kits de higiene pessoal e limpeza serão destinadas a famílias carentes através da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Correa (Cridac), escola Estrelinha de Jesus, Igreja Batista Vozes que Clamam, Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência, Obras Sociais Wantuil de Freitas e Análio Franco e Associação Espírita Yvonne Amaral. Os litros de álcool 70% foram destinados ao Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá e Hospital de Câncer de Mato Grosso, que também recebeu as luvas e máscaras.

Diretor administrativo da Aprosoja, Lucas Costa Beber acompanhou as entregas realizadas nesta semana e afirmou que os produtores de soja e milho buscam, com o projeto Agrosolidário, se aproximar da sociedade, especialmente nesse momento de pandemia provocada pelo Covid-19 que gerou uma crise econômica em todo país.

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“Aprosoja está sempre contribuindo, ainda mais nesse momento de pandemia. Pra nós é uma satisfação estarmos representando todos os produtores de soja e milho de Mato Grosso. Queremos estar mais próximos da sociedade, especialmente dos que mais precisam”, pontuou o diretor, que é produtor rural em Nova Mutum.

Para o diretor do Cridac, Luiz Antônio Ferreira, os produtores de soja e milho são parceiros leais das pessoas assistidas pelo Centro de Reabilitação. Pela segunda vez a Aprosoja faz doação de cestas básicas no Cridac, que segundo o diretor será essencial para as famílias contempladas. “A gente solicita a Aprosoja porque sabemos que podemos contar. Nossos usuários são 100% Sistema Único de Saúde (SUS) e muito carentes. Vai ajudar muito, por um período amenizam o sofrimento de muitas famílias. É extremamente importante essa cesta básica com o kit de higiene e limpeza, é alimento e cuidados com a saúde nesse momento de pandemia”, pontuou.

“Essa doação veio para somar com os nossos trabalhos, que têm como foco principal as famílias em situação de vulnerabilidade social. Serão mais 500 famílias beneficiadas e atendidas nesse momento de enfrentamento a pandemia do novo coronavírus”, disse a secretária-adjunta de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Clausi Barbosa.

Diretor técnico do Hospital Geral, Dr. Alexandre Maitelli, contou que devido a pandemia o consumo de álcool aumentou cerca de 10% no local. “É um item de muita necessidade no hospital pra manter as atividades e a assistência aos pacientes.  Estamos agradecidos pela contribuição da Aprosoja que irá colaborar com a manutenção das nossas atividades”, disse.

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Quem também acompanhou as entregas nas instituições foi o produtor rural em Campo Verde e vice-presidente Sul da Aprosoja, Fernando Ferri. Ele lembrou que o Agrosolidário é um ato de cuidado dos produtores de soja e milho com a sociedade. “Nós produtores rurais, somos na maioria de origem humilde, passamos necessidade e sabemos da importância do alimento na mesa das famílias. Trabalhamos muito e hoje temos uma condição melhor e podemos retribuir o que essa terra nos proporcionou”, pontuou Ferri.

As entregas também foram acompanhadas pelo diretor-executivo da entidade, Wellington Andrade e pela gerente administrativa, responsável pelo projeto Agrososlidário, Gisele Lima Bendô.

 

Fonte: Ascom

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: [email protected]

Fonte: APROSOJA

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Mapa libera R$ 50 milhões de subvenção para seguro rural nas regiões Norte e Nordeste

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Produtores de grãos das regiões Norte e Nordeste poderão acessar, até outubro, o orçamento exclusivo de R$ 50 milhões no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). “Essa medida tem como objetivo fomentar a oferta de seguros e elevar o número de apólices contratadas nessas regiões”, explica o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), César Halum. 

Em 2019, o Mapa já havia destacado pelo menos R$ 20 milhões do PSR para essas regiões e com bons resultados. No ano passado, as duas regiões somaram R$ 23,1 milhões em subvenção nos seguros rurais em todas as atividades, com destaque para grãos. A área segurada em 2018 era de 193,5 mil hectares em 2019 passou para 367,3 mil hectares nas duas regiões.  

O produtor Pedro Alves de Menezes, de Nossa Senhora Aparecida (SE), diz que ficou satisfeito com a cobertura do seguro rural contratado com apoio do governo. “Na safra 2018/19 tive uma seca com perda de quase 100% da lavoura, o técnico avaliou a roça e 30 dias depois o dinheiro estava depositado na conta”, conta.  

Contratação

Os produtores podem contratar a apólice de seguro rural com corretores e nas instituições financeiras que operem com as 14 companhias seguradoras credenciadas no PSR. Além disso, há recursos disponíveis no PSR para as modalidades de seguro rural de pecuária, frutas, olerícolas, café, cana-de-açúcar, aquícola e florestas. Neste ano, o Mapa pretende aplicar R$ 955 milhões em apoio financeiro aos produtores no seguro rural em todo o território nacional.O seguro rural é destinado aos produtores pessoa física ou jurídica, independente de acesso ao crédito rural. 

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A subvenção econômica concedida pelo Ministério da Agricultura pode ser pleiteada por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécies contempladas pelo Programa. Para os grãos em geral, o percentual de subvenção ao prêmio pode variar entre 20% e 40%, a depender da cultura e tipo de cobertura contratada. No caso das frutas, olerícolas, cana-de-açúcar e demais modalidades (florestas, pecuário e aquícola) o percentual de subvenção ao prêmio será fixo em 40%. 

Para produtores que estão contratando crédito de custeio nas instituições financeiras e são enquadrados no Pronaf, entre julho e outubro, há um projeto-piloto com recursos de R$ 50 milhões do PSR de estímulo a contratação do seguro agrícola de soja e milho verão (subvenção de 55% do prêmio) e para banana, maçã e uva (subvenção de 60% do prêmio).

Para produtores das regiões Norte e Nordeste de grãos, o PSR destinará R$ 50 milhões exclusivos para essas regiões nos meses de setembro e outubro. 

Para mais informações sobre o PSR, faça o download do aplicativo. Basta acessar para Android e para IOS 

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